Artrose

O que é artrodese tripla?

O que é artrodese tripla?

A artrodese tripla é um procedimento cirúrgico realizado, geralmente, em pacientes que possuem degeneração articular causada pela artrite ou em casos de deformidades graves em pé plano. 

O pé é composto por diversas estruturas de ossos, articulações, ligamentos, músculos e tendões. Quando um indivíduo possui um quadro de dor incapacitante, em que não há perspectiva de melhora, já que as articulações do pé estão em estado avançado de desgaste, a artrodese passa a ser uma opção. 

A cirurgia é feita com o objetivo de aliviar a dor na parte posterior do pé, melhorar a estabilidade do corpo e, em alguns casos, corrigir a deformidade do referido membro, por meio da fusão das 3 principais articulações do retropé: a articulação subtalar, a articulação calcaneocubóidea e a articulação talonavicular.

Em quais casos a artrodese tripla deve ser realizada?

O procedimento cirúrgico é indicado quando o tratamento convencional não é válido, como em casos de artrite grave, instabilidade e deformidade. Além disso, ela é indicada também em casos graves de pé chato, conexões anormais entre os ossos, arco plantar excessivamente elevado e instabilidade articular devido a doença neuromuscular.

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Quando a cirurgia não é uma opção?

A cirurgia não é indicada para crianças ou jovens, já que a deformidade poderá continuar acontecendo ao longo da fase de crescimento. Por ser um procedimento delicado, a artrodese não é uma opção para quem tem baixo potencial de cura, é fumante ou que possui infecções ativas. 

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Como é feito o procedimento?

Para realizar a artrodese, o cirurgião ortopédico realiza 2 incisões, uma em cada lado do pé do paciente. Assim, o médico pode organizar a região, ajustando as superfícies ósseas, reparando os defeitos e tratando a cartilagem articular. Assim que as 3 articulações estiverem preparadas, elas são posicionadas com a ajuda de um suporte, que auxilia na estabilização da reconstrução e promove um ajuste da junção. 

Para auxiliar no procedimento, o cirurgião utiliza um aparelho de raio-x, que verifica o posicionamento correto da fusão.

Como é o pós-operatório da artrodese tripla?

O pós-operatório da artrodese pode ser bastante delicado, uma vez que é exigido repouso do paciente por várias semanas. Nesse período, é fundamental que o paciente fique com o pé elevado, com o objetivo de minimizar o inchaço e permitir a cicatrização da pele. O tempo médio de recuperação pode chegar a até 1 ano, sendo que, no primeiro mês, o indivíduo deve permanecer imobilizado. 

A fisioterapia é um fator fundamental para a recuperação, pois é nela que o paciente fará o fortalecimento da musculatura da região. Além disso, os exercícios fisioterápicos irão proporcionar também estabilidade e força para o restabelecimento da rotina e o aumento da mobilidade da articulação. 

É comum que o paciente que se submete à artrodese desenvolva gradualmente a artrite em outras regiões do pé e do tornozelo. Entretanto, essa condição pode demorar anos para surgir e, em muitos casos, ser imperceptível.

A artrodese tripla pode causar certa rigidez e limitar alguns movimentos no paciente. Mas a melhora da qualidade de vida devido ao sumiço da dor é tamanha que tal consequência torna-se insignificante. 

 

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Doença de Freiberg: sintomas, causas e tratamentos

Doença de Freiberg: sintomas, causas e tratamentos

Sabe aquele problema que provoca uma dor tremenda e deixa a pessoa com os nervos à flor da pele? Na lista de problemas que se enquadram nessa descrição, figura a doença de Freiberg, uma patologia descoberta em 1914, que atinge frequentemente mulheres (proporção de 3 para 1, em relação ao sexo masculino) e têm maior incidência na fase da puberdade. 

Certos esportistas também são mais propensos à doença, como bailarinas, atletas de salto e atletas de corrida. 

Sintomas da doença de Freiberg

O principal indício do problema é dor forte, que fica mais potente quando as pontas dos pés precisam sustentar o peso do corpo, fazer movimentos de elevação ou, ainda, quando se usa salto alto. Inchaço local, tensionamento, hipersensibilidade, incapacidade funcional parcial e desaparecimento da cartilagem são outros sintomas. 

O que causa esta condição?

Os principais motivos que desencadeiam a doença de Freiberg são o crescimento ósseo rápido — situação comum em meninas que estão passando por mudanças biológicas e fisiológicas — e alterações no primeiro (curto demais) e no segundo osso do metatarso (longo demais). 

Em ambos os casos, a segunda cabeça do metatarso pode estar sujeita ao tensionamento repetitivo, tal como ao praticar-se dança ou corrida.

Diagnóstico e tratamentos para a doença de Freiberg

Quando o paciente consulta um médico reclamando os sintomas descritos acima, realiza-se uma análise clínica por meio de palpação da articulação, exploração articular, muscular e vascular, e de avaliação da pegada plantar. Exames de imagem ajudam a fechar o diagnóstico. 

O raio-x permite determinar em que fase a doença de Freiberg se encontra: primeira (mais dolorosa), segunda e terceira (são observáveis sinais de cabeça do metatarso aplanado e invertido), ou quarta (a base da falange também é afetada acabando a articulação anquilosada).

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O tratamento engloba a aplicação de injeções de corticosteroide e o uso de analgésicos para aliviar as crises de dor; repouso parcial ou absoluto, com elevação do membro, para diminuir a pressão e o edema; e uso de sapato com sola convexa, de palmilhas e outros dispositivos que alteram a posição ou a amplitude de movimento dos pés. 

Em casos raros, considera-se cirurgia com objetivo de colocar um enxerto ósseo esponjoso na região subcondral de necrose da cabeça do metatarso ou efetuar uma osteotomia (seccionamento cirúrgico de um osso).

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Não erre na escolha dos calçados

Na hora de comprar os calçados que irão preencher o seu guarda-roupa, opte por modelos confortáveis, que ofereçam sustentabilidade e proteção aos pés. Quanto mais apertado o sapato, pior ele é para a saúde dos pés. Os amantes de salto devem ficar atentos quanto ao tamanho do sapato e à frequência de uso. Esses cuidados simples auxiliam na prevenção da doença de Freiberg. 

Como as meninas em fase de transição e atletas de alta competição são mais suscetíveis ao desenvolvimento da doença de Freiberg, é importante fazer o devido acompanhamento ortopédico ao longo dos anos, a fim de prevenir e remediar a patologia. 

Os pais/responsáveis devem ficar atentos quando os adolescentes reclamam de dor. Nem tudo é, como muitos pensam, “frescura que passa com o tempo”. 


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Como a artrite reumatoide afeta os tendões dos pés?

Como a artrite reumatoide afeta os tendões dos pés?

A artrite reumatoide é um tipo de artrite inflamatória que também é classificada como um distúrbio autoimune. Isso significa que o sistema nervoso envia mensagens errôneas às células do sistema imunológico para atacar os próprios tecidos do corpo.

Esse problema pode acometer várias partes do corpo, inclusive os tendões dos pés, como veremos neste artigo. Continue a leitura e saiba mais!

Tendões do pé e artrite reumatoide

O pé e o tornozelo têm mais de 40 articulações, as quais são particularmente suscetíveis à inflamação em pessoas com artrite reumatoide. Pelo menos 90% das pessoas têm inflamação das articulações desta área em algum momento de suas vidas.

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Os tendões da região do tornozelo conectam os músculos da perna e os ossos do pé, exercendo um papel importante na estabilidade das articulações, como veremos. O tendão de Aquiles é o mais importante para caminhar, correr e saltar e liga os músculos da panturrilha ao calcâneo. Já o tendão tibial posterior ajuda a apoiar o arco e nos permite virar o pé para dentro. O tendão tibial anterior nos permite levantar o pé. Há ainda dois tendões que passam por trás do relevo lateral do tornozelo —o maléolo lateral —, chamados fibulares, que ajudam a virar o pé para fora. Outros tendões também passam por essa área e contribuem para o equilíbrio do tornozelo.

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Quando a artrite reumatoide afeta a articulação do pé e do tornozelo, a sinóvia, que reveste as extremidades dos ossos nas articulações, engrossa e produz um excesso de fluido. Esse excesso de líquido com substâncias químicas inflamatórias que o sistema imunológico libera e causa inchaço e danos à cartilagem que atua como uma almofada na articulação, causando dor e desgaste ósseo.

O problema mais comum afeta a parte anterior do pé, ocasionando dor, inchaço, rigidez articular e dificuldade para andar. Pode haver presença de nódulos reumatoides que resultam em dor quando são friccionados contra os sapatos ou pressionados durante a caminhada. A dor então acomete pé, tornozelo, calcanhar e tendão de Aquiles.

Sintomas da doença

Os sintomas incluem inchaço doloroso, rigidez e deformidades das articulações, mais comumente nas mãos, nos pulsos e nos pés.

Embora a artrite reumatoide possa causar apenas inflamação intermitente nos pés e tornozelos, o dano às articulações pode ser permanente, alterando sua biomecânica quando a pessoa se levanta e caminha.

Quais são as causas da artrite reumatoide?

Embora a origem da doença permaneça desconhecida, as pesquisas sobre ela progrediram bastante nos últimos anos. A artrite reumatoide é considerada uma doença autoimune devido à presença de anticorpos produzidos por células do sistema imunológico e dirigidas contra o próprio corpo.

Vários fatores parecem estar envolvidos no aparecimento da doença, incluindo:

  • fatores ambientais (especialmente fumar, bem como trauma ou estresse emocional);
  • ativação das defesas imunitárias após uma infecção (por exemplo, angina ou gripe) ou, raramente, após a vacinação;
  • genética favorável (genes que podem explicar certas predisposições familiares foram identificados);
  • fatores hormonais (mudanças hormonais devido a gravidez ou menopausa, por exemplo).

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