Dr. Thiago Bittencourt

17 causas de artrose nos pés

17 causas de artrose nos pés

De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, dentre todas as doenças definidas como reumatismos, a artrose é a que ocorre com mais frequência, respondendo por cerca de 30% dos casos. A artrose nos pés, por exemplo, é um dos tipos da doença e pode ser provocada por vários fatores.

É sobre eles que falaremos neste artigo. Quer saber mais? Então, continue a leitura para entender tudo sobre o assunto.

O que é a artrose?

A osteoartrose, como também é conhecida, é o nome dado ao desgaste da cartilagem que recobre as extremidades dos ossos, ligamentos, membrana e líquido sinovial.

As cartilagens articulares funcionam como uma rede de proteção, que impede que um osso se choque com o outro. Elas são compostas por água, colágeno e proteoglicanos.

No momento do impacto, as cartilagens são comprimidas e eliminam água do seu interior. A doença ocorre quando há um maior volume desse líquido no interior da cartilagem.

A artrose é dividida em dois tipos, primária e secundária. A primária diz respeito aos casos em que não há uma causa identificada para esse desgaste. Quando é secundária, significa que a origem da doença é conhecida.

As áreas mais afetadas são as mãos, os joelhos, as coxofemorais e a coluna. Porém, os pés também podem ser acometidos. Ela é resultado de um defeito na posição dos ossos que formam o tornozelo com o médio-pé.

Existem diversos fatores que podem causar artrose nos pés, desde alterações posturais ou da mecânica do pé, até herança familiar ou em consequência de algumas doenças que provocam o desgaste da cartilagem.

Quando não tratadas de forma breve, os pés podem ficar deformados e rígidos, dificultando a caminhada e o uso de calçados. Nos pés, a artrose pode se manifestar na parte de trás do tornozelo (retropé), na região do pé próxima ao tornozelo (mediopé) ou no antepé.

Quais são os sintomas da osteoartrose no pé?

A artrose pode ser assintomática, evoluindo sem apresentar qualquer sinal e ser diagnosticada apenas no estágio avançado. Quando manifesta sintomas, eles são bem característicos. O principal deles é a dor que piora no final do dia ou após muito tempo em inatividade.

Os outros sintomas são crepitação, estalidos na articulação, redução da mobilidade, inchaço, calor local, perda de força muscular ou de amplitude de movimento e rigidez da musculatura.

Quais são as causas de artrose nos pés?

A artrose nos pés pode ter várias origens ou surgir pela combinação de diversos fatores. Entre as principais causas estão:

  1. Sequelas de fraturas nos ossos que compõem o tornozelo;
  2. Fusão congênita dos ossos da região;
  3. Pé plano (pé chato);
  4. Pé calvo;
  5. Osteocondrite;
  6. Osteonecrose;
  7. Desalinhamento das articulações;
  8. Excesso de carga;
  9. Fraqueza muscular;
  10. Em consequência de cirurgias anteriores que deixam a articulação instável;
  11. Lesões nas articulações;
  12. Idade avançada;
  13. Histórico familiar da doença;
  14. Hipermobilidade;
  15. Displasia;
  16. Descontroles hormonais que alteram o metabolismo ósseo;
  17. Reumatismo.

Essas são apenas as causas mais comuns da artrose nos pés. Isso porque tudo que pode provocar desgaste na cartilagem pode produzir uma artrose.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

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Como se livrar da unha encravada?

Como se livrar da unha encravada?

A unha encravada é um problema muito comum em homens, principalmente aqueles que praticam esportes, como futebol e corrida. Para se livrar desse problema incômodo, existem algumas alternativas de tratamento que podem ser feitas em casa.

Ficou interessado? Então, leia esse artigo para entender mais sobre o problema e conhecer as principais formas de se ver livre dele.

Como é a unha encravada?

Conhecida na medicina como onicocriptose, é a inflamação causada pelo crescimento de apenas parte de uma unha em direção à pele, lesionando-a. O mais comum é que ela ocorra no dedão do pé, mas pode acometer os outros dedos.

O crescimento de uma unha normal se dá de forma vertical, em relação ao dedo. O crescimento normal não provoca nenhum tipo de lesão na pele que está ao seu redor. Já a unha encravada cresce de forma irregular, com sua parte lateral seguindo em direção à pele.

Em consequência disso, ela provoca ferimentos, inflamação e até infecção do dedo. Esse problema pode afetar pessoas de qualquer faixa etária e gênero, mas é mais frequente dos 10 aos 30 anos de idade.

Existem alguns fatores que favorecem esse crescimento irregular da unha, sendo os mais comuns:

  • Uso de calçados apertados, espremendo os dedos;
  • Cortar as unhas de forma irregular, arredondando as laterais ou retirar em excesso, deixando-as muito pequenas;
  • Unhas com formato variável;
  • Ocorrência de lesões traumáticas nas unhas;
  • Infecção nas unhas causadas por fungos.

Como tratar a unha encravada?

Para se ver livre da onicocriptose, existem diferentes alternativas de tratamento, que variam conforme a gravidade da lesão. O correto é evitar que o problema se transforme em uma inflamação.

Em casos mais simples, é possível fazer o tratamento em casa, sendo possível cuidar da unha sem o uso de medicamentos, pomadas ou da realização de cirurgias.

Tratamento caseiro

Com um cotonete fino, uma pinça ou um fio dental, levante cuidadosamente a lateral da unha afetada com o objetivo de retirá-la debaixo da pele.

A melhor forma de evitar que ela volte a se encravar e cresça corretamente é colocando uma bolinha de algodão no canto da unha. Quando esse tratamento caseiro é feito logo no início, será praticamente indolor.

Quando já existe uma inflamação, outra possibilidade é colocar o pé em água morna durante 10 minutos, ao mesmo tempo em que se tenta puxar a pele úmida do canto do dedão. Esse procedimento precisa ser repetido três vezes por dia, durante uma semana.

Tratamento médico

Quando o tratamento caseiro não é suficiente para resolver o problema, ou já há um estágio avançado, com inflamação, secreção e dor, é preciso recorrer ao médico. Caso haja uma infecção, o ideal é remover a unha cirurgicamente.

Esse procedimento é simples e dura apenas alguns minutos. Se a unha encravar com frequência, a intervenção cirúrgica é um pouco mais extensa, pois irá remover toda a parte lateral da unha.

Em situações de extrema gravidade, é possível realizar a destruição por laser ou por cauterização da unha e do seu leito, evitando que ela volte a crescer.

Pronto! Agora você já sabe como se livrar da unha encravada. Procure estar sempre atento ao crescimento das suas unhas. Assim, é possível descobrir o problema de forma precoce.

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7 dicas de cuidados com os pés do paciente diabético

7 dicas de cuidados com os pés do paciente diabético

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), cerca de 60% de todas as amputações de membros inferiores realizadas no Brasil estão relacionadas ao diabetes. Por isso, quem sofre com a doença precisa adotar alguns cuidados com os pés.

Neste artigo, você vai aprender algumas dicas importantes para manter os seus pés livres do risco de problemas graves de saúde.

Cuidados com os pés, que devem ser tomados por quem tem diabetes

1# Trate os ferimentos o mais breve possível

As pessoas portadoras de diabetes não controlada têm muitas chances de sofrer uma neuropatia diabética, que é a perda de sensibilidade nas mãos e nos pés. Quando esse problema é associado à dificuldade de cicatrização, as complicações podem surgir.

Por isso, para evitar que um pequeno machucado se transforme em uma úlcera e, consequentemente, se torne a porta de entrada para bactérias, é preciso tratá-las imediatamente.

O indicado é lavar a ferida com água e sabão, secar com uma toalha macia e sem esfregar, cobrir com um curativo ou com uma bandagem seca. Caso não melhore, um médico precisa avaliar a lesão.

2# Verifique a integridade da pele com frequência

Para evitar ser surpreendido, é importante criar o hábito de se autoavaliar diariamente. Então, toque e analise os pés, verificando se existe algum corte, hematoma ou edema. Limpe os machucados e cubra com curativo.

3# Mantenha os pés sempre limpos e hidratados

Para evitar possíveis contaminações nos pés, mantenha-os limpos. Lave diariamente com água morna, seque de modo suave, principalmente entre os dedos. Depois de secos, utilize um creme hidratante para manter a região bem hidratada.

4# Nunca fique descalço

Mesmo nos dias quentes, é preciso permanecer com um calçado e, de preferência, do tipo fechado. Isso porque uma simples batida no dedão do pé pode virar uma úlcera e se transformar em um problema de grandes proporções.

Além disso,  mantenha um par de chinelos embaixo da cama e evite calçados apertados ou sujos.

5# Controle os níveis de açúcar ingeridos

O controle do diabetes passa pela manutenção da taxa de açúcar dentro dos níveis recomendados pelo médico. Para isso, siga a alimentação orientada pela nutricionista, evitando a alta ingestão de carboidratos, e não deixe de utilizar os medicamentos prescritos.

6# Evite permanecer na mesma posição por muito tempo

Para que a circulação sanguínea nos pés flua corretamente, é preciso evitar ficar por longos períodos sentado e não cruzar as pernas. Então, levante e ande sempre que for possível, estique os pés e mexa os dedos.

7# Use meias sem costura

As meias com costura podem ser pressionadas pelo calçado, provocando lesões na pele dos pés e dando início a um grande problema. Por isso, indica-se o uso de meias sem costura e, se possível for, de algodão ou de lã.

Essas são as dicas mais importantes para os cuidados com os pés de pacientes diabéticos. Caso tenha mais dúvidas, fale com um médico especialista no assunto.

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Diabetes e amputação: entenda a relação

Diabetes e amputação: entenda a relação

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), atualmente, existem 13 milhões de brasileiros vivendo com os diferentes tipos de diabetes. Além dos vários problemas graves de saúde, existe uma relação muito próxima entre o diabetes e a amputação de membros.

Não sabia disso? Pois é, os diabéticos estão mais suscetíveis a patologias sérias que, quando não tratadas, podem chegar a esse ponto. Entenda melhor ao ler nosso artigo sobre o assunto.

O que é diabetes?

É uma doença crônica na qual o organismo é incapaz de produzir ou produz de forma deficiente a insulina. A insulina é um hormônio responsável por controlar a quantidade de açúcar no sangue, que funciona como fonte de energia para o corpo.

Em um paciente de diabetes, o nível de glicose não é controlado, ficando elevado e causando a hipoglicemia. Quando essa condição permanece por muito tempo alguns órgãos, vasos sanguíneos e nervos podem sofrer danos.

Qual a relação entre diabetes e amputação?

O Diabetes Mellitus é um dos problemas de saúde mais importantes do mundo. Isso porque possui uma taxa elevada de morbidade e mortalidade. Esse tipo de diabetes é crônico e tem como característica as diversas complicações que pode produzir.

Essa doença está associada à hiperglicemia e a um risco maior de problemas cardiovasculares, renais, oftalmológicos, neuropatia periférica, úlceras e amputações dos membros inferiores.

O diabetes afeta o funcionamento dos vasos sanguíneos, fazendo com que deixem de levar o sangue com o oxigênio para o corpo, inclusive para os nervos. Os nervos precisam desse nutriente para que transmitam as informações de calor, dor, frio ou pressão para o cérebro.

Os pacientes de diabetes têm o funcionamento dos nervos irregular, o que faz com que percam a sensibilidade nas mãos e nos pés. Esse quadro é chamado de neuropatia diabética e, quando acomete os pés, é conhecido como pé diabético.

Com a perda da sensibilidade, o diabético deixa de sentir a presença de pequenas lesões nos pés. Essas lesões se tornam feridas e viram a porta de entrada para bactérias. Associada à dificuldade de cicatrização, pode surgir uma grave infecção local ou generalizada.

Para evitar que o problema se agrave ainda mais ou se alastre para o resto do corpo, a solução mais eficiente é a amputação do membro afetado.

Como prevenir a amputação?

A melhor forma de prevenção é evitando a formação das úlceras nos pés. Para isso, basta seguir alguns cuidados básicos, tais como:

  • Examinar os pés diariamente à procura de feridas, bolhas, ferimentos ou calos;
  • Secar cuidadosamente os pés após o banho com uma toalha macia;
  • Manter a pele sempre hidratada;
  • Usar meias de algodão;
  • Não utilizar meias de nylon;
  • Sempre usar sapatos fechados.

Quando existe uma lesão, o paciente precisa tratá-la imediatamente com medicamentos e curativo. Ao adotar esses cuidados, é possível evitar as amputações.

Como você pode ter percebido, só há o agravamento do problema quando o diabético não busca tratamento. Essa é a relação entre diabetes e amputação. Caso queira outras informações, procure um médico.

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5 lesões nos pés mais comuns

5 lesões nos pés mais comuns

Os pés são um dos membros mais importantes para a sustentação do corpo. Como suportam todo o peso, ele está continuamente sob estresse. Por isso, existem diferentes tipos de lesões nos pés.

Neste artigo, você vai conhecer mais sobre aquelas que são mais comuns, principalmente em atletas e praticantes de atividades físicas.

Principais lesões nos pés

1# Entorses

O termo entorse refere-se à toda lesão traumática de uma articulação na qual ocorra alongamento ou ruptura de um ou mais ligamentos, sem o deslocamento das superfícies articulares.

A entorse de tornozelo é uma das contusões mais recorrentes em atletas de alto rendimento. Ela pode afetar os ligamentos, tendões, a cápsula e os vasos sanguíneos da região.

A entorse pode ser classificada em estiramento ligamentar, lesão ligamentar parcial ou total. O estiramento ligamentar ocorre quando não há a ruptura do ligamento. Já na lesão ligamentar parcial, há uma ruptura parcial dele, provocando edema, dor e inchaço.

O tipo mais grave é a lesão ligamentar parcial, em que os ligamentos se rompem e o indivíduo não consegue ter firmeza no pé ao andar. A entorse é causada pelo movimento brusco e geralmente ocorre quando pisamos de forma errada ao caminhar, correr ou praticar esporte.

2# Fascite plantar

A fascite plantar é a inflamação que acomete a fáscia plantar, um tecido conjuntivo presente no pé e que se estende do calcanhar até os dedos. Essa lesão ocorre pelo excesso de tensão ou de uso desse tecido.

A fáscia plantar tem o papel de amortecer o impacto no momento em que os pés se movimentam sob uma superfície. O esforço demasiado causa o estresse da fáscia e inicia o processo inflamatório. Na maioria dos casos, a doença acomete apenas um dos pés.

O principal sintoma provocado pela fascite plantar é a dor típica na sola do pé. Além desse, a doença também pode causar desconforto ao caminhar ou correr, maior sensibilidade e rigidez dos pés, queimação, inchaço e vermelhidão.

3# Tendinite de Aquiles

A tendinite de Aquiles é uma condição que afeta o tendão do calcâneo, causando a sua degeneração e das fibras de colágeno. Dessa forma, provoca transformações no tendão, deixando-o mais largo e espesso na região afetada.

A lesão ocorre pela repetição de esforços e, por isso, é também muito comum em atletas praticantes de corrida. Na maioria dos casos, é causada por alterações na marcha, no desalinhamento dos pés e nos desvios de eixo em função da pisada pronada ou supinada.

4# Neuroma de Morton

É a inflamação ou o espessamento do nervo interdigital que fica entre os ossos dos dedos. O neuroma de Morton se caracteriza pela formação de uma massa entre os metatarsos, causando dor e desconforto.

Apesar de não haver consenso sobre sua causa, supõe-se que está relacionada ao uso de salto alto, sapatos apertados ou pela prática excessiva de esportes.

5# Esporão do calcâneo

O calcâneo é o maior osso do pé. Ele dá forma ao calcanhar. Sua principal função é suportar grande parte do peso corporal e distribuí-lo por todo o pé. O esporão é o crescimento anormal de uma pequena extensão do osso do calcanhar.

Essa projeção do osso é causada por microtraumatismos que ocorrem em razão do encurtamento da fáscia plantar. Costuma ser assintomático, mas quando os sintomas se manifestam, a queixa mais comum é uma forte dor na região do calcanhar.

Você acabou de conhecer as lesões nos pés que ocorrem com maior frequência. Caso queira entender mais sobre elas, converse com um ortopedista.

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Mitos e verdades sobre o pé chato

Mitos e verdades sobre o pé chato

O pé chato, também conhecido como pé plano, é um problema muito comum na população. Ele se caracteriza pela diminuição do arco plantar. Em função da falta de informação, existem muitos boatos sobre o assunto.

Neste artigo, irei desmistificar alguns mitos e explicar o que é verdade e o que é mentira nas principais afirmações encontradas na internet.

O pé chato pode ser diagnosticado logo após o nascimento

Este é um mito muito propagado. A razão para essa afirmação ser mentira é que toda criança nasce com o pé plano. Isso porque, durante a infância, é comum que haja uma maior elasticidade articular ou um pequeno acúmulo de gordura na região.

O arco plantar só começa a se formar a partir dos dois anos de idade. Por isso, o diagnóstico preciso do problema só é possível após os quatro anos da criança.

O pé chato é uma condição natural e não precisa de tratamento

Esta afirmação tem um pouco de verdade e de mentira. De fato, o pé plano em si não exige que o indivíduo busque um tratamento com o ortopedista. Isso porque é possível que o único prejuízo causado seja estético.

Porém, se a condição causar dor, fadiga, desequilíbrio ou atrapalhar a realização da prática de esportes ou de atividades físicas, o tratamento é necessário. A cirurgia só é uma opção em casos extremos.

A melhor forma de corrigir o pé plano é usando a bota ortopédica

Este é o mito que mais confunde as pessoas. Afinal, grande parte da população passou a infância usando as famosas botas ortopédicas. A primeira razão para ser um mito é que elas começam a ser utilizadas ainda na infância, quando o arco plantar ainda está em formação.

Outra explicação é que, como os pés ainda estão se formando, as pessoas tendem a acreditar que foram as botas que corrigiram o problema quando, na verdade, o arco plantar se desenvolveu naturalmente.

Na maioria dos casos, não há a necessidade de qualquer tratamento para corrigir a deformação. Além disso, não há qualquer evidência científica do benefício produzido pela bota. Pelo contrário, por ser rígida ela pode causar atrofia muscular.

Pé plano pode causar dor nos joelhos

Enfim, uma verdade. A principal característica deste problema é o achatamento dos pés e a ausência do arco plantar. Contudo, esse arco é o responsável por amortecer os impactos. Por isso, pessoas com pé plano têm essa função comprometida, sobrecarregando os joelhos.

Em consequência disso, podem ocorrer dores nessa articulação e também há uma maior predisposição a desenvolver artrose de forma precoce.

As palmilhas ortopédicas amenizam o desconforto no pé plano

Outra verdade. As palmilhas ortopédicas são indicadas por ortopedistas para amenizar os sintomas dolorosos causados pela deformação nos pés. Esse acessório projeta uma elevação do arco plantar, normalizando o formato dos pés.

Além disso, também garantem maior conforto ao utilizar os calçados. Porém, a escolha pelo melhor modelo de palmilha ortopédica deve ser pautada pela opinião do ortopedista.

Agora você já sabe quais são as mentiras mais comuns que circulam na internet sobre o pé chato. Caso queira outras informações sobre o assunto, procure o médico especialista em ortopedia.

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Conheça 4 deformidades nos pés

Conheça 4 deformidades nos pés

Você sabia que aquela dor nas costas, que costuma aparecer no final do dia, pode ter origem nos pés? Pois é, como são um dos membros mais importantes para a sustentação do corpo, a presença de deformidades nos pés pode produzir uma avalanche de problemas.

Você sabe quais são as deformidades mais comuns nos pés? Neste artigo, irei apresentar os problemas nos pés que mais acometem a população. Então, não deixe de ler.

Tipos de deformidades nos pés

1# Joanetes

Os joanetes são alterações na anatomia dos pés, formando uma saliência óssea, em razão do deslocamento do metatarso. Geralmente, causam bastante incômodo e dor. O hallux valgus e o joanete de sastre são as duas formas de manifestação desse problema.

hallux valgus ocorre com maior frequência e se caracteriza pela presença de uma protuberância perto da base do dedão, mais precisamente na articulação metatarsofalângica do hálux.

Essa articulação fica no primeiro metatarso e é responsável por proporcionar apoio para o dedão. Já o joanete de sastre se caracteriza pela presença de uma elevação óssea no dedo mindinho do pé, no quinto metatarso.

As causas mais comuns são a herança genética, predisposição estrutural do pé, uso de sapatos inadequados, artropatias, distúrbios neurológicos, traumas e dismetria dos membros inferiores.

2# Dedos em garra e em martelo

Essas deformidades nos pés acometem grande parte da população brasileira. Os nomes de cada uma delas se referem ao posicionamento dos ossos que ficam na ponta dos dedos afetados.

Quando o dedo fica torcido para baixo, chamamos de dedo em garra, quando fica estendido para cima, é o dedo em martelo. A principal causa para ambos os casos é o encurtamento dos tendões, mas também pode estar relacionado ao desequilíbrio muscular.

No caso específico do dedo em garra, existem casos em que a origem está em uma doença neurológica, como derrame, paralisia cerebral e Pé Marie-Charcot.

3# Pé chato

O pé plano, como também é conhecido, é uma anomalia que afeta o formato dos pés, causando uma redução do arco plantar, fazendo com que, ao ficar de pé, eles encostem no chão por completo.

Grande parte dos bebês nasce com esse problema, pois, nessa fase, os pés possuem uma quantidade maior de gordura, dando a impressão de que o arco ainda não se desenvolveu. Com o passar dos anos, a correção pode ocorrer naturalmente.

Porém, há casos em que o problema não melhora e permanece até a vida adulta do paciente. Nessas situações, as causas estão associadas a disfunção do tendão tibial posterior, artrite, diabetes, lesões nos ligamentos, fraturas ou luxações nos ossos.

4# Pé cavo

Pé cavo é uma deformidade que se caracteriza pelo aumento do arco plantar. Essa condição costuma ser acompanhada de outros problemas, tais como antepé valgo ou varo e dedos em garra.

A causa para esse problema está relacionada à herança genética do paciente ou a alguns problemas neurológicos, como, por exemplo, distonia, paralisia e doença de Charcot-Marie-Tooth. Porém, pode também não ter uma causa aparente.

Essas são as deformidades nos pés mais comuns na população. Na maioria dos casos, elas podem ser tratadas. Caso queira conhecer os tratamentos, procure um ortopedista para conversar sobre o assunto.

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Fascite plantar: conheça os tratamentos

Fascite plantar: conheça os tratamentos

Quem tem uma vida fisicamente ativa, principalmente os praticantes de corrida, estão mais sujeitos a lesões. Uma delas é a fascite plantar que, quando não tratada, pode até afastar o atleta da prática esportiva.

Você já ouviu falar neste tipo de lesão? Conhece os tratamentos? Confira este artigo e entenda tudo sobre o assunto.

O que é a fascite plantar?

É uma inflamação que acomete a fáscia plantar, um tecido presente no pé e que se estende do calcanhar até os dedos. Apesar de ser muito confundida com o esporão do calcâneo, são duas doenças bem diferentes.

A fascite plantar ocorre pelo excesso de tensão ou de uso desse tecido. A fáscia é um tecido fibroso que recobre várias partes do corpo e, no caso da plantar, tem o papel de amortecer o impacto no momento em que os pés se movimentam sob uma superfície.

O esforço demasiado da região causa o estresse desse tecido, o que vem a provocar o processo inflamatório. Na maioria dos casos, a doença acomete apenas um dos pés.

Esse excesso de esforço pode ser causado pelos seguintes fatores:

  • Uso constante de salto alto, pois diminui a mobilidade do Tendão de Aquiles;
  • Prática de esportes ou de atividades físicas em excesso, principalmente em superfícies dura;
  • Uso de tênis inadequados para a prática de exercícios;
  • Algumas pessoas nascem com alterações genéticas que causam o encurtamento dos músculos, provocando desnivelamento do quadril, pé cavo ou plano;
  • Uso de antibióticos que podem causar a ruptura do tendão de Aquiles;
  • Estar acima do peso;
  • Uso de calçados de tamanhos diferentes dos seus pés;
  • Artrite reumatoide;
  • Lúpus;
  • Entorses de tornozelos.

Quais são os sintomas da fascite plantar?

O principal sintoma provocado pela fascite plantar é a dor típica na sola do pé. Além desse, a doença também pode causar desconforto ao caminhar ou correr, maior sensibilidade e rigidez dos pés, queimação, inchaço e vermelhidão.

Quais são as alternativas de tratamento?

O tratamento para o distúrbio costuma ser baseado em fisioterapia e uso de medicamentos. Os analgésicos e anti-inflamatórios são os fármacos prescritos com maior frequência, pois combatem a dor e a inflamação.

A fisioterapia atua na recuperação da função do pé do paciente, com o objetivo de retorná-lo à prática esportiva. Os resultados variam e ainda não há um consenso sobre a melhor alternativa de tratamento.

Uma opção complementar são as ondas de choque. Essa terapia é utilizada para tratar várias outras doenças, como tendinopatias, tendinites, epicondilites, bursites e a fascite. Esse método consiste na aplicação de ondas sonoras no local da lesão.

O uso de palmilhas ortopédicas também pode ser recomendado para que haja uma melhor distribuição do peso corpóreo sobre os pés. Da mesma forma, as órteses noturnas podem ajudar a evitar o encurtamento do arco e manter o alongamento da fáscia plantar.

Agora você já sabe tudo sobre a fascite plantar e conhece as alternativas de tratamento. Caso suspeite de algo, procure um ortopedista para confirmar o diagnóstico.

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Qual a diferença entre esporão e fascite plantar?

Qual a diferença entre esporão e fascite plantar?

O esporão e a fascite plantar são dois problemas distintos que, com frequência, são confundidos entre si. Isso ocorre porque os sintomas e a região atingida são bem semelhantes, além das causas serem praticamente as mesmas.

Principais diferenças entre esporão e fascite plantar

A principal diferença entre esses dois problemas é que a fascite plantar afeta o tecido fibroso, enquanto o esporão é caracterizado por um pequeno crescimento ósseo.

Contudo, para esclarecer melhor a diferença, as características de cada um dos problema serão descritas a seguir.

O que é fascite plantar?

A fascite plantar é caracterizada por um processo degenerativo e inflamatório nas fibras que ligam os dedos dos pés ao calcanhar. Esse problema pode provocar inchaço, vermelhidão e dor, principalmente aos primeiros passos pela manhã, ao subir escadas ou após atividades físicas intensas.

A causa principal é o uso excessivo e a tensão constante da fáscia plantar por pessoas que fazem parte de alguns grupos de risco, como obesos e idosos, por exemplo. São do grupo, também, pessoas que têm pisada incorreta ou quem usa calçados inadequados constantemente ou, ainda, aqueles que permanecem em pé por muito tempo.

Leia mais: Os calçados indicados para cada tipo de pisada

A prevenção é feita com o uso de palmilhas para conforto, repouso, assim como uso de calçados específicos. Os tratamentos são conservadores em sua grande maioria com a aplicação de gelo e massagens tópicas. No entanto, esse problema admite cirurgia em raros casos.

O que é esporão de calcâneo?

O esporão de calcâneo é um pequeno crescimento ósseo que se desenvolve no calcanhar, onde o tecido fáscia plantar se prende.

No entanto, a ocorrência do esporão não significa que haverá os sintomas da dor. Pode ser que o pé se adapte ao crescimento do esporão de modo que a dor é suprimida. Porém, um esporão assintomático pode evoluir e tornar-se doloroso após uma lesão no local, causada por intensa prática de atividades físicas, por exemplo.

Assim como na fascite plantar, uma das causas do esporão é a frequência de impactos nos pés e o uso excessivo de salto alto ou calçados inadequados. Além disso, a pisada incorreta ou o tipo de pé podem também contribuir para o desenvolvimento do esporão.

Leia mais: Quando a cirurgia é indicada para tratar o esporão do calcâneo?

O tratamento conservador pode ser utilizado para os problemas do esporão e fascite plantar. Dessa forma, é recomendado que o indivíduo permaneça em repouso e faça aplicações de gelo no local dolorido. Exercícios e massagens podem flexionar a estrutura do pé e calcanhar, bem como aliviar os sintomas.

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Fascite plantar: 8 dicas para aliviar a dor

Fascite plantar: 8 dicas para aliviar a dor

A fáscia plantar liga o calcanhar até os dedos dos pés. Quando se exerce grande tensão sobre ela, ou pela prática de exercícios físicos de alto impacto ou pelo excesso de peso, ocorre um processo degenerativo e inflamatório, ocasionando a fascite plantar.

Quem apresenta esse quadro pode ter dificuldades para caminhar logo pela manhã e para trabalhar, caso a profissão requeira muitas horas de pé.

Os tratamentos conservadores e os cuidados preventivos são importantes aliados para a recuperação deste quadro. Além disso, algumas medidas podem ser tomadas para aliviar a dor.

8 dicas para aliviar a dor da fascite plantar

  1. Compressa de gelo: aplique compressa de gelo duas a três vezes ao dia, durante 15 minutos na sola dos pés. Em situações mais graves, o médico pode indicar a aplicação com mais frequência;
  2. Técnicas de pressão pontual: essas técnicas de pressão podem ser utilizadas para aliviar a tensão e reduzir a dor. Para isso, congele água dentro de uma garrafa plástica e massageie o arco plantar durante alguns minutos. Se preferir, você pode pressioná-las com os pés, rolando-a no chão;
  3. Massagens nos pés: utilizando das técnicas de pressão, ao amanhecer você pode também utilizar um cilindro ou uma bolinha e massagear a sola dos pés em todas as direções. Essa técnica ganha especial relevância pela manhã, quando a dor é mais intensa;
  4. Calçados e palmilhas: evite usar sapatos desconfortáveis, sem amortecimento e inadequados quanto ao tamanho e à forma dos pés. Além disso, use palmilhas ortopédicas indicadas pelo médico;
  5. Alongamentos: a realização de alongamento pode também auxiliar no alívio da dor. Ele deve ser feito sempre antes e após a prática de exercícios físicos, ou pela manhã desde que orientado por um profissional
  6. Leia mais: 5 tratamentos para fascite plantar
  7. O uso de instrumentos com ação anti-inflamatória, como ultrassom e laser, também pode aliviar a dor;
  8. O repouso em intervalos regulares também faz parte das estratégias para reduzir a tensão, assim como a dor;

Como prevenir a fascite plantar?

Para a prevenção desse problema, alguns cuidados podem ser tomados como, por exemplo:

  • corrigir as alterações nos pés, causadas pelo pé chato, cavo ou pela hiperpronação;
  • adotar uma dieta a partir de uma reeducação alimentar com o intuito de eliminar alguns quilos e sair do sobrepeso;
  • evitar caminhar descalço ou com calçados com baixa proteção ou sem amortecimento para a sola dos pés;

Leia mais: Como escolher o sapato ideal?

  • não ficar de pé durante muito tempo, principalmente se estiver usando sapatos com salto alto;
  • fazer atividades como correr e pular em pisos macios, a fim de amortecer melhor o impacto;
  • fazer alongamentos antes e após as atividades físicas para fortalecer as estruturas do pé e do tornozelo; além de aliviar a dor, o alongamento serve também para prevenir a fascite plantar.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Todos