Pé plano

Os calçados indicados para cada tipo de pisada

Os calçados indicados para cada tipo de pisada

Ao contrário do que muitas pessoas podem imaginar, não são apenas traços físicos bem distintos, como o desenho da íris e as impressões digitais que são únicos. Aspectos bem mais comuns, como o formato dos pés, também diferem muito entre um indivíduo e outro. E sobre esse último ponto, algo que não é muito conhecido é a necessidade de ter um tipo de calçado específico para o formato da pisada.

A maneira como uma pessoa toca o chão com a planta de seus pés é determinada pelo formato deles e cada “jeito” requer uma atenção especial.

Neste post, você conhecerá um pouco mais sobre os tipos de pisada mais comuns e os calçados mais recomendados. Acompanhe e boa leitura!

Leia mais: Tipos de pisada: Como identificar o seu

Tipos de pisada

Pronada

Essa forma de pisar ocorre quando a pessoa toca o chão primeiro com a parte interna do pé. Na maioria das situações, isso acontece por haver uma rotação excessiva da parte de dentro do pé e do tornozelo.

Uma indicação de que a pessoa tem pronação são os seus calçados, que tendem a se desgastar mais na parte lateral interna.

Veja agora os calçados indicados para esses casos:

  • aqueles que contam com ótima estabilidade e que também são leves e confortáveis. Isso é importante dada a própria anatomia dos pés da pessoa, que a deixa com os tornozelos mais flexíveis — fator que reduz sua estabilidade.

Leia mais: É possível corrigir a pisada pronada?

Pisada Neutra

A neutra é o tipo mais comum e, como sugere o próprio nome, é o jeito considerado “normal” de pisar. Sendo assim, também é o que menos problemas ortopédicos causa ao indivíduo. Ela se inicia na parte externa do calcanhar e prossegue com uma ligeira rotação do pé para dentro. Em outras palavras, é quando o pé toca o solo de maneira uniforme.

Por ser muito comum, os calçados mais indicados para esse tipo:

  • são feitos baseados nessa pisada, por isso, há poucas restrições. A dica é escolher um modelo que ofereça conforto e que tenha um bom sistema de absorção de impacto, que ajudará a manter os pés menos cansados, seja na rotina do dia a dia ou na prática de algum esporte.

Supinada

Esse jeito de pisar é aquele que costumamos chamar de “pisar para fora”. O supinador tem o arco plantar acentuado e essa característica, aliada com o fato de que ele toca o chão com a parte externa dos pés, o deixa mais vulnerável a torções no tornozelo e tendinites na região da panturrilha, especialmente devido ao tensionamento constante da área.

A recomendação para esses casos:

  • são os calçados que contam com um bom reforço na parte da frente — o antepé. O motivo é que a grande curvatura do arco plantar leva a pessoa a ter menos estabilidade nessa região e esse modelo de calçado trará mais conforto e firmeza nas passadas.

Se você tem dúvidas sobre sua pisada, a dica é procurar o ortopedista. Além de sanar esse ponto, ele poderá ajudá-lo a escolher o melhor tipo de calçado, respeitando suas necessidades pessoais e garantindo que nenhum problema em decorrência dessa característica física surja no futuro.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

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5 tratamentos para pé chato

5 tratamentos para pé chato

No meio ortopédico, é denominado de pé chato aquele em que a planta encosta completamente no chão. Essa característica é tida como uma das mais leves entre outros tipos de desenvolvimentos que podem afetar a área.

Entre suas principais causas estão a ruptura do tendão do tornozelo, distrofia muscular, lesões e problemas de articulação.

Neste post, selecionamos 5 tratamentos mais usados para essa situação. Acompanhe!

Tratamentos para pé chato

1. Uso de calçados ortopédicos

Os calçados ortopédicos são indicados para qualquer fase da vida, de acordo com as necessidades individuais, porém, um fator interessante desse tipo de tratamento é que, hoje, é possível encontrar uma série de opções que se adequam ao estilo de cada um, por exemplo, botas, sapatos, sandálias e tênis.

Apesar dessa variedade, é fundamental fazer o uso constante do modelo indicado pelo médico. É preciso considerar que o calçado usado por uma pessoa pode não ser o ideal para outra. Além disso, pode haver situações em que será preciso fazer o item sob medida.

Leia mais: Como escolher calçados infantis?

2. Prática de exercícios

De acordo com o quadro, o ortopedista poderá direcionar o paciente para um tratamento com exercícios de reabilitação por meio da prática de atividades específicas.

O objetivo é promover estímulos na região que ajudem a diminuir possíveis incômodos e dores, além de facilitar que outros métodos sejam agregados para que o problema seja solucionado o mais rápido possível.

Leia mais: Exercícios para os pés: As 5 atividades mais eficazes contra as dores

3. Técnicas não-cirúrgicas

É muito comum que o especialista reúna uma série de métodos para promover um tratamento mais eficaz. Nesse sentido, podemos citar os seguintes exemplos:

  • evitar atividades que cansem muito os pés;
  • alterar as atividades diárias;
  • perder peso, no caso da pessoa estar com sobrepeso;
  • medicamentos que auxiliem na redução de dor e inflamações que possam afetar os pés. Aliás, nunca se deve iniciar algum tratamento com remédios sem orientação do profissional de saúde;
  • mudança do tipo de calçado usado pelo paciente.

Leia mais: 5 melhores alongamentos para amenizar as dores no pé

4. Indicação de cirurgia para pé chato

O tratamento cirúrgico costuma ser recomendado quando as alternativas citadas se mostram ineficientes e a criança ou o adulto continua com os pés planos.

Se for realizada em uma criança, ela estará apta a partir dos 10 anos, pois os pés ainda estão em processo de formação e os resultados poderão ser mais eficazes ao longo de sua vida.

5. Sessões de fisioterapia

A fisioterapia também poderá ser recomendada pelo ortopedista, especialmente com o objetivo de ajudar no desenvolvimento da musculatura e no realinhamento dos pés.

Em boa parte dos casos de adultos com pés chatos e que tem essa característica desde a infância, o problema não é motivo de incômodo. Por outro lado, pode acontecer de dores surgirem na primeira fase da vida e afetarem o desenvolvimento da criança.

Por este motivo, a avaliação ortopédica deve ser feita desde essa etapa, assim, o médico poderá avaliar e acompanhar a eficiência dos tratamentos usados, evitando problemas futuros relacionados ao pé chato.

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Sabia que é possível ler a sua pisada?

Sabia que é possível ler a sua pisada?

Quando o pé toca no chão ao andarmos, ele faz o movimento em que o calcanhar é o primeiro a alcançar a superfície do solo. A maneira com que esse impulso é dado tem um impacto no pé de cada indivíduo. Isso explica o motivo pelo qual alguns calçados possuem a parte posterior desgastada em um local específico. A pisada pode ser determinada por fatores anatômicos. Dessa forma, fatores como o formato dos pés, a rotação dos joelhos e a flexibilidade das articulações são fundamentais. Esse é um dos motivos que fazem com que os calçados não sejam confortáveis para todas as pessoas.

Tipos de pisada

Apesar de cada pessoa pisar de uma maneira diferente, as pisadas são categorizadas em três tipos. Conhecer e saber identificar qual o seu tipo é importante para saber escolher o tipo de calçado e evitar lesões, principalmente durante a atividade física. 

Leia mais: Tipos de pisada: Como identificar o seu

Neutra

A pisada neutra seria a maneira mais correta de colocar os pés no chão, posto que denota alinhamento entre o joelho e o calcanhar. Em suma, esse tipo de pisada utiliza todo o pé ao andar. Além disso, faz com que o peso do corpo seja distribuído de maneira mais homogênea, proporcionando mais estabilidade. 

Estima-se que menos da metade da população mundial tenha esse perfil: cerca de 45% das pessoas. Para identificar esse tipo de pisada, basta observar no tênis e demais calçados um desgaste por igual em todas as partes do solado.

Supinada

A pisada supinada é caracterizada pela projeção da carga corporal para a lateral externa dos pés, pelo afastamentos dos joelhos e pela curva acentuada nas solas, conhecida também como pé cavo. Ou seja, quem pisa desta maneira usa como apoio a parte externa do calcanhar. Por isso, o calçado desse tipo de pisada possui um grande desgaste nessa região.

Pronada

Quem tem a pisada pronada utiliza o lado externo do calcanhar para andar, porém, neste caso, ocorre uma rotação acentuada do pé para dentro, fazendo com que a passada seja finalizada perto do dedão. Esse tipo é o mais popular, atingindo cerca de 50% da população, principalmente mulheres. O desgaste do calçado pode ser observado na parte interna do solado.

Leia mais: É possível corrigir a pisada pronada?

Outra maneira de identificar o tipo de pisada

Além de observar o solado do calçado, outra maneira de se descobrir o tipo de pisada é fazendo o teste. Para isso, molhe a sola do pé e ande em folhas de jornal. A pegada ficará marcada como se fosse um carimbo, tornando mais fácil a identificação conforme as características. Na pisada normal, a área molhada no jornal será mais uniforme. Pessoas que possuem a pisada pronada farão com o pé uma marca maior. Já aqueles que possuem a pisada supinada terão o calcanhar e a ponta do pé como áreas mais marcadas. 

Leia mais: 3 dicas na hora de comprar o tênis certo para esportes

Entretanto, a maneira mais correta e garantida de se descobrir o tipo é consultando com um ortopedista.

Problemas ortopédicos podem ser causados por cada tipo de pegada. Quem tem a pronada pode desenvolver contusões nos ossos do pé e da perna, além de sentir dores no joelho e instabilidade nos tornozelos. Já quem possui pisada supinada tende a ter dores e inflamações no tecido da planta do pé, além de desgaste na patela. Lesões, dores nas costas e deformidades ósseas também podem ser causados pela forma errada de pisar. Por isso é importante corrigir e neutralizar essa forma de pisar. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

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