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Pé Inchado: conheça 7 causas

Pé Inchado: conheça 7 causas

Muitas pessoas ficam assustadas quando percebem o pé inchado sem uma razão aparente. Na maioria dos casos, entretanto, esse sintoma não é um indício de um problema grave. Contudo, é importante estar atento ao aparecimento de outros sinais e conhecer causas.

Você sabe o que pode causar esse inchaço nos pés? Então, leia o texto e conheça as principais condições que podem ocasionar esse problema.

Que condições podem causar pé inchado?

Existem diversas patologias e distúrbios que apresentam essa condição como um sintoma. Conheças, em seguida, as causas mais comuns.

Má circulação

Problemas na circulação sanguínea são os principais causadores de inchaço, que também costuma afetar aos tornozelos e pernas. A má circulação é uma condição natural que ocorre com o envelhecimento das veias.

Dessa forma, elas se tornam menos capazes de levar o sangue de voltar ao coração, ocasionando seu acúmulo nos pés e pernas. Apesar de não causar dor, pode trazer desconforto.

Geralmente, quando essa é a causa, os pés incham no final do dia. Ocorre com adultos, idosos ou mulheres gestantes.

Traumas no tornozelo

A ocorrência de lesão, entorse, pancada ou trauma no tornozelo pode provocar o inchaço dos pés. Normalmente, essas contusões são resultados de um movimento brusco dos pés, uma pisada errada ou o excesso de esforço físico.

Para que seja esse o diagnóstico da origem do problema, o indivíduo deve apresentar outros sinais, tais como dor intensa, manchas roxas na região e dificuldade para movimentar os pés.

Leia mais: Água quente ou fria: o que usar em caso de entorse de tornozelo?

Insuficiência cardíaca

Essa condição é mais comum em pessoas mais velhas, pois tem como causa o envelhecimento muscular do coração. Em consequência disso, há maior dificuldade em bombear o sangue, gerando seu acúmulo nos membros inferiores.

Quando o pé inchado é causado por essa insuficiência, o indivíduo também apresenta cansaço excessivo, falta de ar e sensação de pressão no peito.

Trombose

Quando ocorre coagulação do sangue que provoque entupimento de uma das veias da perna, a trombose é o provável diagnóstico. Por ação desse bloqueio da veia, o sangue não retorna para o coração, permanecendo nos membros inferiores.

A pessoa que sofre trombose apresenta, além de inchaço, dor na região, formigamento, vermelhidão intensa e febre.

Leia mais: Qual a relação da alimentação saudável e a saúde dos pés?

Insuficiência venosa

A insuficiência venosa ocorre quando o sangue venoso não consegue regressar ao coração em função do enfraquecimento das válvulas localizadas dentro das veias.

Linfedema

É o acúmulo de líquido entre os tecidos. Pode ser provocado pela retirada dos gânglios linfáticos ou por alguma alteração nos vasos linfáticos. Dependendo da origem, esse pode ser um problema de difícil solução.

Edema periférico

É o inchaço dos membros inferiores provocado pelo acúmulo de líquidos. Pode ter origem no envelhecimento, em razão da dificuldade de circulação sanguínea, ou em algumas condições, tais como gestação, menstruação, obesidade, infecção, varizes, etc.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

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Pé diabético: o que é e quais os sintomas

Pé diabético: o que é e quais os sintomas

O pé diabético é mais uma das diversas complicações que tem o Diabetes Mellitus como causa. Geralmente, esse problema ocorre quando uma ferida se desenvolve em alguma área infeccionada ou machucada dos pés. Mas não é apenas isso.

Neste post, entenderemos um pouco mais sobre o assunto. Confira!

O que saber sobre o pé diabético?

É importante lembrar que o termo se refere a um conjunto de complicações, como observamos a seguir:

  • neurovascular: ocorre quando existe uma combinação dos problemas infecciosos, neuropáticos e vasculares;
  • isquêmica ou vascular: nessa situação as complicações têm relação com problemas circulatórios, principalmente nas extremidades dos membros inferiores;
  • neuropática: nesse caso, as alterações acontecem nos nervos, o que ocasiona perda de sensibilidade. As feridas desse tipo situam-se na planta dos pés.

O diabetes é um problema grave de saúde, caracterizado pela falta da capacidade do organismo de produzir insulina ou, ainda, que ela não funcione como deveria, deixando as taxas de açúcar no sangue acima dos níveis aceitáveis.

Essa complicação, que atinge milhões de brasileiros, começa quando o pâncreas não é mais capaz de trabalhar, dando origem aos aspectos citados.

Leia mais: 4 problemas nos pés causados pela diabetes

Quais são os principais sintomas dessa condição?

O pé diabético pode ser avaliado e diagnosticado a partir de alguns sintomas específicos:

  • sensação de fraqueza nas pernas;
  • pés dormentes de forma frequente;
  • sensação de agulhadas;
  • dores nos pés;
  • queimação nos pés e tornozelos;
  • formigamento ocorrendo frequentemente;
  • perda da sensibilidade na região.

Aqui cabe uma observação muito importante sobre esse tema: mesmo considerando essa lista de sintomas, a grande maioria das pessoas portadoras de diabetes apenas percebe que o problema no pé precisa de atenção extra e uma investigação médica quando a infecção ou ferida não melhora.

Como se prevenir?

Como vimos, os pés podem ser muito afetados pelo diabetes, por isso, qualquer cuidado ou ação tomada no sentido de proteger e evitar que problemas surjam nessa região são muito importantes.

Para prevenir complicações, é essencial que a pessoa verifique diariamente seus pés em busca de feridas, regiões com vermelhidão, proeminência em ossos, alterações nas unhas, bolhas, feridas e até uma mudança no formato.

Vale lembrar que essa avaliação envolve também a planta dos pés, pois, como apontamos anteriormente, os problemas também abrangem essa área.

Leia mais: Pé diabético: 10 cuidados no dia a dia para manter a saúde do pé

Outro ponto que merece uma atenção extra é a escolha dos sapatos. Além de respeitar o formato dos pés, eles devem ser firmes por fora e macios por dentro, de forma que não contribuam para o surgimento de lesões na pele.

Além disso, andar de chinelos, sandálias e, até mesmo, descalço deve ser evitado, especialmente quando existir algum indício de lesão nos pés.

Os cuidados que temos com o diabetes para que essa condição não afete diversas partes do corpo devem ser levados muito a sério. Afinal, de acordo com a situação, a pessoa pode acabar tendo um membro amputado.

Portanto, ao menor indício de que algo está errado com os membros inferiores, é fundamental procurar a orientação de um ortopedista. Ao avaliar o pé diabético, o profissional poderá orientar e dar sequência ao tratamento, evitando que a pessoa tenha complicações mais profundas no futuro.

 

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5 hábitos prejudiciais para o tornozelo

5 hábitos prejudiciais para o tornozelo

Em muitas situações, os distúrbios no tornozelo têm origens conhecidas: uma torção, um osso quebrado, uma lesão mais complicada nos tendões ou músculos.

Além disso, a própria pessoa pode adotar em sua vida hábitos que não são muito saudáveis para essa parte em específico do corpo humano e, com isso, provocar problemas que poderiam facilmente ser evitados.

Neste post, selecionamos 5 dos hábitos que você pode ter e, sem perceber, estar contribuindo para doenças futuras nas articulações de seus pés. Confira!

Conheça os hábitos prejudiciais para o tornozelo

1. Usar calçados retos demais

Ao contrário do que pensam muitas pessoas, não são apenas os saltos que prejudicam os pés e tornozelos. A questão é que eles nem precisam ter saltos, mas sim algum tipo de amortecedor, a exemplo de um solado mais confortável e protetor.

Dependendo do conforto do dia a dia, as articulações e tendões podem sofrer níveis de estresse que, com o passar do tempo, dão origem a dores e lesões.

Leia mais: 5 riscos de usar calçados inadequados

2. Não seguir as orientações do ortopedista

Muitas vezes, a pessoa até tem o costume de visitar o ortopedista, mas mantém o hábito prejudicial de não seguir suas orientações, por exemplo, de usar palmilhas e calçados específicos para corrigir problemas atuais e prevenir outros futuros. Isso acaba sendo prejudicial ao tornozelo.

3.  Pisar de forma errada

Algumas pessoas não percebem, enquanto que outras sabem que estão pisando torto e consideram isso uma bobagem. A verdade que é andar de forma incorreta pode trazer sérios danos ao organismo e não somente aos tornozelos.

Um indicador de que algo pode estar fora do normal nesse sentido é quando a pessoa compra um calçado novo e percebe que, com o passar do tempo, um lado está mais desgastado que o outro.

Mesmo que ela não sinta dores ou incômodos no momento, o ideal é procurar o ortopedista para que ele avalie esse mau hábito e recomende o melhor método para corrigir o problema.

Leia mais: É possível corrigir a pisada pronada?

4.  Fazer atividades físicas com tênis novos

Tudo bem que ficamos ansiosos para usar os tênis novinhos em folha para praticar corrida ou fazer uma caminhada um pouco longa. O problema é que nem sempre eles são tão confortáveis quanto parecem.

É preciso considerar que o calçado tem que adquirir o formato dos pés do dono para que a pessoa não sofra com possíveis dores e riscos de torção.

Uma boa dica é começar a usar o calçado novo aos poucos, até que esteja bem “acomodado” aos pés.

5. Não cuidar do equilíbrio entre as pernas e tornozelo

É normal que as pessoas tenham uma das pernas como a dominante, porém, em alguns casos isso pode fazer com que a outra não se desenvolva corretamente. Quando um tornozelo é mais resistente que o outro, os riscos de lesões no mais fraco são maiores.

Por isso, é fundamental manter uma rotina de visitas ao ortopedista. Esse profissional é quem vai orientar a pessoa sobre o que fazer e como treinar suas pernas para que elas se desenvolvam por igual, evitando problemas no futuro.

Leia mais: Exercícios para os pés: As 5 atividades mais eficazes contra as dores

Cuidados com o tornozelo

Os pontos citados são apenas alguns dos hábitos mais recorrentes que podem trazer prejuízos ao tornozelo de uma pessoa.

Existem outros que também podemos adicionar a essa lista, por exemplo, submeter os pés a impactos desnecessários ou sobrecarregar a região (especialmente não cuidando do peso ideal).

O fato é que o tornozelo é essencial para a estabilidade e mobilidade do corpo. Sendo assim, todo o cuidado com essa região será sempre recompensado com mais resistência às lesões e fraturas.

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Cirurgia de pé e tornozelo: como evitar o contato com o chão após o procedimento

Cirurgia de pé e tornozelo: como evitar o contato com o chão após o procedimento

Passar por um procedimento cirúrgico requer disciplina. Além de seguir as orientações dadas pelo médico antes da operação, o paciente deve seguir estritamente as recomendações que são feitas para o período do pós-operatório, a fim de ter uma recuperação tranquila e sem complicações. Quando se trata de uma cirurgia de pé e tornozelo não é diferente.

Em procedimentos ortopédicos o pós-operatório é primordial para o sucesso da operação. Por ser um período em que, muitas vezes, é necessária a limitação dos movimentos, o paciente pode encontrar dificuldades em seguir com rigor as orientações. 

Portanto, neste artigo vou te dar algumas dicas de como evitar colocar o pé no chão após uma cirurgia. Acompanhe.

Por que é importante poupar o pé e o tornozelo após a cirurgia?

O pé possui 26 ossos, 33 articulações e mais de centenas de músculos, tendões e ligamentos. A ele cabe suportar todo o peso do corpo, que se multiplica por quatro quando corremos, ao passo que desempenha também o papel de amortecer. Por isso, apoiar o pé no chão após uma cirurgia pode ser prejudicial. 

Os componentes do pé e do tornozelo – ossos, ligamentos, músculos, articulações e tendões – são elementos que necessitam de tempo para se recompor e se curar. Quando é preciso, então, recorrer ao uso de pinos e placas, é imprescindível cuidados ainda mais rigorosos. Sobretudo porque o ato de apoiar o pé pode não só retardar a recuperação, como também comprometer o resultado da cirurgia e causar complicações.

Leia mais: Afinal, o que é um ligamento?

Outro motivo importante de manter os pés elevados é o controle do edema, comum nesse tipo de cirurgia. Além disso, deixar o tornozelo e o pé de repouso podem ajudar no controle da dor. 

Como evitar o contato com o chão após uma cirurgia no pé e no tornozelo?

Agora que você sabe o motivo pelo qual é importante não apoiar o pé e o tornozelo após um procedimento, veja as alternativas que ajudam não processo de recuperação. O aparelho escolhido para auxiliar a locomoção, o tempo de uso irão depender do local afetado. Além disso,  a cirurgia foi realizada e a gravidade da situação também são fatores importantes. 

Muletas axilares

A muleta axilar se encaixam sob os braços e são ajustáveis. O paciente deve deixar a muleta a 3 centímetros abaixo da axila para facilitar a locomoção. Já a altura da pega deve ser a mesma do quadril. 

Andador de joelho

O andador de joelho é uma alternativa para quem não se adaptou ao uso da muleta. Conhecido também como scooter de joelho, permite que o paciente projete o seu corpo com apenas uma perna, enquanto a outra se mantém no equipamento. Ele pode ser muito útil, já que possui compartimento que serve de apoio para guardar bolsas e sacolas de compras. Infelizmente no Brasil temos muita dificuldade de encontrar esta órtese.

Scooter sentado

Possibilita que o paciente pós-operado fique sentado e não precise se usar as pernas para se locomover. Ela funciona como uma cadeira de rodas, porém possui motor e dá mais autonomia ao paciente. 

Cadeira de rodas

A tradicional cadeira de rodas também é uma alternativa para quem fez uma cirurgia e não pode apoiar os pés e o tornozelo no chão. 

Leia mais: Como se preparar para uma cirurgia no pé

Os cuidados após uma cirurgia de pé e tornozelo devem ser levados a sério. Além de evitar apoiar o pé no chão, o paciente deve ser zeloso ao tomar banho. Além disso, deve fazer a troca de curativos e ficar atento em relação aos horários da medicação. Seguindo as recomendações do médico ortopedista, a recuperação torna-se mais rápida e ajuda no sucesso do procedimento. 

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Pé e tornozelo: como saber se você precisa de um ortopedista especialista

Pé e tornozelo: como saber se você precisa de um ortopedista especialista

Torções, lesões, patologias e deformidades podem causar dores e problemas no pé e tornozelo. Além de sustentar todo o peso do corpo, a região, que é formada por uma rede de ossos, ligamentos, tendões e músculos, possui papel fundamental para a movimentação do corpo humano. Por isso ela está propensa a sofrer traumas e desgastes. 

De acordo com a Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (ABTPé), mais de 70% da população mundial sofre com dores nos pés e tornozelos. sendo que as principais causas podem ser facilmente evitadas no dia a dia. O uso de calçados inapropriados, prática de atividade física incorreta, excesso de peso, permanecer em pé por muito tempo e postura são alguns fatores que demandam muito da região e que podem sobrecarregá-la, ocasionando diversos problemas.

Quando os pés e os tornozelos começam a dar sinais de que algo está errado, é hora de procurar um especialista, pois pode ser indício de que problemas e patologias estão presentes.

Leia mais: 5 motivos para procurar um cirurgião ortopédico

Mas, então, quando procurar um especialista em pé e tornozelo?

Mesmo que você não tenha passado por situações em que a busca por este profissional é instintiva, como em caso de machucados e acidentes, você deve procurar um especialista em pé e tornozelo quando:

  • você sente dor por mais de 72 horas;
  • uma perna ou um pé esteja inchado por mais de um dia;
  • a dor fica acentuada durante a atividade física ou no simples ato de andar;
  • você sente dor mesmo com as pernas em repouso ou elevação;
  • há um surgimento súbito de uma deformidade no pé;
  • surge infecção;
  • há achatamento do arco do pé;
  • surge o desenvolvimento de bolha ou úlcera que passou desapercebido;
  • um machucado não está curando;
  • há perda de sensibilidade;
  • há sensação constante de fadiga;
  • o formigamento se torna comum;
  • há rigidez generalizada ou localizada ao acordar.

Leia mais: Como avaliar as alterações nos pés: normal ou anormal

O que devo observar para relatar ao médico?

Durante a consulta, é importante que você tenha em mente todas as características e informações possíveis sobre os sintomas que você está sentindo. Uma dica é anotar as particularidades desses sintomas e também o seu histórico clínico. Por isso, relate ao médico ortopedista:

  • Onde é exatamente a dor;
  • Quando a dor começou;
  • O que parece piorar a situação;
  • Se a dor é contínua ou é sentida somente em alguns momentos;
  • Se o sintoma apareceu após alguma situação;
  • Se você possui alguma outra doença, mesmo que seja de origem de outra especialidade;
  • Quais medicamentos você toma.

Leia mais: Guia anatomicamente correto do pé; identifique melhor suas dores

Por que procurar um ortopedista?

A ortopedia é uma especialidade que trata não apenas dos ossos, como também das articulações, dos músculos e dos ligamentos, sendo responsável por todo sistema locomotor do corpo humano. Por isso, além de tratar traumas como fraturas, o médico ortopedista é capacitado para diagnosticar e acompanhar doenças que afetam todo o aparelho músculo esquelético. Para se tornar um ortopedista, é necessário que um médico realize especialização na área, que pode durar de três a seis anos, além da faculdade de medicina que dura seis anos. 

Artrose, lesões, fraturas, infecções, joanete, metatarsalgia, talalgias, deformidades e diabetes são algumas das patologias que podem acometer o pé e tornozelo. Sendo evitáveis ou não, esses problemas, devem ser prevenidos acompanhados e tratados por um ortopedista especialista. 

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Como praticar a boa higiene dos pés

Como praticar a boa higiene dos pés

Apesar de não sentirmos tanto o impacto do nosso corpo sobre os pés, diariamente eles são expostos à intensa sobrecarga quando estamos de pé, tanto em movimento, como parados. Por isso, cuidar dos deles é fundamental. E tudo começa com uma boa higiene dos pés.

Cuidar dos pés deve ser uma ação primordial a se fazer para mantermos o bom equilíbrio corporal, afinal, são eles os grandes responsáveis por nossa sustentação. Os cuidados com os pés são basicamente, higiene, conforto e pequenos exercícios funcionais. Esses exercícios ajudarão a manter a qualidade dos movimentos e de amplitude dos pés.

Ao cultivar hábitos simples podemos ter mais conforto, e prevenir probleminhas como as micoses, frieiras e chulé.

Leia mais: Unha encravada: 6 cuidados que você deve ter para evitar

Higiene dos pés

Cuidar diariamente dos pés é uma forma de evitar doenças e problemas futuros. Separamos algumas dicas de cuidados:

  • Lave com uma escovinha ou esponja todo o pé, inclusive entre os dedos e as unhas. Se possível, passe também um esfoliante específico para pés;
  • Depois do banho, não se esqueça de enxugá-los bem, não calce os sapatos com eles úmidos. Isso causa mal cheiro e pode desenvolver micoses;
  • Antes de dormir, lave os pés e passe um creme hidratante para evitar o ressecamento da pele e as terríveis rachaduras;
  • As unhas dos pés devem ser cortadas e limpas de 15 em 15 dias, mas tente não deixá-las curtas demais porque podem encravar;
  • Lixe os pés toda semana ou use esfoliantes para eliminar o excesso de células mortas e formação de calos. Evite andar descalço para não engrossar a pele;
  • Calce sapatos sempre limpos e depois de usá-los lave-os antes de guardar. Esse processo, principalmente com sapatos fechados, pode prevenir micoses e chulé;
  • Meias de algodão são bem-vindas, pois os tecidos sintéticos são especialistas em causar chulé. Porém, elas precisam ser trocadas diariamente os sapatos também precisam respirar: se puder alterne os pares, faça um rodízio, e deixe os que estão descansando tomando um sol lá na varanda.

Leia mais: Como evitar a unha encravada

Cuidado com os pés

Além da higienização é importante tomar alguns cuidados com os pés. A atenção ao sapato é importante. Use sempre um sapato no tamanho ideal para o seu pé (em média um calçado 15mm maior que o tamanho do pé), com bom amortecimento para prática de atividade física e evitando o uso de saltos altos em excesso

Se possível, ao praticar atividades físicas inclua exercícios para os pés. Faça movimentos funcionais de amplitude e alongamento; inversão e eversão do pé (movimentos amplos e lateralizados); exercício de liberação, com uma bolinha na planta do pé, por exemplo (movimentos circulares); use bombinha de panturrilhas (movimento de repetição, de flexão e extensão do pé).

No caso de dores nos pés é indicado fazer uma boa avaliação com um profissional capacitado, para que o diagnóstico do problema e da sua respectiva causa seja preciso. Uma pequena dor pode se tornar um problema maior e uma condição no pé pode afetar outras regiões do corpo.

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Qual a relação da alimentação saudável e a saúde dos pés?

Qual a relação da alimentação saudável e a saúde dos pés?

Os pés são partes importantes do corpo. Além de nos dar sustentação, são responsáveis por absorver todo o impacto do dia a dia. São 26 ossos, 114 ligamentos, 20 músculos e a responsabilidade de sustentar o corpo. Mesmo com essa importante função, os pés ficam sempre de lado na nossa atenção diária.

Leia mais: Saiba tudo sobre a anatomia do pé

Além dos cuidados diários e higienização dos pés, manter uma alimentação saudável também é importante para a saúde dos pés. Alguns alimentos que contém muito açúcar como os grãos refinados, a gordura saturada na carne vermelha e as gorduras ômega 6 presentes em muitos óleos vegetais, como o milho, a soja e os óleos de girassol, favorecem o aparecimento de inflamação do tecido o que pode afetar a saúde dos seus pés.

Algumas doenças, como arterial periférica e diabetes, podem alterar os pés uma vez que as artérias que trazem o sangue para as extremidades inferiores ficam danificadas ao longo do tempo.

No caso de ser diabético, o cuidado com aquilo que ingere deve ser ainda maior. Para além de a elevada ingestão de açúcares ser um grande problema para os diabéticos, estes ficam sujeitos a várias complicações relacionadas com os desequilíbrios alimentares. O pé diabético é um exemplo bastante comum.

Leia mais: 4 problemas nos pés causados pela diabetes

Alimentos e a saúde dos pés

Inserir alguns alimentos no dia a dia podem ajudar a manter a saúde dos pés em dias. Os principais são:

  • Peixes: eles são uma importante fonte de ômega 3, um tipo de ácido graxo que ajuda a controlar a pressão arterial e a facilitar a circulação sanguínea. Outro benefício proporcionado é a prevenção de complicações como a trombose e aterosclerose, decorridas do depósito de gordura e da formação de coágulos no sangue.
  • Gengibre: o seu efeito termogênico acelera o metabolismo e estimula a circulação, além de contribuir ainda para a redução das inflamações.
  • Oleaginosas: a presença de antioxidantes protege os vasos sanguíneos, além de ajudar a controlar o colesterol, o que também reflete na boa saúde do sistema cardiovascular.
  • Chás e água: além de favorecer a saúde dos pés, o consumo de água e chá ajudam na digestão, hidratação e na prevenção da retenção de líquido e inchaço.

Manter uma alimentação adequada vai ajudar a aliviar os sintomas da má circulação nos pés, como o inchaço, as feridas, dores nas pernas, entre outros. Além disso, beneficiará a saúde do corpo de forma geral, prevenindo o aparecimento de doenças e complicações.

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Síndrome do túnel do tarso: sintomas, causas e tratamentos

Síndrome do túnel do tarso: sintomas, causas e tratamentos

Se você sofre de dor repentina no tornozelo, perda de sensibilidade e marcha anormal, precisa investigar a possibilidade de estar com a Síndrome do Túnel do Tarso. Trata-se de uma  neuropatia que afeta o tornozelo, quando a pressão dentro do chamado túnel do tarso aumenta, ocasionando a compressão dos nervos que passam pelo local.

Sintomas da Síndrome do Túnel do Tarso

O problema caracteriza-se por dores que vão do tornozelo à sola do pé, acompanhadas de queimação ou formigamento. Essas dores ocorrem quando a pessoa fica em pé, anda ou utiliza um tipo específico de calçado. À medida em que o quadro progride, os incômodos passam a aparecer também durante o repouso. 

O período da noite costuma ser o pior, pois é quando os sintomas se potencializam. Se a situação se agravar muito, a pessoa pode sentir fraqueza e deparar-se com atrofia do pé atingido pela encrenca.

O diagnóstico depende de exame físico (o médico manipula a região e verifica as reações descritas pelo paciente) e, às vezes, de estudos de condução nervosa, que podem ser úteis para determinar a causa ou extensão da lesão, especialmente se uma cirurgia estiver sendo considerada. Com isso, é possível descartar outras patologias semelhantes como, por exemplo, fascite plantar, esporão e tendinite do Aquiles. 

Leia mais: 4 dores mais comuns nos pés

Entenda as causas da condição

Os sintomas aparecem mais comumente em adultos ativos, contudo, crianças também podem ser afetadas. 

Os principais motivos que levam ao aparecimento da síndrome do túnel do tarso é osteoartrite (um tipo de artrite que ocorre quando o tecido flexível nas extremidades dos ossos se desgasta) e deformidades pós-traumáticas. 

Outras doenças como diabetes e artrite reumatoide podem desencadear essa síndrome.

Como é o tratamento da síndrome? 

O tratamento da condição engloba injeções de corticosteroide/analgésico para aliviar a dor, uso de órteses, como palmilhas, e aplicação de compressas de gelo. Em último caso, a cirurgia é utilizada, a fim de diminuir a pressão sobre o nervo. Na fase de dor aguda, considera-se também o uso de Neuroestimulação Elétrica Transcutânea (TENS, na sigla em inglês).

No processo de recuperação da síndrome de túnel de tarso, o paciente precisa ter cuidado ao amarrar os sapatos, deixando-os confortáveis, de modo a evitar compressão da região. Os exercícios físicos devem ser supervisionados por um profissional, sendo que antes e depois da prática é aconselhado fazer alongamento. Quanto menos apertados os calçados forem, melhor é. 

Leia mais: 5 melhores alongamentos para amenizar as dores no pé

Os tornozelos são mais suscetíveis a torções e traumas no dia a dia do que outras partes do corpo, por isso, todo cuidado é pouco. Salto, por exemplo, deve ser reservado para ocasiões especiais. 

Se você trabalha por longos períodos em pé, “descanse” os pés durante alguns minutos. Cuidar do peso  também é importante para evitar a síndrome do túnel de tarso, uma vez que a obesidade pode aumentar a chance de apresentar dores ou lesões no calcanhar. 


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5 motivos para procurar um cirurgião ortopédico

5 motivos para procurar um cirurgião ortopédico

As alterações musculoesqueléticas — que afetam ossos, músculos ou articulações — e a dor acometem pessoas a qualquer momento e em qualquer idade, impedindo que elas trabalhem e aproveitem a vida. Neste momento, pode ser essencial buscar a ajuda de uma cirurgião ortopédico.

A criança com escoliose até a pessoa com lesões traumáticas, que requerem cirurgia para salvar membros, podem se beneficiar da experiência de um cirurgião ortopédico. Existem opções de tratamento que ajudam as pessoas a levarem vidas mais felizes e produtivas.

Neste artigo, listamos 5 razões para procurar esse profissional. Confira!

Quando procurar o cirurgião ortopédico?

1- Dor ciática

A dor ciática é a dor lombar que se estende pela perna, chegando até mesmo ao pé. Geralmente, ela acontece quando um dos discos entre duas vértebras ósseas na coluna está abaulado, e isso pode agravar o nervo ciático e causar dor grave. Em 90% dos casos, a dor desaparece com o tempo. No entanto, se a dor ciática durar mais de seis semanas, é necessário consultar um cirurgião ortopédico para discutir as opções de tratamento.

Leia mais:

2- Dor lombar

Cerca de 80% dos adultos sofrem de dor lombar — que pode ser leve ou aguda —em algum momento da vida. Há muitos fatores que podem desencadear essa dor, como levantar um objeto pesado, alterações espinhais relacionadas à idade e um estilo de vida sedentário. A maioria das lombalgias dura de alguns dias a algumas semanas e depois desaparece. Caso o problema se estenda por muito tempo, é hora de consultar um especialista em ortopedia. Caso a dor lombar venha acompanhada de perda repentina de peso, febre ou calafrios, pode haver uma condição mais grave que precisa ser investigada.

3- Lesão por esforço repetitivo

Lesões por esforço repetitivo resultam de movimentos repetitivos e fortes, má postura e atividades que usam alguns músculos em excesso. Elas geralmente afetam as costas, o pescoço, os braços e as mãos. Um distúrbio comum de tensão repetitiva é a síndrome do túnel do carpo, que acomete os músculos e os nervos da mão.

Sintomas comuns de lesões por esforço repetitivo incluem sensibilidade, rigidez ou formigamento na área afetada. Um diagnóstico precoce e correto de um médico ortopedista pode ajudar o paciente a se beneficiar de um tratamento eficaz e a evitar mais lesões.

Leia mais: Cisto sinovial: o que é e como tratar

4- Dores no joelho

Quando o joelho dói durante as atividades diárias, e outros tratamentos não funcionam bem, então pode ser necessário recorrer a uma infiltração de joelho. Cirurgiões ortopédicos estão habilitados para injetar substâncias que protegem a cartilagem machucada e melhoram a lubrificação da movimentação articular.

5- Dor no pé

A dor no pé pode resultar de doenças, como artrite, de lesões durante a prática de esportes ou outras atividades físicas, ou de problemas em outras partes do corpo, como joelhos ou quadris. Além disso, com o tempo, é natural que os pés desenvolvam danos, devido ao desgaste normal.

Leia mais: 4 causas comuns da dor no calcanhar

Para dor crônica ou grave no pé, um especialista em ortopedia pode diagnosticar a causa e sugerir um plano de tratamento, que pode incluir fisioterapia e medicamentos para alívio da dor.

Se tais medidas se tornarem ineficazes, o cirurgião ortopédico saberá indicar o melhor caminho para essas e outras patologias.

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Ressonância magnética: o que é e quando é indicada?

Ressonância magnética: o que é e quando é indicada?

A ressonância magnética é um exame que mostra visões bi ou tridimensionais do interior do corpo, fornecendo informações sobre lesões que não são visíveis em radiografias simples, ultrassonografia ou tomografia computadorizada.

Esse exame, que usa uma combinação de campo magnético (ímã) e ondas de rádio – portanto, sem emitir radiação ionizante – faz imagens do corpo humano graças aos muitos átomos de hidrogênio que o organismo contém. Assim, colocados em um campo magnético forte, todos os átomos de hidrogênio são orientados na mesma direção: eles são então excitados por ondas de rádio por um tempo muito curto (eles são colocados em ressonância). Quando o estímulo cessa, o carbono restaura a energia armazenada, produzindo um sinal que é gravado e processado como uma imagem por um sistema de computador.

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Qual é a aplicação da ressonância magnética?

Este exame é o mais adequado para detalhar órgãos e tecidos individuais, especialmente partes do corpo que contêm muita água. A visualização da coluna vertebral, de articulações e discos intervertebrais e a detecção de doenças neurológicas da medula espinhal são aplicações típicas.

Ele também é muito útil quando há necessidade de uma análise mais criteriosa e específica para algumas lesões que não são visíveis em outros tipos de exames de imagem. Isso ocorre porque a ressonância torna possível realizar imagens em seções, em diferentes planos e reconstruir em três dimensões a estrutura analisada.

Ressonância magnética na ortopedia

Quase toda pessoa já virou o pé e depois, com o tornozelo inchado, precisou procurar o médico. Acidentes na vida cotidiana, e mais frequentemente nos esportes, podem causar ruptura dos ligamentos, entorses ou inflamação dos tendões, músculos e bursas. Além disso, o desgaste ósseo ou uma alteração reumática (inflamação crônica) tornam-se dolorosos. Dor no tornozelo e dor no pé significam, para aqueles que são afetados, restrições de movimento temporárias ou permanentes. Portanto, essas queixas também não devem ser postergadas.

A restrição de movimento no pé, a dor mesmo em repouso, desconforto no tornozelo com ou sem edema e uma sensação de instabilidade durante as caminhadas ou durante as corridas merecem uma atenção especial. O exame com ressonância magnética possibilita que as causas desses problemas sejam diagnosticadas de forma precisa e que, assim, sejam indicadas as terapias apropriadas.

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O exame não sobrecarrega os pacientes e é muito mais significativo do que uma radiografia. Além dessas aplicações, a ressonância também pode ser útil para diagnosticar outras condições, como:

  • doenças da coluna vertebral e articulações;
  • hérnia de disco;
  • inflamação óssea;
  • fraturas ocultas;
  • lesões das cartilagens;
  • roturas nos tendões;
  • tumores ósseos.

Há restrições para esse tipo de exame?

Existem alguns pacientes que não podem ser submetidos à ressonância magnética ou apenas poderão fazê-lo sob cuidados especiais. Entre esses estão as pessoas que possuem suportes de implantes metálicos, grampos ou próteses de metal. 

Antes do exame, o paciente deve receber um formulário/questionário, que deverá ser preenchido com a maior precisão possível,  para que o médico possa decidir se é possível a realização de um exame de ressonância magnética sem risco. Pacientes com marcapassos não podem ser submetidos ao exame de ressonância.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Outros, Todos