pé chato 

Cirurgia de pé: conheça 3 casos comuns em que o procedimento é indicado

Cirurgia de pé: conheça 3 casos comuns em que o procedimento é indicado

Muitas situações nas quais o corpo reage erroneamente ou apresenta alguma incorreção demandam uma intervenção cirúrgica. No caso dos pés, existem alguns casos em que uma cirurgia de pé é de fato necessária: seja como uma medida para facilitar o caminhar, o ato de pisar ou mesmo um aspecto estético.

Assim como acontece no caso de qualquer intervenção médica, é importante que o paciente tenha primeiro perfeita clareza em relação ao seu diagnóstico. Com as orientações do especialista, o paciente poderá ter uma compreensão maior de como a operação pode resolver seu problema e também a como aproveitar com mais amplitude os benefícios que o procedimento oferece.

Conheça agora 3 indicações bastante comuns do procedimento cirúrgico para pés!

Cirurgia de pé: indicações recorrentes

1. Joanetes

Para quem tem joanete em um ou nos dois pés, a cirurgia de pé pode ser a solução. É claro que em alguns casos o uso de órteses e calçados específicos pode resolver o problema, mas situações em que a deformação é muito visível ou então prejudica o aspecto físico do pé exigem uma operação cirúrgica. Dores, inflamações, dificuldade para caminhar ou transtorno na hora de colocar um calçado são algumas queixas que podem ser relevantes na hora de se indicar ou não uma cirurgia para correção.

Sem sentir dor nenhuma durante a ação, o cirurgião faz a correção necessária com o menor índice de ato invasivo possível. Algumas estruturas como os ossos, os nervos e os tendões podem ser alterados para retirar o joanete.

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2. Pé chato

Outro problema a ser resolvido com uma intervenção cirúrgica é o chamado “pé chato”. Assim como o joanete, o pé chato também pode não manifestar nenhum sintoma de imediato. No entanto, com o decorrer do tempo, a pessoa pode ter dificuldade para caminhar ou correr e ainda ter a incidência de dor.

Como o pé adquire um aspecto irregular, a cirurgia procura enxertar a parte achatada para que ele se mantenha em uma medida exata e correta para caminhar ou se equilibrar. Em alguns casos, é até possível estender o músculo da panturrilha para que o pé tenha uma estabilidade correta. Certas pessoas precisam de duas cirurgias em uma: a retirada de osso de um dos lados do pé e transplante deste mesmo osso para o lado “desabado”.

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3. Diminuição dos dedos

A cirurgia estética-ortopédica do momento. Por incrível que pareça, a indicação da diminuição dos dedos ocorre mais por razões clínicas do que devido a uma situação efetivamente estética. Em casos de pé cavo, diabetes intensa ou joanete grave, os dedos evoluem em “garra”, e a única maneira de retificá-los é diminuindo a estrutura óssea.

A cirurgia também pode ser utilizada para tratar calosidades ou discrepâncias de tamanho que atrapalhem o uso de calçado. É necessário, entretanto, um diagnóstico bem detalhado, pois somente em casos específicos a cirurgia de pé pode ser indicada para solucionar esse tipo de problema. Exames de raios-X, ressonâncias e outras análises, nesse sentido, são utilizados para fundamentar as orientações do médico acerca do melhor tratamento.

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Pé chato ou Pé plano? Conheça as principais causas e tratamentos

Pé chato ou Pé plano? Conheça as principais causas e tratamentos

Você já prestou atenção ao formato dos seus pés? Será que você é uma das pessoas que possuem pé chato? O pé chato ou pé plano – ambos os termos estão corretos! – não possui a curvatura plantar normal. Para saber, você pode passar tinta guache na planta do pé e pisar sobre uma folha de papel. Se tiver o pé chato, a planta do pé ficará totalmente marcada, sem a curva da sola.

O arco do pé é importante para garantir melhor distribuição do peso do corpo e o amortecimento de impactos da pisada. Quando o arco plantar é muito baixo, o pé não consegue absorver e amortecer esses impactos com eficiência.

O pé chato favorece a ocorrência de fasceíte plantar – inflamação do tecido que reveste a musculatura da sola, a fáscia –, dor no tornozelo, tendinite do tibial posterior e aparecimento de joanetes.

 

Causas do pé chato

Ao observar os pés do bebê, é possível perceber que o arco plantar ainda não está completamente desenvolvido. Além disso, como os pés dos bebês geralmente são “gordinhos” tem-se a impressão de que são planos. À medida que crescem, é possível ter mais certeza se possuem pés chatos ou se o arco plantar é normal, que deve estar formado até a criança completar seis anos.  É importante que os pais fiquem atentos ao formato dos pés e busquem orientação com o médico ortopedista.

O pé chato pode ter origem em fatores genéticos (histórico familiar), má-formação óssea e hiperfrouxidão de ligamentos. Problemas nas estruturas ósseas dos pés causam dor e dificultam o caminhar. Lesões traumáticas e a ruptura de tendões também podem modificar a planta do pé, tornando-o chato.

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Sintomas do pé chato

Quando há hiperfrouxidão ligamentar, problemas ósseos, lesões e rupturas de tendões, a dor é o principal sintoma. Há dificuldade para caminhar, correr, permanecer muito tempo em pé e praticar esportes e pode ocorrer a formação de calosidades nos pés, cansaço e dor nas pernas.

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O diagnóstico é feito através do exame físico, movimento dos pés ao caminhar e avaliação do desgaste da sola do calçado que a pessoa mais utiliza no dia a dia. Além disso, o médico poderá solicitar exames de imagem, como raio-x, ressonância magnética, tomografia ou ultrassonografia dos pés.

 

Tratamento do pé chato

O médico pode recomendar o uso de palmilhas ortopédicas ou calçados especiais aos pacientes com histórico de dor e dificuldade para caminhar com estabilidade.

A fisioterapia é um recurso para pacientes que têm problemas nos tendões como, por exemplo, o tendão de Aquiles muito curto. Se o paciente estiver acima do peso, será necessário emagrecer para reduzir a sobrecarga nas pernas e pés. É importante, também, passar a usar calçados adequados ao tipo de pisada e fazer alongamentos dos pés.

A cirurgia é indicada para casos mais graves, quando o pé chato causa dor, resulta de lesões nos ligamentos e tendões ou quando há existência de barra óssea. Somente o médico ortopedista pode definir o plano de tratamento mais eficaz para o pé chato.

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Você sabe o que é Fascite Plantar?

Você sabe o que é Fascite Plantar?

A fascite plantar é a inflamação ou degeneração da fáscia, tecido fibroso que reveste os músculos da sola do pé. A fáscia liga o osso do calcanhar (calcâneo) à base dos dedos, mantendo firme a curvatura do pé. Os principais sintomas são a dor no calcanhar e a dificuldade para andar.  

 

Causas da fascite plantar

A fáscia é um tecido fibroso com pouca elasticidade. O alongamento excessivo repetidas vezes ou microtraumatismos causam a sua inflamação.

Os principais fatores de risco da fascite plantar são:

  • Sobrecarga ou tensão da fáscia na prática de atividades físicas como pedestrianismo, longas caminhadas e dança;
  • Sobrepeso ou obesidade;
  • Uso contínuo de sapatos de salto alto;
  • Disfunções anatômicas, como pé chato ou cavo;
  • Encurtamento do tendão de Aquiles (que liga a musculatura da panturrilha ao calcanhar);
  • Longos períodos passados em pé;
  • Calçados apertados ou não adequados ao formato do pé.

 

Sintomas das fascite plantar

A fascite plantar causa dor, aguda ou crônica, dependendo do tempo de inflamação. É mais intensa nos primeiros passos do dia ou quando a pessoa é obrigada a passar muitas horas em pé, subir e descer escadas, carregar peso e fazer atividades físicas.

A inflamação também pode causar vermelhidão, estressar o arco do pé, aumentar a sensibilidade na sola do pé, inchaço e rigidez.

 

Diagnóstico e tratamento

Além do exame clínico, o médico poderá solicitar exames de imagem, como a radiografia ou ultrassonografia, para fechar o diagnóstico. A imagem serve também para saber se o problema não está relacionando com a formação de esporão calcâneo, microfraturas, nodulações, tendinite na musculatura da tíbia ou dor nas articulações dos ossos dos dedos.

É importante que o paciente não busque uma maneira para adaptar o caminhar e a postura e, com isso, tente suportar a dor. Essas adaptações, além de não resolverem a inflamação da fáscia plantar, ainda causam outros problemas que podem afetar a coluna, quadril e joelhos.

O tratamento da fascite plantar é medicamentoso e fisioterapêutico. Analgésicos e anti-inflamatórios são prescritos pelo médico para aliviar a dor e desinflamar o pé. A realização de alongamentos de panturrilha e fáscia plantar pela manhã é fundamental para alívio mais rápido e cicatrização da estrutura afetada.

Os exercícios fisioterapêuticos aliviam a dor, fortalecem a musculatura, alongam a fáscia plantar, panturrilha e tendão de Aquiles. Além disso, com a fisioterapia o paciente também aprende a realizar as atividades físicas sem comprometer os pés. O repouso e o uso de calçados confortáveis são outras medidas necessárias para tratar a fascite plantar.

O paciente pode aplicar compressas de água quente para atenuar a dor. Durante o sono é possível alongar a fáscia com o uso de uma órtese. Deve-se lembrar que a reabilitação do paciente quando a fascite plantar atingiu o estágio crônico é ainda mais longa.

Para prevenir a doença é importante usar calçados adequados, reduzir o peso corporal, evitar o esforço físico extremo e fazer o alongamento antes e depois das atividades físicas.

 

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Conheça mais sobre os três tipos de entorse de tornozelo

Conheça mais sobre os três tipos de entorse de tornozelo

A entorse do tornozelo é uma lesão causada pela virada brusca do pé, mais frequente durante a prática de atividade física. É muito comum entre jogadores de basquete, vôlei, futebol, praticantes de atletismo e salto, mas também ocorrer quando a pessoa “pisa em falso” e acaba virando o a sola do pé para fora (eversão) ou para dentro (inversão).

Além desses fatores, existe o risco de entorse do tornozelo para pessoas que têm a pisada pronada ou supinada. Essas alterações do pé causam mudanças no eixo do tornozelo, fazendo o pé ter a tendência de torcer para dentro ou fora, dependendo da deformidade.

As torções em inversão são as mais comuns, perfazendo cerca de 90% de todas as entorses. As lesões em eversão são mais graves e, felizmente, bem raras. Daqui para frente iremos falar apenas do entorse em inversão, a mais prevalente e que causa dor na parte lateral do tornozelo.

 

Tipos de entorse do tornozelo

Dependendo do impacto da entorse do tornozelo, pode ocorrer a ruptura de ligamentos e tendões.

  • Grau I: dor e edema (inchaço), lesão de apenas um ligamento do tornozelo

 

  • Grau II: rompimento de dois ligamentos, dor moderada, rigidez, edema, dificuldade para andar

 

  • Grau III: Todos os três ligamentos laterais do tornozelo rompidos, dor forte, equimose (marca roxa na pele), impossibilidade de ficar em pé e caminhar.

 

Diagnóstico de entorse do tornozelo

Através do relato do paciente e do exame clínico, o médico ortopedista tem condições de diagnosticar a entorse do tornozelo. Porém, o exame de imagem oferece mais informações sobre a lesão, para identificação de ruptura de ligamentos e fraturas.

A partir dos resultados dos exames, o médico define a melhor forma de tratamento. Para os casos mais leves, medicação contra a dor (analgésico e anti-inflamatório), compressas de gelo (por 20 minutos, 6 vezes ao dia) e repouso com a perna elevada são suficientes para tratar a entorse do tornozelo. O uso de bengala ou muleta ajuda a diminuir a sobrecarga no tornozelo.

Para os casos mais graves, a imobilização do tornozelo com bota é necessária. A fisioterapia é recomendada para reabilitar músculos, tendões, ligamentos e proporcionar mais estabilidade ao pé.

Para a entorse de primeiro grau, movimentação precoce é fundamental. Lesões de segundo e terceiro graus exigem maior cuidado, com proteção da articulação com bota, variando de 2 a 6 semanas, porém sempre intercalando com períodos de movimentação do tornozelo.

 

Após o tratamento

A maior parte dos casos evolui bem, com recuperação completa em até 6 semanas. Se após esse prazo o paciente continua com dificuldade para caminhar, devido à instabilidade nas articulações, o médico poderá solicitar a ressonância magnética para verificar a existência de lesões tardias.

Pessoas que têm pisada pronada (pé chato) ou supinada (pé cavo) têm maior propensão para entorses de tornozelo, assim como pessoas que tiveram entorses graves no passado. Isso se deve a alterações dos ligamentos que estabilizam a região, que estão ‘alongados’ nos casos citados acima, possibilitando maior movimento entre os ossos.

O uso de tornozeleiras proporciona mais proteção durante a prática de esportes, principalmente aqueles que causam maior impacto, como vôlei, basquete e futebol.

O tratamento cirúrgico para esses tipos de entorse de tornozelo é raramente necessário, sendo reservado apenas para casos de instabilidade intensa – o que é muito raro – ou em casos de lesões associadas: fraturas ósseas, roturas de cartilagens, lesões de tendões ou ligamentos da face interna do tornozelo.

 

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Guia anatomicamente correto do pé – identifique melhor suas dores

Guia anatomicamente correto do pé – identifique melhor suas dores

A dor no pé pode ser um sintoma de tensão muscular, que desaparece com o repouso e a massagem, ou um sinal de algo mais sério como a fascite plantar, tendinite de Aquiles, microfraturas, lesões e doenças ósseas como artrite, bursite, osteomielite, tumor, entre outras enfermidades, que exigem tratamento diferenciado. Como a dor no pé tem várias causas, é importante consultar o médico para obter o diagnóstico e iniciar o tratamento.

O pé é formado por 26 ossos, articulações, músculos e ligamentos. Possui dois arcos – longitudinal e transverso. De acordo com a curvatura da sola, o pé é classificado como normal, chato (pegada plana) ou cavo (pegada supinada).

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Os pés suportam o peso do corpo e os impactos gerados durante a caminhada, corrida, salto, esportes e tantos outros movimentos que realizamos. Com tudo isso, é fácil entender por que a dor no membro é uma queixa frequente nos consultórios médicos.

Dor no pé: o que pode ser?

  • Dor ao acordar: Na maioria dos casos, a dor no pé ao acordar é um sintoma de doenças ósseas como reumatismo, artrite e artrose. A inflamação causa dor mais intensa pela manhã, quando o corpo está relaxado. Ao longo do dia, a dor fica mais fraca porque os movimentos ativam a circulação.
  • Dor ao andar: Se você usa salto alto ou calçado apertado, certamente sentirá dor nos pés. Mas, se a dor persiste mesmo quando o calçado é confortável, pode ser um caso de fasceite plantar (inflamação da fáscia – tecido da musculatura da sola do pé), esporão, joanete, pé chato ou uma doença óssea.
  • Dor após correr: O impacto gerado pelas pisadas durante uma corrida, principalmente quando não se usa o tênis correto e o solo é irregular e duro, pode causar dor nos pés. Pode ser um sintoma de distensão de ligamentos ou inflamação dos tendões.
  • Dor na gravidez: Durante a gestação, muitas mulheres podem ficar com os pés inchados e doloridos. Isso acontece devido ao aumento do peso corporal e devido à dilatação de vasos sanguíneos.
  • Dor no pé e na mão: Se, além de sentir dor nos pés, você também sofre com dor nas mãos, pode estar com problemas de circulação ou artrite reumatóide. Se em vez de dor você estiver com sensação de formigamento ou anestesia, pode ser diabetes.
  • Dor e inchaço no pé: Esses sintomas são comuns quando há problema no sistema cardiovascular, por isso é essencial buscar ajuda médica.

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Tratamento para a dor no pé

Seja qual for a dor, o mais importante é não aprender a conviver com ela, sem buscar ajuda médica. Somente o diagnóstico médico poderá confirmar a causa da dor e indicar a melhor forma de tratá-la.  Não tome medicamentos sem prescrição médica, principalmente anti-inflamatórios, para não mascarar as causas da dor no pé. O médico indicará os remédios e sessões de fisioterapia, se for necessário.

Prevenção da dor no pé

  • Usar calçados confortáveis e com solado firme
  • Escolher o tênis certo para corrida e outros esportes
  • Evitar o carregamento de peso
  • Fazer alongamento antes e principalmente depois de exercícios físicos
  • Não passar muito tempo em pé ou com as pernas cruzadas
  • Manter o peso ideal
  • Controlar o diabetes 

 

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Esporão – Sintomas, causas e tratamento

Esporão – Sintomas, causas e tratamento

Apesar de muito se ouvir falar em dores na coluna devido à grande quantidade de tempo que as pessoas passam sentadas, em especial no trabalho, uma das reclamações ortopédicas mais comuns, que acomete uma grande quantidade de pessoas que trabalham em pé, são as dores na região, incluindo o famoso esporão.

Mas como ele é causado? Quais são os principais fatores que influenciam sua formação? Existem métodos capazes de diminuir a dor que ele causa ou de fazer com que ele desapareça? São estes e outros tópicos que iremos explorar neste artigo.

Causas do Esporão

Nossos pés são uma das regiões do corpo que mais sofrem, porque é neles que todo o peso de nosso corpo é apoiado, mais especificamente em um osso chamado calcâneo, o maior da região dos pés e calcanhares.

Como se trata de um osso que suporta imensa pressão, com o tempo podem surgir microlesões sobre o mesmo, e são essas lesões que desencadeiam dores na sola do pé (fascite plantar) e também podem causar inflamação do tecido, levando ao surgimento do esporão.

Trata-se de uma condição que é mais comum em pessoas que têm curvatura do pé mais acentuada ou que têm a sola do pé mais chato. Fatores externos como trabalhar durante várias horas seguidas em pé, o uso excessivo de sapatos muito apertados, que tenham salto alto ou solado muito mole e fino, e também o excesso de peso tornam as pessoas mais propensas a manifestarem este mal tão incômodo.

Com isso, regiões na sola do pé, calcanhar e tendões podem ficar constantemente inflamadas, causando, depois de um tempo, a calcificação ou “endurecimento” do tecido ao redor do osso, o esporão.

Principais sintomas

Em muitos casos, a doença é assintomática. Ou seja, em muitas vezes, não existe qualquer manifestação de sintoma durante o desenvolvimento da doença. No entanto, dores persistentes nos calcanhares e pés podem indicar a formação ou presença do esporão. Em muitos casos, ele só é percebido de forma nítida quando há a calcificação do tecido.

Tratamentos

Prevenir é melhor do que remediar, por isso, antes de falar dos tratamentos em si, é importante frisar formas de prevenir a condição. Para isso, recomenda-se que a pessoa troque atividades de alto impacto, como a corrida, por atividades com impacto moderado ou de baixo impacto, a exemplo da natação e da hidroginástica. Manter-se dentro do peso ideal também é um fator de prevenção dessa condição.

Para os casos em que a condição já se manifestou, é possível tomar medidas caseiras para aliviar a dor, como massagear o pé com uma garrafa de água quente ou fazer exercícios de alongamento da panturrilha e fáscia plantar, que devem ser recomendados por um médico para não agravar a situação.

Outra forma de reduzir a dor é através da fisioterapia, que se mostra altamente eficaz na grande maioria dos casos. Em casos extremos é possível recorrer à cirurgia, em que cortamos as estruturas inflamadas, aliviando a tensão. Isto, entretanto, é realizado apenas em último caso pois pode levar a alterações da pisada.

Caso você esteja sentindo muitas dores e desconfie que o esporão seja o seu problema, a melhor dica é procurar um médico ortopedista de sua confiança, para que o caso possa ser avaliado e o melhor tratamento seja indicado.

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