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Cirurgia de pé e tornozelo: como se preparar

Cirurgia de pé e tornozelo: como se preparar

Procedimentos cirúrgicos sempre causam receio, independente da sua gravidade e do local que será operado. Quando se trata de uma cirurgia de pé e tornozelo não é diferente. 

Por isso, é importante saber que, além do momento da cirurgia, os cuidados que devem ser seguidos no pré e no pós-operatórios são, também, essenciais para o sucesso do procedimento. Além disso, conversar com o médico e esclarecer todas as dúvidas também fazem parte da preparação. 

O que devo fazer no pré-operatório da cirurgia de pé e tornozelo

Cuidar da alimentação

Uma alimentação leve e balanceada ajuda a fortalecer o organismo. Além disso, o tipo de alimento consumido poderá influenciar no resultado da cirurgia e no pós-operatório. Um exemplo é a vitamina C, que possui micronutrientes importantes no processo de cicatrização, além de agir como antioxidante, combate possíveis inflamações.

Leia mais: Qual a relação da alimentação saudável e a saúde dos pés?

Observar o jejum recomendado

Como em toda cirurgia, é recomendável que o paciente esteja em jejum devido à anestesia. Por isso, deve-se suspender a alimentação e a ingestão de líquidos no dia anterior ou seguir a indicação de horas sugerida pelo médico.

Evitar o tabagismo

O cigarro deve ser banido durante o pré-operatório pelo menos  nas quatro semanas que antecedem a cirurgia. O cigarro age diretamente no organismo e interfere na oxigenação do fluxo sanguíneo, principalmente nas extremidades do corpo humano, além de comprometer o sistema respiratório. O cigarro também retarda processo de recuperação e deixa o paciente propenso a infecções e problemas de cicatrização.

Leia mais: Como tratar a cicatriz da cirurgia de pé?

Diminuir o consumo de bebidas alcoólicas

Por agir diretamente no o sangue, o álcool prejudica a coagulação e aumenta o risco de sangramento durante a cirurgia, por isso, o consumo deve ser evitado por dois dias antes da cirurgia.

Conversar com o médico sobre medicamentos de uso frequente

Todo tipo de medicamento e substância que altere a coagulação do sangue deve ter seu uso interrompido. Porém, antes de cortar tais remédios, é preciso que o médico que faz o acompanhamento esteja ciente e de acordo com a suspensão.

Realizar os exames e consulta de risco cirúrgico

É importante realizar todos os exames recomendados pelo médico, que geralmente são: hemograma completo, coagulograma, risco cirúrgico cardiológico com eletrocardiograma, dosagem de sódio e potássio, ureia e creatinina, além da avaliação anestesiológica. 

Anotar todas as suas dúvidas e perguntar ao médico

Para que não haja dúvidas sobre o procedimento, esclareça todas as questões com o seu médico. Pergunte tudo que tem curiosidade de saber e não tenha vergonha de perguntar. Assim, você fica mais seguro em relação à cirurgia. Faça uma lista de perguntas para que não reste dúvida. 

Se preparar para o pós-operatório  da cirurgia de pé e tornozelo

Antes mesmo da cirurgia, já esteja preparado para o período que sucede o procedimento. Peça ao médico uma lista do que será preciso providenciar.  Medicamentos, bota ortopédica, muletas, bem como outros itens serão necessários para auxiliar a recuperação.

Como o pós-operatório é um período complicado em que os movimentos podem ficar limitados, é importante que o paciente se organize antes da cirurgia e tenha algum parente ou amigo para auxiliá-lo durante esse tempo.

Pequenos deslizes podem não só comprometer a cirurgia de pé e tornozelo como, também, causar complicações graves. Por isso, disciplina é essencial! Esteja ciente de tudo que será necessário fazer e siga atentamente as instruções do médico. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

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Como é a cirurgia de fratura no 5º metatarso?

Como é a cirurgia de fratura no 5º metatarso?

O metatarso é o nome dos ossos localizados no ante pé e que fazem conexão com os ossos dos dedos. O 5.º metatarso articula-se ao dedinho, enquanto o 1.º interliga-se ao dedão. Esse conjunto de ossos pode ser muito sensível a dores. Entretanto, o 5.º é ainda mais vulnerável, já que ele absorve grande parte do impacto durante o ato de caminhar e correr. Quando um indivíduo possui a pisada errada ou utiliza calçados inapropriados, esse osso fica mais sobrecarregado. 

Fratura do 5.º metatarso

Quando o osso que faz a conexão com o mindinho sofre uma fratura, o tratamento é feito, geralmente, por meio de gesso ou bota para o restabelecimento ósseo. Contudo, em casos mais específicos, é necessário recorrer à cirurgia. 

Leia mais: Entenda a fratura de Neymar: lesão do 5º metatarso

As fraturas podem ser agudas, quando acontece uma lesão súbita, como no caso de torções; ou por estresse, quando o trauma é causado por um esforço, devido à sobrecarga que o osso sofre. A lesão pode ocorrer devido a: 

  • queda de objetos sobre o pé, 
  • torções, 
  • quedas, 
  • pancadas, 
  • movimentos repetitivos, 
  • sobrecarga contínua,
  • acidentes.

Quando a cirurgia é necessária?

A gravidade da fratura e o que irá determinar qual o tipo de tratamento dependem do local em que houve o trauma, da extensão do problema e se o osso sofreu deslocamento. O 5.º osso é dividido em 3 áreas de fratura, como será explicado a seguir.

Na zona 1, as fraturas acontecem na ponta da 5.ª base do osso e são conhecidas como fraturas por avulsão. Geralmente são fáceis de serem tratadas e não requerem cirurgia. A cicatrização acontece entre 6 e 8 semanas, com a utilização de gesso ou bota. 

Quando acontecem na zona 2, as fraturas estão localizadas na interseção entre a base e o eixo do 5º osso. Elas são conhecidas, também, como fraturas de Jones e possuem grandes chances de não se cicatrizarem. Por isso, elas tendem a acontecer repetidas vezes. Esse é o tipo de fratura que requer tratamento cirúrgico. 

Outro tipo de fratura em que o procedimento cirúrgico pode ser necessário é a que ocorre na zona 3. Frequentemente ocasionada em atletas, essa fratura é causada por estresse. É necessário recorrer à operação devido à demora de recuperação e cicatrização, além do risco de futuras fraturas no mesmo local.

Leia mais: Fratura por estresse dos pés: o que é e como tratar? 

Como é a cirurgia?

A cirurgia é realizada por um pequeno furo, para a inserção de um parafuso, que une as partes lesionadas e as comprime. Para isso, é utilizada uma máquina de raio-x, que serve como guia. Quando há a necessidade de enxerto ósseo, como em casos de fratura crônica ou falha no tratamento convencional, o cirurgião ortopedista poderá realizar outra incisão, para a realização do procedimento. 

Para a recuperação do pé, o paciente utiliza tala e curativo para a cicatrização. É preciso que ele fique de repouso e, só após 14 dias, utilize o calcanhar para apoiar o pé. Entretanto, esse período em que o paciente não poderá pisar pode chegar a 6 semanas, de acordo com o caso. 

A fratura no 5º metatarso pode ser bastante trabalhosa, ainda mais quando se trata de casos em que a cirurgia é necessária, já que o pós-operatório e o período de recuperação exigem muito do paciente.

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Como é a cirurgia de pé cavo?

Como é a cirurgia de pé cavo?

O pé cavo é uma deformidade que se caracteriza por o arco do pé ter uma curvatura acima do normal. Em alguns casos, a curvatura do arco plantar é acentuada a ponto de não deixar que grande parte do pé toque o chão. 

Um indivíduo que possui esse tipo de alteração anatômica nos pés pode sentir muita dor, além de estar sujeito a lesões e instabilidade no tornozelo. 

Isso ocorre porque o pé suporta todo o peso do corpo humano. Entretanto, essa característica faz com que a distribuição do peso e o amortecimento de impacto não sejam eficientes. De tal sorte que leva a uma compressão dos metatarsos, em um nível posterior, devido à pressão exercida no calcâneo, e em nível do mediopé, na fáscia plantar, o que pode originar esporão de calcâneo.

Quais as causas do pé cavo?

O pé cavo pode ter origem neurológica, ortopédica ou neuromuscular. Essa característica possui causa hereditária e evolutiva. Além disso, pode estar associada a doenças neurológicas, como a charcot-marie-tooth (CMT), que afeta os nervos periféricos progressivamente; a paralisia cerebral; e o acidente vascular cerebral (AVC). 

Cada caso apresenta um tipo de progressão, porém aqueles relacionados a problemas neurológicos podem se intensificar com o tempo. Nas demais origens, a característica não apresenta evolução.

Tipos de tratamento

Em muitos casos, não é necessário tratamento, apenas acompanhamento médico, para observação de uma possível progressão. Ainda assim, quando o paciente apresenta sintomas causados por essa deformidade, pode recorrer ao tratamento convencional.

Nesse tipo de tratamento, pretende-se corrigir a falha anatômica e a pisada, por meio de palmilhas específicas e calçados apropriados, que têm o papel de distribuir o peso do corpo no pé e auxiliar no amortecimento. No combate à dor, recorre-se à fisioterapia, que atua, também, no fortalecimento e no alongamento. Além disso, a fisioterapia contribui para a qualidade da pisada e do movimento do pé. 

A cirurgia torna-se necessária apenas quando o caso é grave e provoca no paciente dor intensa e incessante. 

Como é a cirurgia de pé cavo?

O principal objetivo do procedimento cirúrgico é fazer a correção do pé de maneira que o peso do paciente fique distribuído corretamente ao longo do membro.

A correção desta deformidade no pé pode ser bastante delicada, já que são feitos reposicionamento e realinhamento dos ossos. Além dos ossos, o cirurgião ortopédico poderá verificar a necessidade de realizar procedimentos nos tendões, nos músculos, nas articulações e também nos dedos dos pés, já que todos esses elementos podem contribuir com a formação desse formato côncavo.

A recuperação da cirurgia pode ser delicada e demorada. São, no mínimo, 6 semanas sem poder apoiar o pé no chão. Esse período é necessário para que os ossos, as articulações e os ligamentos se reabilitem. O resultado pode ser percebido apenas 1 ano após a realização da operação. 

Os cuidados pós-operatórios são essenciais para que não haja risco de complicações, que podem causar o retorno da deformidade e a cicatrização incompleta do osso. 

Um pé cavo pode causar lesões e dores incessantes em um indivíduo. Por isso, procurar ajuda médica para avaliar qual é a melhor forma de tratamento é ideal para a correção da deformidade e a eliminação da dor. 

 

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Cirurgia de pé e tornozelo: como evitar o contato com o chão após o procedimento

Cirurgia de pé e tornozelo: como evitar o contato com o chão após o procedimento

Passar por um procedimento cirúrgico requer disciplina. Além de seguir as orientações dadas pelo médico antes da operação, o paciente deve seguir estritamente as recomendações que são feitas para o período do pós-operatório, a fim de ter uma recuperação tranquila e sem complicações. Quando se trata de uma cirurgia de pé e tornozelo não é diferente.

Em procedimentos ortopédicos o pós-operatório é primordial para o sucesso da operação. Por ser um período em que, muitas vezes, é necessária a limitação dos movimentos, o paciente pode encontrar dificuldades em seguir com rigor as orientações. 

Portanto, neste artigo vou te dar algumas dicas de como evitar colocar o pé no chão após uma cirurgia. Acompanhe.

Por que é importante poupar o pé e o tornozelo após a cirurgia?

O pé possui 26 ossos, 33 articulações e mais de centenas de músculos, tendões e ligamentos. A ele cabe suportar todo o peso do corpo, que se multiplica por quatro quando corremos, ao passo que desempenha também o papel de amortecer. Por isso, apoiar o pé no chão após uma cirurgia pode ser prejudicial. 

Os componentes do pé e do tornozelo – ossos, ligamentos, músculos, articulações e tendões – são elementos que necessitam de tempo para se recompor e se curar. Quando é preciso, então, recorrer ao uso de pinos e placas, é imprescindível cuidados ainda mais rigorosos. Sobretudo porque o ato de apoiar o pé pode não só retardar a recuperação, como também comprometer o resultado da cirurgia e causar complicações.

Leia mais: Afinal, o que é um ligamento?

Outro motivo importante de manter os pés elevados é o controle do edema, comum nesse tipo de cirurgia. Além disso, deixar o tornozelo e o pé de repouso podem ajudar no controle da dor. 

Como evitar o contato com o chão após uma cirurgia no pé e no tornozelo?

Agora que você sabe o motivo pelo qual é importante não apoiar o pé e o tornozelo após um procedimento, veja as alternativas que ajudam não processo de recuperação. O aparelho escolhido para auxiliar a locomoção, o tempo de uso irão depender do local afetado. Além disso,  a cirurgia foi realizada e a gravidade da situação também são fatores importantes. 

Muletas axilares

A muleta axilar se encaixam sob os braços e são ajustáveis. O paciente deve deixar a muleta a 3 centímetros abaixo da axila para facilitar a locomoção. Já a altura da pega deve ser a mesma do quadril. 

Andador de joelho

O andador de joelho é uma alternativa para quem não se adaptou ao uso da muleta. Conhecido também como scooter de joelho, permite que o paciente projete o seu corpo com apenas uma perna, enquanto a outra se mantém no equipamento. Ele pode ser muito útil, já que possui compartimento que serve de apoio para guardar bolsas e sacolas de compras. Infelizmente no Brasil temos muita dificuldade de encontrar esta órtese.

Scooter sentado

Possibilita que o paciente pós-operado fique sentado e não precise se usar as pernas para se locomover. Ela funciona como uma cadeira de rodas, porém possui motor e dá mais autonomia ao paciente. 

Cadeira de rodas

A tradicional cadeira de rodas também é uma alternativa para quem fez uma cirurgia e não pode apoiar os pés e o tornozelo no chão. 

Leia mais: Como se preparar para uma cirurgia no pé

Os cuidados após uma cirurgia de pé e tornozelo devem ser levados a sério. Além de evitar apoiar o pé no chão, o paciente deve ser zeloso ao tomar banho. Além disso, deve fazer a troca de curativos e ficar atento em relação aos horários da medicação. Seguindo as recomendações do médico ortopedista, a recuperação torna-se mais rápida e ajuda no sucesso do procedimento. 

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Pé e tornozelo: como saber se você precisa de um ortopedista especialista

Pé e tornozelo: como saber se você precisa de um ortopedista especialista

Torções, lesões, patologias e deformidades podem causar dores e problemas no pé e tornozelo. Além de sustentar todo o peso do corpo, a região, que é formada por uma rede de ossos, ligamentos, tendões e músculos, possui papel fundamental para a movimentação do corpo humano. Por isso ela está propensa a sofrer traumas e desgastes. 

De acordo com a Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (ABTPé), mais de 70% da população mundial sofre com dores nos pés e tornozelos. sendo que as principais causas podem ser facilmente evitadas no dia a dia. O uso de calçados inapropriados, prática de atividade física incorreta, excesso de peso, permanecer em pé por muito tempo e postura são alguns fatores que demandam muito da região e que podem sobrecarregá-la, ocasionando diversos problemas.

Quando os pés e os tornozelos começam a dar sinais de que algo está errado, é hora de procurar um especialista, pois pode ser indício de que problemas e patologias estão presentes.

Leia mais: 5 motivos para procurar um cirurgião ortopédico

Mas, então, quando procurar um especialista em pé e tornozelo?

Mesmo que você não tenha passado por situações em que a busca por este profissional é instintiva, como em caso de machucados e acidentes, você deve procurar um especialista em pé e tornozelo quando:

  • você sente dor por mais de 72 horas;
  • uma perna ou um pé esteja inchado por mais de um dia;
  • a dor fica acentuada durante a atividade física ou no simples ato de andar;
  • você sente dor mesmo com as pernas em repouso ou elevação;
  • há um surgimento súbito de uma deformidade no pé;
  • surge infecção;
  • há achatamento do arco do pé;
  • surge o desenvolvimento de bolha ou úlcera que passou desapercebido;
  • um machucado não está curando;
  • há perda de sensibilidade;
  • há sensação constante de fadiga;
  • o formigamento se torna comum;
  • há rigidez generalizada ou localizada ao acordar.

Leia mais: Como avaliar as alterações nos pés: normal ou anormal

O que devo observar para relatar ao médico?

Durante a consulta, é importante que você tenha em mente todas as características e informações possíveis sobre os sintomas que você está sentindo. Uma dica é anotar as particularidades desses sintomas e também o seu histórico clínico. Por isso, relate ao médico ortopedista:

  • Onde é exatamente a dor;
  • Quando a dor começou;
  • O que parece piorar a situação;
  • Se a dor é contínua ou é sentida somente em alguns momentos;
  • Se o sintoma apareceu após alguma situação;
  • Se você possui alguma outra doença, mesmo que seja de origem de outra especialidade;
  • Quais medicamentos você toma.

Leia mais: Guia anatomicamente correto do pé; identifique melhor suas dores

Por que procurar um ortopedista?

A ortopedia é uma especialidade que trata não apenas dos ossos, como também das articulações, dos músculos e dos ligamentos, sendo responsável por todo sistema locomotor do corpo humano. Por isso, além de tratar traumas como fraturas, o médico ortopedista é capacitado para diagnosticar e acompanhar doenças que afetam todo o aparelho músculo esquelético. Para se tornar um ortopedista, é necessário que um médico realize especialização na área, que pode durar de três a seis anos, além da faculdade de medicina que dura seis anos. 

Artrose, lesões, fraturas, infecções, joanete, metatarsalgia, talalgias, deformidades e diabetes são algumas das patologias que podem acometer o pé e tornozelo. Sendo evitáveis ou não, esses problemas, devem ser prevenidos acompanhados e tratados por um ortopedista especialista. 

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O que é artrodese tripla?

O que é artrodese tripla?

A artrodese tripla é um procedimento cirúrgico realizado, geralmente, em pacientes que possuem degeneração articular causada pela artrite ou em casos de deformidades graves em pé plano. 

O pé é composto por diversas estruturas de ossos, articulações, ligamentos, músculos e tendões. Quando um indivíduo possui um quadro de dor incapacitante, em que não há perspectiva de melhora, já que as articulações do pé estão em estado avançado de desgaste, a artrodese passa a ser uma opção. 

A cirurgia é feita com o objetivo de aliviar a dor na parte posterior do pé, melhorar a estabilidade do corpo e, em alguns casos, corrigir a deformidade do referido membro, por meio da fusão das 3 principais articulações do retropé: a articulação subtalar, a articulação calcaneocubóidea e a articulação talonavicular.

Em quais casos a artrodese tripla deve ser realizada?

O procedimento cirúrgico é indicado quando o tratamento convencional não é válido, como em casos de artrite grave, instabilidade e deformidade. Além disso, ela é indicada também em casos graves de pé chato, conexões anormais entre os ossos, arco plantar excessivamente elevado e instabilidade articular devido a doença neuromuscular.

Leia mais: Artrose tem cura? Resumo da doença

Quando a cirurgia não é uma opção?

A cirurgia não é indicada para crianças ou jovens, já que a deformidade poderá continuar acontecendo ao longo da fase de crescimento. Por ser um procedimento delicado, a artrodese não é uma opção para quem tem baixo potencial de cura, é fumante ou que possui infecções ativas. 

Leia mais: Alteração da pisada nas crianças: quando se preocupar

Como é feito o procedimento?

Para realizar a artrodese, o cirurgião ortopédico realiza 2 incisões, uma em cada lado do pé do paciente. Assim, o médico pode organizar a região, ajustando as superfícies ósseas, reparando os defeitos e tratando a cartilagem articular. Assim que as 3 articulações estiverem preparadas, elas são posicionadas com a ajuda de um suporte, que auxilia na estabilização da reconstrução e promove um ajuste da junção. 

Para auxiliar no procedimento, o cirurgião utiliza um aparelho de raio-x, que verifica o posicionamento correto da fusão.

Como é o pós-operatório da artrodese tripla?

O pós-operatório da artrodese pode ser bastante delicado, uma vez que é exigido repouso do paciente por várias semanas. Nesse período, é fundamental que o paciente fique com o pé elevado, com o objetivo de minimizar o inchaço e permitir a cicatrização da pele. O tempo médio de recuperação pode chegar a até 1 ano, sendo que, no primeiro mês, o indivíduo deve permanecer imobilizado. 

A fisioterapia é um fator fundamental para a recuperação, pois é nela que o paciente fará o fortalecimento da musculatura da região. Além disso, os exercícios fisioterápicos irão proporcionar também estabilidade e força para o restabelecimento da rotina e o aumento da mobilidade da articulação. 

É comum que o paciente que se submete à artrodese desenvolva gradualmente a artrite em outras regiões do pé e do tornozelo. Entretanto, essa condição pode demorar anos para surgir e, em muitos casos, ser imperceptível.

A artrodese tripla pode causar certa rigidez e limitar alguns movimentos no paciente. Mas a melhora da qualidade de vida devido ao sumiço da dor é tamanha que tal consequência torna-se insignificante. 

 

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5 motivos para procurar um cirurgião ortopédico

5 motivos para procurar um cirurgião ortopédico

As alterações musculoesqueléticas — que afetam ossos, músculos ou articulações — e a dor acometem pessoas a qualquer momento e em qualquer idade, impedindo que elas trabalhem e aproveitem a vida. Neste momento, pode ser essencial buscar a ajuda de uma cirurgião ortopédico.

A criança com escoliose até a pessoa com lesões traumáticas, que requerem cirurgia para salvar membros, podem se beneficiar da experiência de um cirurgião ortopédico. Existem opções de tratamento que ajudam as pessoas a levarem vidas mais felizes e produtivas.

Neste artigo, listamos 5 razões para procurar esse profissional. Confira!

Quando procurar o cirurgião ortopédico?

1- Dor ciática

A dor ciática é a dor lombar que se estende pela perna, chegando até mesmo ao pé. Geralmente, ela acontece quando um dos discos entre duas vértebras ósseas na coluna está abaulado, e isso pode agravar o nervo ciático e causar dor grave. Em 90% dos casos, a dor desaparece com o tempo. No entanto, se a dor ciática durar mais de seis semanas, é necessário consultar um cirurgião ortopédico para discutir as opções de tratamento.

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2- Dor lombar

Cerca de 80% dos adultos sofrem de dor lombar — que pode ser leve ou aguda —em algum momento da vida. Há muitos fatores que podem desencadear essa dor, como levantar um objeto pesado, alterações espinhais relacionadas à idade e um estilo de vida sedentário. A maioria das lombalgias dura de alguns dias a algumas semanas e depois desaparece. Caso o problema se estenda por muito tempo, é hora de consultar um especialista em ortopedia. Caso a dor lombar venha acompanhada de perda repentina de peso, febre ou calafrios, pode haver uma condição mais grave que precisa ser investigada.

3- Lesão por esforço repetitivo

Lesões por esforço repetitivo resultam de movimentos repetitivos e fortes, má postura e atividades que usam alguns músculos em excesso. Elas geralmente afetam as costas, o pescoço, os braços e as mãos. Um distúrbio comum de tensão repetitiva é a síndrome do túnel do carpo, que acomete os músculos e os nervos da mão.

Sintomas comuns de lesões por esforço repetitivo incluem sensibilidade, rigidez ou formigamento na área afetada. Um diagnóstico precoce e correto de um médico ortopedista pode ajudar o paciente a se beneficiar de um tratamento eficaz e a evitar mais lesões.

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4- Dores no joelho

Quando o joelho dói durante as atividades diárias, e outros tratamentos não funcionam bem, então pode ser necessário recorrer a uma infiltração de joelho. Cirurgiões ortopédicos estão habilitados para injetar substâncias que protegem a cartilagem machucada e melhoram a lubrificação da movimentação articular.

5- Dor no pé

A dor no pé pode resultar de doenças, como artrite, de lesões durante a prática de esportes ou outras atividades físicas, ou de problemas em outras partes do corpo, como joelhos ou quadris. Além disso, com o tempo, é natural que os pés desenvolvam danos, devido ao desgaste normal.

Leia mais: 4 causas comuns da dor no calcanhar

Para dor crônica ou grave no pé, um especialista em ortopedia pode diagnosticar a causa e sugerir um plano de tratamento, que pode incluir fisioterapia e medicamentos para alívio da dor.

Se tais medidas se tornarem ineficazes, o cirurgião ortopédico saberá indicar o melhor caminho para essas e outras patologias.

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Quando é indicada a cirurgia para correção do pé chato

Quando é indicada a cirurgia para correção do pé chato

Você é um daqueles incluídos nas estatísticas de pessoas com pé chato? 

Seus pés têm sido o seu problema desde que você percebeu que eles eram diferentes em comparação a outras pessoas? 

Você está suspeitando que os pés chatos estão causando alguma dor no tornozelo, perna, joelho, quadril ou mesmo nas costas? 

Se as respostas a estas perguntas forem “sim”, você pode querer consultar um cirurgião e determinar se a cirurgia de pés chatos acabará com a sua dor.

Mas quando a cirurgia dos pés chatos é realmente necessária?

Hora de considerar a cirurgia para pés chatos

Se os cuidados paliativos, como calçados de apoio e fisioterapia intensiva, não forem eficazes e a condição de dor estiver piorando, então é melhor consultar um cirurgião. 

A cirurgia de reconstrução do pé plano é realizada para aliviar a dor, restaurar a função e evitar mais danos aos pés e às áreas adjacentes ou articulações.

Como regra geral, apenas um pé por vez pode ser submetido à cirurgia, a menos que você possa ficar imóvel por cerca de um a dois meses. 

Os termos médicos abaixo podem ser de natureza técnica, mas serão explicados da maneira mais simples possível. Entender essas opções ajudará você e seu médico a decidir sobre o melhor tratamento para você.

As opções cirúrgicas para pés chatos podem ser as seguintes:

Transplante de tendão

Durante a cirurgia, cortes ou incisões são feitas no pé com a intenção de remover o tendão danificado e o substituir pelas fibras musculares da perna mencionada.

Outra opção é a cirurgia do tendão de Aquiles, que pode exigir encurtamento ou alongamento do tendão para aliviar a pressão no arco. 

Tenossinovectomia

Este procedimento requer que o cirurgião limpe a área (desbridamento) e retire qualquer tecido inflamado ao redor do tendão dolorido, causado pela condição de pé chato.

Osteotomia de medialização do calcâneo

Calcâneo é o termo médico para o osso do calcanhar. Esta porção do osso pode ter uma deformidade ou excesso de crescimento, que causa fricção e irritação dos músculos e tendões que levam à dor. 

Durante a cirurgia é realizada uma pequena incisão da lateral interna do calcanhar. Parte do osso é então removida e a superfície é lisa, para evitar a recorrência ou a ruptura dos tecidos.

Artrodese dupla ou tripla

Este procedimento é feito para administrar cirurgicamente complicações do pé plano rígidas e inflexíveis devido à artrite. 

Envolve a fusão de uma ou mais articulações e é considerada uma opção extrema para corrigir o pé chato. 

Contraindicações para cirurgia de pés chatos

As seguintes condições não devem ser consideradas para a reconstrução cirúrgica dos pés:

  1. Pacientes com diabetes sendo avaliados ou tratados por um médico da atenção primária. 
  2. Pacientes atualmente sob terapia com esteroides podem agravar qualquer condição médica presente.
  3. Pacientes com alto risco de coágulos sanguíneos e problemas de feridas, como pessoas obesas, fumantes ou pacientes com distúrbios sanguíneos.
  4. Pacientes que não estão dispostos a cooperar com o programa de recuperação da cirurgia do pé chato, já que a recuperação completa pode levar cerca de 6 meses.

Tempo de recuperação

Como com qualquer outro procedimento cirúrgico, o tempo de recuperação dependerá da gravidade da condição, da ausência de complicações e da determinação do paciente em cooperar e se recuperar. 

A mobilidade dependerá de quão rápido as lesões do paciente estão cicatrizando, e normalmente leva cerca de 6 meses para se curar completamente. 

 

A decisão do tratamento

Ter pés chatos ainda é uma condição gerenciável, desde que a detecção e o gerenciamento precoces sejam realizados. No entanto, tomar a decisão de realizar a cirurgia para correção é uma tarefa importante, que requer uma vontade de corrigir e recuperar. 

A condição médica não deve ser subestimada, uma vez que a progressão da anomalia não afeta apenas a área, mas afeta as outras articulações. Portanto, como com qualquer outra anomalia médica, deve-se consultar um especialista para diagnóstico e tratamento adequados. 

A seleção do tipo de opção cirúrgica dependerá das estruturas e problemas existentes. Recuperação e sucesso após a cirurgia dependerá muito da cooperação e diligência do paciente para seguir o conselho do cirurgião.

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