Calçados

Como praticar a boa higiene dos pés

Como praticar a boa higiene dos pés

Apesar de não sentirmos tanto o impacto do nosso corpo sobre os pés, diariamente eles são expostos à intensa sobrecarga quando estamos de pé, tanto em movimento, como parados. Por isso, cuidar dos deles é fundamental. E tudo começa com uma boa higiene dos pés.

Cuidar dos pés deve ser uma ação primordial a se fazer para mantermos o bom equilíbrio corporal, afinal, são eles os grandes responsáveis por nossa sustentação. Os cuidados com os pés são basicamente, higiene, conforto e pequenos exercícios funcionais. Esses exercícios ajudarão a manter a qualidade dos movimentos e de amplitude dos pés.

Ao cultivar hábitos simples podemos ter mais conforto, e prevenir probleminhas como as micoses, frieiras e chulé.

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Higiene dos pés

Cuidar diariamente dos pés é uma forma de evitar doenças e problemas futuros. Separamos algumas dicas de cuidados:

  • Lave com uma escovinha ou esponja todo o pé, inclusive entre os dedos e as unhas. Se possível, passe também um esfoliante específico para pés;
  • Depois do banho, não se esqueça de enxugá-los bem, não calce os sapatos com eles úmidos. Isso causa mal cheiro e pode desenvolver micoses;
  • Antes de dormir, lave os pés e passe um creme hidratante para evitar o ressecamento da pele e as terríveis rachaduras;
  • As unhas dos pés devem ser cortadas e limpas de 15 em 15 dias, mas tente não deixá-las curtas demais porque podem encravar;
  • Lixe os pés toda semana ou use esfoliantes para eliminar o excesso de células mortas e formação de calos. Evite andar descalço para não engrossar a pele;
  • Calce sapatos sempre limpos e depois de usá-los lave-os antes de guardar. Esse processo, principalmente com sapatos fechados, pode prevenir micoses e chulé;
  • Meias de algodão são bem-vindas, pois os tecidos sintéticos são especialistas em causar chulé. Porém, elas precisam ser trocadas diariamente os sapatos também precisam respirar: se puder alterne os pares, faça um rodízio, e deixe os que estão descansando tomando um sol lá na varanda.

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Cuidado com os pés

Além da higienização é importante tomar alguns cuidados com os pés. A atenção ao sapato é importante. Use sempre um sapato no tamanho ideal para o seu pé (em média um calçado 15mm maior que o tamanho do pé), com bom amortecimento para prática de atividade física e evitando o uso de saltos altos em excesso

Se possível, ao praticar atividades físicas inclua exercícios para os pés. Faça movimentos funcionais de amplitude e alongamento; inversão e eversão do pé (movimentos amplos e lateralizados); exercício de liberação, com uma bolinha na planta do pé, por exemplo (movimentos circulares); use bombinha de panturrilhas (movimento de repetição, de flexão e extensão do pé).

No caso de dores nos pés é indicado fazer uma boa avaliação com um profissional capacitado, para que o diagnóstico do problema e da sua respectiva causa seja preciso. Uma pequena dor pode se tornar um problema maior e uma condição no pé pode afetar outras regiões do corpo.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

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4 problemas nos pés causados pela diabetes

4 problemas nos pés causados pela diabetes

Pacientes com diabetes precisam de um cuidado especial com a alimentação e com os pés. Sim, com os pés. Isso porque, caso os níveis de glicose estejam alterados há muito tempo, corre-se o risco de perder a sensibilidade dos membros inferiores e até mesmo a amputação.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde, as feridas nos membros inferiores estão presentes em 5% dos usuários do SUS com diagnóstico de diabetes há menos de dez anos e em 5,8% dos indivíduos com mais de uma década de doença — homens, tabagistas e portadores de insuficiência renal e cardíaca são particularmente vulneráveis. Não é um número pequeno se considerarmos que existem pelo menos 16 milhões de pessoas com diabetes no país.

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Vários problemas nos pés podem acometer os pacientes com diabetes. Entre os principais estão:

  1. Neuropatia: é um distúrbio nervoso causado pelo diabetes. Pessoas com a doença podem, com o passar do tempo, sofrer danos nos nervos ao longo do corpo. Algumas pessoas podem não ter qualquer sintoma, outras podem experimentar dor, formigamento ou perda de sensibilidade principalmente nas mãos, braços, pés e pernas. No entanto, esses problemas também podem ocorrer no sistema digestivo, coração e órgãos reprodutores. Os danos nos nervos podem causar também mudanças na forma dos pés e dos dedos.
  2. Ressecamento da pele: devido à danificação dos nervos, muitos pacientes com diabetes sofrem com o ressecamento da pele dos pés, o que pode favorecer o aparecimento das feridas (rachaduras).
  3. Calos: pacientes diabéticos são mais propensos a desenvolver calor, uma vez que há áreas de alta pressão nessa parte do corpo, que aguenta o peso o dia todo. Calos não tratados podem transformar-se em úlceras (feridas abertas).
  4. Pé diabético: o pé diabético é uma complicação do diabetes mellitus e ocorre quando uma área machucada ou infeccionada nos pés desenvolve uma úlcera (ferida). Seu aparecimento pode ocorrer quando a circulação sanguínea é deficiente e os níveis de glicemia são mal controlados. Qualquer ferimento nos pés deve ser tratado rapidamente para evitar complicações que possam levar à amputação do membro afetado.

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Como cuidar dos pés de pacientes com diabetes

Para evitar problemas nos pés, é preciso um cuidado especial com eles. Separamos algumas dicas para manter os pés saudáveis.

  1. Verifique diariamente se a pele dos pés está boa. Toque e observe, confira se não há cortes, hematomas, edema ou alguma área mais sensível. Lave os machucados com água limpa e sabão e cubra-o com um curativo seco.
  2. Mantenha os pés limpos: lave os pés diariamente com água morna e seque bem antes de colocar meias ou calçados. Dê uma atenção especial à região entre os dedos.
  3. Use calçados confortáveis: opte sempre por sapatos confortáveis e meias sem costura, que possam machucar.
  4. Evite andar descalço: sem sapatos os pés ficam muito expostos e propícios a acidentes.
  5. Controle a taxa de açúcar: é importante manter os níveis de açúcar dentro do recomendado pelo seu médico. O descontrole pode comprometer a circulação e gerar novos problemas.
  6. Sempre trate os ferimentos: é essencial tratá-lo o mais cedo possível. Lave a área com água e sabão e cubra-a com um curativo ou bandagem seca. Se não melhorar depois de um dia, procure ajuda médica.

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Como escolher o tênis certo para corrida?

Como escolher o tênis certo para corrida?

Atire a primeira pedra quem nunca se entusiasmou e comprou um tênis para corrida, assim que recebeu um e-mail com uma “oferta imperdível”, ou ao passear pelo shopping? Escolher um calçado adequado para praticar atividade física é importante para evitar lesões e, por isso, não dá para fazê-lo no impulso. 

Questões como design e preço são importantes, porém, outros pontos também devem ser considerados. Mas, não se preocupe: atualmente, o mercado dispõe de ótimas alternativas que aliam saúde, conforto e preço. 

Tênis certo para corrida: Cabe no seu orçamento e é bom para sua saúde

Escolher um tênis para corrida é, portanto, mais do que escolher um modelo bonito aos olhos e que caiba no orçamento. É preciso, antes de tudo, considerar  o fator saúde, a fim de evitar traumas, como lesões nos pés e joelhos. O sapato usado para crossfit ou vôlei, por exemplo, não é o mesmo direcionado à prática de corrida. Importante considerar o quanto o produto se adapta aos diferentes terrenos, bem como a capacidade de absorção do peso. 

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Fique de olho

Dito isso, o primeiro conselho é: experimente modelos de todas as marcas, isto é, por mais que você queira comprar um da marca “x”, é fundamental calçar de outras. O nível de conforto e a pisada podem variar bastante. Não faça da sua saúde uma vitrine de ostentação por causa de um modelo específico. Escolha aquele que melhor assente em seus pés.

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O segundo ponto é optar por um tênis para corrida um pouco mais folgado. Não é folgado ao extremo, mas, sim, aquela folga que deixa um espaço em cada pisada durante a corrida. Com isso em mente, entenda: no calcanhar, ele deve ficar encaixado e confortável; a parte de cima precisa ficar segura e confortável em volta do peito do pé; já na frente, o pé deve ser capaz de se mover, sem ultrapassar a linha da palmilha.

Confira, ainda, a flexibilidade do seu próximo tênis para corrida. Ele não pode ser muito “mole”. Isso também evita contusões ao longo do tempo. Essa regra vale, inclusive, para corredores mais altos e pesados. 

Sempre que comprar um tênis para corrida, o ideal é dar algumas voltas (pode ser dentro de casa mesmo) com ele antes de colocá-lo para trabalhar a plenos vapores. Fazendo isso, a chance de você se surpreender com bolhas e outros machucados nos pés é bem menor. 

“Corra, Lola, corra”

Agora que você sabe escolher seu tênis para corrida, aproveite. No filme “Corra, Lola, corra”, de 1998, dirigido por Tom Tykwer, a protagonista corre para salvar seu companheiro. Já você poderá correr para desfrutar de uma excelente qualidade de vida e saúde, com fôlego, boa autoestima e bastante resistência. 


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Salto alto: como usar sem causar danos à saúde?

Salto alto: como usar sem causar danos à saúde?

O salto alto é uma peça indispensável no guarda-roupa da maioria das mulheres. Clássico, com detalhes modernos, de várias cores e tipos… Tem para todos os gostos. Se você não quer errar na escolha do calçado, importante não se esquecer da segurança e da saúde. 

O primeiro ponto é: salto não foi feito para ser usado todos os dias. Três vezes por semana, mais ou menos sete horas por dia, já é uma frequência que sinaliza risco grande para problemas futuros. Quanto menos tempo você puder ficar em cima dele, melhor. No trabalho, tente alternar com um sapato mais confortável e, se possível, deixe um calçado mais amortecido no carro para que, sempre que der, você consiga aliviar a pressão sobre os pés. 

Leia mais: Como aliviar a dor no calcanhar

Opções com fundo emborrachado são mais seguras e oferecem firmeza superior aos membros. Se gostou do modelo e ele não foi projetado assim, pedir a um sapateiro para fazer os ajustes pode ser uma boa alternativa. 

O conforto pode ser ainda maior se você usar palmilhas ou almofadinhas de silicone. Elas são facilmente encontradas em sapatarias ou casas para produtos ortopédicos.

O jeito certo de pisar

Existe a forma certa de pisar com o salto alto. Segui-la pode garantir menos danos à sua saúde. É assim: pise primeiro com o salto e, depois, com a ponta do pé no chão, evitando pisar com toda a sola do pé de uma vez. Quando o peso de seu corpo estiver na planta do pé, logo abaixo dos dedos, jogue seu peso para a frente, como se andasse na ponta dos pés, dando o passo seguinte. 

Outro ponto importante para distribuir o peso corretamente é prestar muita atenção à postura: a coluna precisa estar alinhada corretamente, a cabeça erguida e as pernas firmes. Elegância à parte, isso também diminui as chances de torcer os pés. 

Tem hora certa para comprar sapato de salto alto

Isso mesmo. O melhor horário para comprar salto é no final do dia, quando os pés costumam estar mais inchados. Isso elimina todo tipo de surpresa: você já compra sabendo como o calçado ficará em casos extremos. Também é recomendável dar uma voltinha na loja para ter uma noção se você vai dar conta de andar com ele normalmente. 

Sempre considere o seu tipo de pé (redondo, chato, fino, com joanete e/ou unhas encravadas etc.) para escolher o modelo mais adequado. Se o pé for mais redondo e tiver joanete, por exemplo, salto de bico fino pode representar uma encrenca daquelas. 

Leia mais: Joanetes: por que surgem e como tratar

Sapato novo, geralmente, é duro por dentro e, por isso, pode machucar os pés. Antes de usá-lo pela primeira vez, para evitar calos e bolhas, passe um pouco de vaselina, ou algum creme gorduroso, nos pés e/ou no calçado, nas partes que mais incomodam. 

Segurança em primeiro lugar

Se você não dispensa salto, siga essas orientações para garantir segurança à sua caminhada. Tente, também, alternar os tamanhos dos calçados para não prejudicar ossos e músculos. Elegância, conforto e saúde podem andar perfeitamente juntos. 


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Como escolher o sapato ideal?

Como escolher o sapato ideal?

Calçar um sapato não é algo tão simples quanto parece, ou pelo menos não deveria ser para quem está realmente preocupado com a saúde. Os sapatos podem até contribuir para o bem-estar diário, mas apenas se eles estiverem totalmente de acordo com as necessidades de quem os calça. Caso contrário, podem causar lesões e acentuar diversas patologias, chegando a levar a complicações para outras partes do corpo, tais como os joelhos e as costas.

Neste artigo, você vai saber como escolher o calçado ideal para que o hábito diário não se transforme em um problema na sua vida. Continue a leitura!

Sapatos têm que encaixar nos pés

Pode ser óbvio, mas ainda é um grande problema: usar os calçados errados é a causa básica da maioria dos casos de deformidades do pé. Isso ocorre porque as pessoas usam modelos muito grandes ou muito pequenos, muito finos ou muito apertados.

Sapatos pontiagudos e saltos altos, por exemplo, são verdadeiros inimigos dos pés, porque empurram os ossos e as articulações de uma forma não natural. Até mesmo sapatos sem palmilha e pouco apoio, como chinelos, que parecem inofensivos, podem causar complicações. Se tais sapatos são usados com muita frequência e por muito tempo e, além disso, existe uma disposição genética para as más posturas, muitas vezes a deformação dos dedos dos pés é certa.

Leia mais: Deformidade óssea no pé: causas e tratamentos

Em particular, o hálux valgo, também conhecido como joanete, irá sofrer. Aqui, o osso metatarsal se move para o lado e o dedão do pé se curva para fora, de modo que o pé se alarga. As consequências são dor severa, calosidades, inflamação da bursa e osteoartrite. Se o hálux valgo é muito pronunciado, muitas vezes apenas um procedimento cirúrgico pode solucionar o caso.

Para evitar deformações como essas, deve-se ter o cuidado de trocar os sapatos regularmente (de preferência várias vezes ao dia) e usar principalmente calçados macios que deixam o pé em sua forma natural. Além disso, é bom optar por modelos que não tenham salto alto e que não espremam o pé.

Como escolher um bom sapato

Deve-se escolher um calçado com tamanho e forma apropriados à morfologia específica de cada pé, com especial atenção ao espaço reservado para seus dedos. Um sapato também deve ser estável para evitar entorses ou, a longo prazo, um desvio que possa atingir todo o membro inferior. A parte do sapato que determina essa estabilidade é o calcanhar, que deve ter uma largura mínima para evitar que o pé se incline para a esquerda ou para a direita.

Leia mais: 7 dicas para comprar um calçado adequado

E os saltos altos?

Os saltos altos são quase sempre difíceis, pois, além de representarem um desafio para a marcha, são geralmente muito apertados nos dedos dos pés. O resultado é formação de calosidades dolorosas e, no pior dos casos, de um abaulamento que se projeta no calcanhar ou um mau posicionamento da articulação da base do hálux.

Leia mais: 4 vilões da saúde dos pés

Caso seja inevitável o uso desse tipo de calçado, a recomendação é buscar oportunidades para descansar os pés. Em qualquer caso, para a vida cotidiana, é aconselhável adotar calçados confortáveis.

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