Inflamação

Tenho pé diabético? O que fazer?

Tenho pé diabético? O que fazer?

Estima-se que uma em cada quatro pessoas com diabetes pode ter problemas nos pés ao longo da vida. A polineuropatia diabética (PND), uma complicação que afeta 50% dos pacientes, é o fator causal mais importante para as úlceras nos pés dos pacientes diabéticos, que precedem 85% das amputações. 

Seu aparecimento pode ocorrer quando a circulação sanguínea é deficiente e os níveis de glicemia são mal controlados. Qualquer ferimento nos pés deve ser tratado rapidamente para evitar complicações que possam levar à infecção e consequentemente amputação do membro afetado.

Os sintomas do pé diabético variam conforme as origens das complicações. A maioria dos pacientes relatam sensação de formigamento, queimação ou dormência; pés frios, pálidos, com a pele fina e com pulsos diminuídos, podendo também ficar inchados; vermelhidão (edema), dor, hipersensibilidade e inflamação com pus.

O tratamento do pé diabético deve ser feito com a orientação de um médico especialista, que irá definir o tratamento em função do tipo e da gravidade da lesão. O tratamento pode envolver o uso de antibióticos, pomadas, curativos e, em casos mais graves, cirurgias. O grau de gravidade é determinado pela dificuldade na cicatrização.

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Cuidados com pé diabético

Para evitar complicações, alguns cuidados podem ajudar o paciente com diabetes a não apresentar o problema. São elas:

  • Lave os pés diariamente com água morna e sabonete neutro, secando-os bem com uma toalha macia antes de vestir meias ou sapatos. Não esqueça de secar entre os dedos;
  • Mantenha os pés sempre hidratados;
  • O autoexame é muito importante. O paciente deve examinar os pés diariamente em um lugar bem iluminado. Quem não tiver condições de fazê-lo, precisa pedir a ajuda de alguém.  Procure por feridas, contusões, áreas de pressão, vermelhidão, calor, bolhas, úlceras, arranhões, cortes e problemas nas unhas
  • Fique atento às feridas ou alterações entre os dedos dos pés;
  • Verifique quatro localizações principais a planta de cada pé: ponta do dedão do pé, base dos dedos maior e menor, calcanhar, borda exterior do pé. 
  • Verifique se há perda de sensibilidade no pé ou nos dedos;
  • Corte as unhas dos pés em linha reta. Evite cortar os cantos;
  • Não use soluções antissépticas, medicamentos de farmácia, almofadas de aquecimento ou instrumentos cortantes nos pés;
  • Escolha seus sapatos com cuidado. Experimente sapatos novos no final do dia, quando seus pés estiverem maiores. Os calçados ideais são os fechados, macios, confortáveis e com solados rígidos, que ofereçam firmeza;

Leia mais: 7 dicas para comprar um calçado adequado

  • Não use o mesmo par de sapatos todos os dias;
  • Não caminhe descalço na praia, piscina ou mesmo em casa. Traumas ocorrem em qualquer lugar se há insensibilidade;
  • Use meias sem costura. O tecido deve ser algodão ou lã, evite sintéticos, como nylon;
  • Não fume ou fique de pernas cruzadas por longos períodos, pois ambos diminuem o suprimento de sangue para os pés;
  • Monitore a glicemia, porque os níveis altos fazem o sangue ter mais dificuldade de chegar às extremidades do corpo, inclusive os pés;
  • Tenha uma rotina diária de exercícios para as pernas como elevações, fortalecimento da panturrilha e caminhadas.

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Qual a relação da alimentação saudável e a saúde dos pés?

Qual a relação da alimentação saudável e a saúde dos pés?

Os pés são partes importantes do corpo. Além de nos dar sustentação, são responsáveis por absorver todo o impacto do dia a dia. São 26 ossos, 114 ligamentos, 20 músculos e a responsabilidade de sustentar o corpo. Mesmo com essa importante função, os pés ficam sempre de lado na nossa atenção diária.

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Além dos cuidados diários e higienização dos pés, manter uma alimentação saudável também é importante para a saúde dos pés. Alguns alimentos que contém muito açúcar como os grãos refinados, a gordura saturada na carne vermelha e as gorduras ômega 6 presentes em muitos óleos vegetais, como o milho, a soja e os óleos de girassol, favorecem o aparecimento de inflamação do tecido o que pode afetar a saúde dos seus pés.

Algumas doenças, como arterial periférica e diabetes, podem alterar os pés uma vez que as artérias que trazem o sangue para as extremidades inferiores ficam danificadas ao longo do tempo.

No caso de ser diabético, o cuidado com aquilo que ingere deve ser ainda maior. Para além de a elevada ingestão de açúcares ser um grande problema para os diabéticos, estes ficam sujeitos a várias complicações relacionadas com os desequilíbrios alimentares. O pé diabético é um exemplo bastante comum.

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Alimentos e a saúde dos pés

Inserir alguns alimentos no dia a dia podem ajudar a manter a saúde dos pés em dias. Os principais são:

  • Peixes: eles são uma importante fonte de ômega 3, um tipo de ácido graxo que ajuda a controlar a pressão arterial e a facilitar a circulação sanguínea. Outro benefício proporcionado é a prevenção de complicações como a trombose e aterosclerose, decorridas do depósito de gordura e da formação de coágulos no sangue.
  • Gengibre: o seu efeito termogênico acelera o metabolismo e estimula a circulação, além de contribuir ainda para a redução das inflamações.
  • Oleaginosas: a presença de antioxidantes protege os vasos sanguíneos, além de ajudar a controlar o colesterol, o que também reflete na boa saúde do sistema cardiovascular.
  • Chás e água: além de favorecer a saúde dos pés, o consumo de água e chá ajudam na digestão, hidratação e na prevenção da retenção de líquido e inchaço.

Manter uma alimentação adequada vai ajudar a aliviar os sintomas da má circulação nos pés, como o inchaço, as feridas, dores nas pernas, entre outros. Além disso, beneficiará a saúde do corpo de forma geral, prevenindo o aparecimento de doenças e complicações.

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Síndrome de Osgood-Schlatter: sintomas, causas e tratamentos

Síndrome de Osgood-Schlatter: sintomas, causas e tratamentos

Manter-se ativo desde a fase da pré-adolescência é uma boa maneira de possibilitar ao organismo plenas condições de funcionamento. O problema é quando, ainda na infância, o corpo é submetido a repetições que podem ser danosas. 

Um exemplo é a síndrome de Osgood-Schlatter, que pode aparecer em ambos os sexos, porém, mais prevalente nos meninos entre os 9 e os 18 anos. São mais de 150 mil casos registrados a cada ano no país. 

Fique atento aos sinais

A síndrome de Osgood-Schlatter é um problema que se caracteriza pela inflamação do ligamento patelar, o que leva ao aparecimento de um inchaço doloroso logo abaixo dos joelhos. A dor também pode aparecer ao longo de toda a perna do lado afetado. É comum, ainda, que o paciente fique com a marcha alterada. 

O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica e exames de imagem, como o raio-x. Estes são capazes de apontar, principalmente, ossículo superficial no tendão patelar, ossificação irregular da tuberosidade tibial proximal, calcificação dentro do tendão patelar, espessamento do tendão patelar e edema do tecido mole proximal à tuberosidade tibial. 

O médico, no exame físico, pode detectar aumento da sensibilidade, eritema (vermelhidão) e edema ou massa proeminente no tubérculo tibial (local onde o tendão patelar se insere na tíbia).

Entenda as causas da doença

Os adolescentes que manifestam a síndrome de Osgood-Schlatter possuem algumas predisposições para essa doença, como: contínuo desenvolvimento do corpo, estresse e impactos provocados pela prática de atividade física, com alto volume de atrito sobre os joelhos.  

Esse estresse é transmitido por meio do tendão patelar para a tuberosidade da tíbia imatura, o que pode provocar microlesões e, consequentemente, inflamações.  

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Saiba como tratar a síndrome de Osgood-Schlatter

É mais comum que todo o tratamento que envolve a síndrome de Osgood-Schlatter não envolva cirurgia ou outro método invasivo. Contudo, é feito um longo repouso com redução total ou parcial das atividades físicas, além de uso de gelo e sessões de fisioterapia. 

Esta última, associada à prática de alongamentos, busca o fortalecimento da musculatura e aumento da amplitude dos movimentos. Já o uso de anti-inflamatórios e analgésicos devem ser administrados somente sob prescrição médica. 

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Em ocasiões raras, pode ser necessário imobilizar a perna em gesso, injetar corticosteroides abaixo da pele ou realizar intervenções cirúrgicas que envolvam a retirada de fragmentos de osso, perfuração e aplicação de enxertos.

O prognóstico da síndrome de Osgood-Schlatter é considerado excelente. Geralmente, o problema é resolvido de um a dois anos após o diagnóstico, ou perto dos 18 anos, quando a tuberosidade da tíbia está ossificada. Contudo, em cerca de 10% dos casos as queixas podem persistir na idade adulta apesar do tratamento conservador. 


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Doença de Freiberg: sintomas, causas e tratamentos

Doença de Freiberg: sintomas, causas e tratamentos

Sabe aquele problema que provoca uma dor tremenda e deixa a pessoa com os nervos à flor da pele? Na lista de problemas que se enquadram nessa descrição, figura a doença de Freiberg, uma patologia descoberta em 1914, que atinge frequentemente mulheres (proporção de 3 para 1, em relação ao sexo masculino) e têm maior incidência na fase da puberdade. 

Certos esportistas também são mais propensos à doença, como bailarinas, atletas de salto e atletas de corrida. 

Sintomas da doença de Freiberg

O principal indício do problema é dor forte, que fica mais potente quando as pontas dos pés precisam sustentar o peso do corpo, fazer movimentos de elevação ou, ainda, quando se usa salto alto. Inchaço local, tensionamento, hipersensibilidade, incapacidade funcional parcial e desaparecimento da cartilagem são outros sintomas. 

O que causa esta condição?

Os principais motivos que desencadeiam a doença de Freiberg são o crescimento ósseo rápido — situação comum em meninas que estão passando por mudanças biológicas e fisiológicas — e alterações no primeiro (curto demais) e no segundo osso do metatarso (longo demais). 

Em ambos os casos, a segunda cabeça do metatarso pode estar sujeita ao tensionamento repetitivo, tal como ao praticar-se dança ou corrida.

Diagnóstico e tratamentos para a doença de Freiberg

Quando o paciente consulta um médico reclamando os sintomas descritos acima, realiza-se uma análise clínica por meio de palpação da articulação, exploração articular, muscular e vascular, e de avaliação da pegada plantar. Exames de imagem ajudam a fechar o diagnóstico. 

O raio-x permite determinar em que fase a doença de Freiberg se encontra: primeira (mais dolorosa), segunda e terceira (são observáveis sinais de cabeça do metatarso aplanado e invertido), ou quarta (a base da falange também é afetada acabando a articulação anquilosada).

Leia mais: Artrose nos pés: sintomas, causas e tratamentos

O tratamento engloba a aplicação de injeções de corticosteroide e o uso de analgésicos para aliviar as crises de dor; repouso parcial ou absoluto, com elevação do membro, para diminuir a pressão e o edema; e uso de sapato com sola convexa, de palmilhas e outros dispositivos que alteram a posição ou a amplitude de movimento dos pés. 

Em casos raros, considera-se cirurgia com objetivo de colocar um enxerto ósseo esponjoso na região subcondral de necrose da cabeça do metatarso ou efetuar uma osteotomia (seccionamento cirúrgico de um osso).

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Não erre na escolha dos calçados

Na hora de comprar os calçados que irão preencher o seu guarda-roupa, opte por modelos confortáveis, que ofereçam sustentabilidade e proteção aos pés. Quanto mais apertado o sapato, pior ele é para a saúde dos pés. Os amantes de salto devem ficar atentos quanto ao tamanho do sapato e à frequência de uso. Esses cuidados simples auxiliam na prevenção da doença de Freiberg. 

Como as meninas em fase de transição e atletas de alta competição são mais suscetíveis ao desenvolvimento da doença de Freiberg, é importante fazer o devido acompanhamento ortopédico ao longo dos anos, a fim de prevenir e remediar a patologia. 

Os pais/responsáveis devem ficar atentos quando os adolescentes reclamam de dor. Nem tudo é, como muitos pensam, “frescura que passa com o tempo”. 


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O que é a Síndrome de Haglund?

O que é a Síndrome de Haglund?

Você já parou para pensar que um esporão pode aparecer em outro lugar que não seja na sola do pé? Pois é. Isso acontece. Em muitas pessoas, ocorre a síndrome de Haglund, mais popularmente conhecida como esporão dorsal do calcâneo. Trata-se, basicamente, de uma anormalidade no calcanhar.

O problema ocorre quando a região óssea posterior do calcanhar aumenta de volume, o que provoca muita dor e deformidade. Essa enfermidade pode acontecer em qualquer pessoa, mas é mais comum em indivíduos que usam calçados com pouca ou nenhuma absorção de impacto, o que sobrecarrega as estruturas osteomusculares. Quanto mais plano e apertado o sapato, mais a região do calcanhar de Aquiles sofre. 

Atenção aos sintomas

Essa síndrome pode manifestar em um ou nos dois pés. O principal relato de pacientes é: muita dor. 

É possível observar, no exame físico, uma protuberância muito visível na parte de trás do calcanhar, acompanhada de vermelhidão e inflamação.

Diagnóstico da Síndrome de Haglund

Para confirmar se as dores nos pés e calcanhares são resultado da síndrome de Haglund, o médico pode requerer exames de imagem. 

Eles são importantes para descartar outras patologias que manifestam sintomas similares (tendinite e artrite, por exemplo). 

Tratamento da condição

Usualmente, o tratamento para a síndrome de Haglund é feito para remediar e aliviar as dores ao utilizar fisioterapia, além de drogas analgésicas e cicatrizantes para tirar a pressão do osso do calcanhar. 

No processo, recomenda-se não usar sapatos apertados demais. Compressas de gelo ajudam a diminuir o inchaço. Investir em uma palmilha que melhora a mecânica dos pés e redistribui o peso corporal pode auxiliar no tratamento da deformidade. Calçados com salto de 3 a 4 cm ajudam a poupar o tendão de aquiles.

Leia mais: Tendinite de aquiles: sintomas, causas e tratamentos

Em casos extremos, cirurgia pode ser cogitada a fim de retirar o excesso de osso do calcanhar e, assim, eliminar a pressão. Os sintomas tendem a melhorar progressivamente, sendo que, quando o paciente relata piora, é preciso investigar a existência de problemas relacionados à doença ou à operação.

A escolha do sapato certo

O sapato correto é aquele que respeita as estruturas dos pés, deixando-as o mais confortável possível. O modelo deve estar entre os dois extremos — nem tão alto nem tão baixo. Se você erra na escolha, joelhos, quadris e coluna também sofrem, pois a pisada errada faz com que as partes articulares acima dos pés tenham que se adaptar ao movimento distorcido para poder executá-lo. 

É interessante pontuar que cada calçado serve a um objetivo. Se você pratica corrida, por exemplo, precisará de um certo tipo de tênis. Se você passa longos períodos em pé no trabalho, não poderá usar o mesmo salto de uma pessoa que fica o expediente toda sentada. Importante, portanto, analisar a situação e optar pela alternativa que alie saúde e conforto. Esse cuidado certamente o afastará da possibilidade de desenvolver a síndrome de Haglund. 

Leia mais: 4 perigos do uso contínuo de rasteirinhas


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Tendinite no tornozelo: sintomas, causas e tratamentos

Tendinite no tornozelo: sintomas, causas e tratamentos

É comum prestar atenção para algumas partes do corpo somente quando elas apresentam algum problema. É o caso, por exemplo, do tornozelo, que, apesar de negligenciado, é muito importante para que possamos executar desde movimentos básicos cotidianos, até a prática de exercícios físicos de alta resistência. Um dos problemas que mais acometem essa área é a tendinite. Vamos entender mais sobre a tendinite no tornozelo? Continue a leitura.

Sintomas da tendinite no tornozelo

Conceitualmente, a tendinite é uma inflamação dos tendões, que possuem a tarefa de ligar os ossos e os músculos. Esses tendões são estruturas parecidas como uma corda, bem fibrosa. Os principais sintomas que as pessoas com o problema relatam são: dor intensa ao caminhar e correr, rigidez ao movimentar a articulação e, às vezes, inchaço local.

Causas

Esforço exagerado em treinos de alto nível, ou seja, exercícios sendo executados sem os devidos cuidados, é a principal causa da tendinite no tornozelo. Quem sobrecarrega o corpo esquece que os tendões não são de “ferro”. Eles aguentam a pressão, mas, como todas as partes do organismo, são limitados — resumindo: não tão fortes quanto os ossos nem tão elásticos iguais aos músculos.

É por causa desse mecanismo de sobrecarga que a encrenca pega de jeito atletas profissionais ou amadores. Outros fatores que potencializam o surgimento de inflamações desse tipo são falta de alongamento, postura inadequada, estresse, movimentos repetitivos, idade (quanto mais elevada, mais altas as chances) e presença de doenças autoimunes (quando as próprias células do corpo acreditam que os tendões são “inimigos”).

Leia mais: Como a artrite reumatoide afeta os tendões dos pés?

Entenda o tratamento

Para se tratar a tendinite no tornozelo, é preciso fazer consulta ao médico especialista. Somente ele poderá prescrever as melhores recomendações, respeitando a especificidade de cada indivíduo. O profissional irá fazer avaliação física e, se necessário, irá solicitar exames de imagens como a ultrassonografia ou ressonância magnética.

Usualmente, o tratamento realizado nesses casos envolve aplicação de compressa de gelo ou água quente por um determinado tempo, além do uso de anti-inflamatórios. Pode-se recomendar, também, exercícios em sessões de fisioterapia a fim de fortalecer toda a região do tornozelo.

Leia mais: Água quente ou fria: o que usar em caso de entorse de tornozelo?

Os sintomas descritos acima limitam muito os pacientes, por isso, eles devem ser controlados o quanto antes. Não se trata de algo que se cura sozinho. Todas as orientações médicas visam manter/elevar a qualidade de vida do indivíduo. Importante fazer um alerta: a automedicação deve ser completamente desencorajada. Simples analgésicos, quando ingeridos em excesso, por exemplo, podem levar a complicações no organismo de defesa, fazendo com que alguns ativos diminuam a eficácia que se almeja.

Se você quer cuidar bem de seu tornozelo e não deixá-lo pifar, faça atividades físicas sob orientação de um profissional e respeite os limites que o organismo impõe. Forçar a barra pode custar muito caro e trazer consequências para sua vida. 


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Síndrome do túnel do tarso: sintomas, causas e tratamentos

Síndrome do túnel do tarso: sintomas, causas e tratamentos

Se você sofre de dor repentina no tornozelo, perda de sensibilidade e marcha anormal, precisa investigar a possibilidade de estar com a Síndrome do Túnel do Tarso. Trata-se de uma  neuropatia que afeta o tornozelo, quando a pressão dentro do chamado túnel do tarso aumenta, ocasionando a compressão dos nervos que passam pelo local.

Sintomas da Síndrome do Túnel do Tarso

O problema caracteriza-se por dores que vão do tornozelo à sola do pé, acompanhadas de queimação ou formigamento. Essas dores ocorrem quando a pessoa fica em pé, anda ou utiliza um tipo específico de calçado. À medida em que o quadro progride, os incômodos passam a aparecer também durante o repouso. 

O período da noite costuma ser o pior, pois é quando os sintomas se potencializam. Se a situação se agravar muito, a pessoa pode sentir fraqueza e deparar-se com atrofia do pé atingido pela encrenca.

O diagnóstico depende de exame físico (o médico manipula a região e verifica as reações descritas pelo paciente) e, às vezes, de estudos de condução nervosa, que podem ser úteis para determinar a causa ou extensão da lesão, especialmente se uma cirurgia estiver sendo considerada. Com isso, é possível descartar outras patologias semelhantes como, por exemplo, fascite plantar, esporão e tendinite do Aquiles. 

Leia mais: 4 dores mais comuns nos pés

Entenda as causas da condição

Os sintomas aparecem mais comumente em adultos ativos, contudo, crianças também podem ser afetadas. 

Os principais motivos que levam ao aparecimento da síndrome do túnel do tarso é osteoartrite (um tipo de artrite que ocorre quando o tecido flexível nas extremidades dos ossos se desgasta) e deformidades pós-traumáticas. 

Outras doenças como diabetes e artrite reumatoide podem desencadear essa síndrome.

Como é o tratamento da síndrome? 

O tratamento da condição engloba injeções de corticosteroide/analgésico para aliviar a dor, uso de órteses, como palmilhas, e aplicação de compressas de gelo. Em último caso, a cirurgia é utilizada, a fim de diminuir a pressão sobre o nervo. Na fase de dor aguda, considera-se também o uso de Neuroestimulação Elétrica Transcutânea (TENS, na sigla em inglês).

No processo de recuperação da síndrome de túnel de tarso, o paciente precisa ter cuidado ao amarrar os sapatos, deixando-os confortáveis, de modo a evitar compressão da região. Os exercícios físicos devem ser supervisionados por um profissional, sendo que antes e depois da prática é aconselhado fazer alongamento. Quanto menos apertados os calçados forem, melhor é. 

Leia mais: 5 melhores alongamentos para amenizar as dores no pé

Os tornozelos são mais suscetíveis a torções e traumas no dia a dia do que outras partes do corpo, por isso, todo cuidado é pouco. Salto, por exemplo, deve ser reservado para ocasiões especiais. 

Se você trabalha por longos períodos em pé, “descanse” os pés durante alguns minutos. Cuidar do peso  também é importante para evitar a síndrome do túnel de tarso, uma vez que a obesidade pode aumentar a chance de apresentar dores ou lesões no calcanhar. 


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Como a artrite reumatoide afeta os tendões dos pés?

Como a artrite reumatoide afeta os tendões dos pés?

A artrite reumatoide é um tipo de artrite inflamatória que também é classificada como um distúrbio autoimune. Isso significa que o sistema nervoso envia mensagens errôneas às células do sistema imunológico para atacar os próprios tecidos do corpo.

Esse problema pode acometer várias partes do corpo, inclusive os tendões dos pés, como veremos neste artigo. Continue a leitura e saiba mais!

Tendões do pé e artrite reumatoide

O pé e o tornozelo têm mais de 40 articulações, as quais são particularmente suscetíveis à inflamação em pessoas com artrite reumatoide. Pelo menos 90% das pessoas têm inflamação das articulações desta área em algum momento de suas vidas.

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Os tendões da região do tornozelo conectam os músculos da perna e os ossos do pé, exercendo um papel importante na estabilidade das articulações, como veremos. O tendão de Aquiles é o mais importante para caminhar, correr e saltar e liga os músculos da panturrilha ao calcâneo. Já o tendão tibial posterior ajuda a apoiar o arco e nos permite virar o pé para dentro. O tendão tibial anterior nos permite levantar o pé. Há ainda dois tendões que passam por trás do relevo lateral do tornozelo —o maléolo lateral —, chamados fibulares, que ajudam a virar o pé para fora. Outros tendões também passam por essa área e contribuem para o equilíbrio do tornozelo.

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Quando a artrite reumatoide afeta a articulação do pé e do tornozelo, a sinóvia, que reveste as extremidades dos ossos nas articulações, engrossa e produz um excesso de fluido. Esse excesso de líquido com substâncias químicas inflamatórias que o sistema imunológico libera e causa inchaço e danos à cartilagem que atua como uma almofada na articulação, causando dor e desgaste ósseo.

O problema mais comum afeta a parte anterior do pé, ocasionando dor, inchaço, rigidez articular e dificuldade para andar. Pode haver presença de nódulos reumatoides que resultam em dor quando são friccionados contra os sapatos ou pressionados durante a caminhada. A dor então acomete pé, tornozelo, calcanhar e tendão de Aquiles.

Sintomas da doença

Os sintomas incluem inchaço doloroso, rigidez e deformidades das articulações, mais comumente nas mãos, nos pulsos e nos pés.

Embora a artrite reumatoide possa causar apenas inflamação intermitente nos pés e tornozelos, o dano às articulações pode ser permanente, alterando sua biomecânica quando a pessoa se levanta e caminha.

Quais são as causas da artrite reumatoide?

Embora a origem da doença permaneça desconhecida, as pesquisas sobre ela progrediram bastante nos últimos anos. A artrite reumatoide é considerada uma doença autoimune devido à presença de anticorpos produzidos por células do sistema imunológico e dirigidas contra o próprio corpo.

Vários fatores parecem estar envolvidos no aparecimento da doença, incluindo:

  • fatores ambientais (especialmente fumar, bem como trauma ou estresse emocional);
  • ativação das defesas imunitárias após uma infecção (por exemplo, angina ou gripe) ou, raramente, após a vacinação;
  • genética favorável (genes que podem explicar certas predisposições familiares foram identificados);
  • fatores hormonais (mudanças hormonais devido a gravidez ou menopausa, por exemplo).

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5 motivos para procurar um cirurgião ortopédico

5 motivos para procurar um cirurgião ortopédico

As alterações musculoesqueléticas — que afetam ossos, músculos ou articulações — e a dor acometem pessoas a qualquer momento e em qualquer idade, impedindo que elas trabalhem e aproveitem a vida. Neste momento, pode ser essencial buscar a ajuda de uma cirurgião ortopédico.

A criança com escoliose até a pessoa com lesões traumáticas, que requerem cirurgia para salvar membros, podem se beneficiar da experiência de um cirurgião ortopédico. Existem opções de tratamento que ajudam as pessoas a levarem vidas mais felizes e produtivas.

Neste artigo, listamos 5 razões para procurar esse profissional. Confira!

Quando procurar o cirurgião ortopédico?

1- Dor ciática

A dor ciática é a dor lombar que se estende pela perna, chegando até mesmo ao pé. Geralmente, ela acontece quando um dos discos entre duas vértebras ósseas na coluna está abaulado, e isso pode agravar o nervo ciático e causar dor grave. Em 90% dos casos, a dor desaparece com o tempo. No entanto, se a dor ciática durar mais de seis semanas, é necessário consultar um cirurgião ortopédico para discutir as opções de tratamento.

Leia mais:

2- Dor lombar

Cerca de 80% dos adultos sofrem de dor lombar — que pode ser leve ou aguda —em algum momento da vida. Há muitos fatores que podem desencadear essa dor, como levantar um objeto pesado, alterações espinhais relacionadas à idade e um estilo de vida sedentário. A maioria das lombalgias dura de alguns dias a algumas semanas e depois desaparece. Caso o problema se estenda por muito tempo, é hora de consultar um especialista em ortopedia. Caso a dor lombar venha acompanhada de perda repentina de peso, febre ou calafrios, pode haver uma condição mais grave que precisa ser investigada.

3- Lesão por esforço repetitivo

Lesões por esforço repetitivo resultam de movimentos repetitivos e fortes, má postura e atividades que usam alguns músculos em excesso. Elas geralmente afetam as costas, o pescoço, os braços e as mãos. Um distúrbio comum de tensão repetitiva é a síndrome do túnel do carpo, que acomete os músculos e os nervos da mão.

Sintomas comuns de lesões por esforço repetitivo incluem sensibilidade, rigidez ou formigamento na área afetada. Um diagnóstico precoce e correto de um médico ortopedista pode ajudar o paciente a se beneficiar de um tratamento eficaz e a evitar mais lesões.

Leia mais: Cisto sinovial: o que é e como tratar

4- Dores no joelho

Quando o joelho dói durante as atividades diárias, e outros tratamentos não funcionam bem, então pode ser necessário recorrer a uma infiltração de joelho. Cirurgiões ortopédicos estão habilitados para injetar substâncias que protegem a cartilagem machucada e melhoram a lubrificação da movimentação articular.

5- Dor no pé

A dor no pé pode resultar de doenças, como artrite, de lesões durante a prática de esportes ou outras atividades físicas, ou de problemas em outras partes do corpo, como joelhos ou quadris. Além disso, com o tempo, é natural que os pés desenvolvam danos, devido ao desgaste normal.

Leia mais: 4 causas comuns da dor no calcanhar

Para dor crônica ou grave no pé, um especialista em ortopedia pode diagnosticar a causa e sugerir um plano de tratamento, que pode incluir fisioterapia e medicamentos para alívio da dor.

Se tais medidas se tornarem ineficazes, o cirurgião ortopédico saberá indicar o melhor caminho para essas e outras patologias.

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4 sintomas do neuroma de Morton

4 sintomas do neuroma de Morton

O neuroma de Morton é um nervo inflamado entre os ossos metatarsais nas solas dos pés, no segundo ou terceiro espaço entre os dedos, na junção dos nervos plantar medial e plantar lateral. Manifesta-se por uma dor no terceiro espaço intermetatarsal, que pode irradiar para o primeiro, segundo e quarto espaços intermetatarsais. 

Sintomas do neuroma de Morton

O neuroma de Morton se desenvolve como resultado de uma lesão ou compressão excessiva do nervo entre os dedos, levando ao espessamento do tecido e à dor associada. O nervo mais comumente afetado por essa condição é aquele entre o terceiro e o quarto dedos do pé. Embora essa condição seja chamada de “neuroma”, ela não é considerada um tumor verdadeiro, mas sim uma formação de tecido fibroso ao redor do tecido nervoso e geralmente não tem sinal externo.

Entre seus sintomas, podemos citar:

  • dor ardente, frequentemente descrita como uma “agulhada quente”, que pode começar subitamente enquanto se caminha;
  • dormência indo para os dedos;
  • parestesia, picada ou dormência sem efeito físico aparente a longo prazo, comumente conhecido como formigamento;
  • sensação de que há uma pedra no sapato ao pisar.

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Causas

Qualquer coisa que cause compressão ou irritação do nervo pode levar ao desenvolvimento de um neuroma. Um dos ofensores mais comuns é o uso de sapatos de bico fino ou de salto alto que fazem com que os dedos sejam forçados a entrar na ponteira. Pessoas com certas deformidades nos pés — joanetes, dedos em martelo, pés planos ou pés cavos — correm maior risco de desenvolver um neuroma. Outras causas potenciais são atividades que envolvem irritação repetitiva na parte da frente do pé, como a corrida, por exemplo. Por fim, lesões ou outros tipos de trauma na área também podem levar à formação de um neuroma.

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Tratamento não cirúrgico

As abordagens de tratamento variam de acordo com a gravidade do problema. Para neuromas leves a moderados, as opções de tratamento podem incluir:

  • palmilhas — essa técnica pode fornecer suporte para o arco do metatarso, diminuindo assim a pressão sobre o nervo e a compressão ao caminhar;
  • gelo — colocar uma bolsa de gelo na área afetada ajuda a reduzir o inchaço;
  • alterações de atividades — aquelas que exercem pressão repetitiva sobre o neuroma devem ser evitadas até que a condição melhore;
  • modificações de sapatos — é recomendável o uso de sapatos com um bico largo e evitar sapatos com salto alto.

Quando a cirurgia é necessária?

A cirurgia é um tratamento eficaz para o neuroma de Morton. No entanto, essa opção de tratamento é o último recurso, podendo ser considerada para pacientes que não responderam adequadamente a tratamentos não cirúrgicos. 

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Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Inflamação, Todos