Inflamação

Quando a cirurgia é indicada para tratar o esporão do calcâneo?

Quando a cirurgia é indicada para tratar o esporão do calcâneo?

O esporão do calcâneo é um crescimento incomum do osso do calcanhar, caracterizado por uma saliência óssea. Constituído por um depósito anormal de cálcio, é formado na parte inferior do calcâneo. Entretanto, não é visível pelo exterior do pé.

O calcâneo é o maior osso do pé, sendo responsável pela sustentação do corpo. Assim, é uma região que está sempre sofrendo impactos.

O esporão desenvolve-se, geralmente, na sola do pé ou no tendão de aquiles. Esta associado a alguma outra inflamação, como a fascite plantar.

Em alguns casos, o problema é assintomático, mas pode provocar dor intensa no calcanhar, ocasionando problemas de mobilidade.

Causas do esporão do calcâneo

Ainda que as causas não estejam completamente claras, existem alguns fatores de risco que possibilitam o desenvolvimento desse problema, tais como:

  • prática esportes de alto impacto: dança, corrida, salto, ballet, etc.;
  • uso de calçados inadequados: salto alto, calçado apertado ou deformado, entre outros;
  • pisada irregular;
  • permanência em pé por longos períodos;
  • obesidade.

Leia mais: Você sabe o que é Fascite Plantar?

Diagnóstico do esporão do calcâneo

O diagnóstico deve ser feito por um médico especialista, por meio do histórico clínico do indivíduo, assim como exames complementares. Entre eles:

  • raio-x do pé;
  • ressonância magnética (RNM);
  • exame físico.

Tratamento

O tratamento varia de acordo com diagnóstico do indivíduo. Em primeiro lugar, deve-se adotar um novo estilo de vida.

Se o problema for o sobrepeso, é preciso, de fato, tomar medidas para a redução de peso, como dietas nutricionais e a prática de exercícios físicos.

Se for um esportista, é importante fazer uma restrição temporária das práticas, para que a dor na região melhore. Após essa fase, pode haver retorno à atividade, no entanto, de forma gradual e adotando-se alguns cuidados extras.

Existem, ainda, algumas opções de tratamento que podem aliviar a dor, bem como facilitar a recuperação. Entre os procedimentos disponíveis, destacam-se:

  • prescrição de medicamentos;
  • uso de uma palmilha ortopédica;
  • uso de uma bota walker;
  • fisioterapia, como alongamentos ou ondas de choque;
  • tratamento físico, como a aplicação de gelo ou bolsas de calor, conforme o caso.

Leia mais: Como melhorar esporão do calcanhar com refrigerante!

Cirurgia para esporão de calcâneo

A opção pela cirurgia deve ser considerada quando os tratamentos médicos primários não surtirem efeitos. É, então, realizado um procedimento cirúrgico para remover o esporão. É uma cirurgia que pode ser feita por artroscopia ou aberta. Em ambos os casos, é aplicada anestesia regional.

Apesar de ser considerada uma cirurgia segura, algumas complicações podem ocorrer, como em qualquer outro procedimento. Assim, pode haver lesão do nervo, alterações de sensibilidade, fibrose e infecções.

Durante o pós-operatório, o indivíduo deve evitar pisar com o pé operado entre 3 a 6 semanas. Portanto, deve usar cadeira de rodas, muletas ou botas Walker. Em geral, não é preciso repouso absoluto.

O risco de recidiva do esporão do calcâneo é possível e, por isso, devem ser feitos exames regulares para identificar o problema, logo no início, além de se adotarem medidas preventivas.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

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Como prevenir a tendinite do Aquiles

Como prevenir a tendinite do Aquiles

O tendão de Aquiles é o mais resistente dos tendões do corpo. Localiza-se na parte posterior da perna, na região do calcâneo. Sua principal função é fazer a ligação entre os músculos da panturrilha com os do calcanhar.

Como esse tendão é essencial para o desenvolvimento de atividades cotidianas e esportivas, como andar e correr, uma inflamação no local pode ser muito incômoda.

Leia mais: O que é Tendinite de Aquiles?

Por isso, este texto apresenta algumas orientações para prevenir a tendinite do Aquiles, visando à boa saúde e bem-estar.

Causas e sintomas da tendinite do Aquiles

Primeiramente, é importante entender como ocorre a inflamação nessa região do corpo.

Ela pode surgir devido ao desgaste do ligamento, por sobrecarga, bem como intensidade e movimentos repetitivos. Pode acontecer, ainda, após lesões de impacto, como a entorse do tornozelo, por exemplo.

Os primeiros sintomas que apontam essa inflamação são dor e sensação de inchaço ou latejamento. Depois, pode ocorrer rigidez dos músculos do pé, limitando a movimentação e dificultando atividades como caminhar ou correr. Além disso, há perda da flexibilidade e aumento da espessura do tendão, causando deformidade na região.

Como prevenir a tendinite do Aquiles

Ter atenção com a saúde dos pés é importante, a fim de garantir a sustentação e apoio ao corpo em atividades cotidianas ou atividades físicas.

Sendo assim, a proteção do tendão de Aquiles significa assegurar músculos mais sadios e movimentação dos calcanhares e pés sem problemas.

Escolhas e hábitos mais saudáveis podem evitar os riscos de inflamação e promover a longevidade das articulações. Em seguida, conheça algumas formas de prevenção:

  • escolher atividades físicas adequadas para o porte físico e resistência;
  • ter atenção à intensidade dos exercícios ao iniciar uma nova modalidade esportiva, entendendo os próprios limites, uma vez que a sobrecarga é uma das principais causas de inflamação;
  • ter cautela com a pisada, evitando correr ou andar na ponta dos pés e distribuindo o peso por todo o calcanhar;
  • usar de calçados adequados para cada tipo de atividade física, amenizando os impactos sobre os calcanhares;
  • fortalecer os músculos da perna por completo, garantindo sustentação;
  • leia mais: Tudo o que você precisa saber sobre a tendinite
  • valorizar o alongamento dos pés e pernas antes e depois da prática de exercícios, protegendo, assim, os músculos e ligamentos;
  • optar por alimentação rica em vitaminas C e E e antioxidantes, que agem no combate a inflamações;
  • tratar lesões de tornozelo ou entorses da maneira correta, evitando sequelas que podem acarretar inflamação;
  • fazer exames periódicos e não ignorar sinais de dor ou desconforto, que podem ser indicativos de problemas na região.

Leia mais: Conheça as opções de tratamento para a tendinite do Aquiles

A importância do acompanhamento médico

Um importante fator na prevenção de inflamação nas articulações e tendões e mesmo outras doenças que acometem os pés é ter orientação de profissionais.

Além de diagnosticar o problema com antecedência, agindo na rápida recuperação, o especialista é fonte segura para recomendações, auxiliando os indivíduos em sua prática de atividades.

O médico pode também identificar necessidade de uso de produtos ortopédicos para o tratamento da tendinite do Aquiles, como palmilhas e calcanheiras, por exemplo, ou de sessões de fisioterapia, entendendo o que é ideal para cada pessoa.

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A Recuperação de Lesões no Tornozelo

A Recuperação de Lesões no Tornozelo

Um dos principais tipos de lesões sofridas por atletas e praticantes de atividades físicas é a lesão no tornozelo. Apesar de, na maioria dos casos, ter um tratamento simples, o período de recuperação costuma ser longo e exige muita paciência do indivíduo.

Já sofreu alguma lesão nessa região? Como foi a recuperação? Continue a leitura, a fim de saiber mais sobre essas lesões e o processo de cura.

Quais são as lesões do tornozelo?

Existem diversos tipos de lesões e distúrbios que podem afetar essa região. Eles ocorrem porque ela é constantemente exigida e são raros os momentos em que a sua musculatura consegue relaxar.

As lesões mais frequentes são a entorse, tendinite, síndrome do túnel do tarso e a tenossinovite dos fibulares. Conheça, em seguida, um pouco mais sobre elas.

Entorse

A entorse é causada pelo movimento brusco. Geralmente ocorre quando se pisa de forma errada ao caminhar, correr ou praticar esporte. Ela é caracterizada pelo estiramento ou ruptura dos ligamentos e de outras estruturas que existem na articulação do tornozelo.

A entorse é classificada de acordo com o grau de complexidade do trauma. Quando há apenas o estiramento, é uma entorse de primeiro grau. Se houver ruptura parcial do ligamento, é uma lesão de segundo grau. O tipo mais grave é a lesão ligamentar parcial, que é de terceiro grau e se caracteriza pelo rompimento dos ligamentos.

Leia mais: 5 tratamentos para entorse no tornozelo

Tendinite

A tendinite ocorre quando há inflamação dos tendões que conectam os ossos e os músculos. Provoca, então, dor ao caminhar, rigidez nos movimentos e inchaço.

Síndrome do túnel do tarso

A síndrome do túnel do tarso ocorre quando há a compressão do nervo localizado na região dos pés. Normalmente, ela é provocada como resultado de alguma fratura ou entorse que comprime as estruturas no túnel do tarso.

Tenossinovite dos fibulares

A tenossinovite dos fibulares é uma inflamação da bainha que reveste e protege os tendões, cuja função é evitar as torções do tornozelo. Pode ser causada pela ocorrência de traumatismos na região, pela realização de movimentos bruscos, por lesões nos ligamentos, entre outros motivos.

Leia mais: Lesões dos tendões fibulares: sintomas, causas e tratamentos

Como é o tratamento dessas lesões?

De modo geral, o tratamento das lesões no tornozelo costuma ser semelhante. Caso seja uma contusão de menor complexidade, consiste no uso de anti-inflamatórios e analgésicos, realização de compressas de gelo, repouso e fisioterapia.

Se a lesão for grave e as providências iniciais não surtirem resultados satisfatórios, a intervenção cirúrgica será indicada. Nesse caso, o procedimento variará conforme o tipo de trauma.

Como é a recuperação após o tratamento?

A recuperação desse tipo de lesão ocorre em três etapas, descritas a seguir.

  1. Na fase inicial, é necessário descansar e sempre proteger a região, seguindo as orientações médicas para redução do inchaço.
  2. Na fase intermediária, a lesão já está curada e deve-se iniciar o processo de reabilitação física. Esse processo consiste em restaurar a flexibilidade, a amplitude de movimento e a força muscular.
  3. Na última fase da recuperação, já não há mais lesão e os movimentos foram restaurados. Assim, é necessário apenas ter cuidado para retornar, gradualmente, à prática de atividades físicas moderadas. Posteriormente, será possível voltar aos esportes mais intensos.

É importante concluir o período de reabilitação, pois isso dificultará a ocorrência de nova lesão no tornozelo. Caso as orientações não sejam seguidas, o indivíduo poderá voltar a sentir dor, apresentar instabilidade e até desenvolver artrose.

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Dor Embaixo dos Dedos: O Que Pode Ser?

Dor Embaixo dos Dedos: O Que Pode Ser?

A sensação de dor embaixo dos dedos pode trazer desconforto e incômodo. Essa dor pode ter origem em diversas patologias ou pequenos distúrbios que acometem a região. Na maioria dos casos, porém, o tratamento é simples e o alívio é rápido.

Você já sentiu dor nessa parte dos pés? Não é muito comum, mas pode acontecer. Então, é importante que você já conheça as causas mais comuns.

O que pode causar a dor embaixo dos dedos?

A dor pode ser provocada por diversas situações, como por exemplo, o uso de sapatos inadequados. Por isso, é preciso esclarecer os problemas que podem produzir esse sintoma. Conheça agora as principais causas.

Neuroma de Morton

O neuroma de morton é uma lesão que afeta o nervo digital plantar, localizado entre o terceiro e o quarto dedo do pé. Essa lesão tem aparência similar à de uma pequena massa e provoca dor entre esses dedos, além de formigamento no peito do pé e dedos.

Ainda não se sabe as causas exatas desse problema, mas há indícios de que tenham relação com uma reação natural desse nervo a uma irritação, pressão ou lesão que surja no pé. Algumas condições também aumentam as chances de ocorrer essa lesão, como por exemplo, uso de salto alto, prática de esportes de alto impacto, joanete, pé chato, entre outras deformidades.

Pessoas acometidas de neuroma de morton costumam sentir, além da dor localizada, a sensação de haver pedra no sapato, queimação, formigamento e dormência na região.

Leia mais: Neuroma de Morton: diagnóstico e tratamento

Metatarsalgia

A metatarsalgia é a dor ocasionada pelo excesso de pressão nos metatarsos, desenvolvendo-se, dessa forma, um processo inflamatório. Os metatarsos são cinco ossos longos que ficam na região anterior aos dedos.

A principal função desses ossos é permitir o apoio na ponta do pé. Quando a metatarsalgia ocorre, a cabeça desses ossos recebem uma sobrecarga, causando dor, inchaço, fraturas por estresse e espessamento do nervo.

Geralmente, é provocada pelo uso de calçados muito apertados ou de salto alto, prática de esportes de alto impacto, excesso de peso, postura incorreta, pés cavos e chatos, joanete e traumas.

Leia mais: Metatarsalgia: o que é e como tratar

Calos

Conhecidos clinicamente como calosidade, são ocasionados pelo acúmulo de células mortas na camada mais superficial da pele. Esse acúmulo é provocado pela contínua pressão exercida sobre os pés.

Artrose

A artrose, ou osteoartrose, é uma doença degenerativa provocada pelo excesso de atrito entre os ossos. Essa patologia acomete as articulações e ataca a cartilagem, que tem função de evitar o contato entre os ossos.

A artrose pode provocar o desgaste ou até a destruição da cartilagem. Assim, há um aumento do atrito nas articulações, causando inflamação, dor nos pés, inchaço e limitação das funções.

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Pé Inchado: conheça 7 causas

Pé Inchado: conheça 7 causas

Muitas pessoas ficam assustadas quando percebem o pé inchado sem uma razão aparente. Na maioria dos casos, entretanto, esse sintoma não é um indício de um problema grave. Contudo, é importante estar atento ao aparecimento de outros sinais e conhecer causas.

Você sabe o que pode causar esse inchaço nos pés? Então, leia o texto e conheça as principais condições que podem ocasionar esse problema.

Que condições podem causar pé inchado?

Existem diversas patologias e distúrbios que apresentam essa condição como um sintoma. Conheças, em seguida, as causas mais comuns.

Má circulação

Problemas na circulação sanguínea são os principais causadores de inchaço, que também costuma afetar aos tornozelos e pernas. A má circulação é uma condição natural que ocorre com o envelhecimento das veias.

Dessa forma, elas se tornam menos capazes de levar o sangue de voltar ao coração, ocasionando seu acúmulo nos pés e pernas. Apesar de não causar dor, pode trazer desconforto.

Geralmente, quando essa é a causa, os pés incham no final do dia. Ocorre com adultos, idosos ou mulheres gestantes.

Traumas no tornozelo

A ocorrência de lesão, entorse, pancada ou trauma no tornozelo pode provocar o inchaço dos pés. Normalmente, essas contusões são resultados de um movimento brusco dos pés, uma pisada errada ou o excesso de esforço físico.

Para que seja esse o diagnóstico da origem do problema, o indivíduo deve apresentar outros sinais, tais como dor intensa, manchas roxas na região e dificuldade para movimentar os pés.

Leia mais: Água quente ou fria: o que usar em caso de entorse de tornozelo?

Insuficiência cardíaca

Essa condição é mais comum em pessoas mais velhas, pois tem como causa o envelhecimento muscular do coração. Em consequência disso, há maior dificuldade em bombear o sangue, gerando seu acúmulo nos membros inferiores.

Quando o pé inchado é causado por essa insuficiência, o indivíduo também apresenta cansaço excessivo, falta de ar e sensação de pressão no peito.

Trombose

Quando ocorre coagulação do sangue que provoque entupimento de uma das veias da perna, a trombose é o provável diagnóstico. Por ação desse bloqueio da veia, o sangue não retorna para o coração, permanecendo nos membros inferiores.

A pessoa que sofre trombose apresenta, além de inchaço, dor na região, formigamento, vermelhidão intensa e febre.

Leia mais: Qual a relação da alimentação saudável e a saúde dos pés?

Insuficiência venosa

A insuficiência venosa ocorre quando o sangue venoso não consegue regressar ao coração em função do enfraquecimento das válvulas localizadas dentro das veias.

Linfedema

É o acúmulo de líquido entre os tecidos. Pode ser provocado pela retirada dos gânglios linfáticos ou por alguma alteração nos vasos linfáticos. Dependendo da origem, esse pode ser um problema de difícil solução.

Edema periférico

É o inchaço dos membros inferiores provocado pelo acúmulo de líquidos. Pode ter origem no envelhecimento, em razão da dificuldade de circulação sanguínea, ou em algumas condições, tais como gestação, menstruação, obesidade, infecção, varizes, etc.

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Pé diabético: o que é e quais os sintomas

Pé diabético: o que é e quais os sintomas

O pé diabético é mais uma das diversas complicações que tem o Diabetes Mellitus como causa. Geralmente, esse problema ocorre quando uma ferida se desenvolve em alguma área infeccionada ou machucada dos pés. Mas não é apenas isso.

Neste post, entenderemos um pouco mais sobre o assunto. Confira!

O que saber sobre o pé diabético?

É importante lembrar que o termo se refere a um conjunto de complicações, como observamos a seguir:

  • neurovascular: ocorre quando existe uma combinação dos problemas infecciosos, neuropáticos e vasculares;
  • isquêmica ou vascular: nessa situação as complicações têm relação com problemas circulatórios, principalmente nas extremidades dos membros inferiores;
  • neuropática: nesse caso, as alterações acontecem nos nervos, o que ocasiona perda de sensibilidade. As feridas desse tipo situam-se na planta dos pés.

O diabetes é um problema grave de saúde, caracterizado pela falta da capacidade do organismo de produzir insulina ou, ainda, que ela não funcione como deveria, deixando as taxas de açúcar no sangue acima dos níveis aceitáveis.

Essa complicação, que atinge milhões de brasileiros, começa quando o pâncreas não é mais capaz de trabalhar, dando origem aos aspectos citados.

Leia mais: 4 problemas nos pés causados pela diabetes

Quais são os principais sintomas dessa condição?

O pé diabético pode ser avaliado e diagnosticado a partir de alguns sintomas específicos:

  • sensação de fraqueza nas pernas;
  • pés dormentes de forma frequente;
  • sensação de agulhadas;
  • dores nos pés;
  • queimação nos pés e tornozelos;
  • formigamento ocorrendo frequentemente;
  • perda da sensibilidade na região.

Aqui cabe uma observação muito importante sobre esse tema: mesmo considerando essa lista de sintomas, a grande maioria das pessoas portadoras de diabetes apenas percebe que o problema no pé precisa de atenção extra e uma investigação médica quando a infecção ou ferida não melhora.

Como se prevenir?

Como vimos, os pés podem ser muito afetados pelo diabetes, por isso, qualquer cuidado ou ação tomada no sentido de proteger e evitar que problemas surjam nessa região são muito importantes.

Para prevenir complicações, é essencial que a pessoa verifique diariamente seus pés em busca de feridas, regiões com vermelhidão, proeminência em ossos, alterações nas unhas, bolhas, feridas e até uma mudança no formato.

Vale lembrar que essa avaliação envolve também a planta dos pés, pois, como apontamos anteriormente, os problemas também abrangem essa área.

Leia mais: Pé diabético: 10 cuidados no dia a dia para manter a saúde do pé

Outro ponto que merece uma atenção extra é a escolha dos sapatos. Além de respeitar o formato dos pés, eles devem ser firmes por fora e macios por dentro, de forma que não contribuam para o surgimento de lesões na pele.

Além disso, andar de chinelos, sandálias e, até mesmo, descalço deve ser evitado, especialmente quando existir algum indício de lesão nos pés.

Os cuidados que temos com o diabetes para que essa condição não afete diversas partes do corpo devem ser levados muito a sério. Afinal, de acordo com a situação, a pessoa pode acabar tendo um membro amputado.

Portanto, ao menor indício de que algo está errado com os membros inferiores, é fundamental procurar a orientação de um ortopedista. Ao avaliar o pé diabético, o profissional poderá orientar e dar sequência ao tratamento, evitando que a pessoa tenha complicações mais profundas no futuro.

 

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Dor na sola do pé: entenda as principais causas

Dor na sola do pé: entenda as principais causas

A dor na sola do pé pode interferir na rotina da pessoa, pois causa um incômodo persistente, que afeta a execução de suas funções e seu desempenho nas atividades mais simples. As origens são várias, algumas surgem nos hábitos do indivíduo, enquanto que outras são decorrentes de fatores clínicos.

Entender como ocorre esse problema é fundamental para buscar o tratamento no momento ideal ou evitar situações que possam provocar danos no futuro.

Neste post, separamos algumas das principais causas de dor no pé. Como você poderá perceber, há coisas que as pessoas fazem em seu dia a dia que contribuem negativamente, aumentando as chances de adquirir esse problema. Confira!

O que causa a dor na sola do pé?

Neuropatia periférica

Trata-se de uma patologia, caracterizada pela danificação das fibras nervosas dos pés e pernas. É um problema que surge com mais frequência em pessoas que são portadoras de diabetes mellitus, especialmente aquelas em que essa doença está descontrolada.

Leia mais: Pé diabético: o que é e quais os sintomas

Outros fatores, como deficiências nutricionais e alcoolismo crônico, também podem ser responsáveis pelo surgimento das dores. Logo, é preciso ter muita atenção!

Calçados inadequados

A principal causa de dor na planta dos pés é o uso de calçados que não se adaptam muito bem à anatomia da pessoa. As mulheres sofrem mais com esse problema devido ao uso de sapatos rasteiros e saltos muito altos. No primeiro caso, a dor costuma surgir no calcanhar, enquanto que, no segundo, ela se concentra na parte da frente.

Fascite plantar

Trata-se da inflamação da fáscia, estrutura composta por um tecido fibroso, situado exatamente na sola do pé, que se estende do calcanhar aos dedos. Além da dor, o indivíduo também pode ter queimação na área ao andar ou correr.

Leia mais: Você sabe o que é Fascite Plantar?

Infecções

Diversos tipos de vírus e bactérias podem causar inflamações e infecções nos nervos periféricos dos pés. As consequências mais comuns dessas situações envolvem dor, queimação e formigamento na parte que foi afetada. Herpes Zóster, citomegalovírus, HIV e herpes são alguns exemplos que podem estar relacionados.

Exigir demais dos pés

Não é raro que, na rotina de trabalho e cuidados domésticos, as pessoas submetam seus pés a um esforço constante. Ainda, essa situação é agravada quando isso é algo recorrente, pois de uma dor pontual pode evoluir para um problema mais complicado.

A sugestão para se evitar situações que podem prejudicar é fazer uso de calçados que sejam confortáveis, protejam os pés e ofereçam estabilidade. E claro, também é preciso reservar um tempo para cuidar deles e deixá-los descansar!

Além disso, há uma série de outros fatores que poderíamos citar aqui, como pisar de forma errada, ter pé plano ou pé torto, praticar atividades físicas intensas e em excesso ou, simplesmente, uma entorse.

Leia mais: Tipos de pisada: Como identificar o seu

Seja qual for o caso, o ponto-chave é não esperar a dor passar por conta própria. A maneira mais segura e eficaz de lidar com o problema é consultar um médico ortopedista para uma avaliação mais detalhada.

Esse profissional poderá orientar sobre quais cuidados ter para reduzir a dor na sola do pé, qual o melhor calçado ou se será preciso abordar outro tipo de tratamento mais específico, com o objetivo de resolver o problema de forma permanente.

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Tenho pé diabético? O que fazer?

Tenho pé diabético? O que fazer?

Estima-se que uma em cada quatro pessoas com diabetes pode ter problemas nos pés ao longo da vida. A polineuropatia diabética (PND), uma complicação que afeta 50% dos pacientes, é o fator causal mais importante para as úlceras nos pés dos pacientes diabéticos, que precedem 85% das amputações. 

Seu aparecimento pode ocorrer quando a circulação sanguínea é deficiente e os níveis de glicemia são mal controlados. Qualquer ferimento nos pés deve ser tratado rapidamente para evitar complicações que possam levar à infecção e consequentemente amputação do membro afetado.

Os sintomas do pé diabético variam conforme as origens das complicações. A maioria dos pacientes relatam sensação de formigamento, queimação ou dormência; pés frios, pálidos, com a pele fina e com pulsos diminuídos, podendo também ficar inchados; vermelhidão (edema), dor, hipersensibilidade e inflamação com pus.

O tratamento do pé diabético deve ser feito com a orientação de um médico especialista, que irá definir o tratamento em função do tipo e da gravidade da lesão. O tratamento pode envolver o uso de antibióticos, pomadas, curativos e, em casos mais graves, cirurgias. O grau de gravidade é determinado pela dificuldade na cicatrização.

Leia mais: Você sabe o que é o pé diabético?

Cuidados com pé diabético

Para evitar complicações, alguns cuidados podem ajudar o paciente com diabetes a não apresentar o problema. São elas:

  • Lave os pés diariamente com água morna e sabonete neutro, secando-os bem com uma toalha macia antes de vestir meias ou sapatos. Não esqueça de secar entre os dedos;
  • Mantenha os pés sempre hidratados;
  • O autoexame é muito importante. O paciente deve examinar os pés diariamente em um lugar bem iluminado. Quem não tiver condições de fazê-lo, precisa pedir a ajuda de alguém.  Procure por feridas, contusões, áreas de pressão, vermelhidão, calor, bolhas, úlceras, arranhões, cortes e problemas nas unhas
  • Fique atento às feridas ou alterações entre os dedos dos pés;
  • Verifique quatro localizações principais a planta de cada pé: ponta do dedão do pé, base dos dedos maior e menor, calcanhar, borda exterior do pé. 
  • Verifique se há perda de sensibilidade no pé ou nos dedos;
  • Corte as unhas dos pés em linha reta. Evite cortar os cantos;
  • Não use soluções antissépticas, medicamentos de farmácia, almofadas de aquecimento ou instrumentos cortantes nos pés;
  • Escolha seus sapatos com cuidado. Experimente sapatos novos no final do dia, quando seus pés estiverem maiores. Os calçados ideais são os fechados, macios, confortáveis e com solados rígidos, que ofereçam firmeza;

Leia mais: 7 dicas para comprar um calçado adequado

  • Não use o mesmo par de sapatos todos os dias;
  • Não caminhe descalço na praia, piscina ou mesmo em casa. Traumas ocorrem em qualquer lugar se há insensibilidade;
  • Use meias sem costura. O tecido deve ser algodão ou lã, evite sintéticos, como nylon;
  • Não fume ou fique de pernas cruzadas por longos períodos, pois ambos diminuem o suprimento de sangue para os pés;
  • Monitore a glicemia, porque os níveis altos fazem o sangue ter mais dificuldade de chegar às extremidades do corpo, inclusive os pés;
  • Tenha uma rotina diária de exercícios para as pernas como elevações, fortalecimento da panturrilha e caminhadas.

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Qual a relação da alimentação saudável e a saúde dos pés?

Qual a relação da alimentação saudável e a saúde dos pés?

Os pés são partes importantes do corpo. Além de nos dar sustentação, são responsáveis por absorver todo o impacto do dia a dia. São 26 ossos, 114 ligamentos, 20 músculos e a responsabilidade de sustentar o corpo. Mesmo com essa importante função, os pés ficam sempre de lado na nossa atenção diária.

Leia mais: Saiba tudo sobre a anatomia do pé

Além dos cuidados diários e higienização dos pés, manter uma alimentação saudável também é importante para a saúde dos pés. Alguns alimentos que contém muito açúcar como os grãos refinados, a gordura saturada na carne vermelha e as gorduras ômega 6 presentes em muitos óleos vegetais, como o milho, a soja e os óleos de girassol, favorecem o aparecimento de inflamação do tecido o que pode afetar a saúde dos seus pés.

Algumas doenças, como arterial periférica e diabetes, podem alterar os pés uma vez que as artérias que trazem o sangue para as extremidades inferiores ficam danificadas ao longo do tempo.

No caso de ser diabético, o cuidado com aquilo que ingere deve ser ainda maior. Para além de a elevada ingestão de açúcares ser um grande problema para os diabéticos, estes ficam sujeitos a várias complicações relacionadas com os desequilíbrios alimentares. O pé diabético é um exemplo bastante comum.

Leia mais: 4 problemas nos pés causados pela diabetes

Alimentos e a saúde dos pés

Inserir alguns alimentos no dia a dia podem ajudar a manter a saúde dos pés em dias. Os principais são:

  • Peixes: eles são uma importante fonte de ômega 3, um tipo de ácido graxo que ajuda a controlar a pressão arterial e a facilitar a circulação sanguínea. Outro benefício proporcionado é a prevenção de complicações como a trombose e aterosclerose, decorridas do depósito de gordura e da formação de coágulos no sangue.
  • Gengibre: o seu efeito termogênico acelera o metabolismo e estimula a circulação, além de contribuir ainda para a redução das inflamações.
  • Oleaginosas: a presença de antioxidantes protege os vasos sanguíneos, além de ajudar a controlar o colesterol, o que também reflete na boa saúde do sistema cardiovascular.
  • Chás e água: além de favorecer a saúde dos pés, o consumo de água e chá ajudam na digestão, hidratação e na prevenção da retenção de líquido e inchaço.

Manter uma alimentação adequada vai ajudar a aliviar os sintomas da má circulação nos pés, como o inchaço, as feridas, dores nas pernas, entre outros. Além disso, beneficiará a saúde do corpo de forma geral, prevenindo o aparecimento de doenças e complicações.

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Síndrome de Osgood-Schlatter: sintomas, causas e tratamentos

Síndrome de Osgood-Schlatter: sintomas, causas e tratamentos

Manter-se ativo desde a fase da pré-adolescência é uma boa maneira de possibilitar ao organismo plenas condições de funcionamento. O problema é quando, ainda na infância, o corpo é submetido a repetições que podem ser danosas. 

Um exemplo é a síndrome de Osgood-Schlatter, que pode aparecer em ambos os sexos, porém, mais prevalente nos meninos entre os 9 e os 18 anos. São mais de 150 mil casos registrados a cada ano no país. 

Fique atento aos sinais

A síndrome de Osgood-Schlatter é um problema que se caracteriza pela inflamação do ligamento patelar, o que leva ao aparecimento de um inchaço doloroso logo abaixo dos joelhos. A dor também pode aparecer ao longo de toda a perna do lado afetado. É comum, ainda, que o paciente fique com a marcha alterada. 

O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica e exames de imagem, como o raio-x. Estes são capazes de apontar, principalmente, ossículo superficial no tendão patelar, ossificação irregular da tuberosidade tibial proximal, calcificação dentro do tendão patelar, espessamento do tendão patelar e edema do tecido mole proximal à tuberosidade tibial. 

O médico, no exame físico, pode detectar aumento da sensibilidade, eritema (vermelhidão) e edema ou massa proeminente no tubérculo tibial (local onde o tendão patelar se insere na tíbia).

Entenda as causas da doença

Os adolescentes que manifestam a síndrome de Osgood-Schlatter possuem algumas predisposições para essa doença, como: contínuo desenvolvimento do corpo, estresse e impactos provocados pela prática de atividade física, com alto volume de atrito sobre os joelhos.  

Esse estresse é transmitido por meio do tendão patelar para a tuberosidade da tíbia imatura, o que pode provocar microlesões e, consequentemente, inflamações.  

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Saiba como tratar a síndrome de Osgood-Schlatter

É mais comum que todo o tratamento que envolve a síndrome de Osgood-Schlatter não envolva cirurgia ou outro método invasivo. Contudo, é feito um longo repouso com redução total ou parcial das atividades físicas, além de uso de gelo e sessões de fisioterapia. 

Esta última, associada à prática de alongamentos, busca o fortalecimento da musculatura e aumento da amplitude dos movimentos. Já o uso de anti-inflamatórios e analgésicos devem ser administrados somente sob prescrição médica. 

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Em ocasiões raras, pode ser necessário imobilizar a perna em gesso, injetar corticosteroides abaixo da pele ou realizar intervenções cirúrgicas que envolvam a retirada de fragmentos de osso, perfuração e aplicação de enxertos.

O prognóstico da síndrome de Osgood-Schlatter é considerado excelente. Geralmente, o problema é resolvido de um a dois anos após o diagnóstico, ou perto dos 18 anos, quando a tuberosidade da tíbia está ossificada. Contudo, em cerca de 10% dos casos as queixas podem persistir na idade adulta apesar do tratamento conservador. 


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Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Infantil, Inflamação, Todos