Dr. Thiago Bittencourt

Por que a recuperação de fraturas em crianças é mais rápida?

Por que a recuperação de fraturas em crianças é mais rápida?

Você, provavelmente, já notou ou se perguntou porque as fraturas em crianças se curam mais rápido. A capacidade de cura após uma fratura ou ruptura óssea em nosso corpo tem relação ao quão fortes os nossos ossos são, da intensidade da fratura, bem como da própria estrutura daquele osso que foi afetado.

Quer entender mais sobre os motivos que ajudam as crianças nesse processo? Continue a leitura e fique por dentro do tema!

Crianças se curam mais rápido

Normalmente, é muito mais comum vermos crianças usando gesso que adultos. Porém, elas realmente têm uma vantagem única que possibilita que seus ossos consigam se curar mais rápido.

Para termos uma ideia dessa diferença, basta considerar que o tempo que os ossos de crianças precisam para se curar são de semanas, enquanto que nos adultos, normalmente, são necessários alguns meses.

Um dos principais motivos que dão as crianças esse privilégio em termos de recuperação pode ser explicado pelo seu próprio organismo: como ainda estão em fase de crescimento, os ossos fraturados ou quebrados são mais facilmente acomodados.

Vale ressaltar, porém, que quando uma criança fratura um osso a ação de cuidados deve ser tomada imediatamente. Afinal, quanto mais cedo o osso for colocado em seu lugar correto, mais cedo ele começará a cicatrizar, minimizando o período de incômodos com gesso.

Crianças têm ossos mais fortes e mais grossos

Então, o que difere tanto os ossos das crianças dos adultos? A diferença está no periosteum, que consiste em uma densa camada de tecido conjuntivo vascular que cobre os ossos e é mais presente nos pequenos.

Esse fato interessante não apenas faz com que os ossos fiquem mais espessos e mais fortes, como também influencia no tempo de recuperação e cura, tornando o processo mais rápido. Os ossos das crianças também são muito ricos em oxigênio, o que também contribui positivamente em caso de algum dano.

Porém, nem tudo sobre a recuperação rápida de fraturas em crianças é positivo. Devido a capacidade incrível da espessura dos ossos, torna-se muito mais difícil que diagnósticos de pequenas fraturas sejam feitas.

Nesse sentido, cabe uma consideração muito importante para os pais e responsáveis por crianças pequenas: caso haja alguma reclamação de dor após uma queda ou acidente, é preciso buscar o quanto antes um atendimento médico para uma avaliação melhor detalhada sobre a condição.

O que fazer caso haja a suspeita de fraturas em crianças?

A primeira medida a ser tomada trata-se da imobilização do membro afetado. Ao fazer isso, é possível reduzir o inchaço e a dor, além de evitar que a lesão aumente. Um detalhe muito importante é que o membro deve ser imobilizado na posição em que está, caso contrário, a fratura pode ser agravada por movimentos inadequados.

Além disso, se houver algum ferimento, pode-se limpar com soro fisiológico ou água corrente e cobri-lo com material limpo até a chegada ao serviço de emergência. Por fim, no caso de haver sangramento abundante, é importante fazer compressas no local para que o sangue seja estancado.

Então, é isso! Esperamos que esse conteúdo tenha esclarecido um pouco sobre os motivos que fazem as fraturas em crianças se recuperarem mais rápido.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

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Pé plano na infância é normal?

O pé plano, nas crianças recém-nascidas, se deve pelo fato de que os ossos são formados por matrizes de cartilagem que ainda não foram calcificadas. Por isso, os pezinhos dos bebês são muito flexíveis.

O desenvolvimento do arco plantar começa, de forma efetiva, a partir do quarto ou quinto ano de vida, época em que musculatura também está em pleno desenvolvimento.

Entenda mais sobre o pé chato na infância logo a seguir!

Desenvolvimento do pé

Antes de seguirmos adiante, vale ressaltar que pé plano na primeira infância é perfeitamente normal e, por isso, não deve ser motivo de grandes preocupações, uma vez que faz parte do desenvolvimento natural da criança.

A curvinha do pé é constituída de músculos, sendo assim, enquanto ainda é muito nova, a criança precisa fortalecer seus pés para que essa curva possa se formar.

O arco principal do pé, também conhecido como arco longitudinal medial, começa a ser formado por volta dos três ou quatro anos de idade. O desenvolvimento prossegue no decorrer dos primeiros dez anos de vida.

Aliás, existem estudos que apontam que o pé ainda não atingiu sua postura madura entre os 7 e 10 anos de idade.

Por isso, é normal ter que esperar que eles consigam obter firmeza nos primeiros anos de vida para depois começar a formar do arco plantar — por volta dos sete anos.

Por outro lado, existem alguns fatores que pode interferir na formação e desenvolvimento natural das estruturas dos pés. Por exemplo, passar pouco tempo com pés descalços, usar calçados muito rígidos, pequenos demais ou muito grandes, ou ainda, mal ajustados.

O que leva ao surgimento de pé plano nas crianças?

É comum encontrar pessoas que acreditam que o pé chato é uma anormalidade na criança e que, por isso, ela vai precisar usar algum tipo de sapato especial, talas, palmilhas e até aparelhos.

Como observamos acima, essa é uma condição normal e está presente no processo de crescimento de qualquer criança. Além disso, 95% daquelas que cresceram com pés chatos desenvolvem o arco normal com o passar dos anos.

Apenas um pequeno grupo terá problemas. Mas a maioria das crianças que têm pé plano persistente não sentem nenhuma dificuldade em realizar atividades físicas ou sentem sintomas de dor, por exemplo.

Em raros casos pode-se verificar algum problema subjacente. Nessas situações, o médico especialista vai analisar cuidadosamente o caso e os sintomas para planejar um trabalho de cuidados contínuos.

Vale lembrar que crianças mais velhas que sentem dor por terem pés chatos ou rígidos e que cresceram com arcos normais, mas desenvolveram a condição mais tarde, precisam de um acompanhamento especial.

Quando o tratamento é necessário?

Se a criança está se desenvolvendo bem sem apresentar nenhum sintoma, normalmente, não é preciso recorrer a nenhum tipo de tratamento. No lugar disso, haverá apenas o acompanhamento da condição.

Entretanto, em algumas situações de pés planos assintomáticos o especialista em ortopedia poderá recomendar o uso de dispositivos ortopédicos personalizados. Já quando há sintomas, é preciso adotar tratamentos específicos que podem ou não ter abordagens não cirúrgicas.

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Salto alto: 5 lesões causadas pelo uso

Salto alto: 5 lesões causadas pelo uso

Para uma extensa maioria das mulheres, o uso do salto alto é uma necessidade diária, seja por fazer parte do vestuário do trabalho, seja pela elegância ou apenas por uma questão de gosto pessoal.

Entretanto, o uso excessivo desse acessório pode não ser muito saudável, não somente para os pés, mas também para outras partes do corpo, tais como, pernas, articulações e coluna. O salto alto promove a alteração do centro de gravidade do corpo, como consequência, ele é deslocado para frente, o que resulta em uma sobrecarga da coluna, joelhos e musculaturas os pés. Com o passar do tempo, isso pode resultar em sérios problemas para a mulher.

Nos parágrafos a seguir, vamos apresentar algumas das principais lesões e problemas que o salto alto pode ocasionar. Acompanhe!

Lesões que podem ser causadas pelo uso de salto alto

1. Fraturas por estresse

Mesmo que o salto alto seja usado por pouco tempo ele poderá causar danos aos pés. Para sentir os efeitos nem é preciso fazer uso por um período prolongado. As lesões ocasionadas por estresse nos tornozelos e outras estruturas dos pés tem a ser muito dolorosas e, além disso, o processo de cura pode ser um pouco demorado.

2. Problemas nas articulações

Se a pessoa já apresenta uma predisposição para desenvolver problemas nas articulações e ligamentos que envolvem o tornozelo, o uso de salto alto pode piorar e até fazer com que problemas surjam.

À medida que a pessoa anda com esse tipo de calçado, a cartilagem pode ser desgastada. Muitas pessoas não consideram esse aspecto ao utilizar o salto alto, mas é essencial ter isso em mente para redobrar os cuidados.

3. Bolhas

Talvez, a queixa mais recorrente de problemas que surgem nos pés das mulheres que usam salto alto sejam as bolhas. Elas surgem em decorrência do atrito provocado entre a sandália e os pés.

As bolhas, geralmente, ocorrem na região do calcanhar, mas de acordo com o tipo de calçado o mesmo problema pode ocorrer na área dos tornozelos. Sendo assim, é muito importante que as mulheres, ao escolher esse item, tomem muito cuidado para evitar esse tipo de incômodo.

4. Piora de lesões

Se a mulher tem dedos em martelo ou joanetes, o salto alto pode piorar esses problemas. No caso dos joanetes, eles não somente podem crescer como, também, podem ficar muito doloridos.

5. Calos

Os calos também são muito recorrentes nas pessoas que fazem uso em excesso de salto alto. Eles se formam como uma espécie de o pé se proteger de lesões repetitivas. Para evitar a formação de calos a melhor coisa a se fazer é uma visita ao ortopedista. Dessa forma, o profissional poderá fazer uma avaliação mais completa. Essa avaliação será feita com o auxílio de radiografias para identificar as regiões mais afetadas. Assim e quais cuidados devem ser tomados para melhor proteger os tornozelos.

É preciso deixar de usar salto para sempre?

Na realidade, tal medida não é necessária. Mas para isso, é preciso ter bom senso na escolha do calçado, além de procurar usar sempre com moderação. Algumas atitudes simples podem ajudar muito nesse sentido. Dentre elas, podemos citar, por exemplo, levar um par de sapatos mais confortáveis na bolsa para ser usado quando for possível, seja na rua ou dentre do escritório, por exemplo.

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Apofisite de calcâneo: causas, sintomas e tratamentos

Apofisite de calcâneo: causas, sintomas e tratamentos

Também conhecida como doença de Sever, a apofisite de calcâneo, é considerado o problema mais comum quando o assunto são causas de dor no calcanhar de atletas mais jovens. Trata-se de uma inflamação que costuma provocar dores muito incômodas. É uma condição que pode afetar apenas um calcanhar ou ambos.

Na maioria dos casos a forma escolhida para lidar com a apofisite de calcâneo é mais conservadora. À medida que a dor diminui o jovem pode começar a voltar às suas atividades normais.

Dependendo do caso, esse problema pode persistir por meses sendo que, caso o paciente perceba aumento da dor mesmo com tratamento, é importante voltar ao médico para uma nova avaliação.

Preparamos esse artigo com alguns dos principais pontos sobre essa condição. Saiba mais sobre ela a seguir.

Quais são as principais causas?

Uma das causas mais recorrentes de apofisite de calcâneo é a prática de esportes. Isso acontece em decorrência do estresse do osso do calcanhar e de seu uso excessivo. A placa de crescimento do calcanhar é sensível a pancadas repetidas em superfícies duras. Além de gerar micro traumas e tensão muscular, o tecido pode ficar inflamado.

É por esse motivo que crianças e adolescentes que participam frequentemente de atividades como basquete, futebol e atletismo são mais vulneráveis a desenvolver a condição.

Outras causas potenciais de apofisite do calcâneo envolvem problemas biomecânicos, a exemplo do pé arqueado ou pé chato, tendão de Aquiles e obesidade.

Como é feito o diagnóstico de apofisite de calcâneo?

O especialista, para diagnosticar essa condição, vai observar o histórico médico completo do paciente, assim como fará uma avaliação sobre as atividades recentes para que seja possível descartar outras condições.

Os exames de raios X são um dos recursos mais usados para a análise da condição. Caso julgue necessário, o ortopedista poderá solicitar outros exames de imagem para direcionar melhor o tratamento.

Por falar em tratamento, quais os disponíveis?

O especialista médico tem a sua disposição uma série de medidas que podem ser usadas para tratar a apofisite de calcâneo. Algumas delas são:

  • Imobilização. Em situações mais graves e de acordo a idade do paciente, o gesso pode ser a forma mais eficaz para ajudar na cicatrização;
  • Medicamentos. Anti-inflamatórios não corticoides, a exemplo do ibuprofeno, ajudam a tratar a inflamação e a diminuir a dor;
  • Apoios para o calcanhar. Em alguns casos, apoios temporários nos calçados e acessórios ortopédicos podem ajudar a dar suporte para o calcanhar. Assim, diminui-se o estresse na região;
  • Reduzir as atividades. O paciente deve interromper ou reduzir qualquer atividade que contribua para causar dor nos tornozelos.

Em alguns jovens, a dor no calcanhar provocada pela apofisite de calcâneo pode retornar mesmo depois de o tratamento ter sido realizado. Isso acontece pois o calcanhar ainda está crescendo. A persistência da dor pode indicar a condição apontada neste artigo ou um problema diferente. Por isso, ao sinal de que algo não está bem, é importante consultar o ortopedista. Assim, evita-se o agravamento da situação.

Por fim, é possível adotar algumas medidas preventivas. Dentre elas, evitar atividades que exijam além da capacidade da criança, escolher corretamente o tipo de calçado e cuidar para evitar a obesidade.

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6 maneiras de prevenir a artrose no tornozelo

6 maneiras de prevenir a artrose no tornozelo

A artrose do tornozelo nada mais é que o desgaste da articulação dessa região do corpo. É uma doença que se caracteriza por ser degenerativa e progressiva, sendo que, em alguns casos, pode até se tornar incapacitante. Isso pode ocorrer em decorrência da perda do movimento normal da articulação e das dores, que costumam ser intensas.

Por outro lado, o tornozelo não é uma região comum para o surgimento dessa condição. O motivo para isso, é que a cartilagem que o reveste tem maior resistência que as demais.

Doenças inflamatórias, lesões graves de ligamentos e fraturas costumam ser as principais bases para o surgimento da artrose do tornozelo.

A seguir, vamos conhecer algumas ações que podem ajudar a prevenir esse problema. Acompanhe e fique por dentro!

6 maneiras de prevenir a artrose no tornozelo

1. Usar gelo e calor

Terapias de calor, como bolsas de água quente, podem ajudar a relaxar e a diminuir a rigidez e a dor. Já o gelo pode ser usado para entorpecer as regiões doloridas e inflamadas dos tornozelos.

2. Exercícios para os tornozelos

Realizar exercícios suaves, que não provoquem estresse ou sobrecarreguem a articulação do tornozelo podem ser úteis para ajudar a manter a funcionalidade. Entretanto, como estamos tratando da artrose que é uma condição degenerativa, é preciso consultar o médico antes de fazer qualquer coisa, pois corre-se o risco de piorar a situação quando os cuidados devidos não são tomados.

3. Manter o peso sob controle

Os tornozelos estão na base de sustentação de todo o corpo. Logo, qualquer excesso sobrecarrega os pés e, para pessoas com artrose, a situação é ainda mais complicada. Por isso, controlar o peso é uma das formas mais simples de prevenir essa condição ou piorar o seu quadro, caso já esteja instalada.

4. Cuidar para escolher bem os calçados

Calçados do tamanho certo e com palmilhas almofadas podem ajudar a melhorar a situação de pessoas com problemas nos tornozelos.  Como uma das principais causas de artrose nessa região dos pés são os traumas e lesões, reduzir a quantidade de atividades alto impacto e dar a articulação um bom nível de amortecimento é muito importante em termos de prevenção.

5. Limpar o organismo

Já falamos que cuidar para ter o peso ideal ajuda pessoas que têm artrose. Porém, uma dica adicional é evitar alimentos processados e ricos em açúcar. Quanto mais equilibrada e saudável é a alimentação, menos propenso o corpo fica para desenvolver doenças e maior é a manutenção da saúde das articulações e ossos.

6. Consulte sempre um profissional

A melhor maneira de prevenir a artrose do tornozelo é procurar visitar o ortopedista sempre que notar que alguma coisa não está bem. Além disso, ao verificar a presença de um problema, esse profissional poderá iniciar o tratamento imediatamente, de forma que a pessoa possa ter uma melhor qualidade de vida enquanto convive com a artrose.

Por fim, vale sempre lembrar que não é recomendado tomar nenhuma ação por conta própria. Pode ser que a pessoa tenha artrose ou outra condição, por isso, o especialista nunca deve ser descartado. Afinal, ele é quem sabe o melhor caminho a ser tomado.

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10 problemas que podem ser corrigidos com o uso de palmilhas ortopédicas

10 problemas que podem ser corrigidos com o uso de palmilhas ortopédicas

As palmilhas ortopédicas são acessórios desenvolvidos especialmente com o objetivo de melhorar a saúde dos pés, assim como do resto do corpo. Elas são bem diferentes dos modelos que vem de fábrica nos calçados.

As palmilhas ortopédicas são usadas com finalidades terapêuticas, considerando-se a necessidade e a condição da pessoa que precisará utilizá-la.

Quer saber mais sobre o assunto? A seguir, listamos alguns dos principais problemas que podem ser corrigidos com esse item. Acompanhe!

Quais condições podem ser tratadas com palmilhas ortopédicas?

As palmilhas podem ser usadas para uma gama muito grande de casos. Lembrando que o primeiro passo é consultar um especialista para que ele possa recomendar a solução ideal. Com relação aos problemas que podem ser tratados, temos:

  1. Diferença entre os membros, quando uma perna é maior que a outra.
  2. Problemas posturais.
  3. Pé torto congênito;
  4. Pé chato e Pé Cavo.
  5. Joanetes.
  6. Tendinite.
  7. Retenção de líquido.
  8. Fascite plantar.
  9. Esporão no calcanhar.
  10. Linfedema.

Por meio desses exemplos, fica fácil perceber a grande variedade de condições que podem ser tratadas. Sendo assim, é importante que a pessoa saiba que não é qualquer tipo de palmilha que poderá ajudar a resolver seu problema. Cada situação exige algo personalizado e um tratamento específico.

Quais são os benefícios do uso de palmilhas ortopédicas?

Adotar palmilhas ortopédicas como um recurso para o tratamento dos problemas apontados anteriormente, oferece uma série de benefícios a curto, médio e longo prazo. Dentre eles, destacamos os citados abaixo:

  • Melhora o bem-estar: a pessoa se sente mais confortável no dia a dia para realizar suas atividades.
  • Ajuda na prática de esportes: algumas pessoas evitam participar de esportes em decorrência de algum problema que poderia ser resolvido ou minimizado com o uso de palmilhas ortopédicas.
  • Menos impacto nas articulações: vários problemas que afetam os pés podem sobrecarregar as articulações fazendo com que outras complicações surjam ou piorem. Com esse acessório, é possível proteger melhor as articulações dos pés e pernas.
  • Melhora a postura: uma postura inadequada também pode trazer vários problemas para a pessoa. Sem o uso de uma palmilha a tendência é que eles evoluam para uma situação mais sério.

Como escolher a melhor palmilha?

O ponto de partida para a escolha da palmilha ortopédica é uma consulta com o médico especialista. Como vimos, há modelos diferentes para condições diferentes. Ao seguir as recomendações do médico, será possível escolher aquela que ofereça o melhor suporte ao arco plantar, que permita diminuir a sobrecarga nas articulações e que ajudem no equilíbrio, dentre tantos outros pontos.

No entanto, vale sempre lembrar que, para que resultados satisfatórios possam ser obtidos, é necessário ficar atento a confecção da palmilha ortopédica. Ou seja, ela precisa abranger todos os pontos necessários da condição apresentada, por exemplo, o tamanho que pessoa calça, o peso corporal, região do pé que precisa ser trabalhada ou o tipo de deformação.

As palmilhas ortopédicas são um recurso muito útil para melhorar a vida das pessoas. Vale muito a pena consultar o médico ortopedista para que ele possa indicar como tudo deve ser feito!

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Saiba as diferenças entre o pé chato rígido e o flexível

Saiba as diferenças entre o pé chato rígido e o flexível

Para entender corretamente o que pode estar acontecendo com os pés da criança, é essencial saber as diferenças entre dois tipos de pé chato existentes: o rígido e o flexível. Eles são muito distintos entre si e, em termos de tratamento, também precisam de planos diferenciados.

A seguir, vamos entender melhor as diferenças entre esses dois tipos de pé chato. Acompanhe e saiba mais!

Pé chato flexível

Durante os primeiros dez anos de vida da criança, o arco plantar se desenvolve a medida que os ligamentos, músculos e ossos do pé também se desenvolvem. No caso do pé chato flexível, o arco é visto quando o pé não está suportando nenhum peso, mas some quando a criança está andando ou em pé.

Os recém-nascidos tendem a ter pés chatos flexíveis, mas essa condição, geralmente, some até os dez anos de idade.

Por outro lado, há casos em que o pé chato flexível persistirá durante a adolescência e até na vida adulta da pessoa. Nos casos em que não há nenhum sintoma, a medida mais adotada é o acompanhamento da condição.

Porém, quando os sintomas estão presentes a criança pode sentir muitas dores, fazendo com haja limitações para a realização de determinadas atividades diárias, como alguns esportes.

Na presença de sintomas, o ortopedista deve ser consultado o quanto antes, para que os sinais possam ser avaliados corretamente e ele possa definir o melhor tipo de tratamento que garantirá melhorias e mais qualidade de vida para a criança.

Pé chato rígido

O pé chato rígido tem como principal causa o desenvolvimento anormal das estruturas dos pés. Essa condição pode ter origem em conexões estranhas entre os ossos e defeitos congênitos, a exemplo do tálus vertical.

Nessa última situação, o osso da articulação inferior do tornozelo (tálus) se posicionou de maneira incorreta em relação aos ossos do pé médio. É um defeito que vem de nascença e, na maior parte dos casos, tem uma associação direta com distúrbios neuromusculares, a exemplo da espinha bífida ou artrogripose.

Quando o problema não é tratado de forma adequada, a condição pode causar muitos incômodos para a criança. Afinal, pode provocar dor, manchas espessas na pele e dificuldades de realizar atividades normais para a idade e usar sapatos.

Em boa parte dos casos, a cirurgia é o recurso mais eficiente para corrigir tal problema.

Quando é o momento certo de procurar o ortopedista?

Por boa parte da infância, até cerca dos 10 anos de idade, os pés da criança ainda estão passando pela formação de suas estruturas. Isso significa que eles são diferentes dos pés dos adultos.

Entretanto, a recomendação de procurar pelo auxílio do médico ortopedista vai para as situações em que o paciente apresenta dor, fadiga ou ainda, quando evidentes preocupações com o desalinhamento.

Atualmente, a medicina conta com várias abordagens que podem melhorar a qualidade de vida e resolver os problemas dos pés nas crianças. O ponto chave, é sempre consultar o especialista antes de tomar qualquer medida.

Por fim, esperamos que esse artigo tenha ajudado a você a compreender melhor as diferenças dos tipos de pé chato. Lembre-se de nunca ficar com dúvidas sobre o assunto!

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Como prevenir o pé diabético?

Certamente, uma das lesões mais recorrentes em pessoas que sofrem com diabetes — condição que leva o corpo a ter dificuldades na regulação dos níveis de açúcar no sangue —é o chamado pé diabético. Pessoas com esse problema de saúde, precisam estar sempre atentas para evitar úlceras nos pés ou impedir que elas possam piorar.

Para termos uma ideia do quanto os pés ficam vulneráveis quando a pessoa tem diabetes, basta tomar o exemplo de uma pequena bolha que, em poucos dias, pode se transformar em uma ferida aberta.

E tem mais, pessoas com essa condição tendem a ter prejuízos nos nervos, algo chamado de neuropatia periférica. Esse problema as impede de sentir dor nos pés, por isso, qualquer arranhão, corte ou bolha pode passar despercebida.

A seguir, vamos conhecer alguns pontos que merecem atenção para prevenir as possíveis complicações do pé diabético. Acompanhe!

Formas de prevenir o pé diabético

Acompanhar os níveis de açúcar no sangue

A principal prevenção para o pé diabético é monitorar constantemente os níveis de açúcar no sangue. Dessa forma, é possível garantir que eles estejam dentro de uma faixa considerada saudável.

Grandes quantidades de açúcar no sangue podem causar complicações nos pés, além de dificultar o processo de cura.

Cuidar dos pés

Pessoas diabéticas precisam inspecionar cuidadosamente em uma rotina diária. A atenção deve ser voltada para a localização de cortes, bolhas e arranhões. Unhas encravadas também podem representar um problema.

Também é importante fazer o monitoramento dos pés na presença de vermelhidão, calor e inchaço, pois esses sinais podem indicar uma infecção em curso. Nesse caso, o médico deve ser procurado imediatamente.

Perder peso

Controlar o peso também faz parte dos cuidados que visam prevenir complicações no pé diabético. Vale lembrar que o excesso de peso sobrecarrega os pés, aumentando o nível de atrito ao usar sapatos e isso pode causar  cortes e bolhas.

Caso a obesidade esteja interferindo no controle eficiente de peso, é melhor discutir a situação com o médico para avaliar as possíveis soluções, como uma cirurgia para redução de estômago, por exemplo.

Escolher bem os calçados

Para pessoas que sofrem com pé diabético, os melhores tipos de calçados são os fechados, confortáveis, macios e com solado firme, pois oferecem mais segurança. Porém, antes de comprar, é necessário conferir se não existe alguma deformação. Calçados duros, de plástico, com ponta fina, saltos muito altos, de couro sintético e sandálias devem ser evitados., já que alguns contribuem para o surgimento de problemas nos pés enquanto que outros, como as sandálias, deixam os pés desprotegidos.

Ah! Sempre que for possível, deve-se evitar uso de calçados novos por mais de duas horas. Posteriormente, quando estiverem mais macios e melhor acomodados aos pés, poderão ser usados por um período maior de tempo.

Outras recomendações

Nos tópicos acima, você acompanhou algumas dicas práticas e orientações para prevenir problemas com o pé diabético. Entretanto, são apenas alguns exemplos. Há muito mais que você pode fazer para melhorar sua qualidade de vida como diabético:

  • Evitar fazer uso de meias elásticas e apertadas, pois podem interferir na circulação sanguínea dos membros inferiores.
  • Quando estiver sentado, aproveitar a oportunidade para colocar os pés para cima, para melhorar fluxo sanguíneo.
  • Parar de fumar.
  • Procurar ser mais ativo. Há atividades que podem ser aproveitadas pelos mais variados tipos de perfis. Por exemplo, caminhada, andar de bicicleta, dançar, praticar ioga ou alongamento.

Por fim, mesmo tomando os cuidados que abordamos no decorrer deste artigo, é fundamental que você mantenha uma rotina de visita ao médico, para que sua condição seja acompanhada de perto e tratada da melhor forma possível!

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Dor no joelho: pode ser por defeito na pisada

Dor no joelho: pode ser por defeito na pisada

A dor no joelho é uma manifestação comum e, por isso, afeta pessoas de todas as idades. Afinal de contas, essa é a maior articulação do nosso corpo. O que poucas pessoas sabem é que o sintoma pode ser resultado de alterações na pisada.

Para que você tenha uma ideia, este membro é constituído de ligamentos, tíbia, cartilagem, patela e fêmur. Por isso, quando acontece algum problema com uma dessas partes, as queixas sobre dores no joelho começam a surgir.

Vale lembrar que, frequentemente, essa área do corpo é submetida a esforços, alguns até exaustivos. Por esse motivo, as dores e lesões acabam sendo inevitáveis. Porém, esse não é o único motivo da dor no joelho, porque a forma como você pisa também pode desencadeá-la, como dito acima.

Se você balançou a cabeça de um lado para o outro em sinal de negação, não se preocupe, porque, neste artigo, explico mais sobre a relação entre dores no joelho e pisada.

Confira, a seguir.

Tipos de pisada

De forma geral, a pisada engloba a caminhada e também a impulsão. Ou seja, o momento em que o pé apoia o chão com o calcanhar, até o impulso feito com o auxílio do dedão.

Esse circuito revela o instante em que o pé entra em contato com o chão. Logo, ele mostra o momento que esse membro recebe o peso do corpo. Por isso, as pisadas erradas podem comprometer o joelho, além de outras partes do corpo.

Conheça os diferentes tipos de pisada.

Pisada pronada

A pronação é um movimento em que o pé se desvia exageradamente para dentro, no momento em que encosta no solo. Essa movimentação tende a prejudicar a distribuição do peso, favorecendo o surgimento de lesões e sobrecargas nas articulações.

Pisada supinada

A supinação já é o posto. Em vez de o deslocamento ser para dentro, ele é exageradamente para fora. Isso faz com que o peso corporal seja descarregado, com maior intensidade, para a lateral externa do pé. Portanto, nesse caso, também há sobrecarga e risco de lesões no joelho.

Pisada neutra

A pisada neutra é a ideal, porque toda a carga corporal é distribuída uniformemente nos pés, gerando impacto correto nos joelhos. Logo, este tipo de pegada absorve melhor os impactos e isso acaba protegendo as articulações.

Como corrigir as alterações na pisada?

O primeiro passo é a reabilitação, ou seja, a correção dos desvios articulares, que é feita a partir de exercícios pontuais orientados por especialistas. Afinal de contas, é imprescindível que o paciente tenha consciência do próprio corpo.

Depois, o uso de palmilhas anatômicas, bem como de calçados apropriados, faz a diferença nesse processo de recuperação da pisada. Pois, o amortecimento, nos caso das pisadas supinada e pronada, é muito importante.

Quais são as consequências para o joelho?

Como vimos, o membro inferior é muito importante, quando se trata da sustentação do corpo. Mas, além disso, ele também é responsável pelo equilíbrio, locomoção e transferência de peso enquanto andamos ou corremos. Portanto, os desvios nos joelhos também tendem a ser prejudiciais, quando não são corrigidos, tais como:

  • joelho valgo: o valgismo é quando um joelho se aproxima do outro, se desviando para dentro;
  • joelho varo: a perna de “cowboy”, como é popularmente conhecida, é caracterizada pelo desvio da articulação para fora.

A dor no joelho pode surgir por diferentes motivos, e a pisada incorreta é um deles. Por isso, conhecer os desvios que afetam o membro inferior é fundamental para corrigi-los com o acompanhamento médico.

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Ruptura do tendão de Aquiles: quais são as causas e tratamentos?

Ruptura do tendão de Aquiles: quais são as causas e tratamentos?

Resumidamente, o tendão de Aquiles é formado por fibras e está localizado na parte traseira da perna, acima do calcanhar. Ou seja, a localização dele é oportuna. Isso porque ele tem a missão de conectar o osso do calcanhar à musculatura da panturrilha. Logo, este é um tendão resistente.

Apesar disso, também é importante salientar que essa é uma das partes do corpo mais forçadas, sobretudo, durante corridas. Por isso, os rompimentos nessa região são mais comuns do que se pode imaginar. Afinal de contas, o esforço excessivo praticado sobre o tendão irritado, por exemplo, culmina na ruptura dele.

Quando isso acontece, a panturrilha fica bastante inchada, com hematomas, além de dolorida. Por isso, é difícil ou até mesmo impossível caminhar quando o rompimento dele é total. Neste artigo, apresento algumas das possíveis causas e ainda destaco os tratamentos recomendados. Quer ficar por dentro? Continue a leitura!

O que provoca a ruptura do tendão de Aquiles?

Normalmente, essa ruptura ocorre com maior frequência entre os 30 e 40 anos de idade. Os homens lideram o percentual de atingidos pela lesão. Nesse caso, os motivos mais comuns relacionados a essas lesões tem a ver com aumento de intensidade em alguma prática esportiva, fraqueza muscular e pisadas em falso.

Por isso, as paradas bruscas, as corridas, os saltos, os arranques durante uma competição, por exemplo, aumentam o risco dessas ocorrências. Além disso, o consumo de alguns antibióticos, bem como a infiltração com corticoide, usada para aliviar dores e inflamação, também estão associados à lesão.

Diagnóstico da ruptura do tendão de Aquiles

A investigação do médico, no caso de ruptura do tendão de Aquiles, é baseada em observação de movimentos específicos e exames físicos de modo geral. Além disso, a fim de que a análise seja completa e segura, o especialista também solicita exames complementares, como ressonância magnética, ultrassonografia, além de radiografia.

Quais são os tratamentos indicados?

Após o diagnóstico, o médico inicia o tratamento com base nos resultados obtidos, levando em consideração a gravidade da lesão, bem como a idade do paciente.

Geralmente, para corrigir o problema, os pacientes mais jovens optam pelo processo operatório, enquanto que os de idade avançada preferem o tratamento não cirúrgico. Ou seja, o processo cirúrgico é uma das formas que se tem para resolver o rompimento do tendão.

No entanto, o problema também pode ser tratado com imobilização da área afetada, no caso de ruptura parcial. E a cirurgia, normalmente, é mais indicada quando há rompimento total.

Independentemente disso, em ambos os casos, a fisioterapia é recomendada. A modalidade terapêutica possibilita o aumento da circulação sanguínea local, promove a propriocepção (capacidade de reconhecimento espacial do corpo), fortalece os músculos e ainda aliviar as dores e possíveis inflamações.

O tratamento de um paciente que passa pela recuperação, devido à ruptura do tendão de Aquiles, pode levar entre seis e oito meses. No entanto, a depender da gravidade da lesão, esse prazo pode ser estendido para até um ano, com sessões de fisioterapia sendo realizadas entre quatro e cinco vezes na semana.

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Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Todos