Diabetes

8 Cuidados que Quem Tem Diabetes Deve Ter com os Pés

8 Cuidados que Quem Tem Diabetes Deve Ter com os Pés

O diabetes é uma doença silenciosa e pode provocar problemas que são desconhecidos pela população. Quem tem essa patologia precisa tomar cuidado com a saúde dos pés. Isso porque ela pode causar uma complicação que afeta a sensibilidade das extremidades, podendo levar à amputação dos membros inferiores.

Nunca tinha ouvido falar nisso? Poucas pessoas já ouviram falar nesse problema. Continue, então, a leitura e aprenda tudo sobre o tema.

O que é diabetes?

É uma anomalia que acomete o metabolismo. Desenvolve-se em decorrência da falta de insulina ou dificuldade de esta exercer a sua função no organismo. A insulina é um hormônio produzido no pâncreas e age no processo de redução da glicemia, auxiliando a transformação do açúcar em energia.

Quando não há produção desse hormônio, o processo metabólico do açúcar não é realizado e o nível de glicose no sangue aumenta, causando o diabetes. A doença é classificada em tipo 1 e tipo 2.

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O que é pé diabético?

O pé diabético é uma complicação do diabetes. Ocorre quando há um machucado ou uma ferida infeccionada no pé.

Quando o indivíduo não controla a glicemia, há um excesso de glicose, que torna o sangue mais grosso. Assim, há uma deficiência na circulação, que provoca o fechamento das artérias nas extremidades do corpo. Por isso, um pequeno machucado pode evoluir e se tornar um grave problema.

Quais cuidados o diabético precisa ter com os pés?

Para evitar evolução do problema que pode gerar a necessidade de amputação do membro, o diabético precisa tomar alguns cuidados especiais com o seus pés. Os principais estão listados a seguir.

  • Verifique diariamente se a pele dos pés está íntegra. É preciso observar se não há cortes, hematomas, edemas ou alguma região com maior sensibilidade. Faça um exame de toque, mantenha machucados higienizados e monitore os curativos para que eles permaneçam secos.
  • Lave os pés diariamente com água morna, mantenha-os secos, especialmente entre os dedos para que essa região não fique úmida.
  • Evite ficar descalço, pois assim você está evitando o risco de se acidentar. Lembre que uma simples batida nos pés pode gerar uma úlcera ou algo mais grave.
  • Mantenha a taxa de açúcar sob controle. Para isso, siga a dieta prescrita, evite a ingestão de muitos carboidratos e faça uso da sua medicação.

Leia mais: Pé diabético: 10 cuidados no dia a dia para manter a saúde do pé

  • Caso sofra uma lesão ou machucado, trate-os imediatamente. Lave com água e sabão, seque e faça um curativo. Caso haja uma piora, procure um médico especialista.
  • Hidrate a pele dos pés todos os dias para evitar o seu ressecamento. O melhor momento é após o banho, pois os poros estão dilatados e o hidratante penetra de forma mais profunda na pele.
  • Use sapatos confortáveis, que não apertem e permitam que a pele respire.
  • Mantenha os pés aquecidos, pois quanto mais frios, mais vulneráveis ficam. Para isso, use meias de algodão ou de lã.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

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Dor na sola do pé: entenda as principais causas

Dor na sola do pé: entenda as principais causas

A dor na sola do pé pode interferir na rotina da pessoa, pois causa um incômodo persistente, que afeta a execução de suas funções e seu desempenho nas atividades mais simples. As origens são várias, algumas surgem nos hábitos do indivíduo, enquanto que outras são decorrentes de fatores clínicos.

Entender como ocorre esse problema é fundamental para buscar o tratamento no momento ideal ou evitar situações que possam provocar danos no futuro.

Neste post, separamos algumas das principais causas de dor no pé. Como você poderá perceber, há coisas que as pessoas fazem em seu dia a dia que contribuem negativamente, aumentando as chances de adquirir esse problema. Confira!

O que causa a dor na sola do pé?

Neuropatia periférica

Trata-se de uma patologia, caracterizada pela danificação das fibras nervosas dos pés e pernas. É um problema que surge com mais frequência em pessoas que são portadoras de diabetes mellitus, especialmente aquelas em que essa doença está descontrolada.

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Outros fatores, como deficiências nutricionais e alcoolismo crônico, também podem ser responsáveis pelo surgimento das dores. Logo, é preciso ter muita atenção!

Calçados inadequados

A principal causa de dor na planta dos pés é o uso de calçados que não se adaptam muito bem à anatomia da pessoa. As mulheres sofrem mais com esse problema devido ao uso de sapatos rasteiros e saltos muito altos. No primeiro caso, a dor costuma surgir no calcanhar, enquanto que, no segundo, ela se concentra na parte da frente.

Fascite plantar

Trata-se da inflamação da fáscia, estrutura composta por um tecido fibroso, situado exatamente na sola do pé, que se estende do calcanhar aos dedos. Além da dor, o indivíduo também pode ter queimação na área ao andar ou correr.

Leia mais: Você sabe o que é Fascite Plantar?

Infecções

Diversos tipos de vírus e bactérias podem causar inflamações e infecções nos nervos periféricos dos pés. As consequências mais comuns dessas situações envolvem dor, queimação e formigamento na parte que foi afetada. Herpes Zóster, citomegalovírus, HIV e herpes são alguns exemplos que podem estar relacionados.

Exigir demais dos pés

Não é raro que, na rotina de trabalho e cuidados domésticos, as pessoas submetam seus pés a um esforço constante. Ainda, essa situação é agravada quando isso é algo recorrente, pois de uma dor pontual pode evoluir para um problema mais complicado.

A sugestão para se evitar situações que podem prejudicar é fazer uso de calçados que sejam confortáveis, protejam os pés e ofereçam estabilidade. E claro, também é preciso reservar um tempo para cuidar deles e deixá-los descansar!

Além disso, há uma série de outros fatores que poderíamos citar aqui, como pisar de forma errada, ter pé plano ou pé torto, praticar atividades físicas intensas e em excesso ou, simplesmente, uma entorse.

Leia mais: Tipos de pisada: Como identificar o seu

Seja qual for o caso, o ponto-chave é não esperar a dor passar por conta própria. A maneira mais segura e eficaz de lidar com o problema é consultar um médico ortopedista para uma avaliação mais detalhada.

Esse profissional poderá orientar sobre quais cuidados ter para reduzir a dor na sola do pé, qual o melhor calçado ou se será preciso abordar outro tipo de tratamento mais específico, com o objetivo de resolver o problema de forma permanente.

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Tenho pé diabético? O que fazer?

Tenho pé diabético? O que fazer?

Estima-se que uma em cada quatro pessoas com diabetes pode ter problemas nos pés ao longo da vida. A polineuropatia diabética (PND), uma complicação que afeta 50% dos pacientes, é o fator causal mais importante para as úlceras nos pés dos pacientes diabéticos, que precedem 85% das amputações. 

Seu aparecimento pode ocorrer quando a circulação sanguínea é deficiente e os níveis de glicemia são mal controlados. Qualquer ferimento nos pés deve ser tratado rapidamente para evitar complicações que possam levar à infecção e consequentemente amputação do membro afetado.

Os sintomas do pé diabético variam conforme as origens das complicações. A maioria dos pacientes relatam sensação de formigamento, queimação ou dormência; pés frios, pálidos, com a pele fina e com pulsos diminuídos, podendo também ficar inchados; vermelhidão (edema), dor, hipersensibilidade e inflamação com pus.

O tratamento do pé diabético deve ser feito com a orientação de um médico especialista, que irá definir o tratamento em função do tipo e da gravidade da lesão. O tratamento pode envolver o uso de antibióticos, pomadas, curativos e, em casos mais graves, cirurgias. O grau de gravidade é determinado pela dificuldade na cicatrização.

Leia mais: Você sabe o que é o pé diabético?

Cuidados com pé diabético

Para evitar complicações, alguns cuidados podem ajudar o paciente com diabetes a não apresentar o problema. São elas:

  • Lave os pés diariamente com água morna e sabonete neutro, secando-os bem com uma toalha macia antes de vestir meias ou sapatos. Não esqueça de secar entre os dedos;
  • Mantenha os pés sempre hidratados;
  • O autoexame é muito importante. O paciente deve examinar os pés diariamente em um lugar bem iluminado. Quem não tiver condições de fazê-lo, precisa pedir a ajuda de alguém.  Procure por feridas, contusões, áreas de pressão, vermelhidão, calor, bolhas, úlceras, arranhões, cortes e problemas nas unhas
  • Fique atento às feridas ou alterações entre os dedos dos pés;
  • Verifique quatro localizações principais a planta de cada pé: ponta do dedão do pé, base dos dedos maior e menor, calcanhar, borda exterior do pé. 
  • Verifique se há perda de sensibilidade no pé ou nos dedos;
  • Corte as unhas dos pés em linha reta. Evite cortar os cantos;
  • Não use soluções antissépticas, medicamentos de farmácia, almofadas de aquecimento ou instrumentos cortantes nos pés;
  • Escolha seus sapatos com cuidado. Experimente sapatos novos no final do dia, quando seus pés estiverem maiores. Os calçados ideais são os fechados, macios, confortáveis e com solados rígidos, que ofereçam firmeza;

Leia mais: 7 dicas para comprar um calçado adequado

  • Não use o mesmo par de sapatos todos os dias;
  • Não caminhe descalço na praia, piscina ou mesmo em casa. Traumas ocorrem em qualquer lugar se há insensibilidade;
  • Use meias sem costura. O tecido deve ser algodão ou lã, evite sintéticos, como nylon;
  • Não fume ou fique de pernas cruzadas por longos períodos, pois ambos diminuem o suprimento de sangue para os pés;
  • Monitore a glicemia, porque os níveis altos fazem o sangue ter mais dificuldade de chegar às extremidades do corpo, inclusive os pés;
  • Tenha uma rotina diária de exercícios para as pernas como elevações, fortalecimento da panturrilha e caminhadas.

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4 problemas nos pés causados pela diabetes

4 problemas nos pés causados pela diabetes

Pacientes com diabetes precisam de um cuidado especial com a alimentação e com os pés. Sim, com os pés. Isso porque, caso os níveis de glicose estejam alterados há muito tempo, corre-se o risco de perder a sensibilidade dos membros inferiores e até mesmo a amputação.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde, as feridas nos membros inferiores estão presentes em 5% dos usuários do SUS com diagnóstico de diabetes há menos de dez anos e em 5,8% dos indivíduos com mais de uma década de doença — homens, tabagistas e portadores de insuficiência renal e cardíaca são particularmente vulneráveis. Não é um número pequeno se considerarmos que existem pelo menos 16 milhões de pessoas com diabetes no país.

Leia mais: Você sabe o que é o pé diabético?

Vários problemas nos pés podem acometer os pacientes com diabetes. Entre os principais estão:

  1. Neuropatia: é um distúrbio nervoso causado pelo diabetes. Pessoas com a doença podem, com o passar do tempo, sofrer danos nos nervos ao longo do corpo. Algumas pessoas podem não ter qualquer sintoma, outras podem experimentar dor, formigamento ou perda de sensibilidade principalmente nas mãos, braços, pés e pernas. No entanto, esses problemas também podem ocorrer no sistema digestivo, coração e órgãos reprodutores. Os danos nos nervos podem causar também mudanças na forma dos pés e dos dedos.
  2. Ressecamento da pele: devido à danificação dos nervos, muitos pacientes com diabetes sofrem com o ressecamento da pele dos pés, o que pode favorecer o aparecimento das feridas (rachaduras).
  3. Calos: pacientes diabéticos são mais propensos a desenvolver calor, uma vez que há áreas de alta pressão nessa parte do corpo, que aguenta o peso o dia todo. Calos não tratados podem transformar-se em úlceras (feridas abertas).
  4. Pé diabético: o pé diabético é uma complicação do diabetes mellitus e ocorre quando uma área machucada ou infeccionada nos pés desenvolve uma úlcera (ferida). Seu aparecimento pode ocorrer quando a circulação sanguínea é deficiente e os níveis de glicemia são mal controlados. Qualquer ferimento nos pés deve ser tratado rapidamente para evitar complicações que possam levar à amputação do membro afetado.

Leia mais: Pé diabético: cuidados, tratamentos e possíveis complicações

Como cuidar dos pés de pacientes com diabetes

Para evitar problemas nos pés, é preciso um cuidado especial com eles. Separamos algumas dicas para manter os pés saudáveis.

  1. Verifique diariamente se a pele dos pés está boa. Toque e observe, confira se não há cortes, hematomas, edema ou alguma área mais sensível. Lave os machucados com água limpa e sabão e cubra-o com um curativo seco.
  2. Mantenha os pés limpos: lave os pés diariamente com água morna e seque bem antes de colocar meias ou calçados. Dê uma atenção especial à região entre os dedos.
  3. Use calçados confortáveis: opte sempre por sapatos confortáveis e meias sem costura, que possam machucar.
  4. Evite andar descalço: sem sapatos os pés ficam muito expostos e propícios a acidentes.
  5. Controle a taxa de açúcar: é importante manter os níveis de açúcar dentro do recomendado pelo seu médico. O descontrole pode comprometer a circulação e gerar novos problemas.
  6. Sempre trate os ferimentos: é essencial tratá-lo o mais cedo possível. Lave a área com água e sabão e cubra-a com um curativo ou bandagem seca. Se não melhorar depois de um dia, procure ajuda médica.

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5 fatores de risco para úlcera de pé

5 fatores de risco para úlcera de pé

A úlcera de pé causa um considerável impacto negativo na vida das pessoas, e possui uma alta suscetibilidade à infecção que, diversas vezes, leva à amputação.

No entanto, os exames regulares dos pés e as dicas simples de autocuidado podem impedir que feridas abertas se tornem ameaçadoras aos membros.

Leia o artigo e conheça os principais fatores de risco para úlcera de pé, bem como informações importantes sobre como evitar complicações antes que elas ocorram.

5 fatores de risco para úlcera de pé

1. Níveis elevados de açúcar no sangue

Níveis elevados de glicose no sangue endurecem as artérias do corpo e estreitam seus vasos sanguíneos, restringindo a liberação de sangue e oxigênio necessários para sustentar as habilidades naturais de cura do corpo.

2. Má circulação

Indivíduos com diabetes têm um risco aumentado de doença arterial periférica (DAP), uma condição que restringe o fluxo sanguíneo para os pés e pernas.

DAP é especialmente problemático para aqueles com feridas crônicas, particularmente úlceras do pé diabético, porque pode inibir seriamente a capacidade do corpo para curar. Se não for tratada, a DAP pode levar à amputação do membro afetado.

3. Danos nos nervos

Níveis descontrolados de açúcar no sangue podem levar a danos nos nervos em pessoas com diabetes. 

Para aqueles com danos nos nervos, um pequeno corte, bolha ou ferida cirúrgica no pé pode passar despercebido e sem tratamento, levando à infecção e à interferência na recuperação da úlcera de pé.

4. Problemas do sistema imunológico

Um dos papéis do sistema imunológico do corpo é remover os tecidos mortos e danificados e construir novas células da pele quando ocorrer uma ferida ou lesão. 

Diabetes pode retardar o sistema imunológico de uma pessoa, o que afeta a capacidade do organismo de enviar células brancas do sangue para combater bactérias em uma úlcera do pé infectado.

5. Infecção

Como os diabéticos tendem a ter sistemas imunológicos mais fracos, seus corpos são mais suscetíveis à infecção. 

Particularmente naqueles com diabetes, é comum que uma ferida desenvolva uma infecção como úlceras de pé que não cicatrizam.

Dicas para prevenção da úlcera de pé

A melhor estratégia para evitar úlcera de pé é evitar feridas em primeiro lugar. 

Quase metade da perda não traumática dos dedos dos pés ou pernas pode ser evitada com cuidados diários com os pés.

Proteja seus pés da infecção

Lavar os pés todos os dias é uma parte importante da sua rotina de cuidados com os pés diabéticos. 

Lave os pés com água morna (não água quente, que pode escaldar e queimar os pés) e, em seguida, enxugue bem os pés. 

Depois de seco, esfregue loção hidratante ou creme nos topos e fundos dos pés. Não aplique loção entre os dedos, pois isso poderia estimular o crescimento bacteriano. 

Não se esqueça de colocar meias e sapatos, mesmo que você esteja em casa, para não pisar em algo afiado e se machucar.

Administre sua glicose

Manter seus níveis de glicose no sangue, pressão arterial e colesterol sob controle pode prevenir a maioria das complicações relacionadas ao diabetes, incluindo úlceras do pé diabético que não cicatrizam. 

Considerações finais

Nunca arrisque quando se trata de úlceras de pé e outras feridas relacionadas ao diabetes. Se você vir sinais de infecção, agende uma consulta com um especialista. Quanto mais rápido você receber atendimento, menor a chance de uma infecção.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

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