Dr. Thiago Bittencourt

Fratura de Talus: entenda melhor

Fratura de Talus: entenda melhor

O osso que faz a conexão entre o calcanhar e os ossos da fíbula e tíbia da perna, é denominado talus. Este, Por sua vez, é coberto quase que em sua totalidade por uma cartilagem flácida (macia) que absorve e permite movimentação entre os ossos. Quando acontece a fratura de talus, o indivíduo não consegue caminhar.

Causas

As causas principais desse tipo de lesão são quedas de alturas elevadas e choques de grande impacto e diretamente no tornozelo, como acidente de automóveis, por exemplo.

É bem comum essa fratura acontecer em atletas, devido a estarem propícios a sofrerem entorses com mais frequência.

Sintomas da Fratura de Talus

Os sintomas mais habituais dessa fratura consistem em dores muito fortes no local, inchaço e sustentação do corpo totalmente comprometida.

Entretanto, por esses sintomas serem bem parecidos com o de outras lesões, é muito importante uma consulta com um médico ortopedista para que o diagnóstico seja feito com exatidão.

Existem algumas variações da fratura de talus, na qual os sintomas podem ser um pouco diferentes dos mais comuns citados acima. São elas:

1-    Talus minimamente deslocado

Dor intensa no tornozelo normalmente é o primeiro sinal, mas também pode haver sensibilidade e edema no local.

A pessoa consegue caminhar, porém sente dor.

2-    Talus deslocado

O edema, a dor e a sensibilidade são bem maiores. Além disso, o indivíduo provavelmente não conseguirá botar peso no tornozelo fraturado.

3-    Talus aberto

O sintoma mais evidente é a visão do osso colado na pele. A dor ainda será intensa e poderá acontecer sangramento excessivo.

É comum que a pessoa que sofre uma fratura exposta fique desacordada devido a intensidade do choque ou da perda de sangue.

Tratamento

O tratamento é iniciado com uma compressa de gelo no local e a retenção do apoio do pé lesionado.

O médico deverá indicar a utilização de um imobilizador e de muletas para preservar a região afetada.

Caso a lesão seja de uma gravidade maior, o procedimento cirúrgico se fará necessário para diminuir o desvio provocado e prender o osso com pinos, parafusos e placas, até que aconteça a cicatrização completa.

No entanto, também existe a possibilidade que aconteça uma grave complicação na fratura — o chamado comprometimento da irrigação sanguínea no local da lesão — que pode levar a uma necrose avascular ou a uma artrose no futuro.

A fisioterapia ortopédica deve ter início logo que a lesão for diagnosticada ou alguns dias depois em casos cirúrgicos, após a lesão ser apropriadamente estabilizada.

A diminuição da dor e do edema é feita através de electroterapia e o objetivo terapêutico é restaurar a força e os movimentos dos músculos que agem nessa articulação.

Recuperação

Provavelmente o paciente usará uma tala por um período de oito semanas após o procedimento cirúrgico.

Nenhum ou no máximo pouco peso deve ser posto sobre o tornozelo nesse período, mas vale a pena ressaltar que quem decide essa questão é o cirurgião ortopédico.

O processo de recuperação da fratura de talus, pode ser menor desde que a cirurgia tenha sido bem sucedida e o deslocamento da fratura não tenha acontecido com muita gravidade.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Todos
O que é uma fratura de jones?

O que é uma fratura de jones?

A fratura de Jones é um tipo de fratura óssea que acontece entre o meio e a base do quinto metatarso do pé e causa uma dor próxima a parte central do pé, do lado de fora.

Além disso, pode também haver hematomas e dificuldade para caminhar. Seu início, de forma geral, é repentino.

O quinto metatarso é um tipo ósseo muito sujeito à dor, pois absorve um impacto muito grande durante caminhadas e corridas, especialmente quando estas são realizadas de forma incorreta ou quando o indivíduo pisa de maneira inadequada.

Esse tipo de fratura foi retratada pela primeira vez no ano de 1902 pelo cirurgião ortopedista Robert Jones, quando foi acometido por essa lesão enquanto dançava.

Se trata de uma lesão bem comum entre os dançarinos e os esportistas.

Fratura de Jones: tipos

As fraturas do quinto metatarso são bem comuns e, na maioria dos casos, estão ligadas a entorses no tornozelo.

A base óssea serve de introdução para estabilização do tornozelo — o chamado tendão fibular curto. Ao torcer o tornozelo, este tendão é movimentado por tração, podendo ocasionar a fratura na base do osso.

Existem três formas principais de como podem acontecer as fraturas do quinto metatarso. São elas:

  1. Por avulsão: Quando o tornozelo sofre uma entorse;
  2.  Fratura por estresse: É o tipo de fratura mais comum, afetando principalmente os atletas e os jovens;
  3. Fratura de Jones: Esse tipo de fratura pode ser por estresse ou aguda e ocorre na base. Entre as três formas é mais rara, porém também é a que exige um tratamento mais complexo.

Causas

O quinto metatarso também é um osso muito propício à fratura. Assim sendo, o uso de saltos altos ou a prática de esportes como basquete e vôlei — que requerem movimentos bruscos e grandes saltos — podem ser fatores de perigo para a fratura do quinto metatarso.

Outro fator que causa a fratura de jones acontece durante a flexão do pé, fazendo com que o pé dobre para dentro.

Esse movimento normalmente é executado quando acontece uma mudança rápida de direção enquanto o calcanhar não está apoiado no chão.

Diagnóstico da fratura de jones

O paciente apresenta um hematoma após o trauma e reclama de dor na lateral externa do pé. Diante disso, o diagnóstico normalmente é baseado no exame clínico e confirmado por meio de radiografias.

Tratamento

O tratamento inicial é, de forma geral, com um gesso ortopédico. O paciente deve ficar sem caminhar com o pé fraturado por aproximadamente seis semanas.

Se depois desse tempo o paciente ainda apresentar dor, o médico poderá recomendar mais um período de seis semanas de repouso do pé fraturado.

Por ser uma área que não tem uma boa circulação sanguínea, o que dificulta a cicatrização, o procedimento cirúrgico pode se tornar necessário, como foi no caso do jogador Neymar.

Vale a pena ressaltar que a fratura de jones é o tipo de fratura mais rara de acometer a área do quinto metatarso e também é a que dificulta mais o tratamento.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Todos
Ruptura do tendão de aquiles: entenda melhor

Ruptura do tendão de aquiles: entenda melhor

O tendão de aquiles — também conhecido como tendão calcâneo — é o tendão mais resistente do corpo humano.

Ele tem sua estrutura composta por um tecido fibroso que conecta os músculos da panturrilha (solar e gastrocnêmios), até o calcanhar.

Quando a musculatura da perna é flexionada, o tendão repuxa o calcanhar. Esse tipo de movimento é realizado para nos proporcionar ficar de pé, andar e correr.

Apesar de ser o tendão mais forte do corpo humano, o tendão de aquiles é também o mais suscetível a lesões.

Além do mais, existem outros fatores que contribuem para essa vulnerabilidade.

Um deles é o fato do músculo gastrocnêmio — onde o tendão calcâneo está ligado diretamente — transpassar três articulações: o tornozelo, o joelho e o subtalar, o que produz um estresse mecânico muito grande.

Outro fator é baixa circulação sanguínea na região.

Causas da ruptura do tendão de aquiles

A ruptura do tendão ocasiona a divisão completa do tendão em dois segmentos distintos, afetando consideravelmente a capacidade de locomoção dos pés e das pernas.

Envelhecimento, obesidade, exercícios repetitivos e exaustivos — que requerem partidas repentinas e rápidas — podem aumentar o risco desse tipo de lesão.

Até mesmo pequenos incidentes como quedas e entorses, por exemplo, além do uso de sapatos inapropriados e medicamentos como os da classe dos esteróides ou antibióticos, podem proporcionar um desgaste maior do tendão e — consequentemente — aumentar o risco de ruptura do calcâneo.

Esse tipo de lesão é mais comum na parte de trás da perna — normalmente um pouco acima do calcanhar — e tem o poder de afetar mais homens, com idades entre 30 e 40 anos.

Existem outras causas não muito prováveis — mas possíveis — que podem causar a ruptura do tendão calcâneo. São elas:

  • Quadros de tendinite de repetição pré-existentes;
  • Flexão traumática dos músculos do tornozelo ou do dorso do pé quando estão contraídos;
  • Doenças como diabetes e artrite;
  • Não fazer aquecimento e alongamento da musculatura, antes de realizar atividades físicas;
  • Sedentarismo;
  • Obesidade.

Sintomas

Quando acontece o rompimento do tendão, as pessoas sentem como se tivesseM levado uma pancada bem forte atrás do tornozelo. Em alguns casos é possível ouvir um estalo. A seguir, vamos listar alguns sintomas desse tipo de lesão:

  •  Dor inesperada e muito forte na panturrilha ou na parte de trás do tornozelo;
  •  Incapacidade de caminhar, apoiar o pé no chão e de ficar na ponta dos pés;
  • Vermelhidão e inchaço no local da lesão;

Tratamento para a ruptura do tendão de aquiles

O objetivo do tratamento é restaurar as funções perdidas com a lesão do tendão, propiciando ao paciente o retorno das atividades que estava acostumado antes de sofrer a lesão.

Há duas opções terapêuticas: o tratamento conservador (não cirúrgico) e a cirurgia para conectar as duas pontas do tecido danificado.

A escolha do tipo de tratamento que será seguido depende da idade, tipo de gravidade da lesão e condições físicas do paciente.

A verdade é que ambos podem oferecer bons resultados, apesar de alguns estudos mostrarem que o tratamento convencional (não cirúrgico), está mais propício ao reaparecimento da lesão.

Porém, em ambos os casos, medicamentos anti-inflamatórios do tipo não esteroides (AINES), como o ibuprofeno e o paracetamol, são propostos para aliviar a dor e reduzir o edema.

 Qualquer que tenha sido o tratamento adotado, o paciente ficará com o tornozelo imobilizado por cerca de oito semanas.

Exercícios de fisioterapia são de suma importância para o processo da recuperação funcional do tendão de aquiles, que inclui também a restauração completa dos movimentos do tornozelo e o fortalecimento dos músculos da panturrilha e das pernas.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Todos
Perguntas e respostas sobre entorse no tornozelo

Perguntas e respostas sobre entorse no tornozelo

A entorse no tornozelo é o tipo de lesão que ocorre frequentemente durante a prática esportiva, porém também pode acontecer de forma menos frequente no decorrer da realização de exercícios físicos comuns do dia a dia. Esse tipo de trauma é responsável por cerca de 25% das lesões.

A gravidade da entorse varia muito. Algumas pessoas sentem dor durante poucos dias e somente durante as atividades físicas, outras sequer conseguem apoiar o pé no chão e podem ficar afastadas de suas atividades por um período bem maior.

Entenda a entorse no tornozelo

A estabilidade lateral do tornozelo é permitida pelo mecanismo contensor dos ligamentos talo-fibular posterior, anterior e talo-calcâneo, ligada ao terço distal da fíbula. Existem dois mecanismos principais desse tipo de entorse:

1- Inversão (torção do pé para dentro)

A planta do pé é virada para dentro. Esse variação da lesão no tornozelo é responsável pela grande maioria das entorses, causando o traumatismo dos ligamentos laterais.

O ligamento mais afetado é o talofibular anterior, em seguida vem o calcaneofibular.

2- Eversão (torção do pé para fora)

A planta do pé é virada para fora, causando a lesão dos ligamentos mediais. A aversão também comprime o joelho lateralmente.

Essa compressão em algumas situações — acompanhada com a dorsiflexão — pode causar fratura na fíbula distal.

Classificação das lesões

Há três tipos de classificações para as entorses no tornozelo, mas — de modo geral — são graduadas em: leves (grau 1), moderadas (grau 2) ou graves (grau 3), dependendo da forma que os ligamentos foram acometidos.

Grau 1

Ocorre estiramento nos ligamentos, mas — na maioria dos casos — a dor passa em torno de cinco dias.

Grau 2

Lesão nos ligamentos de forma parcial. A dor pode permanecer por mais de dez dias, a cicatrização acontece em torno de quinze dias e o tratamento com fisioterapia é indicado.

Grau 3

Lesão nos ligamentos de forma total. A dor é intensa, a cicatrização demora cerca de 30 dias e o tratamento com fisioterapia é extremamente necessário.

Quais são os sintomas da entorse no tornozelo?

Existem alguns sintomas que podem determinar se realmente aconteceu uma entorse no tornozelo. Dentre eles, vamos citar alguns dos mais comuns.

  • Dor no tornozelo, dificuldade de andar ou até de firmar o pé no chão;
  • Edema na parte lateral do pé;
  • A área do tornozelo pode ficar roxa e inchada;
  • Dor sensível ao toque na região lateral do tornozelo e do pé;

 O local afetado pode ficar com a temperatura levemente elevada.

E as causas?

Normalmente, a entorse acontece quando o pé vira para dentro ou para fora, obrigando a articulação do tornozelo a sair da sua posição normal.

Nos esportes que exigem movimentos extremos e repentinos (futebol, basquetebol, atletismo, etc), podem acontecer entorses mais facilmente.

A seguir, veja algumas causas que podem levar a torção do tornozelo, além das principais já citadas acima.

  •  Um simples desequilíbrio;
  •  Uso de calçados inadequados (sapato largo, salto alto);
  •  Pessoas que possuem uma fragilidade na musculatura e fazem atividade física sem orientação profissional;

Como tratar a entorse no tornozelo?

Fazer uso de compressa de gelo no tornozelo afetado enquanto repousa — deitado ou sentado — com os pés bem elevados é uma forma bem eficaz de aliviar a dor e o edema.

Nas lesões leves, é suficiente para controlar esses sintomas num período de três a cinco dias.

A fisioterapia é recomendada quando o indivíduo mostra muita dificuldade de caminhar, o que é uma indicação que aconteceu um estiramento ou rompimento dos ligamentos que ligam os ossos do pé.

Exercícios de alongamento e depois de fortalecimento muscular é indicado com o propósito de evitar uma nova entorse no tornozelo. Fazer uso de pomada anti-inflamatória é uma boa forma também de melhorar a dor e o desconforto.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!
Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Todos
Quando devo me preocupar com a dor no pé do meu filho?

Quando devo me preocupar com a dor no pé do meu filho?

Quando uma criança diz que está sentindo dor no pé, muitas vezes os pais não dão a devida atenção, pois nessa fase da vida é comum que a criança se machuque durante uma brincadeira ou outra.

Porém, há casos em que essas dores podem estar relacionadas à problemas que exigem um acompanhamento médico.

Quando falamos de problemas relacionados aos pés de uma criança, é fundamental que os pais procurem ajuda de um profissional, pois em casos de problemas mais sérios, um diagnóstico precoce se torna primordial para se iniciar o tratamento adequado.

Como os pés das crianças ainda estão em fase de formação, pode ser que ocorra alguma disfunção nesse desenvolvimento.

Problemas que causam dor no pé

Confira abaixo alguns dos possíveis problemas que podem causar dores nos pés das crianças.

Pé chato

É o termo utilizado para a aparência de um pé que não possui um arco bem desenvolvido, ou seja, o formato dos ossos faz com que quase toda a sola do pé toque no chão ao caminhar.

O bebê ao nascer não possui o arco plantar, que é a curva que impede que a sola do pé toque por completo no chão.

Essa curva se desenvolve conforme a criança vai crescendo e se forma totalmente por volta dos 6 anos de idade.

No entanto, algumas crianças não a desenvolvem perfeitamente o que acaba ocasionando o pé chato, normalmente isso ocorre devido a fatores genéticos.

Doença de sever

A doença de sever se caracteriza por uma inflamação na apofisite do calcâneo (osso do calcanhar), e costuma atingir crianças e adolescentes que praticam atividades físicas.

Essa doença é consequência do uso exagerado do tendão do calcanhar, o que acaba causando pequenos traumas nas placas de crescimento.

A maioria dos casos atinge crianças entre os 7 e 15 anos de idade.

Dores de crescimento

São dores que surgem quando a criança está em fase de crescimento, com a possibilidade de se prolongar até os 18 anos de idade, porém é mais comum acometer crianças entre 5 e 10 anos de idade.

A dor do crescimento atinge cerca de 20% das crianças, podendo causar dores nos pés, pernas, joelhos ou coxas e ainda não se sabe qual o principal fator que a causa.

Não existe tratamento para esse tipo de dor, pois se trata de uma dor benigna e seus sintomas desaparecem sem a necessidade de medicamentos ou fisioterapias.

Dor no pé: quando buscar ajuda de um médico?

Procurar ajuda médica precocemente é muito importante para se ter êxito no tratamento, portanto, caso as crianças não notifiquem aos seus responsáveis sobre as dores que sente no pé, é importante que os pais verifiquem a presença de alguns sintomas que podem ser indicativos de um possível distúrbio.

Alguns desses sintomas, são:

  • Dor ou sensibilidade no pé, perna ou joelho;
  • Dor ao praticar atividades atléticas ou caminhadas longas;
  • Dores no calcanhar ou na região do arco;

Visto isso, caso a criança sinta dores frequentes nos pés ou alguns desses sintomas, é recomendado buscar ajuda de um ortopedista para que ele avalie a situação, e faça o diagnóstico correto para dar início ao tratamento, caso seja necessário.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Todos
Perguntas frequentes sobre fratura no tornozelo

Perguntas frequentes sobre fratura no tornozelo

A fratura no tornozelo é uma lesão bastante comum e pode acontecer com qualquer pessoa. Ela ocorre quando um ou mais ossos que compõem a articulação do tornozelo são quebrados.

Quando se lesiona o tornozelo, mas não há a quebra de nenhum osso, a lesão é chamada de entorse (quando os ligamentos do tornozelo são rasgados).

Em todos os casos, ambas as lesões acontecem quando o tornozelo vira para fora ou para dentro.

A entorse geralmente é causada ao pisar em estruturas irregulares, degraus inesperados ou em buracos, enquanto a fratura é mais comum ao praticar esportes — como basquete, vôlei e futebol —, quedas de altura elevada e acidentes de trânsito.

O fator preponderante para se ocasionar a fratura e não a entorse é a força envolvida no acidente. Quanto mais forte for o impacto, são maiores as chances de ocorrer uma fratura.

Meus tornozelos doem! Como saber se estão fraturados?

Quando ocorre a torção do tornozelo, a princípio ela vem acompanhada de uma forte dor.

Porém ao colocar gelo no local e curativos de apoio, há um alívio significativo desse inconveniente.

Normalmente, surgem hematomas e inchaços. Porém não modificam a forma dos ossos e — apesar de sentir fortes dores — a pessoa ainda é capaz de caminhar.

Já em casos de fraturas, a dor se eleva nas horas iniciais e andar se torna praticamente impossível.

Quando se trata de uma fratura deslocada (onde os ossos ficam fora de posição), há uma deformação no tornozelo e um grande inchaço.

No entanto, para poder diferenciar uma entorse de uma fratura é indispensável a realização de um raio-x.

Toda fratura no tornozelo é igual?

As fraturas de tornozelo não são iguais, visto que há inúmeros tipos de fraturas que variam de acordo com a gravidade da lesão. Algumas delas, são:

  • Fratura do pilão tibial;
  • Grave lesão nos ligamentos, músculos ou tendões;
  • Presença de edemas significativos, bolhas ou luxação;
  • Fraturas deslocadas;
  • Fraturas não deslocadas.

Como é feito o tratamento de uma fratura no tornozelo?

Para saber qual o tratamento adequado para uma fratura de tornozelo, deve ser feito um exame de imagem para entender qual a gravidade do quadro.

Entorses de tornozelo

Para entorses, o tratamento é mais simples e consiste apenas em aplicações diárias de gelo, compressão, elevação e alguns dias de repouso.

Fraturas não deslocadas

Nesse tipo de fratura — onde o osso fica rachado, mas sem se deslocar —, o uso de gesso é satisfatório.

Em situações que ocorre um pequeno deslocamento dos fragmentos ósseos, é possível manipular e colocá-los no lugar certo com o auxílio de um anestésico geral, para então fazer o uso do gesso.

Fratura no tornozelo deslocada

Se ocorrer um deslocamento considerável dos fragmentos ósseos — ou não for possível alinhá-los suficientemente —, o tratamento deve ser feito por meio de uma cirurgia aberta, onde os fragmentos são fixados e alinhados com a utilização de placas e de pinos.

Quando posso retornar às minhas atividades após a cirurgia?

Não há como estabelecer um prazo específico de retorno, pois — por depender da combinação de alguns fatores, como: gravidade, idade e condições genéticas — ele é muito pessoal para cada paciente.

No entanto, em casos de fraturas mais simples, já é possível apoiar o membro entre 2 e 3 semanas e já se pode voltar às suas atividades por volta de 3 ou 4 meses.

Já em casos mais graves de fraturas de tornozelo, é recomendado uma restrição geral de carga por cerca de 3 e 5 meses, seguida de uma progressão para carga completa.

O retorno total às atividades pode variar entre 6 meses e 1 ano.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Todos
Como cuidar do seu tornozelo torcido

Como cuidar do seu tornozelo torcido

A entorse (luxação) do tornozelo é uma circunstância bastante comum — apesar de bastante dolorida — que, na grande maioria dos casos, pode ser tratada dentro da própria casa. Normalmente, a recuperação completa do tornozelo torcido se dá entre 3 a 5 dias após a ocorrência da lesão, que é o período em que costuma haver a redução significativa do inchaço e também da dor.

Porém, quando outros sintomas são apresentados, como dificuldade para andar ou até mesmo para apoiar o pé sobre o chão, a fisioterapia pode ser indicada para acelerar o processo de recuperação.

Quando a torção ocorre pelo fato do indivíduo ter pisado “em falso”, existe a possibilidade de haver lesões no ligamento do membro.

Em suma, as lesões leves podem ser tratadas no conforto do seu lar e as lesões um pouco mais graves — com hematomas na frente e na lateral do pé, além do sintoma já citado de dificuldade para caminhar — sinalizam a necessidade de orientação de um médico especialista.

6 formas de cuidar do seu tornozelo torcido em casa

Antes de tudo, é importante ressaltar que embora seja, sim, possível cuidar do seu tornozelo torcido em casa, é indispensável passar por uma avaliação especializada a fim de assegurar o grau da sua lesão.

Após isso — caso seja realmente comprovado que se trata de um nível leve de torção — é possível tratar dela em casa através da realização das seguintes ações:

1- Manter o pé elevado

Quando o pé é colocado para cima, inchaços ou pioras no quadro são evitados, pois melhora o retorno veloso da região machucada.

Para isso, você pode, por exemplo, deitar no sofá ou na cama e colocar um travesseiro ou almofada mais alta e densa sob os pés.

2- Aplicar compressas de gelo

As compressas de gelo auxiliam na redução da dor, diminuição do inchaço e ainda evita que hematomas se formem na região.

Caso você não possua uma bolsa térmica, pode enrolar pedras de gelo em uma toalha (ou qualquer outra coisa congelada) e aplicar no membro.

3- Mexer os dedos dos pés

Ao mexer os dedos dos seus pés você também contribuirá para a diminuição do inchaço e tornar a recuperação mais simples.

4- Fazer suaves alongamentos

Alongar o membro suavemente ajuda tanto na melhora da circulação sanguínea quanto a ampliar a capacidade de movimentação.

5- Imobilizar o tornozelo torcido

A imobilização do membro também contribui para a redução do inchaço, traz melhorias em relação à evolução do processo de inflamação e deixa os ligamentos machucados mais seguros, tornando o processo de cicatrização mais rápido.

6- Se locomover com cautela

Caso o repouso total não seja possível e em algum momento você precisa se movimentar, providencie um par de muletas para que essa locomoção seja feita de um jeito seguro.

Já que, ao usar as muletas, o pé não será apoiado no chão — o que poderia forçar os ligamentos que já estão lesionados e piorar ainda mais a situação do tornozelo.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Todos
Artroplastia total do tornozelo: descubra como é o pós-operatório

Artroplastia total do tornozelo: descubra como é o pós-operatório

A artroplastia total do tornozelo é um procedimento que substitui a articulação do tornozelo por uma prótese — com perda óssea mínima — e reproduz de forma simétrica a superfície da articulação, de tal forma que compensa a sua estrutura e possibilita tanto a movimentação quanto a qualidade funcional do tornozelo.

O paciente precisa manter o membro inferior imobilizado e suspenso por um período de 20 a 30 dias após a cirurgia até a remoção dos pontos. Essa imobilização deve ser tirada pelo menos duas vezes por dia para movimentação do tornozelo e, após, recolocada.

O tempo de recuperação pós-operatório gira em torno de 3 a 5 semanas, dependendo do quadro evolutivo de cada paciente. Em casos que a reconstrução dos ligamentos é necessária, esse período de imobilização pode chegar a 6 semanas.

Em aproximadamente três meses após a cirurgia, o paciente retoma suas atividades normais.

Tratamento pós-operatório

O tratamento pós operatório é, basicamente, fisioterapêutico e consiste em encorajar o paciente a movimentar o tornozelo, a fim de reduzir o edema no local. A seguir, veja alguns exemplos de exercícios:

  • Bicicleta ergométrica;
  • Esteira;
  • Subir e descer degraus;
  • Reeducação proprioceptiva com o paciente de pé (o peso do corpo deve ser distribuído de igual modo, o terapeuta deverá deslocar sensivelmente o peso do paciente para os lados direito, esquerdo, posterior e anterior);
  • Massagem (movimentos de deslizamento, fricção e amassamento);
  • Treino de marcha de acordo com a descarga do peso corporal;
  • Equilíbrio na prancha;
  • Exercícios funcionais com método kabat;
  • Exercícios com faixa elástica
  • Alongamento muscular.

Como dormir bem após a artroplastia total do tornozelo

Muitos pacientes que passam por cirurgias sentem muita dificuldade para dormir e, seja pela dúvida da posição correta ou pelo desconforto causado pela cirurgia, isso atrapalha a recuperação, pois o sono tranquilo e confortável é essencial para que o organismo se recomponha.

Abaixo, confira algumas dicas para que seja possível ter boas noites de sono após a artroplastia total do tornozelo:

Colchão

Para evitar pontos de pressão no corpo — que acarretaria em uma má circulação sanguínea — é necessário que o colchão seja um pouco mais macio. Ainda que o paciente esteja acostumado com um colchão mais duro, talvez seja o momento de realizar a troca.

Travesseiros

O ideal é que os travesseiros sejam mais altos, pois assim eles favorecerem a respiração. Além disso, também é bom utilizar travesseiros embaixo das pernas, pois ajudam a evitar inchaços.

Posição

Essa posição também favorece a respiração, além de permitir que os movimentos sejam executados de forma mais rápida e fácil e, ainda, facilita a circulação sanguínea após a artroplastia total do tornozelo.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Todos
Artroplastia total do tornozelo: quando é indicada?

Artroplastia total do tornozelo: quando é indicada?

A artroplastia total do tornozelo é um procedimento cirúrgico realizado com o objetivo de aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida do paciente. Quando bem implantada, a prótese proporciona a recuperação e estabilidade do movimento articular do tornozelo.

A prótese total de tornozelo não proporciona o realinhamento geométrico do pé. Para isso, é necessário alguns procedimentos complementares, como a osteotomia.

O complexo articular do tornozelo é composto pela junção de três ossos, o tálus, a tíbia e a fíbula. As articulações que o integram são importantíssimas para a função biomecânica do nosso corpo, porque são elas que concedem uma caminhada saudável e o bom desempenho do nosso dia a dia.

Entender como funcionam essas articulações é fundamental para prever lesões e para tratá-las. A artroplastia total do tornozelo (ATT) tem sido uma solução bastante eficaz no tratamento da artrose em estado avançado nas articulações do tornozelo.

A artrose do tornozelo é um assunto que vem sendo colocado em pauta devido a sua importância cada vez maior no ramo da saúde, uma vez aproximadamente cerca de 1% da população adulta sofre desse mal.

Essas deformações degenerativas do tornozelo, de forma contrária da artrose do joelho e do quadril que são primárias, são normalmente pós-traumáticas.

Por questões óbvias, toda e qualquer cirurgia tem os seus benefícios e riscos, e cabe a um médico ortopedista capacitado avaliar cada caso de forma individual, para decidir se vale ou não a pena correr algum tipo de risco.

Indicações e contraindicações da artroplastia total do tornozelo

As artroses que atacam o pé e o tornozelo podem surgir como uma doença própria da cartilagem (artrose primária) ou devido algum tipo de traumatismo (contusões, fraturas e entorses) que afetem a estabilidade das juntas ou a ligação normal entre os ossos (artrose pós-traumática).

A base da indicação do procedimento cirúrgico é em pacientes com baixo peso corporal, pouca exigência quanto a atividade física e idade igual ou superior a 50 anos.

Indicações

  •  Fraturas;
  •  Osteoartrose primária idiopática;
  • Osteoartrose secundária a trauma;
  •  Lesões nos ligamentos;
  • Osteoartrose secundária inflamatória;
  •  Necrose avascular (menor que 25% da altura do corpo do tálus);
  •  Doenças reumáticas;
  •  Artrite hemofílicas;
  •  Sinovite crônica;
  •  Artrite séptica (controlada e não ativa);
  •  Reversão de artrodese de tornozelo;
  • Substituição de prótese de tornozelo;

Contraindicações

  •  Necrose avascular (maior que 25% e menor que 50% da altura do corpo tálus);
  • Trauma prévio severo;
  •  Osteopenia severa ou osteoporose leve;
  •  Usuário crônico de corticosteróides;
  •  Paciente que tem dependência no uso de insulina;
  •  Paciente que faz uso de TFN;
  •  Paciente que pratica atividades físicas de alto impacto;
  •  Alcoólatras e fumantes sociais e descompensados;
  •  Pacientes com massa corporal elevada;
  •  Infecção nos ossos recente ou ativa;
  •  Lesões graves de partes moles do tornozelo ou perna;
  •  Lesões vasculares graves;
  •  Insuficiência venosa com dermatite ocre;
  •  Síndromes com hipermobilidade articular graves;
  •  Disfunção sensorial ou motora da perna ou pé;
  •  Úlceras de estase;
  •  Deformidades angulares acima de 20 graus de déficit e correção com osteotomias;
  •  Doença neuroartropática degenerativa grave (Doença de Charcot).

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Todos
Quais são as indicações da queilectomia?

Quais são as indicações da queilectomia?

A queilectomia é uma intervenção cirúrgica, que tem por objetivo a retirada do osso em excesso da articulação do dedão do pé, chamado também de cabeça do metatarso dorsal.

Essa cirurgia é normalmente recomendada para lesões leves a moderadas de osteoartrite do dedão do pé. O procedimento cirúrgico é executado para permitir alívio da rigidez e da dor causada pela osteoartrite ou pelo hálux rígido do dedão do pé.

Durante a intervenção cirúrgica, uma parte do osso é removida (cerca de 30 a 40%). Dessa forma, é criado um espaço maior para o dedão do pé, o que pode reduzir a rigidez e a dor, além de estabelecer a capacidade de movimento do dedão do pé.

Essa técnica já é considerada um tratamento de excelência, porém, é uma cirurgia que não é isenta de complicações ou insucessos.

Queilectomia, quando é indicada?

O procedimento é indicado quando os tratamentos conservadores não surtiram os resultados esperados e a dor torna-se um sintoma constante, causando limitação dos movimentos. Alguns desses tratamentos conservadores são:

  • Uso de analgésicos para combater a dor e o edema;
  • Modificação do uso do calçado, com preferência aos que tenham solado mais rígidos para diminuir a dimensão de movimento da articulação e, por consequência, aliviar o impacto e a dor (no caso dos tênis, preferir os que tenham solados de forma arredondada e evitar também o uso de calçados que tenham salto alto);
  • Fisioterapia para melhorar a amplitude dos movimentos e reeducar a musculatura com exercícios de alongamento;
  • Fazer uso de bolsa de gelo e repousar os membros nos períodos de inflamação mais acentuada;

Quando a opção cirúrgica é necessária, existem duas categorias: as que preservam e as que não preservam a totalidade do movimento da articulação.

Não há uma unanimidade a respeito da predominância de uma técnica em relação à outra, mas a queilectomia  — por preservar os movimentos da articulação — é mais indicada.

Preparação para a cirurgia

Geralmente são realizados testes de pré-instalação para assegurar que o procedimento seja seguro para o paciente.

Se houver necessidade, esses testes poderão demorar até 14 dias antes da cirurgia para serem concluídos, a fim de identificar possíveis problemas de saúde que estejam encobertos e que possam tornar o procedimento arriscado.

Se o paciente for fumante, será solicitado a parar por pelo menos 4 semanas antes da intervenção, visto que há indícios que a nicotina prejudica a cicatrização das feridas e dos ossos após a cirurgia.

Provavelmente, o paciente também será orientando a parar por pelo menos 7 dias antes da cirurgia caso faça uso de anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs) e aspirinas.

O médico deverá ser informado de todos os medicamentos que porventura o paciente faça uso, incluindo os remédios à base de plantas e vitaminas.

A cirurgia é realizada sob anestesia geral, o que significa que o paciente estará dormindo durante o procedimento. Contudo, há casos que uma anestesia local — que adormece a área que será operada — pode ser indicada. De todas as formas, o paciente não sentirá dor durante a queilectomia.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Todos