Artrose

6 maneiras de prevenir a artrose no tornozelo

6 maneiras de prevenir a artrose no tornozelo

A artrose do tornozelo nada mais é que o desgaste da articulação dessa região do corpo. É uma doença que se caracteriza por ser degenerativa e progressiva, sendo que, em alguns casos, pode até se tornar incapacitante. Isso pode ocorrer em decorrência da perda do movimento normal da articulação e das dores, que costumam ser intensas.

Por outro lado, o tornozelo não é uma região comum para o surgimento dessa condição. O motivo para isso, é que a cartilagem que o reveste tem maior resistência que as demais.

Doenças inflamatórias, lesões graves de ligamentos e fraturas costumam ser as principais bases para o surgimento da artrose do tornozelo.

A seguir, vamos conhecer algumas ações que podem ajudar a prevenir esse problema. Acompanhe e fique por dentro!

6 maneiras de prevenir a artrose no tornozelo

1. Usar gelo e calor

Terapias de calor, como bolsas de água quente, podem ajudar a relaxar e a diminuir a rigidez e a dor. Já o gelo pode ser usado para entorpecer as regiões doloridas e inflamadas dos tornozelos.

2. Exercícios para os tornozelos

Realizar exercícios suaves, que não provoquem estresse ou sobrecarreguem a articulação do tornozelo podem ser úteis para ajudar a manter a funcionalidade. Entretanto, como estamos tratando da artrose que é uma condição degenerativa, é preciso consultar o médico antes de fazer qualquer coisa, pois corre-se o risco de piorar a situação quando os cuidados devidos não são tomados.

3. Manter o peso sob controle

Os tornozelos estão na base de sustentação de todo o corpo. Logo, qualquer excesso sobrecarrega os pés e, para pessoas com artrose, a situação é ainda mais complicada. Por isso, controlar o peso é uma das formas mais simples de prevenir essa condição ou piorar o seu quadro, caso já esteja instalada.

4. Cuidar para escolher bem os calçados

Calçados do tamanho certo e com palmilhas almofadas podem ajudar a melhorar a situação de pessoas com problemas nos tornozelos.  Como uma das principais causas de artrose nessa região dos pés são os traumas e lesões, reduzir a quantidade de atividades alto impacto e dar a articulação um bom nível de amortecimento é muito importante em termos de prevenção.

5. Limpar o organismo

Já falamos que cuidar para ter o peso ideal ajuda pessoas que têm artrose. Porém, uma dica adicional é evitar alimentos processados e ricos em açúcar. Quanto mais equilibrada e saudável é a alimentação, menos propenso o corpo fica para desenvolver doenças e maior é a manutenção da saúde das articulações e ossos.

6. Consulte sempre um profissional

A melhor maneira de prevenir a artrose do tornozelo é procurar visitar o ortopedista sempre que notar que alguma coisa não está bem. Além disso, ao verificar a presença de um problema, esse profissional poderá iniciar o tratamento imediatamente, de forma que a pessoa possa ter uma melhor qualidade de vida enquanto convive com a artrose.

Por fim, vale sempre lembrar que não é recomendado tomar nenhuma ação por conta própria. Pode ser que a pessoa tenha artrose ou outra condição, por isso, o especialista nunca deve ser descartado. Afinal, ele é quem sabe o melhor caminho a ser tomado.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Artrose
Principais sintomas da osteoartrite do tornozelo

Principais sintomas da osteoartrite do tornozelo

A osteoartrite do tornozelo é uma doença que pode ter origem em fatores múltiplos. Causa a degeneração da cartilagem, afetando as partes da articulação. É também conhecida como osteoartrose ou artrose.

Embora acometa principalmente as articulações das mãos, joelhos, coluna e quadril, os tornozelos e pés também sofrem desgaste, merecendo atenção especial quanto à prevenção e tratamento dessa doença

Causas da osteoartrite do tornozelo

O papel da cartilagem articular é proteger os ossos do atrito por contato durante a movimentação do corpo. Então, ela funciona como pequenas bolsas de águas entre as juntas e pode sofrer alterações, caso seja muito exigida.

A cartilagem pode sofrer desgaste por múltiplos fatores ao longo do tempo, seja por movimentos repetitivos ou hereditariedade, caracterizando a artrose primária.

Entretanto, nos tornozelos, a maior incidência é de artrose secundária, ou seja, proveniente de um fator externo. Pode ser consequência de traumas, grandes impactos, lesões, infecções ou alguma outra doença em que há o comprometimento dos ossos ou nervos.

Sintomas

Em estágio inicial, a osteoartrite do tornozelo pode ser silenciosa ou apresentar pequenos incômodos passageiros, sobretudo em pessoas de faixa etária mais jovem. Por isso, é importante ter atenção aos sinais do corpo desde cedo.

Quando são mais evidentes, os principais sintomas são:

Dor nas articulações do pé

A intensidade da dor vai aumentando ao longo do tempo e as atividades que envolvem suporte de peso, como ficar em pé ou andar, agravam ainda mais o desconforto.

Rigidez e limitação dos movimentos musculares

A articulação fica instável, aumentando o tamanho e causando endurecimento dos músculos e dos movimentos dos pés, dificultando assim o ato de andar.

Rangidos e crepitações

Os estalos ou rangidos com a movimentação do tornozelo ou dos pés aumentam.

Perda da flexibilidade

Algumas pessoas sentem dificuldade ao dobrar ou esticar o pé, não conseguindo realizar pequenos movimentos que faziam antes.

Inchaço e vermelhidão nos tornozelos ou tendões

Esses também são sinais de que há um comprometimento das articulações do tornozelo e pé. Em alguns casos pode haver deformação nessas partes do corpo.

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O diagnóstico pode ser obtido por meio de exames como radiografa, tomografia ou ressonância magnética.

O tratamento mais adequado dependerá do grau da degeneração, das causas e estabilidade das articulações do entorno do tornozelo.

Prevenções e cuidados

Os tratamentos para amenizar ou prevenir o quadro de osteoartrite do tornozelo envolvem fisioterapia e procedimentos visando à proteção das articulações envolvidas.

Também podem ser necessários recursos como sapatos ou palmilhas especiais e aparelhos que contribuam para a funcionalidade na movimentação dos pés.

Em alguns casos, o procedimento cirúrgico pode ser necessário. Principalmente em situações de entorse do tornozelo ou lesões que agridam a cartilagem articular.

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A avaliação de um médico especialista é muito importante, pois a atuação profissional pode evitar o agravamento no quadro de desgastes nas articulações.

Alimentação, prática de exercícios de fortalecimento e acompanhamento regular também podem garantir a prevenção da osteoartrite do tornozelo e ainda fortalecer a saúde dos pés e tornozelos.

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Entenda o que é osteoartrite de tornozelo

Entenda o que é osteoartrite de tornozelo

Com o intuito de eliminar as possíveis dúvidas que o termo osteoartrite do tornozelo pode gerar, são necessárias as definições do conceito de artrite e artrose. Artrite é a inflamação aguda das articulações, enquanto artrose é o termo que define uma doença crônica causada pela perda da cartilagem das articulações ou pelo desgaste dos ossos que fazem parte delas.

Se um indivíduo que sofre artrite não receber o tratamento adequado, com o passar dos anos a doença pode evoluir para artrose. A osteoartrite é a forma mais comum de artrite. Ela pode aparecer em qualquer articulação do corpo como, por exemplo, nas mãos, nos pés, nos quadris, nos joelhos, nos tornozelos, entre outros.

Osteoartrite do tornozelo

Também conhecida como artrite degenerativa, é causada pelo desgaste da cartilagem do tornozelo. A cartilagem é um tecido conjuntivo do corpo humano, de consistência flexível, que pode ser encontrada entre os ossos das articulações. É um elemento de ligação e, quando se desgasta ou se danifica, os ossos ficam em contato uns com os outros, causando atrito e consequentemente inflamação, vermelhidão, inchaço ou dor.

A osteoartrite geralmente é provocada pela deterioração ou irritação da cartilagem causada pelo uso ao longo do tempo ou por alguma lesão sofrida. No caso do tornozelo, pode ser uma fratura, um ligamento rompido ou uma entorse, mesmo que a doença só se desenvolva meses ou anos após o trauma ocorrido.

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Outro fator que pode desencadear a doença é alguma deformidade nos pés que comprometa a estrutura do tornozelo. Dois exemplos dessa má-formação são os pés planos, vulgarmente conhecidos como pés chatos, e os pés cavos, também chamados de arco alto.

Sintomas de osteoartrite do tornozelo

Os sintomas mais comuns da osteoartrite são dor nas articulações, inchaço no local, calor na área afetada, rangidos, limitação dos movimentos e rigidez nas articulações. Geralmente são ocasionados após períodos de inatividade como, por exemplo, ficar muito tempo parado em pé na mesma posição. Algumas pessoas podem desenvolver também esporão ósseo, ou seja, uma protuberância no local afetado.

A intensidade e a quantidade dos sintomas variam de pessoa para pessoa. Alguns indivíduos podem ficar debilitados enquanto outros podem passar anos sem ter qualquer tipo de manifestação no corpo.

Os fatores de risco para a osteoartrite são idade avançada, anomalias ósseas, obesidade, bem como áreas do corpo que já tenham sido lesionadas, entre outros. Indivíduos que fazem parte desses grupos e apresentarem sintomas devem fazer uma consulta médica.

Tratamento

Apesar de não existir cura para a osteoartrite do tornozelo, os tratamentos podem reduzir a dor, melhorar os movimentos e oferecer uma melhor qualidade de vida.

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Primeiramente, o tratamento visa controlar e aliviar a dor por meio de analgésicos, anti-inflamatórios ou injeções, dependendo do grau de evolução da doença.

Se os medicamentos não surtirem efeito ou se o indivíduo já estiver em um estado crítico, ele provavelmente será submetido a uma cirurgia. Os procedimentos mais comuns são dois. O realinhamento dos ossos, que favorece o uso reduzido da área afetada, e a substituição da articulação por uma prótese, normalmente composta por materiais como o metal e o plástico.

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Outras práticas que ajudam no tratamento, podendo ser utilizadas de forma simultânea com os medicamentos ou após cirurgia são a fisioterapia, a terapia ocupacional, a imobilização do local e o uso de aparelhos ortopédicos como palmilha e bota.

Sendo assim, é muito importante estar sempre cuidando da saúde e praticar exercícios físicos a partir da orientação e acompanhamento de um profissional.

Apesar de a osteoartrite do tornozelo não ter cura, o indivíduo pode ter uma vida estável e controlada. Entretanto, é necessário estar atento aos sintomas, consultar logo um ortopedista ou reumatologista – profissionais especializados responsáveis pela patologia – e fazer de forma ativa e constante o tratamento.

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O que é artrodese tripla?

O que é artrodese tripla?

A artrodese tripla é um procedimento cirúrgico realizado, geralmente, em pacientes que possuem degeneração articular causada pela artrite ou em casos de deformidades graves em pé plano. 

O pé é composto por diversas estruturas de ossos, articulações, ligamentos, músculos e tendões. Quando um indivíduo possui um quadro de dor incapacitante, em que não há perspectiva de melhora, já que as articulações do pé estão em estado avançado de desgaste, a artrodese passa a ser uma opção. 

A cirurgia é feita com o objetivo de aliviar a dor na parte posterior do pé, melhorar a estabilidade do corpo e, em alguns casos, corrigir a deformidade do referido membro, por meio da fusão das 3 principais articulações do retropé: a articulação subtalar, a articulação calcaneocubóidea e a articulação talonavicular.

Em quais casos a artrodese tripla deve ser realizada?

O procedimento cirúrgico é indicado quando o tratamento convencional não é válido, como em casos de artrite grave, instabilidade e deformidade. Além disso, ela é indicada também em casos graves de pé chato, conexões anormais entre os ossos, arco plantar excessivamente elevado e instabilidade articular devido a doença neuromuscular.

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Quando a cirurgia não é uma opção?

A cirurgia não é indicada para crianças ou jovens, já que a deformidade poderá continuar acontecendo ao longo da fase de crescimento. Por ser um procedimento delicado, a artrodese não é uma opção para quem tem baixo potencial de cura, é fumante ou que possui infecções ativas. 

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Como é feito o procedimento?

Para realizar a artrodese, o cirurgião ortopédico realiza 2 incisões, uma em cada lado do pé do paciente. Assim, o médico pode organizar a região, ajustando as superfícies ósseas, reparando os defeitos e tratando a cartilagem articular. Assim que as 3 articulações estiverem preparadas, elas são posicionadas com a ajuda de um suporte, que auxilia na estabilização da reconstrução e promove um ajuste da junção. 

Para auxiliar no procedimento, o cirurgião utiliza um aparelho de raio-x, que verifica o posicionamento correto da fusão.

Como é o pós-operatório da artrodese tripla?

O pós-operatório da artrodese pode ser bastante delicado, uma vez que é exigido repouso do paciente por várias semanas. Nesse período, é fundamental que o paciente fique com o pé elevado, com o objetivo de minimizar o inchaço e permitir a cicatrização da pele. O tempo médio de recuperação pode chegar a até 1 ano, sendo que, no primeiro mês, o indivíduo deve permanecer imobilizado. 

A fisioterapia é um fator fundamental para a recuperação, pois é nela que o paciente fará o fortalecimento da musculatura da região. Além disso, os exercícios fisioterápicos irão proporcionar também estabilidade e força para o restabelecimento da rotina e o aumento da mobilidade da articulação. 

É comum que o paciente que se submete à artrodese desenvolva gradualmente a artrite em outras regiões do pé e do tornozelo. Entretanto, essa condição pode demorar anos para surgir e, em muitos casos, ser imperceptível.

A artrodese tripla pode causar certa rigidez e limitar alguns movimentos no paciente. Mas a melhora da qualidade de vida devido ao sumiço da dor é tamanha que tal consequência torna-se insignificante. 

 

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Doença de Freiberg: sintomas, causas e tratamentos

Doença de Freiberg: sintomas, causas e tratamentos

Sabe aquele problema que provoca uma dor tremenda e deixa a pessoa com os nervos à flor da pele? Na lista de problemas que se enquadram nessa descrição, figura a doença de Freiberg, uma patologia descoberta em 1914, que atinge frequentemente mulheres (proporção de 3 para 1, em relação ao sexo masculino) e têm maior incidência na fase da puberdade. 

Certos esportistas também são mais propensos à doença, como bailarinas, atletas de salto e atletas de corrida. 

Sintomas da doença de Freiberg

O principal indício do problema é dor forte, que fica mais potente quando as pontas dos pés precisam sustentar o peso do corpo, fazer movimentos de elevação ou, ainda, quando se usa salto alto. Inchaço local, tensionamento, hipersensibilidade, incapacidade funcional parcial e desaparecimento da cartilagem são outros sintomas. 

O que causa esta condição?

Os principais motivos que desencadeiam a doença de Freiberg são o crescimento ósseo rápido — situação comum em meninas que estão passando por mudanças biológicas e fisiológicas — e alterações no primeiro (curto demais) e no segundo osso do metatarso (longo demais). 

Em ambos os casos, a segunda cabeça do metatarso pode estar sujeita ao tensionamento repetitivo, tal como ao praticar-se dança ou corrida.

Diagnóstico e tratamentos para a doença de Freiberg

Quando o paciente consulta um médico reclamando os sintomas descritos acima, realiza-se uma análise clínica por meio de palpação da articulação, exploração articular, muscular e vascular, e de avaliação da pegada plantar. Exames de imagem ajudam a fechar o diagnóstico. 

O raio-x permite determinar em que fase a doença de Freiberg se encontra: primeira (mais dolorosa), segunda e terceira (são observáveis sinais de cabeça do metatarso aplanado e invertido), ou quarta (a base da falange também é afetada acabando a articulação anquilosada).

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O tratamento engloba a aplicação de injeções de corticosteroide e o uso de analgésicos para aliviar as crises de dor; repouso parcial ou absoluto, com elevação do membro, para diminuir a pressão e o edema; e uso de sapato com sola convexa, de palmilhas e outros dispositivos que alteram a posição ou a amplitude de movimento dos pés. 

Em casos raros, considera-se cirurgia com objetivo de colocar um enxerto ósseo esponjoso na região subcondral de necrose da cabeça do metatarso ou efetuar uma osteotomia (seccionamento cirúrgico de um osso).

Leia mais: Cirurgia de pé: conheça 3 casos comuns em que o procedimento é indicado

Não erre na escolha dos calçados

Na hora de comprar os calçados que irão preencher o seu guarda-roupa, opte por modelos confortáveis, que ofereçam sustentabilidade e proteção aos pés. Quanto mais apertado o sapato, pior ele é para a saúde dos pés. Os amantes de salto devem ficar atentos quanto ao tamanho do sapato e à frequência de uso. Esses cuidados simples auxiliam na prevenção da doença de Freiberg. 

Como as meninas em fase de transição e atletas de alta competição são mais suscetíveis ao desenvolvimento da doença de Freiberg, é importante fazer o devido acompanhamento ortopédico ao longo dos anos, a fim de prevenir e remediar a patologia. 

Os pais/responsáveis devem ficar atentos quando os adolescentes reclamam de dor. Nem tudo é, como muitos pensam, “frescura que passa com o tempo”. 


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Como a artrite reumatoide afeta os tendões dos pés?

Como a artrite reumatoide afeta os tendões dos pés?

A artrite reumatoide é um tipo de artrite inflamatória que também é classificada como um distúrbio autoimune. Isso significa que o sistema nervoso envia mensagens errôneas às células do sistema imunológico para atacar os próprios tecidos do corpo.

Esse problema pode acometer várias partes do corpo, inclusive os tendões dos pés, como veremos neste artigo. Continue a leitura e saiba mais!

Tendões do pé e artrite reumatoide

O pé e o tornozelo têm mais de 40 articulações, as quais são particularmente suscetíveis à inflamação em pessoas com artrite reumatoide. Pelo menos 90% das pessoas têm inflamação das articulações desta área em algum momento de suas vidas.

Leia mais: Artrite inflamatória pode causar dores nos pés

Os tendões da região do tornozelo conectam os músculos da perna e os ossos do pé, exercendo um papel importante na estabilidade das articulações, como veremos. O tendão de Aquiles é o mais importante para caminhar, correr e saltar e liga os músculos da panturrilha ao calcâneo. Já o tendão tibial posterior ajuda a apoiar o arco e nos permite virar o pé para dentro. O tendão tibial anterior nos permite levantar o pé. Há ainda dois tendões que passam por trás do relevo lateral do tornozelo —o maléolo lateral —, chamados fibulares, que ajudam a virar o pé para fora. Outros tendões também passam por essa área e contribuem para o equilíbrio do tornozelo.

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Quando a artrite reumatoide afeta a articulação do pé e do tornozelo, a sinóvia, que reveste as extremidades dos ossos nas articulações, engrossa e produz um excesso de fluido. Esse excesso de líquido com substâncias químicas inflamatórias que o sistema imunológico libera e causa inchaço e danos à cartilagem que atua como uma almofada na articulação, causando dor e desgaste ósseo.

O problema mais comum afeta a parte anterior do pé, ocasionando dor, inchaço, rigidez articular e dificuldade para andar. Pode haver presença de nódulos reumatoides que resultam em dor quando são friccionados contra os sapatos ou pressionados durante a caminhada. A dor então acomete pé, tornozelo, calcanhar e tendão de Aquiles.

Sintomas da doença

Os sintomas incluem inchaço doloroso, rigidez e deformidades das articulações, mais comumente nas mãos, nos pulsos e nos pés.

Embora a artrite reumatoide possa causar apenas inflamação intermitente nos pés e tornozelos, o dano às articulações pode ser permanente, alterando sua biomecânica quando a pessoa se levanta e caminha.

Quais são as causas da artrite reumatoide?

Embora a origem da doença permaneça desconhecida, as pesquisas sobre ela progrediram bastante nos últimos anos. A artrite reumatoide é considerada uma doença autoimune devido à presença de anticorpos produzidos por células do sistema imunológico e dirigidas contra o próprio corpo.

Vários fatores parecem estar envolvidos no aparecimento da doença, incluindo:

  • fatores ambientais (especialmente fumar, bem como trauma ou estresse emocional);
  • ativação das defesas imunitárias após uma infecção (por exemplo, angina ou gripe) ou, raramente, após a vacinação;
  • genética favorável (genes que podem explicar certas predisposições familiares foram identificados);
  • fatores hormonais (mudanças hormonais devido a gravidez ou menopausa, por exemplo).

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