pé chato 

Os calçados indicados para cada tipo de pisada

Os calçados indicados para cada tipo de pisada

Ao contrário do que muitas pessoas podem imaginar, não são apenas traços físicos bem distintos, como o desenho da íris e as impressões digitais que são únicos. Aspectos bem mais comuns, como o formato dos pés, também diferem muito entre um indivíduo e outro. E sobre esse último ponto, algo que não é muito conhecido é a necessidade de ter um tipo de calçado específico para o formato da pisada.

A maneira como uma pessoa toca o chão com a planta de seus pés é determinada pelo formato deles e cada “jeito” requer uma atenção especial.

Neste post, você conhecerá um pouco mais sobre os tipos de pisada mais comuns e os calçados mais recomendados. Acompanhe e boa leitura!

Leia mais: Tipos de pisada: Como identificar o seu

Tipos de pisada

Pronada

Essa forma de pisar ocorre quando a pessoa toca o chão primeiro com a parte interna do pé. Na maioria das situações, isso acontece por haver uma rotação excessiva da parte de dentro do pé e do tornozelo.

Uma indicação de que a pessoa tem pronação são os seus calçados, que tendem a se desgastar mais na parte lateral interna.

Veja agora os calçados indicados para esses casos:

  • aqueles que contam com ótima estabilidade e que também são leves e confortáveis. Isso é importante dada a própria anatomia dos pés da pessoa, que a deixa com os tornozelos mais flexíveis — fator que reduz sua estabilidade.

Leia mais: É possível corrigir a pisada pronada?

Pisada Neutra

A neutra é o tipo mais comum e, como sugere o próprio nome, é o jeito considerado “normal” de pisar. Sendo assim, também é o que menos problemas ortopédicos causa ao indivíduo. Ela se inicia na parte externa do calcanhar e prossegue com uma ligeira rotação do pé para dentro. Em outras palavras, é quando o pé toca o solo de maneira uniforme.

Por ser muito comum, os calçados mais indicados para esse tipo:

  • são feitos baseados nessa pisada, por isso, há poucas restrições. A dica é escolher um modelo que ofereça conforto e que tenha um bom sistema de absorção de impacto, que ajudará a manter os pés menos cansados, seja na rotina do dia a dia ou na prática de algum esporte.

Supinada

Esse jeito de pisar é aquele que costumamos chamar de “pisar para fora”. O supinador tem o arco plantar acentuado e essa característica, aliada com o fato de que ele toca o chão com a parte externa dos pés, o deixa mais vulnerável a torções no tornozelo e tendinites na região da panturrilha, especialmente devido ao tensionamento constante da área.

A recomendação para esses casos:

  • são os calçados que contam com um bom reforço na parte da frente — o antepé. O motivo é que a grande curvatura do arco plantar leva a pessoa a ter menos estabilidade nessa região e esse modelo de calçado trará mais conforto e firmeza nas passadas.

Se você tem dúvidas sobre sua pisada, a dica é procurar o ortopedista. Além de sanar esse ponto, ele poderá ajudá-lo a escolher o melhor tipo de calçado, respeitando suas necessidades pessoais e garantindo que nenhum problema em decorrência dessa característica física surja no futuro.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

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5 tratamentos para pé chato

5 tratamentos para pé chato

No meio ortopédico, é denominado de pé chato aquele em que a planta encosta completamente no chão. Essa característica é tida como uma das mais leves entre outros tipos de desenvolvimentos que podem afetar a área.

Entre suas principais causas estão a ruptura do tendão do tornozelo, distrofia muscular, lesões e problemas de articulação.

Neste post, selecionamos 5 tratamentos mais usados para essa situação. Acompanhe!

Tratamentos para pé chato

1. Uso de calçados ortopédicos

Os calçados ortopédicos são indicados para qualquer fase da vida, de acordo com as necessidades individuais, porém, um fator interessante desse tipo de tratamento é que, hoje, é possível encontrar uma série de opções que se adequam ao estilo de cada um, por exemplo, botas, sapatos, sandálias e tênis.

Apesar dessa variedade, é fundamental fazer o uso constante do modelo indicado pelo médico. É preciso considerar que o calçado usado por uma pessoa pode não ser o ideal para outra. Além disso, pode haver situações em que será preciso fazer o item sob medida.

Leia mais: Como escolher calçados infantis?

2. Prática de exercícios

De acordo com o quadro, o ortopedista poderá direcionar o paciente para um tratamento com exercícios de reabilitação por meio da prática de atividades específicas.

O objetivo é promover estímulos na região que ajudem a diminuir possíveis incômodos e dores, além de facilitar que outros métodos sejam agregados para que o problema seja solucionado o mais rápido possível.

Leia mais: Exercícios para os pés: As 5 atividades mais eficazes contra as dores

3. Técnicas não-cirúrgicas

É muito comum que o especialista reúna uma série de métodos para promover um tratamento mais eficaz. Nesse sentido, podemos citar os seguintes exemplos:

  • evitar atividades que cansem muito os pés;
  • alterar as atividades diárias;
  • perder peso, no caso da pessoa estar com sobrepeso;
  • medicamentos que auxiliem na redução de dor e inflamações que possam afetar os pés. Aliás, nunca se deve iniciar algum tratamento com remédios sem orientação do profissional de saúde;
  • mudança do tipo de calçado usado pelo paciente.

Leia mais: 5 melhores alongamentos para amenizar as dores no pé

4. Indicação de cirurgia para pé chato

O tratamento cirúrgico costuma ser recomendado quando as alternativas citadas se mostram ineficientes e a criança ou o adulto continua com os pés planos.

Se for realizada em uma criança, ela estará apta a partir dos 10 anos, pois os pés ainda estão em processo de formação e os resultados poderão ser mais eficazes ao longo de sua vida.

5. Sessões de fisioterapia

A fisioterapia também poderá ser recomendada pelo ortopedista, especialmente com o objetivo de ajudar no desenvolvimento da musculatura e no realinhamento dos pés.

Em boa parte dos casos de adultos com pés chatos e que tem essa característica desde a infância, o problema não é motivo de incômodo. Por outro lado, pode acontecer de dores surgirem na primeira fase da vida e afetarem o desenvolvimento da criança.

Por este motivo, a avaliação ortopédica deve ser feita desde essa etapa, assim, o médico poderá avaliar e acompanhar a eficiência dos tratamentos usados, evitando problemas futuros relacionados ao pé chato.

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Sabia que é possível ler a sua pisada?

Sabia que é possível ler a sua pisada?

Quando o pé toca no chão ao andarmos, ele faz o movimento em que o calcanhar é o primeiro a alcançar a superfície do solo. A maneira com que esse impulso é dado tem um impacto no pé de cada indivíduo. Isso explica o motivo pelo qual alguns calçados possuem a parte posterior desgastada em um local específico. A pisada pode ser determinada por fatores anatômicos. Dessa forma, fatores como o formato dos pés, a rotação dos joelhos e a flexibilidade das articulações são fundamentais. Esse é um dos motivos que fazem com que os calçados não sejam confortáveis para todas as pessoas.

Tipos de pisada

Apesar de cada pessoa pisar de uma maneira diferente, as pisadas são categorizadas em três tipos. Conhecer e saber identificar qual o seu tipo é importante para saber escolher o tipo de calçado e evitar lesões, principalmente durante a atividade física. 

Leia mais: Tipos de pisada: Como identificar o seu

Neutra

A pisada neutra seria a maneira mais correta de colocar os pés no chão, posto que denota alinhamento entre o joelho e o calcanhar. Em suma, esse tipo de pisada utiliza todo o pé ao andar. Além disso, faz com que o peso do corpo seja distribuído de maneira mais homogênea, proporcionando mais estabilidade. 

Estima-se que menos da metade da população mundial tenha esse perfil: cerca de 45% das pessoas. Para identificar esse tipo de pisada, basta observar no tênis e demais calçados um desgaste por igual em todas as partes do solado.

Supinada

A pisada supinada é caracterizada pela projeção da carga corporal para a lateral externa dos pés, pelo afastamentos dos joelhos e pela curva acentuada nas solas, conhecida também como pé cavo. Ou seja, quem pisa desta maneira usa como apoio a parte externa do calcanhar. Por isso, o calçado desse tipo de pisada possui um grande desgaste nessa região.

Pronada

Quem tem a pisada pronada utiliza o lado externo do calcanhar para andar, porém, neste caso, ocorre uma rotação acentuada do pé para dentro, fazendo com que a passada seja finalizada perto do dedão. Esse tipo é o mais popular, atingindo cerca de 50% da população, principalmente mulheres. O desgaste do calçado pode ser observado na parte interna do solado.

Leia mais: É possível corrigir a pisada pronada?

Outra maneira de identificar o tipo de pisada

Além de observar o solado do calçado, outra maneira de se descobrir o tipo de pisada é fazendo o teste. Para isso, molhe a sola do pé e ande em folhas de jornal. A pegada ficará marcada como se fosse um carimbo, tornando mais fácil a identificação conforme as características. Na pisada normal, a área molhada no jornal será mais uniforme. Pessoas que possuem a pisada pronada farão com o pé uma marca maior. Já aqueles que possuem a pisada supinada terão o calcanhar e a ponta do pé como áreas mais marcadas. 

Leia mais: 3 dicas na hora de comprar o tênis certo para esportes

Entretanto, a maneira mais correta e garantida de se descobrir o tipo é consultando com um ortopedista.

Problemas ortopédicos podem ser causados por cada tipo de pegada. Quem tem a pronada pode desenvolver contusões nos ossos do pé e da perna, além de sentir dores no joelho e instabilidade nos tornozelos. Já quem possui pisada supinada tende a ter dores e inflamações no tecido da planta do pé, além de desgaste na patela. Lesões, dores nas costas e deformidades ósseas também podem ser causados pela forma errada de pisar. Por isso é importante corrigir e neutralizar essa forma de pisar. 

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Entenda a Coalizão Tarsal

Entenda a Coalizão Tarsal

A coalizão tarsal é uma condição congênita — o que significa que ela se apresenta no nascimento — e ocorre quando os ossos do tarso não se separam durante o desenvolvimento fetal.

Apesar disso, geralmente, não é diagnosticado até o final da infância ou início da adolescência, quando a coalizão tarsal pode começar a causar movimento limitado, rigidez, dor ou entorses frequentes no tornozelo.

Neste artigo, entenderemos o que é este problema, além de seus sintomas, causas e tratamentos. Confira!

O que é uma coalizão tarsal?   

A coalizão tarsal é uma conexão anormal que se desenvolve entre dois ossos na parte de trás do pé (os ossos do tarso) e pode ser composta de osso, cartilagem ou tecido fibroso, além de gerar movimentos limitados e dores em um ou nos dois pés.

Os ossos do tarso incluem:

  • Ossos do calcâneo (osso do calcanhar);
  • Tálus;
  • Navicular;
  • Cuboide;
  • Cuneiforme. 

Esses ossos trabalham juntos para fornecer o movimento necessário para a função normal do pé.

Qual é a história natural da coalizão tarsal? Há melhora?

Nem todas as coalizões tarsais são dolorosas e sintomáticas. Como ela bloqueia os ossos e restringe o movimento, o pé pode se adaptar e, com o tempo, os sintomas diminuírem. É importante entender que, enquanto a coalizão tarsal permanecer, é impossível que o retropé se mova.

A coalizão do tarso também pode levar à artrite e a outros distúrbios estruturais do pé e tornozelo, devido à biomecânica anormal.

Principais sintomas

Os sintomas incluem um ou mais das seguintes condições:

  • dor (leve a grave) ao caminhar ou ficar em pé;
  • pernas cansadas ou fatigadas;
  • espasmos musculares na perna, fazendo com que o pé gire para fora ao caminhar;
  • pé chato (em um ou ambos os pés);
  • rigidez do pé e tornozelo.

Diagnóstico

O diagnóstico inclui a obtenção de informações sobre a duração e o desenvolvimento dos sintomas, bem como um exame completo do pé e tornozelo. Os resultados serão diferentes, de acordo com a gravidade e localização da coalizão.

Além de examinar o pé, o cirurgião solicitará radiografias. Estudos avançados de imagem também podem ser necessários para avaliar completamente a condição.

Tratamento não-cirúrgico

O objetivo do tratamento não-cirúrgico é aliviar os sintomas e reduzir o movimento na articulação afetada. A seguir, conheceremos as opções a serem usadas, a depender da gravidade da condição e da resposta ao tratamento.

Fisioterapia

Fisioterapia pode incluir massagem, exercícios de amplitude de movimento e terapia de ultrassom.

Dispositivos ortopédicos

Dispositivos ortóticos personalizados podem ser benéficos na distribuição de peso sobre a articulação, aliando o movimento e a dor.

Imobilização

Às vezes, o pé é imobilizado para dar descanso à área afetada. Para tanto, é necessário o uso de uma bota ou muletas que são usadas para evitar o peso sobre o pé.

Quando é necessária a cirurgia

Caso os tratamentos não sejam eficazes, a cirurgia pode ser necessária. Quando não há artrite presente, o objetivo da cirurgia é remover o crescimento anormal do osso e/ou tecido para restaurar a amplitude normal de movimento. 

Algumas vezes, entretanto, o objetivo é limitar a amplitude de movimento pela fusão das articulações afetadas.

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Pé plano: sintomas, causas e tratamentos

Pé plano: sintomas, causas e tratamentos

Percebe que seus pés estão se tornando mais retos à medida que você envelhece? Tem sentido dores nos pés, no calcanhar ou na área do arco plantar? Em ambos os casos, se os arcos no interior de seus pés estiverem planos e toda a parte inferior fica em contato com o chão, quando se levanta, é provável que você tenha pé plano.

Continue lendo este artigo para explorar algumas das razões pelas quais uma pessoa pode ter pé plano ou “pés chatos”. Confira!

O que é pé plano?

O pé plano é uma deformidade que ocorre quando o arco do pé desmorona e entra em contato completo ou quase completo com o chão. 

A condição pode ser congênita (ocorrendo no momento do nascimento) ou adquirida (desenvolvendo-se ao longo do tempo, na maioria das vezes como resultado da idade ou lesão).

Como eu sei que tenho essa condição?

Para comprovar se você tem “pé chato”, o indicado é realizar uma visita ao ortopedista. Durante a consulta, ele realizará alguns testes, que podem variar entre podoscopia, que consiste em analisar as “impressões digitais” do pé, aplicadas em um aparelho, além de um teste simples. Ele pede para o paciente ficar na ponta dos pés e analisa como a curvatura e o calcâneo se comportam.

Para complementar o diagnóstico, o especialista pode solicitar exames de imagem, como raio-X e tomografia computadorizada. Especialmente se houver suspeita de alguma condição associada.

Então, se eu tenho pé plano, isso significa que sentirei dor?

Ao contrário da crença popular, ter um pé plano não aumenta, necessariamente, a incidência de lesões e, geralmente, não causa problemas.

No entanto, os “pés chatos” podem causar tensão nos músculos, ligamentos e articulações, gerando dores nos pés, pernas, quadris e costas, estar ficar em pé ou ao caminhar. 

Além disso, indivíduos com pé plano podem desenvolver pés cansados ​​ou doloridos após períodos prolongados de pé ou andando.

Quando o tratamento é necessário e quais estão disponíveis?

O tratamento só é necessário se a condição estiver associada à dor no pé ou no membro inferior. Se não for o caso, não é indicado por, simplesmente, ter o pé plano. No entanto, em quadros graves, ele pode ser garantido, a fim de evitar possíveis lesões futuras.

Os tratamentos iniciais tendem a ser menos invasivos e são frequentemente associados a melhores resultados do que em estágios mais avançados.

É importante lembrar que não há tratamento geral. Ele se concentra em aspectos específicos ou partes do pé, que requerem modificação ou cura. Isso pode ser conseguido de várias maneiras: 

  • exercícios específicos — alongamento da panturrilha, ​​para reforçar o tendão de Aquiles e os músculos posteriores, que podem estar envolvidos no desenvolvimento de um pé plano;
  • palmilhas ou órteses — podem ser usadas para corrigir a deformidade do pé plano ou realinhar o pé e os membros inferiores;
  • cirurgia — geralmente, só é considerada quando o paciente não responde a medidas conservadoras. 

Como vimos, dependendo da condição específica do paciente, possíveis procedimentos cirúrgicos podem ocorrer e envolver:

  • alongamento do tendão de Aquiles;
  • Osteotomia do calcâneo (deslocamento cirúrgico do osso do calcanhar), que pode ajudar a realinhar o retropé;
  • reconstrução de tendões específicos, como o tendão tibial posterior.

É possível, ainda, tomar medidas para evitar o desconforto, diminuindo seus fatores de risco. Isso significa manter sua pressão arterial, peso e diabetes sob controle.

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Como saber que preciso de um especialista em pé?

Como saber que preciso de um especialista em pé?

Nossos pés são importantes por serem pontos de apoio do nosso corpo. É graças a eles que podemos fazer ações como andar, correr e saltar. Mas, por eles nos sustentarem, estão bastante sujeitos a problemas causados por traumas ou desgastes, estes últimos causados por fatores como genética, formato, má informação sobre quais sapatos usar, postura incorreta, falta de exercícios (principalmente alongamento), idade e excesso de peso.

Quando você deve consultar um especialista em pé? E qual consultar, um ortopedista ou um reumatologista, cujas áreas são próximas? É o que veremos neste artigo. Continue a leitura!

Sintomas para procurar ajuda

Antes de saber qual profissional procurar é importante identificar quando há um problema nos seus pés. Os sintomas a seguir indicam que há algum problema que deve ser investigado. Veja:

  • dores que persistem por mais de 72 horas, nos pés ou nas costas;
  • fadiga constante;
  • formigamentos;
  • rigidez generalizada ou localizada ao acordar;
  • perna ou pé inchados por mais de 24 horas;
  • dor que aumenta ao caminhar ou fazer exercícios;
  • dor quando o corpo está em repouso, ou quando as pernas doem mesmo quando estão elevadas;
  • infecção, bolha ou úlcera que surgiram sem explicação, ou que não cicatrizam;
  • achatamento do arco dos pés;
  • perda da sensibilidade nos pés.

Você deve ter notado que alguns sintomas podem se referir tanto aos pés quanto a qualquer outra parte do corpo, principalmente coluna vertebral. Isso acontece porque o ortopedista e o reumatologista são médicos que cuidam do sistema locomotor humano, portanto estão aptos a trabalhar com qualquer osso, músculo, articulação ou ligamento, de maneira geral.

Agora, se o seu problema é nos pés ou tornozelos, é importante procurar um ortopedista especialista em pé e tornozelo. Vamos, agora, ver as diferenças entre o ortopedista e o reumatologista, e quando é mais recomendado consultar cada um deles.

Quando buscar o ortopedista

O ortopedista é o especialista que cuida principalmente de traumas (fraturas, torções, luxações), lesões de menisco, deformidades na coluna, osteoartrose, deformações nos ossos (joanetes, pés chatos) e tumores ósseos. Uma dica para saber se é a ele que você deve recorrer é se a dor ou inchaço é localizada e motivada por alguma sobrecarga. Por exemplo, se, praticando algum esporte, você torceu o tornozelo, ou se seu pé dói depois de andar muito descalço.

O ortopedista, depois de se formar na faculdade de Medicina, que dura seis anos, deve fazer uma especialização em Ortopedia, de três anos. Nela, o médico será treinado em resolução de problemas de maneira conservadora – com prescrição de medicamentos, fisioterapia, etc -, e em vários tipos de cirurgias ortopédicas.

Quando procurar o reumatologista

A especialidade do reumatologista são as inflamações das articulações e tecidos que as cercam. Ele cuida de doenças como artrose, artrite reumatoide, tendinites, fibromialgia, osteoporose, etc.

São problemas que muitas vezes comprometem de forma crônica tendões, articulações, ligamentos, músculos e até ossos. Uma dica para saber que é este o especialista a ser consultado, são sintomas crônicos espalhados em várias partes do corpo, muitas vezes associadas a rigidez articular, e sem motivo aparente. Exemplo: dor e rigidez nas mãos ao acordar, dores nos ombros e joelhos, às vezes com alterações de pele como manchas ou descamações.

Como o ortopedista, depois de se formar em Medicina, o reumatologista também passa por dois a três anos de especialização em Reumatologia. Ele prescreve medicamentos, receita tratamentos e acompanha o paciente, porém não faz cirurgia. Mas pode contar com a ajuda de um ortopedista para avaliar se esse é o caso.

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É possível corrigir a pisada pronada?

É possível corrigir a pisada pronada?

A pisada pronada é popularmente conhecida como “pisar para dentro”. É quando se apoia a parte interior do pé ao solo, isto é, o arco do pé, direcionando a pressão da pisada para dentro, configurando um desvio de rotação e articulação.

De fato, a pronação é um movimento natural do nosso corpo. É normal que o pé se desvie um pouco para dentro, principalmente ao correr.

O problema ocorre quando esse movimento é realizado em excesso, ou seja, se a pisada pronada já virou uma característica do andar do indivíduo, os calçados estão gastos nas suas partes internas ou, o que é pior, a pessoa passa a ter dores ou lesões no corpo.

Essa maneira de pisar faz com que as cargas de peso sejam distribuídas desproporcionalmente e, assim, algumas partes do corpo ficam mais sobrecarregadas que outras, configurando as lesões.

Leia mais: Tipos de pisada: Como identificar o seu

Quais os riscos da pisada pronada?

Em excesso pode trazer sérias lesões ao joelho, que fica sobrecarregado compensando a distribuição do peso do corpo ou, até mesmo, com a rotação deles mais para dentro. Ainda, geram problemas no arco do pé, nos calcanhares, dedão, tornozelo ou no quadril.

Os dedos do pé podem ficar desalinhados, devido à sobrecarga. Casos de joanete também são comuns em pacientes com pisada pronada, além de possíveis tendinites, canelite e outras síndromes que, com o tempo, têm possibilidade de aparecer.

Aos praticantes de atividades físicas mais intensas, é muito comum o aparecimento de bolhas ou calos durante, ou após os exercícios.

Afinal, é possível corrigir essa pisada?

É importante que indivíduos com pisada pronada consultem um ortopedista, que indicará a melhor maneira de corrigir a pisada. Feitos os tratamentos, seguindo as orientações e os cuidados exigidos pelo médico, é possível sim  a correção.

O ortopedista, depois de examinar e avaliar, indicará os calçados ideais, o tratamento fisioterapêutico mais correto e, nos casos mais graves, até cirurgias.

Leia mais: Pé chato ou Pé plano? Conheça as principais causas e tratamentos

Quando há a indicação de tratamentos fisioterápicos, o fisioterapeuta trabalhará com o paciente alguns exercícios que fortalecerão a musculatura das plantas dos pés e das pernas. Ele também auxiliará adequando a caminhada, executando movimentos que redefinirão o modo como caminha.

Já o uso das palmilhas ou calçados ortopédicos podem ser indicados nos casos em que os pacientes venham a sentir dores por conta das pisadas. As palmilhas são, normalmente, feitas sob medida para se adequar ao pé de cada paciente, fabricadas com elevações que auxiliam a pisar de forma correta, não sobrecarregando a parte interna no pé e oferecendo sustentação ao movimento.

Leia mais: 3 dicas na hora de comprar o tênis certo para esportes

Aos poucos, o paciente vai alinhando a pisada, livrando-se das dores e redesenhando o seu caminhar. Portanto, tanto os exercícios fisioterápicos quanto as palmilhas especializadas são tratamentos importantes para corrigir a pisada pronada.

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Quando procurar um cirurgião de pé

Quando procurar um cirurgião de pé

O cirurgião de pé é o médico que trata, especificamente, de lesões na região do pé e tornozelo. A função desse profissional é realizar o diagnóstico e identificar o melhor tratamento, que pode, em alguns casos, vir a ser cirúrgico.

Por ser uma região do corpo bastante sobrecarregada, seja por sustentar e dar equilíbrio, seja por absorver impacto e movimentos bruscos, os pés estão sujeitos a diversos tipos de lesões decorrentes de traumas, entorses ou esforço repetitivo.

Leia mais: Como identificar uma fratura de tornozelo

As lesões não são a única fonte de problemas no pé. Além disso, os pés estão sujeitos aos efeitos de problemas inflamatórios, congênitos e degenerativos.

Neste post, entenderemos um pouco mais sobre essa especialidade. Confira!

Por que procurar o cirurgião de pé?

O cirurgião de pé tem, entre suas funções, o estudo dos problemas relacionados à especialidade, sendo o profissional mais adequado a procurar em caso de qualquer problema nessa região.

Atualmente, esse especialista oferece aos pacientes diversas possibilidades de tratamento, com técnicas mais avançadas, que proporcionam períodos pós-operatórios menos dolorosos e, em muitos casos, livres de imobilização, algo impensável há pouco tempo.

O diagnóstico das fraturas, por ser uma região delicada, precisa identificar se são completas ou incompletas, se desviadas ou não, se envolvem articulações ou não. Em caso de fraturas articulares, é necessário obter redução anatômica. Em fraturas extra-articulares, é preciso restabelecer o alinhamento ósseo.

Leia mais: Fratura no tornozelo: os tratamentos mais comuns

A região do pé e tornozelo é complexa. O pé é composto de 26 ossos, que estão divididos em três partes principais. Já o tornozelo é uma estrutura óssea que inclui a tíbia distal, fíbula distal e tálus, formando uma estrutura complexa e delicada.

Leia mais: Saiba tudo sobre a anatomia do pé

Além dos exames de imagem, o diagnóstico requer uma anamnese rigorosa, que oriente o estudo da condição do paciente. Em alguns casos, em que há edema, é difícil, até mesmo, identificar a lesão nos primeiros dias.

O que é tratado por esse especialista?

Sendo mais específicos quanto ao escopo das patologias tratadas por esse profissional, relacionamos os problemas que podem ser tratados por meio de cirurgias:

  • Joanete e deformidades dos dedos;
  • fascite plantar e esporão do calcanhar;
  • bunionette;
  • Hallux Rigidus;
  • lesões do tendão do calcanhar;
  • lesões dos tendões fibulares;
  • entorse do tornozelo;
  • traumas e fraturas do pé e tornozelo;
  • coalizão tarsal;
  • pé plano;
  • deformidades congênitas;
  • osteocondrose e osteocondrites;
  • instabilidade dos ligamentos;
  • artroscopia do tornozelo;
  • Neuroma de Morton;
  • gota e artrite gotosa;
  • pé diabético.

As principais cirurgias realizadas são:

  • tenoplastia (reparo do tendão não seccionado);
  • reconstrução ligamentar;
  • artrodese (correção de deformidades decorrentes de doenças reumáticas);
  • osteotomia e artroscopia (para correção de anomalias ósseas);
  • condroplastia (remodelagem da cartilagem e tratamento do osso subjacente).

Como podemos constatar, o universo de atuação do cirurgião do pé é bastante amplo, o que explica a necessidade de especialização para uma abordagem mais aprofundada — uma tendência, inclusive, no mundo da medicina.

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Alteração da pisada nas crianças: quando se preocupar

Alteração da pisada nas crianças: quando se preocupar

Os problemas e condições ortopédicas em crianças são mais comuns do que se imagina. Pé chato, andar na ponta dos pés, distorções na perna ou pisada pronada são alguns dos exemplos que levam diariamente pais preocupados aos consultórios de ortopedistas infantis. Todavia, algumas dessas situações nem sempre indicam complicações.

A pisada nas crianças quase sempre é observada pelos adultos. Normalmente elas são mais desengonçadas nos primeiros anos de vida, quando os pés ainda estão se adaptando a receber o peso do corpo e a ajudar no equilíbrio, e um pouco mais firmes a partir do 4º ou 5º ano de vida. É nessa faixa etária que algumas particularidades surgem.

Pisadas mais comuns das crianças

Os pés chatos são comuns em todos os bebês, mas se corrigem naturalmente, conforme acontece o arqueamento plantar. O problema é que, em alguns casos, esse arqueamento acontece com muito atraso, ou simplesmente não acontece, e a pisada da criança parece ser sempre para dentro assim que os pés tocam o chão.

Essa condição não é considerada pelos ortopedistas uma deformidade ou problema, desde que não causem dor ou desconforto com o passar dos anos. Se isso acontecer, procure um ortopedista especialista em pé imediatamente.

Andar na ponta dos pés é um tipo de pisada nas crianças que causa muita preocupação. E, em partes, deve causar mesmo. Embora seja muito comum quando as crianças estão aprendendo a andar e a se equilibrar, a pisada na ponta dos pés pode estar ligada a problemas não tão simples, como autismo e fraqueza muscular. Por isso, os pais devem estar atentos se esse tipo de pisada na criança é persistente, mesmo após o 3º ou 4º ano de vida.

Os pés virados para dentro ou para fora também são um tipo de pisada nas crianças que merecem atenção, mas sem neuras. É normal, quando começam a andar, que os bebês coloquem os pés nessas posições. Muitos, depois, se autocorrigem com um melhor equilíbrio do corpo e a condição passa a não ser mais observada. Todavia, algumas crianças passam a tropeçar muito ou a se desequilibrar com facilidade ao subir num ônibus, por exemplo. Isso já basta para procurar um ortopedista, que avaliará o caso.

Procurando um ortopedista 

O ortopedista é responsável por cuidar e tratar de problemas musculoesqueléticos em crianças e adolescentes, ou seja, justamente na fase de crescimento.

Ao notar que a criança pisa de forma estranha, tem dificuldade para se equilibrar, tropeça com facilidade, não consegue correr normalmente ou às vezes reclama de dores no joelho ou nos pés, marque uma consulta com o ortopedista de sua confiança para que uma avaliação seja feita.

Muitos dos problemas não são motivo de preocupação. Todavia, outros merecem uma análise mais detalhada, que pode incluir exames complementares.

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5 sintomas da fascite plantar

5 sintomas da fascite plantar

A fascite plantar é uma inflamação que atinge um tecido chamado “fáscia plantar”. Ele está localizado na sola dos pés e é responsável por conectar os dedos ao calcâneo, um osso que forma a estrutura do calcanhar.

Trata-se de uma causa comum para a dor no calcanhar. Por isso, trouxemos neste artigo uma relação com os 5 sintomas mais comumente associados à doença. Vamos conferir?

#1 Rigidez, dor e queimação

Esse conjunto de sintomas é comum tanto na sola do pé quanto no calcanhar, apesar de menos expressivos.

Essa dor pode ser caracterizada como crônica ou aguda e se desenvolver, gradativamente, ao longo do tempo, ou ocorrer de uma hora para outra, após a prática de atividades de alto impacto.

#2 Dor expressiva de manhã

Logo ao acordar, a dor aguda pode ser pior, principalmente ao colocar os pés no chão e dar os primeiros passos.

#3 Dor após longos períodos em pé

Se você tem o costume de passar longas horas seguidas em pé (no trabalho, por exemplo), a chance de que a dor seja mais expressiva neste período também é grande.

#4 Dor na hora de subir escadas

Ao subir escadas exigimos muito mais da sola do pé. Por isso, se houver uma inflamação no tecido que sustenta a região, é possível que as dores se manifestem de imediato.

#5 Dor após praticar atividades físicas

Após realizar exercícios físicos, principalmente os intensos (como corridas, lutas ou HIIT), a tendência é que a sensação de dor, rigidez e queimação aumente.

Não à toa, trata-se de uma condição que muito comumente afeta atletas e corredores.

Por que esses sintomas se manifestam?

A fascite plantar acontece pelo uso excessivo ou tensão no tecido localizado na sola do pé. Entretanto, alguns fatores podem aumentar os riscos desse uso em excesso, são eles:

  • idade: a condição, geralmente, se manifesta em adultos, com idade entre 40 a 60 anos;
  • Prática de exercícios que exigem muito do calcanhar e sola do pé (tais como ballet, danças e corridas longas);
  • pés com irregularidades (como pé cavo ou chato);
  • obesidade (pela sobrecarga nos ossos e músculos dos pés e pernas);
  • profissões que exigem que o indivíduo fique muito em pé;
  • uso de calçados desconfortáveis ou inadequados;
  • tensão no tendão de Aquiles.

Existe tratamento para a fascite plantar?

Na grande maioria dos casos, ela é tratada pela associação entre fisioterapia e medicamentos. Os remédios mais recomendados são anti-inflamatórios, para reduzir a inflamação, e analgésicos, para aliviar a dor. O uso de sapatos adequados e alongamentos antes dos exercícios também são indicados.

Os exercícios fisioterápicos visam tanto a recuperação quanto o fortalecimento dos músculos danificados.

Em pouquíssimos casos a cirurgia se torna necessária — apenas quando o tratamento não-invasivo não demonstra resultados.

Agora você já conhece os principais sintomas da fascite plantar, assim como mais informações relacionadas às causas e tratamentos.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

Posted by Dr. Thiago Bittencourt in pé chato , Todos