Joanete

Salto alto: como usar sem causar danos à saúde?

Salto alto: como usar sem causar danos à saúde?

O salto alto é uma peça indispensável no guarda-roupa da maioria das mulheres. Clássico, com detalhes modernos, de várias cores e tipos… Tem para todos os gostos. Se você não quer errar na escolha do calçado, importante não se esquecer da segurança e da saúde. 

O primeiro ponto é: salto não foi feito para ser usado todos os dias. Três vezes por semana, mais ou menos sete horas por dia, já é uma frequência que sinaliza risco grande para problemas futuros. Quanto menos tempo você puder ficar em cima dele, melhor. No trabalho, tente alternar com um sapato mais confortável e, se possível, deixe um calçado mais amortecido no carro para que, sempre que der, você consiga aliviar a pressão sobre os pés. 

Leia mais: Como aliviar a dor no calcanhar

Opções com fundo emborrachado são mais seguras e oferecem firmeza superior aos membros. Se gostou do modelo e ele não foi projetado assim, pedir a um sapateiro para fazer os ajustes pode ser uma boa alternativa. 

O conforto pode ser ainda maior se você usar palmilhas ou almofadinhas de silicone. Elas são facilmente encontradas em sapatarias ou casas para produtos ortopédicos.

O jeito certo de pisar

Existe a forma certa de pisar com o salto alto. Segui-la pode garantir menos danos à sua saúde. É assim: pise primeiro com o salto e, depois, com a ponta do pé no chão, evitando pisar com toda a sola do pé de uma vez. Quando o peso de seu corpo estiver na planta do pé, logo abaixo dos dedos, jogue seu peso para a frente, como se andasse na ponta dos pés, dando o passo seguinte. 

Outro ponto importante para distribuir o peso corretamente é prestar muita atenção à postura: a coluna precisa estar alinhada corretamente, a cabeça erguida e as pernas firmes. Elegância à parte, isso também diminui as chances de torcer os pés. 

Tem hora certa para comprar sapato de salto alto

Isso mesmo. O melhor horário para comprar salto é no final do dia, quando os pés costumam estar mais inchados. Isso elimina todo tipo de surpresa: você já compra sabendo como o calçado ficará em casos extremos. Também é recomendável dar uma voltinha na loja para ter uma noção se você vai dar conta de andar com ele normalmente. 

Sempre considere o seu tipo de pé (redondo, chato, fino, com joanete e/ou unhas encravadas etc.) para escolher o modelo mais adequado. Se o pé for mais redondo e tiver joanete, por exemplo, salto de bico fino pode representar uma encrenca daquelas. 

Leia mais: Joanetes: por que surgem e como tratar

Sapato novo, geralmente, é duro por dentro e, por isso, pode machucar os pés. Antes de usá-lo pela primeira vez, para evitar calos e bolhas, passe um pouco de vaselina, ou algum creme gorduroso, nos pés e/ou no calçado, nas partes que mais incomodam. 

Segurança em primeiro lugar

Se você não dispensa salto, siga essas orientações para garantir segurança à sua caminhada. Tente, também, alternar os tamanhos dos calçados para não prejudicar ossos e músculos. Elegância, conforto e saúde podem andar perfeitamente juntos. 


Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como
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Artrite inflamatória pode causar dores nos pés

Artrite inflamatória pode causar dores nos pés

Você sabia que mais da metade das pessoas na faixa dos 60 e 70 anos sofrem de artrite inflamatória nos pés? 

A artrite inflamatória é uma condição que afeta as articulações e provoca dor, inchaço e rigidez. 

Mas, o que causa essa condição e, mais importante, quais tratamentos você pode tentar hoje para encontrar alívio? É sobre esse assunto que vamos tratar neste artigo.

O que causa artrite inflamatória nos pés? 

Os pés são uma das estruturas mais complexas em seu corpo. Eles abrigam não apenas músculos e ligamentos, mas também mais de 30 ossos e cerca de 40 articulações, que permitem que você tenha uma amplitude completa de movimentos. Seus pés fornecem:

  • absorção de impacto;
  • equilíbrio;
  • apoio/suporte;
  • ajuda com movimento geral.

Infelizmente, à medida que envelhecemos, essas 40 articulações nos pés que nos serviram tão bem são altamente suscetíveis à artrite inflamatória, que pode levar à dor no pé. 

Quais são as causas mais comuns de artrite inflamatória?

Existem mais de 100 tipos de artrite inflamatória nos pés, mas as causas mais comuns são:

Osteoartrite

A osteoartrite causa tensão excessiva e desgaste da cartilagem nas articulações do pé. 

O movimento se torna muito difícil e doloroso. A dor e o inchaço pioram em pé ou andando, e a rigidez geralmente ocorre após períodos de descanso.

Leia mais: Artrose nos pés: sintomas, causas e tratamentos

Artrite reumatoide

Outro tipo de artrite é a artrite reumatoide. Ela pode se desenvolver em qualquer idade e não há causa conhecida para essa condição. 

As pessoas que sofrem de artrite reumatoide desenvolvem frequentemente problemas graves do pé, tais como joanetes, dedos de martelo, dedos de garra e outros.

Gota

A gota é outra forma de artrite inflamatória, que também leva a complicações nos pés. Cristais de ácido úrico em excesso se acumulam dentro e ao redor das articulações do dedão do pé. 

A articulação do dedão do pé é comumente o ponto focal, devido ao estresse e à pressão que ela sofre durante a caminhada e outras atividades de sustentação de peso. Isso geralmente leva a dores intensas no dedão do pé. 

Os homens são mais propensos a desenvolver artrite gotosa do que as mulheres. 

Leia mais: Gota e artrite gotosa: sintomas, causas e tratamentos

Artrite pós-traumática

Finalmente, a artrite inflamatória pode ser causada por uma antiga lesão esportiva ocorrida anos atrás. Luxações, entorses e fraturas são as lesões mais comuns que levam a esse tipo de artrite. 

A artrite pós-traumática é semelhante à osteoartrite, na medida em que a cartilagem entre as articulações se desgasta com o tempo.

Tratamento e prevenção

O objetivo principal do tratamento é reduzir a dor, melhorar o funcionamento da articulação e evitar que o caso piore.

Existe um tratamento ideal para cada tipo de artrite inflamatória, porém algumas dicas ajudam a melhorar a inflamação articular. São elas:

  • Perder peso (se estiver acima do peso) diminui a sobrecarga sobre as articulações e evita que a doença piore;
  • Não fique muito tempo na mesma posição, pois isso pode causar dor e enrijecer a articulação;
  • Mantenha-se hidratado. Isso melhora a circulação no organismo e diminui as chances de artrites metabólicas (gota);
  • Faça fisioterapia. Os exercícios orientados pelo profissional ajudam a controlar a deformidade óssea e a rigidez muscular;
  • Pratique atividades físicas com pouco impacto. Fazer exercícios como pilates, natação e hidroginástica ajuda a manter a musculatura resistente;
  • Use medicamentos prescritos apenas pelo médico;
  • Melhore sua alimentação. O consumo de alimentos saudáveis é essencial para tratar qualquer tipo de artrite, principalmente a artrite gotosa;

Leia mais: Sobrepeso e obesidade causam dores nos pés

Prognóstico da artrite do pé

Se você tem artrite inflamatória no pé, seu prognóstico depende muito do controle da doença principal e da complexidade das medidas médicas. 

Com a terapia adequada e o cumprimento das recomendações do seu médico, você poderá restaurar sua qualidade de vida habitual. 

Se você não começar a tratar a artrite a tempo, poderá enfrentar mudanças irreversíveis em suas articulações e ter uma grave deformação do pé, que pode levar à incapacidade de andar sozinho.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

 

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Joanetes: por que surgem e como tratar

Joanetes: por que surgem e como tratar

Além de trazer desconforto estético, causa dores, dificuldade para calçar sapatos e só pode ser eliminado com cirurgia. Quem convive com joanetes nos pés sabe muito bem o quanto ele pode atrapalhar a vida. 

As causas dos joanetes podem variar, mas não importa de onde eles vêm, joanetes podem nos deixar com movimentos reduzidos e dores crônicas. Por isso, é importante saber como tratá-los. Acompanhe este artigo!

O que causa joanete?

Joanetes geralmente são considerados genéticos. Eles ocorrem por causa da estrutura do pé com defeito, que é herdada. 

Algumas condições que contribuem para o desenvolvimento de joanetes incluem pés planos, ligamentos excessivamente flexíveis e estrutura óssea anormal. 

Leia mais: Quando é indicada a cirurgia para correção do pé chato

Os joanetes geralmente pioram com o tempo. Eles podem ser agravados por:

  • Sapatos apertados ou muito pequenos, que fazem com que os dedos dos pés se amontoem e pressionem o dedão do pé.
  • Sapatos que têm saltos altos ou frentes de bico fino – esses estilos forçam os dedos dos pés juntos.
  • Ficar de pé por longos períodos de tempo.
  • Presença de artrite reumatóide.

Leia mais: Efeitos da artrite reumatoide nos pés

Quais são os sintomas dos joanetes?

Além da colisão, os sinais e sintomas de um joanete podem incluir:

  • pele vermelha e inflamada no lado do dedão do pé;
  • seu dedão se voltando para os outros dedos;
  • dificuldade em mover o dedão do pé.

A dor associada a um joanete pode dificultar a caminhada. Consulte o seu médico se você tiver:

  • dor persistente no pé;
  • incapacidade de encontrar sapatos que lhe sirvam confortavelmente;
  • diminuição da flexibilidade em seu dedão do pé;
  • um caroço grande ou perto da articulação em seu dedão do pé.

Leia mais: Quando procurar um cirurgião de pé

Tratamento

Se o caso não exigir uma cirurgia, os cuidados diários devem prevenir a inflamação ou o aumento da deformidade da articulação. Algumas dicas básicas que devem ser seguidas são:

  • Reduzir a pressão no joanete é o primeiro passo para diminuir a dor associada à condição. Calçar sapatos corretamente ajustados é importante para alcançar isso.
  • Os medicamentos anti-inflamatórios podem ajudar a aliviar a dor a curto prazo. 
  • Injeções de corticosteroides ou ácido hialurônico podem ser usadas para aliviar a dor severa. 

Se uma redução suficiente nos sintomas não for alcançada pelo tratamento não cirúrgico, a cirurgia pode ser recomendada.

Cirurgia

A cirurgia para remover um joanete é conhecida como bunionectomia. Existem muitas variações desta operação e o tipo de cirurgia realizada irá variar dependendo de:

  • fatores como o grau de deformidade;
  • a força dos ossos;
  • a idade da pessoa;  
  • a abordagem preferida do cirurgião.

A maioria das cirurgias envolve a remoção do crescimento ósseo (exostose) e o realinhamento dos ossos da articulação. Estruturas de tecido mole, como os ligamentos e tendões, podem ser reposicionados e a bursa pode ser removida. 

A inserção de parafusos e pinos pode ser necessária para estabilizar os ossos em sua nova posição realinhada.

Nos casos em que a dor articular e a deformidade são graves, a cirurgia de reparação articular pode ser recomendada. 

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7 dicas para comprar um calçado adequado

7 dicas para comprar um calçado adequado

Sapatos vão muito além do papel estético de complementar o look. Entre outras funções, eles protegem os pés e amortecem o peso corporal. A escolha de um calçado adequado é importante para que as pessoas se sintam confortáveis. Calçados no tamanho, formato e material inadequados, por exemplo, podem provocar calo, joanete, fascite plantar, fratura por estresse, etc.

As pessoas têm pés e necessidades bem distintos. Pensando nisso, listei uma série de dicas para encontrar o calçado adequado. Confira.

1)Experimente antes de comprar os sapatos

Saber o número do sapato não é suficiente. Com o tempo, a forma dos pés pode mudar, especialmente depois de gestações ou em decorrência de obesidade. Além disso, o tamanho pode variar sutilmente de uma marca para outra. Sendo assim, vale a pena sempre experimentar antes de sair por aí comprando calçados.

2) Calce os dois pés do sapato

Mesmo se estiver com pressa, não deixe de provar os dois pés de sapato. É comum que os indivíduos tenham um pé maior do que outro. Por isso, é necessário calçar o par completo antes de realizar a compra. Assegure-se de que ambos os pés estão ajustados e confortáveis.

3) Atente-se ao horário da compra

É sempre melhor comprar sapatos mais tarde, pois, no final do dia, os pés estão mais inchados. Desse modo, você garante que o sapato não causará desconforto ao longo do expediente de trabalho. Também evita apertos desnecessários quando tiver que ficar em pé por um tempo prolongado.

Leia mais: 4 perigos do uso contínuo de rasteirinhas

4) Não compre calçados grandes demais

Nem grandes, nem pequenos. Um calçado adequado é aquele que acompanha o tamanho e formato dos pés. Isso é essencial para que eles fiquem confortáveis e bem acomodados. A parte mais larga do pé deve ficar exatamente na parte mais larga do calçado.

Tome cuidado com os scarpins e sapatilhas de bico muito fino. Eles tendem a apertar os dedos, causando calo e ferimento.

5) Considere seu estilo de vida e escolha um sapato adequado a ele

Quando for comprar sapatos, considere seu estilo de vida e atividades cotidianas. Se pratica esportes, compre calçados esportivos e analise características como flexibilidade e amortecimento. Caso precise de um sapato elegante para trabalhar, procure unir beleza e conforto. Os saltos grossos e bem estruturados são ótimas opções.

Leia mais: 3 dicas na hora de comprar o tênis certo para esportes

6) Adquira calçados de qualidade

Valorize detalhes como matéria-prima de qualidade, sola firme, flexibilidade nas pontas, maciez ao caminhar, palmilha anatômica e textura agradável. Os sapatos respiráveis são ótimos para prevenir problemas cutâneos, como irritação, micose, etc.

7) Modere no uso de salto alto

Usar saltos altos com frequência é uma prática prejudicial para os pés. Esse hábito joga os pés para frente, o que encurta a musculatura da panturrilha e pode espremer os dedos. Não que os sapatos de salto devam ser completamente excluídos do armário, mas é recomendável usá-los com moderação.

Leia mais: Salto alto pode causar problemas no pé?

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Braquimetatarsia: do que se trata?

Braquimetatarsia: do que se trata?

Algumas pessoas sofrem com uma alteração rara nos pés, em que o comprimento de um dos dedos é menor que os demais, chamada de Braquimetatarsia. O aspecto de um dedo mais curto que os outros, geralmente, é um incômodo estético e, algumas vezes, doloroso, dependendo de cada caso.

Tal situação é congênita, ou seja, a pessoa já nasce com ela. Diferentemente do que muitos pacientes pensam, essa alteração se dá no comprimento do osso metatarso, de cerca de 5mm ou mais em relação aos demais. O quarto dedo do pé é o mais atingido, respondendo por 72% dos casos.

Confira este post e entenda mais sobre o assunto.

Por que ocorre e quais são as consequências?

Cerca de 1 a cada 4000 pessoas possuem a Braquimetatarsia, sendo a maioria delas mulheres. Em grande parte dos casos, o encurtamento ocorre nos dois pés e se torna mais aparente a partir dos quatro anos (apesar de já nascer com a pessoa).

Esse problema ocorre porque há o fechamento precoce da cartilagem de crescimento, chamada fise. Isso restringe o desenvolvimento ósseo da criança e impedindo o crescimento do metatarso.

Leia mais: Alteração da pisada nas crianças: quando se preocupar

Além dessa, há ainda outras possíveis causas, como síndromes (Down, por exemplo), fraturas na região do osso encurtado e infecção do metatarso.

A falta de crescimento é medida pelos especialistas através de uma comparação da linha de relação entre as cabeças dos metatarsos e sua protusão anterior, ou seja, o dedo que deveria ser menor que o que está acometido pela Braquimetatarsia.

Quais são os sintomas?

Quem possui essa alteração passa a ter problemas físicos conforme o crescimento, uma vez que a distribuição da carga corporal, que é maior conforme o aumento de peso e tamanho, começa a ser irregular na região frontal do pé, provocando dores intensas.

Dores e calosidades nas plantas dos pés são as principais consequências do problema. Por conta disso, é recomendável que o paciente com Braquimetatarsia não fique com sobrepeso, de modo a aliviar o peso sobre a região frontal. Outra consequência é o desvio automático dos dedos laterais ao que sofre com encurtamento, virando para dentro, enquanto os dedos mediais podem curvar para fora.

Leia mais: Sobrepeso e obesidade causam dores nos pés

Essa última situação geralmente é a mais problemática para o cotidiano do paciente, pois pode acarretar em joanete, que acaba incomodando bastante na hora de calçar qualquer sapato, uma vez que os demais dedos acabam sendo forçados para as laterais, criando atrito e bolhas.

Quais são os tratamentos?

Atualmente, existem algumas opções cirúrgicas de tratamento para a Braquimetatarsia, como o alongamento ósseo do metatarso, que pode ser realizado por um enxerto ósseo. Outro método é o alongamento fraccionado com um fixador externo, que apesar do tempo prolongado e desconforto durante o período de distração ossea (cerca de 6 a 12 semanas), consegue alongamentos muito maiores que o método com enxertia óssea isolada.

Leia mais: Quando procurar um cirurgião de pé

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É possível corrigir a pisada pronada?

É possível corrigir a pisada pronada?

A pisada pronada é popularmente conhecida como “pisar para dentro”. É quando se apoia a parte interior do pé ao solo, isto é, o arco do pé, direcionando a pressão da pisada para dentro, configurando um desvio de rotação e articulação.

De fato, a pronação é um movimento natural do nosso corpo. É normal que o pé se desvie um pouco para dentro, principalmente ao correr.

O problema ocorre quando esse movimento é realizado em excesso, ou seja, se a pisada pronada já virou uma característica do andar do indivíduo, os calçados estão gastos nas suas partes internas ou, o que é pior, a pessoa passa a ter dores ou lesões no corpo.

Essa maneira de pisar faz com que as cargas de peso sejam distribuídas desproporcionalmente e, assim, algumas partes do corpo ficam mais sobrecarregadas que outras, configurando as lesões.

Leia mais: Tipos de pisada: Como identificar o seu

Quais os riscos da pisada pronada?

Em excesso pode trazer sérias lesões ao joelho, que fica sobrecarregado compensando a distribuição do peso do corpo ou, até mesmo, com a rotação deles mais para dentro. Ainda, geram problemas no arco do pé, nos calcanhares, dedão, tornozelo ou no quadril.

Os dedos do pé podem ficar desalinhados, devido à sobrecarga. Casos de joanete também são comuns em pacientes com pisada pronada, além de possíveis tendinites, canelite e outras síndromes que, com o tempo, têm possibilidade de aparecer.

Aos praticantes de atividades físicas mais intensas, é muito comum o aparecimento de bolhas ou calos durante, ou após os exercícios.

Afinal, é possível corrigir essa pisada?

É importante que indivíduos com pisada pronada consultem um ortopedista, que indicará a melhor maneira de corrigir a pisada. Feitos os tratamentos, seguindo as orientações e os cuidados exigidos pelo médico, é possível sim  a correção.

O ortopedista, depois de examinar e avaliar, indicará os calçados ideais, o tratamento fisioterapêutico mais correto e, nos casos mais graves, até cirurgias.

Leia mais: Pé chato ou Pé plano? Conheça as principais causas e tratamentos

Quando há a indicação de tratamentos fisioterápicos, o fisioterapeuta trabalhará com o paciente alguns exercícios que fortalecerão a musculatura das plantas dos pés e das pernas. Ele também auxiliará adequando a caminhada, executando movimentos que redefinirão o modo como caminha.

Já o uso das palmilhas ou calçados ortopédicos podem ser indicados nos casos em que os pacientes venham a sentir dores por conta das pisadas. As palmilhas são, normalmente, feitas sob medida para se adequar ao pé de cada paciente, fabricadas com elevações que auxiliam a pisar de forma correta, não sobrecarregando a parte interna no pé e oferecendo sustentação ao movimento.

Leia mais: 3 dicas na hora de comprar o tênis certo para esportes

Aos poucos, o paciente vai alinhando a pisada, livrando-se das dores e redesenhando o seu caminhar. Portanto, tanto os exercícios fisioterápicos quanto as palmilhas especializadas são tratamentos importantes para corrigir a pisada pronada.

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4 formas de tratar joanete

4 formas de tratar joanete

Por que saber quais as melhores formas de tratar joanete?

Na grande maioria dos casos, o joanete surge devido a uma predisposição genética. Isto é, faz parte do histórico de família do paciente e pode passar de uma geração para outra.

Este problema nada mais é do que uma deformação nos ossos do pé, mais comum em adultos, predominantemente, nas mulheres. Além da hereditariedade, doenças como a artrite reumatoide, o lúpus e a gota também podem ser as causas possíveis — além, é claro, da própria anatomia do pé ou de hábitos considerados maléficos, como o uso de sapatos de salto alto, de bico fino ou muito apertados.

Em alguns casos, o paciente não sente nenhum sintoma e convive bem com o diagnóstico de joanete. Em outros, porém, a deformação pode trazer desconfortos, como dores constantes, rubor e calor, espessamento da pele e até a rigidez do dedão com o passar dos anos.

Veja também: 4 dores mais comuns nos pés

Antes de mais nada, é preciso salientar que não existe um tratamento único para o joanete, já que cada paciente pode apresentar sintomas e sensações diferentes. Por isso, o ideal é conversar sempre com um médico, a fim de garantir a melhor solução para o caso.

Outro ponto que deve ser reforçado é que, infelizmente, o joanete não tem cura, ou seja, o tratamento não visa acabar com a deformação óssea do pé, mas sim, garantir mais conforto e qualidade de vida para a pessoa que sofre com a situação.

Por este motivo, a seguir, conheça quatro formas de tratar joanete.

1. Uso de sapatos adequados

O paciente que sofre com joanete deve evitar sapatos de salto alto, de bico fino e que sejam muito apertados. Além das dores, este tipo de solução também não deixa que haja a piora no caso. Veja aqui os calçados mais adequados para quem tem o problema.

2. Protetores ortopédicos

Atualmente, é possível encontrar protetores ortopédicos que diminuem a pressão e o desconforto do joanete. Podem ser colocados na região afetada ou até separando o dedão do segundo dedo, para não aumentar o problema. Estes aparelhos, entretanto, não conseguem fazer com que a joanete diminua, apenas que seus sintomas incomodem menos.

3. Medicamentos

Quando o paciente apresenta dores muito fortes devido ao joanete, o médico poderá indicar também o uso de medicamentos para aliviar o desconforto. Podem ser prescritos analgésicos e anti-inflamatórios, dependendo de cada caso.

4. Cirurgia

A indicação de cirurgia não é comum para o tratamento de joanetes, porém, pacientes que apresentam dores muito fortes e constantes, que não diminuem com a mudança de hábitos e nem com analgésicos, podem ser candidatos ao procedimento.

Atualmente é possível contar com diversas técnicas capazes de reverter a deformação dos ossos do pé, restaurando, assim, as funções perdidas e acabando com o processo doloroso de uma vez por todas.

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Como é o pós-operatório da cirurgia de hálux valgo

Como é o pós-operatório da cirurgia de hálux valgo

Conhecida popularmente como joanete, o hálux valgo é uma condição ortopédica com incidência relativamente alta na população como um todo, apesar de ocorrer mais em pessoas do sexo feminino. No entanto, ao contrário do que muitos acreditam, não é um problema tão simples.

Essa condição não consiste apenas em uma deformidade causada pelo crescimento ósseo. Ao contrário, ela surge pois ocorre o deslocamento gradativo do dedão para dentro, em direção aos outros dedos dos pés, que é acompanhado do deslocamento do osso que liga a hálux ao centro do pé (o metatarso). Com isso, diversos sintomas podem ser manifestar, incluindo inchaço, dor, sensação de queimação e deformidade nos dedos vizinhos ao dedão.

Cirurgia como tratamento

Apesar de não ser adotada em todos os casos, naqueles em que há queixas persistentes do paciente, pode ser necessária a realização da cirurgia para tratar o joanete, que consiste em cortes ósseos para corrigir o desalinhamento latente nos ossos do hálux, que inclui a colocação de placas e parafusos para que os ossos se mantenham no lugar.

Leia mais: Cuidados pré-operatórios da cirurgia de pé e tornozelo

Pós-operatório da cirurgia do hálux valgo

Como em qualquer outro procedimento cirúrgico, existe a presença de dor quando o efeito da anestesia acaba, sendo assim, o médico prescreve analgésicos para aliviar.

Após a cirurgia é necessário não apoiar os pés no chão nos primeiros dias, já que a distribuição do peso pode interferir nos resultados.

Geralmente, nos cinco primeiros dias após a realização do procedimento é necessário ficar com os pés elevados, já que essa medida auxilia na redução do inchaço e da dor.

Durante o primeiro mês e após o paciente já conseguir pôr o pé no chão, é necessário utilizar um calçado especial, chamado de sandália Augusta, que dá apoio ao calcanhar e permite que a região em que a cirurgia foi realizada não seja afetada pelo andar.

Leia mais: 5 riscos de usar calçados inadequados

Depois que o uso de sapatos normais é liberado pelo médico, deve-se dar preferência àqueles mais leves e confortáveis, como tênis de corrida ou sandálias anabela, que além de não apertar o pé ainda oferece amortecimento à pisada e suporte do solado, auxiliando na melhor recuperação da cirurgia do hálux valgo.

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Quando procurar um cirurgião de pé

Quando procurar um cirurgião de pé

O cirurgião de pé é o médico que trata, especificamente, de lesões na região do pé e tornozelo. A função desse profissional é realizar o diagnóstico e identificar o melhor tratamento, que pode, em alguns casos, vir a ser cirúrgico.

Por ser uma região do corpo bastante sobrecarregada, seja por sustentar e dar equilíbrio, seja por absorver impacto e movimentos bruscos, os pés estão sujeitos a diversos tipos de lesões decorrentes de traumas, entorses ou esforço repetitivo.

Leia mais: Como identificar uma fratura de tornozelo

As lesões não são a única fonte de problemas no pé. Além disso, os pés estão sujeitos aos efeitos de problemas inflamatórios, congênitos e degenerativos.

Neste post, entenderemos um pouco mais sobre essa especialidade. Confira!

Por que procurar o cirurgião de pé?

O cirurgião de pé tem, entre suas funções, o estudo dos problemas relacionados à especialidade, sendo o profissional mais adequado a procurar em caso de qualquer problema nessa região.

Atualmente, esse especialista oferece aos pacientes diversas possibilidades de tratamento, com técnicas mais avançadas, que proporcionam períodos pós-operatórios menos dolorosos e, em muitos casos, livres de imobilização, algo impensável há pouco tempo.

O diagnóstico das fraturas, por ser uma região delicada, precisa identificar se são completas ou incompletas, se desviadas ou não, se envolvem articulações ou não. Em caso de fraturas articulares, é necessário obter redução anatômica. Em fraturas extra-articulares, é preciso restabelecer o alinhamento ósseo.

Leia mais: Fratura no tornozelo: os tratamentos mais comuns

A região do pé e tornozelo é complexa. O pé é composto de 26 ossos, que estão divididos em três partes principais. Já o tornozelo é uma estrutura óssea que inclui a tíbia distal, fíbula distal e tálus, formando uma estrutura complexa e delicada.

Leia mais: Saiba tudo sobre a anatomia do pé

Além dos exames de imagem, o diagnóstico requer uma anamnese rigorosa, que oriente o estudo da condição do paciente. Em alguns casos, em que há edema, é difícil, até mesmo, identificar a lesão nos primeiros dias.

O que é tratado por esse especialista?

Sendo mais específicos quanto ao escopo das patologias tratadas por esse profissional, relacionamos os problemas que podem ser tratados por meio de cirurgias:

  • Joanete e deformidades dos dedos;
  • fascite plantar e esporão do calcanhar;
  • bunionette;
  • Hallux Rigidus;
  • lesões do tendão do calcanhar;
  • lesões dos tendões fibulares;
  • entorse do tornozelo;
  • traumas e fraturas do pé e tornozelo;
  • coalizão tarsal;
  • pé plano;
  • deformidades congênitas;
  • osteocondrose e osteocondrites;
  • instabilidade dos ligamentos;
  • artroscopia do tornozelo;
  • Neuroma de Morton;
  • gota e artrite gotosa;
  • pé diabético.

As principais cirurgias realizadas são:

  • tenoplastia (reparo do tendão não seccionado);
  • reconstrução ligamentar;
  • artrodese (correção de deformidades decorrentes de doenças reumáticas);
  • osteotomia e artroscopia (para correção de anomalias ósseas);
  • condroplastia (remodelagem da cartilagem e tratamento do osso subjacente).

Como podemos constatar, o universo de atuação do cirurgião do pé é bastante amplo, o que explica a necessidade de especialização para uma abordagem mais aprofundada — uma tendência, inclusive, no mundo da medicina.

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5 doenças tratadas pelo cirurgião de pé

5 doenças tratadas pelo cirurgião de pé

Talvez cause alguma perplexidade ao leitor se deparar com um artigo que fala sobre doenças tratadas pelo cirurgião de pé. Não se trata, todavia, de uma extravagância, mas da consequência de um processo natural da medicina.

Como em qualquer disciplina, na medida em que o conhecimento sobre a matéria estudada se amplia, a especialização se torna cada vez mais importante. É por isso que o leitor houve falar em especialistas, como cirurgião de coluna e de cabeça e pescoço.

Qual o motivo para uma especialização?

Ocorre que cada região do nosso corpo está sujeita aos mais diversos tipos de enfermidades, que podem ser decorrentes de muitos processos. Os pés são a parte do corpo que estão mais distantes do coração. Essa condição os expõe a riscos decorrentes de deficiências cardiovasculares, que podem levar a uma vascularização deficiente da região, com consequente mortandade de tecidos, o que caracterizaria um quadro grave.

Esse é, no entanto, só um dos aspectos que se deve considerar acerca da complexidade da região dos pés e tornozelo, que estão sujeitos às consequências de problemas de origens diversas, entre os quais os congênitos, traumas, lesões por esforço repetitivo, processos degenerativos, inflamatórios ou autoimunes.

A compreensão dessa complexidade explica o porquê da especialização. O cirurgião de pé é responsável por diagnosticar a causa dos problemas nos pés, entender as relações subjacentes e prescrever o tratamento adequado, seja por fisioterapia, tratamento cirúrgico ou outros.

Que doenças são tratadas por essa especialidade médica?

Relacionamos 5 das mais importantes, a seguir:

#1 Metatarsalgia

São lesões da parte da frente dos pés, que atingem os metatarsos, ossos que os ligam aos dedos. Consequência, principalmente, de traumas ou esforço repetitivo.

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#2 Joanete

Também conhecido, cientificamente, como deformidade de Hálux Valgo. Trata-se de uma protusão articular que se forma na base do dedão do pé, na articulação. É decorrente do uso de sapatos apertados, sobretudo na extremidade.

#3 Fascite plantar

Trata-se da inflamação da fáscia plantar, um tecido localizado na sola do pé, na conexão entre o calcâneo, osso do calcanhar, e os dedos. Pode ser causado pelo esforço repetitivo e o sintoma é a dor no calcanhar.

#4 Tendinopatia

É a inflamação dos tendões, que são a conexão entre músculos e ossos. É um dos casos que podem ser consequência do comprometimento do sistema circulatório. Esse problema acarreta perda de força pelo paciente.

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#5 Entorse no tornozelo

É uma pequena lesão nos ligamentos, sem ruptura, que provoca dor e dificuldade de caminhar, decorrente de movimentos bruscos, como manobras esportivas e pisadas em falso.

Algumas das cirurgias realizadas pelo cirurgião de pé, as mais frequentes, são reconstrução ligamentar, tenoplastia, osteotomia, artroscopia, condroplastia e artrodese.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Joanete, Tendinite, Todos