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Por que a recuperação de fraturas em crianças é mais rápida?

Por que a recuperação de fraturas em crianças é mais rápida?

Você, provavelmente, já notou ou se perguntou porque as fraturas em crianças se curam mais rápido. A capacidade de cura após uma fratura ou ruptura óssea em nosso corpo tem relação ao quão fortes os nossos ossos são, da intensidade da fratura, bem como da própria estrutura daquele osso que foi afetado.

Quer entender mais sobre os motivos que ajudam as crianças nesse processo? Continue a leitura e fique por dentro do tema!

Crianças se curam mais rápido

Normalmente, é muito mais comum vermos crianças usando gesso que adultos. Porém, elas realmente têm uma vantagem única que possibilita que seus ossos consigam se curar mais rápido.

Para termos uma ideia dessa diferença, basta considerar que o tempo que os ossos de crianças precisam para se curar são de semanas, enquanto que nos adultos, normalmente, são necessários alguns meses.

Um dos principais motivos que dão as crianças esse privilégio em termos de recuperação pode ser explicado pelo seu próprio organismo: como ainda estão em fase de crescimento, os ossos fraturados ou quebrados são mais facilmente acomodados.

Vale ressaltar, porém, que quando uma criança fratura um osso a ação de cuidados deve ser tomada imediatamente. Afinal, quanto mais cedo o osso for colocado em seu lugar correto, mais cedo ele começará a cicatrizar, minimizando o período de incômodos com gesso.

Crianças têm ossos mais fortes e mais grossos

Então, o que difere tanto os ossos das crianças dos adultos? A diferença está no periosteum, que consiste em uma densa camada de tecido conjuntivo vascular que cobre os ossos e é mais presente nos pequenos.

Esse fato interessante não apenas faz com que os ossos fiquem mais espessos e mais fortes, como também influencia no tempo de recuperação e cura, tornando o processo mais rápido. Os ossos das crianças também são muito ricos em oxigênio, o que também contribui positivamente em caso de algum dano.

Porém, nem tudo sobre a recuperação rápida de fraturas em crianças é positivo. Devido a capacidade incrível da espessura dos ossos, torna-se muito mais difícil que diagnósticos de pequenas fraturas sejam feitas.

Nesse sentido, cabe uma consideração muito importante para os pais e responsáveis por crianças pequenas: caso haja alguma reclamação de dor após uma queda ou acidente, é preciso buscar o quanto antes um atendimento médico para uma avaliação melhor detalhada sobre a condição.

O que fazer caso haja a suspeita de fraturas em crianças?

A primeira medida a ser tomada trata-se da imobilização do membro afetado. Ao fazer isso, é possível reduzir o inchaço e a dor, além de evitar que a lesão aumente. Um detalhe muito importante é que o membro deve ser imobilizado na posição em que está, caso contrário, a fratura pode ser agravada por movimentos inadequados.

Além disso, se houver algum ferimento, pode-se limpar com soro fisiológico ou água corrente e cobri-lo com material limpo até a chegada ao serviço de emergência. Por fim, no caso de haver sangramento abundante, é importante fazer compressas no local para que o sangue seja estancado.

Então, é isso! Esperamos que esse conteúdo tenha esclarecido um pouco sobre os motivos que fazem as fraturas em crianças se recuperarem mais rápido.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Fraturas, Infantil
Síndrome de Osgood-Schlatter: sintomas, causas e tratamentos

Síndrome de Osgood-Schlatter: sintomas, causas e tratamentos

Manter-se ativo desde a fase da pré-adolescência é uma boa maneira de possibilitar ao organismo plenas condições de funcionamento. O problema é quando, ainda na infância, o corpo é submetido a repetições que podem ser danosas. 

Um exemplo é a síndrome de Osgood-Schlatter, que pode aparecer em ambos os sexos, porém, mais prevalente nos meninos entre os 9 e os 18 anos. São mais de 150 mil casos registrados a cada ano no país. 

Fique atento aos sinais

A síndrome de Osgood-Schlatter é um problema que se caracteriza pela inflamação do ligamento patelar, o que leva ao aparecimento de um inchaço doloroso logo abaixo dos joelhos. A dor também pode aparecer ao longo de toda a perna do lado afetado. É comum, ainda, que o paciente fique com a marcha alterada. 

O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica e exames de imagem, como o raio-x. Estes são capazes de apontar, principalmente, ossículo superficial no tendão patelar, ossificação irregular da tuberosidade tibial proximal, calcificação dentro do tendão patelar, espessamento do tendão patelar e edema do tecido mole proximal à tuberosidade tibial. 

O médico, no exame físico, pode detectar aumento da sensibilidade, eritema (vermelhidão) e edema ou massa proeminente no tubérculo tibial (local onde o tendão patelar se insere na tíbia).

Entenda as causas da doença

Os adolescentes que manifestam a síndrome de Osgood-Schlatter possuem algumas predisposições para essa doença, como: contínuo desenvolvimento do corpo, estresse e impactos provocados pela prática de atividade física, com alto volume de atrito sobre os joelhos.  

Esse estresse é transmitido por meio do tendão patelar para a tuberosidade da tíbia imatura, o que pode provocar microlesões e, consequentemente, inflamações.  

Leia mais: Conheça a doença de Sever; Dor no calcanhar infantil

Saiba como tratar a síndrome de Osgood-Schlatter

É mais comum que todo o tratamento que envolve a síndrome de Osgood-Schlatter não envolva cirurgia ou outro método invasivo. Contudo, é feito um longo repouso com redução total ou parcial das atividades físicas, além de uso de gelo e sessões de fisioterapia. 

Esta última, associada à prática de alongamentos, busca o fortalecimento da musculatura e aumento da amplitude dos movimentos. Já o uso de anti-inflamatórios e analgésicos devem ser administrados somente sob prescrição médica. 

Leia mais: Importância dos alongamento para tratar a fascite plantar

Em ocasiões raras, pode ser necessário imobilizar a perna em gesso, injetar corticosteroides abaixo da pele ou realizar intervenções cirúrgicas que envolvam a retirada de fragmentos de osso, perfuração e aplicação de enxertos.

O prognóstico da síndrome de Osgood-Schlatter é considerado excelente. Geralmente, o problema é resolvido de um a dois anos após o diagnóstico, ou perto dos 18 anos, quando a tuberosidade da tíbia está ossificada. Contudo, em cerca de 10% dos casos as queixas podem persistir na idade adulta apesar do tratamento conservador. 


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ortopedista em São Paulo!

Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Infantil, Inflamação, Todos
Doença de Freiberg: sintomas, causas e tratamentos

Doença de Freiberg: sintomas, causas e tratamentos

Sabe aquele problema que provoca uma dor tremenda e deixa a pessoa com os nervos à flor da pele? Na lista de problemas que se enquadram nessa descrição, figura a doença de Freiberg, uma patologia descoberta em 1914, que atinge frequentemente mulheres (proporção de 3 para 1, em relação ao sexo masculino) e têm maior incidência na fase da puberdade. 

Certos esportistas também são mais propensos à doença, como bailarinas, atletas de salto e atletas de corrida. 

Sintomas da doença de Freiberg

O principal indício do problema é dor forte, que fica mais potente quando as pontas dos pés precisam sustentar o peso do corpo, fazer movimentos de elevação ou, ainda, quando se usa salto alto. Inchaço local, tensionamento, hipersensibilidade, incapacidade funcional parcial e desaparecimento da cartilagem são outros sintomas. 

O que causa esta condição?

Os principais motivos que desencadeiam a doença de Freiberg são o crescimento ósseo rápido — situação comum em meninas que estão passando por mudanças biológicas e fisiológicas — e alterações no primeiro (curto demais) e no segundo osso do metatarso (longo demais). 

Em ambos os casos, a segunda cabeça do metatarso pode estar sujeita ao tensionamento repetitivo, tal como ao praticar-se dança ou corrida.

Diagnóstico e tratamentos para a doença de Freiberg

Quando o paciente consulta um médico reclamando os sintomas descritos acima, realiza-se uma análise clínica por meio de palpação da articulação, exploração articular, muscular e vascular, e de avaliação da pegada plantar. Exames de imagem ajudam a fechar o diagnóstico. 

O raio-x permite determinar em que fase a doença de Freiberg se encontra: primeira (mais dolorosa), segunda e terceira (são observáveis sinais de cabeça do metatarso aplanado e invertido), ou quarta (a base da falange também é afetada acabando a articulação anquilosada).

Leia mais: Artrose nos pés: sintomas, causas e tratamentos

O tratamento engloba a aplicação de injeções de corticosteroide e o uso de analgésicos para aliviar as crises de dor; repouso parcial ou absoluto, com elevação do membro, para diminuir a pressão e o edema; e uso de sapato com sola convexa, de palmilhas e outros dispositivos que alteram a posição ou a amplitude de movimento dos pés. 

Em casos raros, considera-se cirurgia com objetivo de colocar um enxerto ósseo esponjoso na região subcondral de necrose da cabeça do metatarso ou efetuar uma osteotomia (seccionamento cirúrgico de um osso).

Leia mais: Cirurgia de pé: conheça 3 casos comuns em que o procedimento é indicado

Não erre na escolha dos calçados

Na hora de comprar os calçados que irão preencher o seu guarda-roupa, opte por modelos confortáveis, que ofereçam sustentabilidade e proteção aos pés. Quanto mais apertado o sapato, pior ele é para a saúde dos pés. Os amantes de salto devem ficar atentos quanto ao tamanho do sapato e à frequência de uso. Esses cuidados simples auxiliam na prevenção da doença de Freiberg. 

Como as meninas em fase de transição e atletas de alta competição são mais suscetíveis ao desenvolvimento da doença de Freiberg, é importante fazer o devido acompanhamento ortopédico ao longo dos anos, a fim de prevenir e remediar a patologia. 

Os pais/responsáveis devem ficar atentos quando os adolescentes reclamam de dor. Nem tudo é, como muitos pensam, “frescura que passa com o tempo”. 


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