pé chato 

Alteração da pisada nas crianças: quando se preocupar

Alteração da pisada nas crianças: quando se preocupar

Os problemas e condições ortopédicas em crianças são mais comuns do que se imagina. Pé chato, andar na ponta dos pés, distorções na perna ou pisada pronada são alguns dos exemplos que levam diariamente pais preocupados aos consultórios de ortopedistas infantis. Todavia, algumas dessas situações nem sempre indicam complicações.

A pisada nas crianças quase sempre é observada pelos adultos. Normalmente elas são mais desengonçadas nos primeiros anos de vida, quando os pés ainda estão se adaptando a receber o peso do corpo e a ajudar no equilíbrio, e um pouco mais firmes a partir do 4º ou 5º ano de vida. É nessa faixa etária que algumas particularidades surgem.

Pisadas mais comuns das crianças

Os pés chatos são comuns em todos os bebês, mas se corrigem naturalmente, conforme acontece o arqueamento plantar. O problema é que, em alguns casos, esse arqueamento acontece com muito atraso, ou simplesmente não acontece, e a pisada da criança parece ser sempre para dentro assim que os pés tocam o chão.

Essa condição não é considerada pelos ortopedistas uma deformidade ou problema, desde que não causem dor ou desconforto com o passar dos anos. Se isso acontecer, procure um ortopedista especialista em pé imediatamente.

Andar na ponta dos pés é um tipo de pisada nas crianças que causa muita preocupação. E, em partes, deve causar mesmo. Embora seja muito comum quando as crianças estão aprendendo a andar e a se equilibrar, a pisada na ponta dos pés pode estar ligada a problemas não tão simples, como autismo e fraqueza muscular. Por isso, os pais devem estar atentos se esse tipo de pisada na criança é persistente, mesmo após o 3º ou 4º ano de vida.

Os pés virados para dentro ou para fora também são um tipo de pisada nas crianças que merecem atenção, mas sem neuras. É normal, quando começam a andar, que os bebês coloquem os pés nessas posições. Muitos, depois, se autocorrigem com um melhor equilíbrio do corpo e a condição passa a não ser mais observada. Todavia, algumas crianças passam a tropeçar muito ou a se desequilibrar com facilidade ao subir num ônibus, por exemplo. Isso já basta para procurar um ortopedista, que avaliará o caso.

Procurando um ortopedista 

O ortopedista é responsável por cuidar e tratar de problemas musculoesqueléticos em crianças e adolescentes, ou seja, justamente na fase de crescimento.

Ao notar que a criança pisa de forma estranha, tem dificuldade para se equilibrar, tropeça com facilidade, não consegue correr normalmente ou às vezes reclama de dores no joelho ou nos pés, marque uma consulta com o ortopedista de sua confiança para que uma avaliação seja feita.

Muitos dos problemas não são motivo de preocupação. Todavia, outros merecem uma análise mais detalhada, que pode incluir exames complementares.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo.

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5 sintomas da fascite plantar

5 sintomas da fascite plantar

A fascite plantar é uma inflamação que atinge um tecido chamado “fáscia plantar”. Ele está localizado na sola dos pés e é responsável por conectar os dedos ao calcâneo, um osso que forma a estrutura do calcanhar.

Trata-se de uma causa comum para a dor no calcanhar. Por isso, trouxemos neste artigo uma relação com os 5 sintomas mais comumente associados à doença. Vamos conferir?

#1 Rigidez, dor e queimação

Esse conjunto de sintomas é comum tanto na sola do pé quanto no calcanhar, apesar de menos expressivos.

Essa dor pode ser caracterizada como crônica ou aguda e se desenvolver, gradativamente, ao longo do tempo, ou ocorrer de uma hora para outra, após a prática de atividades de alto impacto.

#2 Dor expressiva de manhã

Logo ao acordar, a dor aguda pode ser pior, principalmente ao colocar os pés no chão e dar os primeiros passos.

#3 Dor após longos períodos em pé

Se você tem o costume de passar longas horas seguidas em pé (no trabalho, por exemplo), a chance de que a dor seja mais expressiva neste período também é grande.

#4 Dor na hora de subir escadas

Ao subir escadas exigimos muito mais da sola do pé. Por isso, se houver uma inflamação no tecido que sustenta a região, é possível que as dores se manifestem de imediato.

#5 Dor após praticar atividades físicas

Após realizar exercícios físicos, principalmente os intensos (como corridas, lutas ou HIIT), a tendência é que a sensação de dor, rigidez e queimação aumente.

Não à toa, trata-se de uma condição que muito comumente afeta atletas e corredores.

Por que esses sintomas se manifestam?

A fascite plantar acontece pelo uso excessivo ou tensão no tecido localizado na sola do pé. Entretanto, alguns fatores podem aumentar os riscos desse uso em excesso, são eles:

  • idade: a condição, geralmente, se manifesta em adultos, com idade entre 40 a 60 anos;
  • Prática de exercícios que exigem muito do calcanhar e sola do pé (tais como ballet, danças e corridas longas);
  • pés com irregularidades (como pé cavo ou chato);
  • obesidade (pela sobrecarga nos ossos e músculos dos pés e pernas);
  • profissões que exigem que o indivíduo fique muito em pé;
  • uso de calçados desconfortáveis ou inadequados;
  • tensão no tendão de Aquiles.

Existe tratamento para a fascite plantar?

Na grande maioria dos casos, ela é tratada pela associação entre fisioterapia e medicamentos. Os remédios mais recomendados são anti-inflamatórios, para reduzir a inflamação, e analgésicos, para aliviar a dor. O uso de sapatos adequados e alongamentos antes dos exercícios também são indicados.

Os exercícios fisioterápicos visam tanto a recuperação quanto o fortalecimento dos músculos danificados.

Em pouquíssimos casos a cirurgia se torna necessária — apenas quando o tratamento não-invasivo não demonstra resultados.

Agora você já conhece os principais sintomas da fascite plantar, assim como mais informações relacionadas às causas e tratamentos.

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Joelho varo: Sintomas, causas e tratamento

Joelho varo: Sintomas, causas e tratamento

O joelho varo é um tipo de joelho torto, caracterizado pela posição em estilo “cowboy” das pernas, com os joelhos para fora do alinhamento neutro. É o contrário do joelho valgo, no qual os joelhos ficam para dentro.

É um desalinhamento que envolve o fêmur e a tíbia, e é muito comum em recém-nascidos, mas normalmente se corrige sozinho nos primeiros anos de vida. Isso porque as pernas arqueadas nos bebês ocorrem apenas por conta do processo de formação das pernas. Entretanto, quando esse desalinhamento continua, ou é percebido em crianças, adolescentes e adultos, algo está errado. É preciso, então, que um médico avalie a condição dos joelhos para indicar o melhor tratamento. Se não tratado, o joelho torto pode causar dores e complicações futuras, como tendinites ou artroses.

Causas

Quando não congênito, o joelho varo é normalmente causado por sobrecarga na região. Neste caso, a sobrecarga é especificamente na área medial do joelho, além de também ser observados o estiramento das estruturas laterais. O problema muitas vezes é a postura incorreta, carregamento de peso de forma inadequada, sobrepeso ou atividades físicas de alta intensidade.

Sintomas e tratamento

Por mais que possa parecer óbvio, nem sempre é fácil perceber uma alteração no alinhamento dos joelhos. Por vezes, ela é bastante sutil, mas ainda assim pode causar dores ou desconfortos. Nesses casos, é mais provável que as dores sejam agudas e ocorram de vez em quando, e não constantemente. O uso repetitivo de analgésicos é desaconselhável, especialmente porque o problema estará apenas sendo mascarado.

Uma técnica simples para perceber se há desalinhamento é ficar em pé com as pernas juntas em frente a um espelho. O ideal é que tanto os joelhos quanto os tornozelos estejam se tocando. Caso apenas os tornozelos se toquem, os joelhos estão varos. Se o contrário acontecer, eles estão valgos. Este teste é uma indicação de que você precisa ir ao ortopedista, e só então ele poderá fornecer o diagnóstico exato.

Para tratar o desalinhamento dos joelhos, há algumas opções.

Em primeiro lugar, a postura do paciente pode ser corrigida, bem como pode ser recomendado o fortalecimento muscular das pernas. Ou seja, uma rotina de exercícios talvez consista em grande parte do tratamento. No caso de hábitos e condições que pioram a situação, como os mencionados acima (atividades intensas, sobrepeso etc.), eles deverão ser resolvidos antes de qualquer outra intervenção médica.

Outros tratamentos possíveis incluem a fisioterapia e o uso de ferramentas específicas, como palmilhas ortopédicas. Cirurgias são raramente o caso, mas podem ser indicadas em situações extremas, nas quais a capacidade motora do paciente está prejudicada. De qualquer forma, o ortopedista responsável avaliará o grau de severidade do joelho varo e conversará com o paciente para encontrar o melhor plano de tratamento que funcione para ele e seja eficaz.

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Deformidade óssea no pé: causas e tratamentos

Deformidade óssea no pé: causas e tratamentos

O aparecimento de deformações nos ossos é uma das condições para o que podemos chamar de deformidade óssea no pé. Essas formações podem estar ligadas também a problemas nos ligamentos, fatores genéticos e presença de doenças reumáticas.

Contribuem bastante para o aparecimento da deformidade o uso de sapatos de salto alto e de bico fino. Essa informação é importante para que fiquemos cientes de que o problema pode ter vários fatores desencadeadores e características diferentes.

Causas e tipos de deformidades

A deformidade pode ser decorrente do modo de pisar, em razão de alguma dor. Por exemplo, algumas pessoas sofrem pequenas lesões que levam ao desenvolvimento da fascite plantar, que é um quadro inflamatório no tecido da sola do pé.

Essa lesão causa dor, a qual leva a um quadro de estresse, que acarreta novas lesões, que fazem com que a pessoa mude a pisada, caminhando de forma desarmoniosa. Isso provoca a deformidade, processo que pode ser desencadeado até mesmo por uma unha encravada.

Há outras condições, que são intrínsecas, como o chamado pé cavo e o pé chato. No primeiro caso, o pé tem uma curvatura exagerada, o que faz com que sua parte de dentro não participe do apoio no chão. No caso do pé chato, toda a planta do pé se apoia no chão durante a caminhada, levando o tornozelo a se curvar para dentro.

O risco maior dessas condições está relacionado ao impacto que podem causar em outras partes da estrutura esquelética, chegando, em alguns casos, a afetar os joelhos, causar desnível pélvico no quadril e impactar até mesmo a coluna. Os ombros e a cabeça também pode ser afetados, por conta do caminhar irregular.

O risco do salto alto

O uso de salto alto é uma importante causa de problemas com o tendão de calcâneo, também conhecido como tendão de Aquiles. O joanete, uma saliência que surge no primeiro metatarso, também é resultado do uso de salto alto de forma exagerada..

Por que isso acontece?

Ao usar o salto alto, principalmente com a ponta fina, as mulheres concentram todo o peso sobre os dedos e os calcanhares. Isso acaba alterando a musculatura e provocando o encurtamento do tendão de aquiles.

A quantidade de situações decorrentes é enorme, incluindo calos, joanetes, dores no joelho, na parte interna dos pés, unhas encravadas, tendinite e problemas na coluna.

O salto alto altera a forma natural da marcha. Sempre que isso ocorre, todo o sistema esquelético pode ser afetado pela caminhada irregular.

Deformidade de Haglund

Trata-se de uma deformidade óssea, cuja característica é o alargamento dos ossos na região posterior do calcanhar. Esse distúrbio ósseo acaba levando à inflamação da bursa, que é uma estrutura responsável pelo amortecimento do impacto entre ossos e articulações.

Nesse caso, o tratamento é para neutralizar a bursite, feito com analgésicos e anti-inflamatórios, aplicação de gelo, alongamento, utilização de calçados adequados, fisioterapia e, em casos mais delicados, imobilização.

Normalmente, a cirurgia só é indicada quando os sintomas não são erradicados com o tratamento tradicional.

Concluindo, o propósito desse artigo é alertar as pessoas de que as deformidades ósseas nos pés devem ser tratadas, pois ainda que possam parecer inofensivas, são capazes de provocar grandes danos estruturais e muitas dores a longo prazo.

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Joanete de sastre: sintomas, causas e tratamentos

Joanete de sastre: sintomas, causas e tratamentos

Você sabia que há dois tipos diferentes de joanete? Um deles é o hallux valgus e o outro é o joanete de sastre, que é o tema deste artigo. Antes, porém, vamos entender o que é joanete, embora o tema seja bastante popular.

Existe um conjunto de cinco ossos no pé, chamados metatarsos. Os metatarsos são aqueles ossos longos, localizados na parte superior dos pés, que ligam as estruturas ósseas do tarso às falanges dos dedos do pé. Eles são responsáveis pela estabilização dos pés perante as condições do terreno em que o indivíduo está pisando.

O joanete é caracterizado pelo deslocamento do metatarso, condição que provoca muito incômodo e dor, podendo estar relacionado, inclusive, a doenças mais graves. Principalmente, aquelas que atingem as articulações. Pode, ainda, ser uma condição decorrente do uso de sapatos desconfortáveis, sobretudo os de salto alto, pelas mulheres, e de bico fino, pelos homens.

Ou pode se originar de uma má-formação estrutural dos ossos do pé do paciente, o que ocasiona desarmonia no caminhar, situações que acontecem com pessoas que têm pé cavo, pé chato, que caminham com os pés para dentro ou para fora.

Para corrigir o problema, a indicação mais comum é a mudança do tipo de calçado usado pelo paciente. Em alguns casos, porém, pode ser necessária a realização de uma cirurgia.

Os tipos de joanete

Como referido no início deste artigo, há dois tipos de joanete:

Hallux valgus

É a forma mais comum desse distúrbio ósseo, em que a protuberância do metatarso ocorre no dedão do pé. Isso significa que esse tipo de joanete atinge o primeiro metatarso.

A consequência é uma deformidade, como se houvesse um osso tentando saltar para fora do dedão. Esse efeito é decorrente de um movimento para dentro da estrutura do dedão, muito provavelmente produto do uso de sapatos de bico fino apertados.

Joanete de sastre

A joanete de sastre é conhecida também como joanete de alfaiate. E, ao contrário do hallus valgus, aparece no dedo mindinho, no quinto metatarso.

Ganhou esse nome de joanete de alfaiate devido ao fato dessa categoria profissional ser o principal público acometido por esse tipo de problema, que decorria da postura que esses profissionais adotavam durante o trabalho. Isto é, sentados no chão, numa posição de lótus, em que o lado de fora dos dois pés fica no chão e suporta toda a pressão, fazendo o papel que seria da base do pé.

O joanete pode ser congênito, quando há uma predisposição para o problema, decorrente de histórico familiar ou da estrutura óssea, ou adquirido, quando produto de condições que surgem durante a vida, que podem ser traumas, tipo de calçados ou questões posturais, como no caso dos alfaiates.

O fato é que, em ambos os casos, é necessário que o paciente procure tratamento, pois o joanete certamente provocará alguma incorreção no caminhar. Qualquer incorreção no caminhar é uma ameaça para toda a estrutura óssea do corpo, incluindo do joelho à cabeça, pois o caminhar incorreto faz o corpo, de alguma forma, pender para um lado. Isso sobrecarrega mais que o outro, que é a chave de vários problemas.

Sinais do joanete de sastre

Os sinais do joanete de sastre são inchaço no mindinho, como um calo, mas com consistência rígida. Além disso, vermelhidão, dor no mindinho, dificuldade no caminhar decorrente da dor ao pisar no chão, aumento da deformidade, rigidez do dedinho, com tendência a piorar se não houve tratamento. Aparecimento de pequenos calombos na sola do pé e próximo ao mindinho, alta temperatura no local e formação de uma pele grossa e seca embaixo do dedinho.

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Neuroma de Morton: diagnóstico e tratamento

Neuroma de Morton: diagnóstico e tratamento

Quando o nervo que passa entre o quarto e o terceiro dedos do pé sofre uma sobrecarga maior do que conseguiria aguentar, ele incha e forma uma carapaça ao redor de si. Chamamos este abaulamento de neuroma de Morton. E várias podem ser as causas destas lesões, embora ainda não se tenha conhecimento de quais são elas. O que a Medicina aponta é que o Neuroma de Morton esteja ligado a reações do nervo a quaisquer irritações, lesões ou pressão que ocorra sobre os pés.

Embora não sejam totalmente conhecidas as causas do Neuroma de Morton, pode-se afirmar que o seu surgimento está ligado a alguns fatores de risco, como por exemplo, o uso excessivo de salto alto, que por ser mais apertado aumentam a pressão sobre os dedos; ou ainda, as atividades físicas de grande impacto e que também use calçados apertados, tais como corrida, escalada, futebol, dentre outros.

Também são considerados fatores de risco para lesão deste nervo: a presença de joanetes, pé chato ou cavo, diabetes, outras deformidades dos dedos do pé.

Diagnóstico do Neuroma de Morton

O médico certamente irá se basear, a princípio, nos sintomas que se assemelham ao surgimento de um caroço no pé, uma espécie de um calombo, de forma que a pessoa sente como se estivesse com uma pedra no sapato. Pode haver também sensação de formigamento, queimação e dormência nesta área da lesão, seguindo para a ponta dos dedos.

Sem contar que qualquer dor que dure mais de uma semana deve receber total atenção. Durante a consulta, o médico certamente perguntará sobre os sintomas e também qual a frequência destes sintomas, se houve qualquer tipo de lesão no pé, se o paciente pratica esportes, se usa saltos altos, se possui qualquer deformidade no pé, se já possuía tal deformidade antes e se faz uso de qualquer tipo de medicamento para esta finalidade.

Em seguida, o médico pressionará o pé para verificar a presença deste caroço. E, se necessário, solicitará alguns exames de imagem que possam apontar o Neuroma de Morton com maior precisão e clareza tais como a ressonância magnética ou a ultrassonografia.

Tratamento

Pode consistir no uso de alguns amortecedores e suportes dentro dos calçados que têm a finalidade de amenizar a pressão exercida sobre dos dedos dos pés. O uso de calçados com solado mais firme e estrutura pouco flexível também tem ótimos resultados, porque muda a forma da pisada e diminui a sobrecarga na região afetada.

Caso os resultados não sejam satisfatórios, poderá ser analisada a possibilidade de tratamento cirúrgico, que vai desde a cirurgia de descompressão, na qual o médico fará cortes em volta do nervo lesionado, a fim de diminuir a pressão local, até a neurectomia – a remoção no nervo doente.

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Joanete juvenil – porque acontece e como tratar

Joanete juvenil – porque acontece e como tratar

Joanete é uma patologia caracterizada pelo desvio dos ossos do pé e dos ossos dos dedos, conhecidos como primeiro metatarsiano e falanges, respectivamente. É comum em adultos, mas, contrariando algumas crenças populares, também pode acontecer em crianças e adolescente – o que caracteriza a joanete juvenil!

Ela costuma acontecer no início da adolescência, na transição entre essa fase e a infância. Mesmo que se inicie cedo, ela pode se manifestar em grau leve, moderado ou grave. Por isso, quando percebida a deformidade (visível esteticamente e causando dor), é importante ir até um médico ortopedista para avaliar o caso.

Causas e diagnóstico da joanete juvenil

Não há uma causa definida para joanete, seja ele juvenil ou não. Ele pode ocorrer, na verdade, por uma série de fatores diferentes, separadamente ou combinados:

  • Histórico familiar;
  • Uso frequente de calçados apertados na parte da frente;
  • Meninas são mais afetadas;
  • Hipermobilidade articular, que por sua vez pode ser causada por síndromes, como a de Down;
  • Predisposição genética (pé plano ou egípcio, por exemplo).

Como o problema é mais frequente em mulheres, e muitas delas usam sapatos de bico fino que apertam os dedos, esses dois fatores contribuem simultaneamente em grande parte dos casos.

Essas circunstâncias influem até mesmo na joanete juvenil, visto que, seja por vaidade ou para imitar suas mães, por exemplo, adolescentes e pré-adolescentes podem também usar salto alto e calçados do tipo.

Para realizar o diagnóstico, o médico provavelmente avaliará como o jovem caminha, o formato do pé enquanto ele estiver parado em pé, mobilidade e sensibilidade à dor. Depois dessa parte clínica, ele solicitará exames de imagem, que confirmarão a joanete e o respectivo grau de intensidade.

Tratamentos

Não há outra forma de corrigir a deformidade além da cirurgia. Ainda assim, é importante que o paciente corrija seus hábitos, especialmente no que diz respeito ao uso de calçados inapropriados. Mas é importante ressaltar que a cirurgia só é indicada quando há dor e/ou quadros agressivos. Ela não é normalmente recomendada apenas por razões estéticas.

Em crianças e adolescentes, a cirurgia deve ser feita com uma orientação específica, visto que o paciente ainda está em desenvolvimento. Na verdade, todo tipo de joanete pode utilizar técnicas cirúrgicas diferentes, dependendo do formato natural do pé. No caso dos jovens, geralmente as intervenções feitas próximas à maturidade esquelética apresentam os melhores resultados. Portanto, é necessário apostar no tratamento conservador enquanto não for possível fazer a cirurgia.

Essas medidas preventivas existem para evitar que o problema retorne junto com o crescimento. De qualquer forma, a superação do joanete juvenil depende da disciplina do paciente em relação aos calçados, e, mais tarde, no procedimento cirúrgico.

Se houver muita dor ou impossibilidade de espera, o cirurgião avaliará individualmente se há como fazer a cirurgia antes da maturidade.

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Tipos de pisada: Como identificar o seu

Tipos de pisada: Como identificar o seu

A forma de andar de uma pessoa diz muito sobre ela, especialmente sobre sua saúde. A anatomia da pisada é influenciada pelos tipos de pé, a forma do joelho e a flexibilidade nas articulações, que podem indicar vícios posturais muitas vezes invisíveis.

Para quem deseja começar a praticar corrida, é fundamental identificar o tipo de pisada. Isso poderá evitar lesões no tornozelo, joelhos e coluna. Além disso, será possível conhecer alternativas para conter os riscos de acidentes e melhorar a performance.

Conheça os tipos de pisadas dos pés

Quando uma pessoa calça um sapato que não é o seu, sentirá uma diferença em alguma parte da sola, o que provoca incômodo ao caminhar. É simples constatar que o motivo para essa sensação de estranhamento é que cada pessoa tem uma pisada peculiar e especifíca.

As nuances são criadas a partir de fatores biológicos e anatômicos, que influenciam todo mecanismo dos membros inferiores que envolve o ato de caminhar. O primeiro passo para conhecer sua própria pisada é saber a diferença entre os três tipos de pisadas existentes: a pronada, a supinada e a neutra.

Quais são os tipos de pisada?

A pisada pronada é o famoso pé chato, também conhecido como “pé para dentro”.  Caracteriza-se por uma rotação muito maior para a área de dentro dos pés, quase sem o formato de arco. Faz com que o corpo jogue a maior parte do peso para sua área interna.

A pisada supinada é o “pé para fora”, que coloca o peso corporal na sua lateral externa. O arco dos pés costuma ser bem acentuado, chamado de pé cavo, causando desequilíbrio ao caminhar.

A pisada neutra é aquela que não apresenta alterações no formato do pé, que é alinhado com o restante do corpo. O peso corporal é distribuído de forma uniforme por toda a base do pé, sem desvios rotacionais para nenhum dos lados.

As lesões ocorridas pelo tipo de pisada inadequado podem causar danos mais extensos do que apenas no pé. Podem afetar os joelhos, o quadril e a coluna, com riscos de sérias gravidades. Se a pisada é supinada, a pessoa tende a ter dores.

Como identificar a própria pisada?

A melhor maneira de confirmar o seu tipo de pisada é consultando um ortopedista. Ele poderá dar todas as informações  e recomendar a melhor forma de evitar lesões. Alguns exames de imagem podem ser usados para verificar a sobrecarga do pé, como a baropodometria, que avalia a mancha formada pelos pés na área determinada. Raramente, entretanto,esses exames são necessários: uma boa avaliação do alinhamento e marcha do paciente já são suficientes para um médico experiente.

Caso não seja possível ir ao médico num primeiro momento, é pode-se fazer o exame de forma caseira, embora com possibilidade de falhas.

Um dos testes que podem ser realizados é o do pé molhado. Separe uma folha grande de papel no chão plano, molhe a sola dos pés e suba lentamente em cima da folha começando pelo calcanhar até os dedos e depois retire da folha para observar a marca que foi deixada.

A mancha mais uniforme para todos os lados e que faz um desenho da sola do pé é a da pisada normal ou neutra. A pisada que ocupa toda a folha, sem  mostrar tão perfeitamente o formato do pé é considerada plana. Engloba toda a sola do pé indica uma pisada pronada. A pisada supinada demonstra as manchas nos dedos dos pés e no calcanhar.

Outro teste caseiro simples é do sapato antigo. Pegue um sapato bem usado para avaliar como é sua sola.  Se estiver mais gasto na área interna, indicam pisada pronada. Se o desgaste maior for na área externa, são pés supinados. A pisada neutra não apresentará grandes alterações em nenhum dos lados, a não ser os criados pelo excesso de uso.

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Cirurgia de pé: conheça 3 casos comuns em que o procedimento é indicado

Cirurgia de pé: conheça 3 casos comuns em que o procedimento é indicado

Muitas situações nas quais o corpo reage erroneamente ou apresenta alguma incorreção demandam uma intervenção cirúrgica. No caso dos pés, existem alguns casos em que uma cirurgia de pé é de fato necessária: seja como uma medida para facilitar o caminhar, o ato de pisar ou mesmo um aspecto estético.

Assim como acontece no caso de qualquer intervenção médica, é importante que o paciente tenha primeiro perfeita clareza em relação ao seu diagnóstico. Com as orientações do especialista, o paciente poderá ter uma compreensão maior de como a operação pode resolver seu problema e também a como aproveitar com mais amplitude os benefícios que o procedimento oferece.

Conheça agora 3 indicações bastante comuns do procedimento cirúrgico para pés!

Cirurgia de pé: indicações recorrentes

1. Joanetes

Para quem tem joanete em um ou nos dois pés, a cirurgia de pé pode ser a solução. É claro que em alguns casos o uso de órteses e calçados específicos pode resolver o problema, mas situações em que a deformação é muito visível ou então prejudica o aspecto físico do pé exigem uma operação cirúrgica. Dores, inflamações, dificuldade para caminhar ou transtorno na hora de colocar um calçado são algumas queixas que podem ser relevantes na hora de se indicar ou não uma cirurgia para correção.

Sem sentir dor nenhuma durante a ação, o cirurgião faz a correção necessária com o menor índice de ato invasivo possível. Algumas estruturas como os ossos, os nervos e os tendões podem ser alterados para retirar o joanete.

Leia mais: Como é o pós-operatório da cirurgia de hálux valgo

2. Pé chato

Outro problema a ser resolvido com uma intervenção cirúrgica é o chamado “pé chato”. Assim como o joanete, o pé chato também pode não manifestar nenhum sintoma de imediato. No entanto, com o decorrer do tempo, a pessoa pode ter dificuldade para caminhar ou correr e ainda ter a incidência de dor.

Como o pé adquire um aspecto irregular, a cirurgia procura enxertar a parte achatada para que ele se mantenha em uma medida exata e correta para caminhar ou se equilibrar. Em alguns casos, é até possível estender o músculo da panturrilha para que o pé tenha uma estabilidade correta. Certas pessoas precisam de duas cirurgias em uma: a retirada de osso de um dos lados do pé e transplante deste mesmo osso para o lado “desabado”.

Leia mais: Quando é indicada a cirurgia para correção do pé chato

3. Diminuição dos dedos

A cirurgia estética-ortopédica do momento. Por incrível que pareça, a indicação da diminuição dos dedos ocorre mais por razões clínicas do que devido a uma situação efetivamente estética. Em casos de pé cavo, diabetes intensa ou joanete grave, os dedos evoluem em “garra”, e a única maneira de retificá-los é diminuindo a estrutura óssea.

A cirurgia também pode ser utilizada para tratar calosidades ou discrepâncias de tamanho que atrapalhem o uso de calçado. É necessário, entretanto, um diagnóstico bem detalhado, pois somente em casos específicos a cirurgia de pé pode ser indicada para solucionar esse tipo de problema. Exames de raios-X, ressonâncias e outras análises, nesse sentido, são utilizados para fundamentar as orientações do médico acerca do melhor tratamento.

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Pé chato ou Pé plano? Conheça as principais causas e tratamentos

Pé chato ou Pé plano? Conheça as principais causas e tratamentos

Você já prestou atenção ao formato dos seus pés? Será que você é uma das pessoas que possuem pé chato? O pé chato ou pé plano – ambos os termos estão corretos! – não possui a curvatura plantar normal. Para saber, você pode passar tinta guache na planta do pé e pisar sobre uma folha de papel. Se tiver o pé chato, a planta do pé ficará totalmente marcada, sem a curva da sola.

O arco do pé é importante para garantir melhor distribuição do peso do corpo e o amortecimento de impactos da pisada. Quando o arco plantar é muito baixo, o pé não consegue absorver e amortecer esses impactos com eficiência.

O pé chato favorece a ocorrência de fasceíte plantar – inflamação do tecido que reveste a musculatura da sola, a fáscia –, dor no tornozelo, tendinite do tibial posterior e aparecimento de joanetes.

 

Causas do pé chato

Ao observar os pés do bebê, é possível perceber que o arco plantar ainda não está completamente desenvolvido. Além disso, como os pés dos bebês geralmente são “gordinhos” tem-se a impressão de que são planos. À medida que crescem, é possível ter mais certeza se possuem pés chatos ou se o arco plantar é normal, que deve estar formado até a criança completar seis anos.  É importante que os pais fiquem atentos ao formato dos pés e busquem orientação com o médico ortopedista.

O pé chato pode ter origem em fatores genéticos (histórico familiar), má-formação óssea e hiperfrouxidão de ligamentos. Problemas nas estruturas ósseas dos pés causam dor e dificultam o caminhar. Lesões traumáticas e a ruptura de tendões também podem modificar a planta do pé, tornando-o chato.

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Sintomas do pé chato

Quando há hiperfrouxidão ligamentar, problemas ósseos, lesões e rupturas de tendões, a dor é o principal sintoma. Há dificuldade para caminhar, correr, permanecer muito tempo em pé e praticar esportes e pode ocorrer a formação de calosidades nos pés, cansaço e dor nas pernas.

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O diagnóstico é feito através do exame físico, movimento dos pés ao caminhar e avaliação do desgaste da sola do calçado que a pessoa mais utiliza no dia a dia. Além disso, o médico poderá solicitar exames de imagem, como raio-x, ressonância magnética, tomografia ou ultrassonografia dos pés.

 

Tratamento do pé chato

O médico pode recomendar o uso de palmilhas ortopédicas ou calçados especiais aos pacientes com histórico de dor e dificuldade para caminhar com estabilidade.

A fisioterapia é um recurso para pacientes que têm problemas nos tendões como, por exemplo, o tendão de Aquiles muito curto. Se o paciente estiver acima do peso, será necessário emagrecer para reduzir a sobrecarga nas pernas e pés. É importante, também, passar a usar calçados adequados ao tipo de pisada e fazer alongamentos dos pés.

A cirurgia é indicada para casos mais graves, quando o pé chato causa dor, resulta de lesões nos ligamentos e tendões ou quando há existência de barra óssea. Somente o médico ortopedista pode definir o plano de tratamento mais eficaz para o pé chato.

Leia mais: Quando é indicada a cirurgia para correção do pé chato

 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais sobre o meu trabalho como ortopedista em São Paulo.

Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Joanete, pé chato , Tendinite, Todos