Tendinite

Fratura por estresse: causas e formas de prevenção

Fratura por estresse: causas e formas de prevenção

A fratura por estresse é caracterizada pelo desgaste ósseo, causado pela sobrecarga óssea e exercícios repetitivos com grande intensidade. Esse tipo de fratura ocorre porque a carga elevada, sem respeito ao tempo de repouso, excede a resistência do tecido ósseo.

As fraturas iniciam nas partes internas do osso. Se não tratadas, evoluem para uma fratura completa. São mais frequentes entre atletas de salto, vôlei, basquete, bailarinos, bem como corredores esportivos. Há maior incidência em pessoas brancas do sexo feminino. Além disso, os ossos mais afetados são o fêmur, a tíbia e o calcâneo.

Causas da fratura por estresse

A fratura se apresenta com quadros de dor, que se intensificam durante a prática esportiva, e melhoram após o repouso. Caso não haja tratamento adequado e os exercícios continuarem, a dor se torna mais intensa e, então, ocorre edema no local.

Uma das causas da fratura por estresse é a fadiga muscular. Os ossos não conseguem absorver quantidades excessivas de energia. Assim, a função de absorver o choque extra é desempenhada pelos músculos. Quando os músculos fadigam, deixam de absorver grande parte da energia. Essa função, portanto, é dividida com os ossos, mas, no limite, ocorre o desgaste na estrutura fisiológica.

Leia mais: Fratura por estresse dos pés: o que é e como tratar?

Além disso, outros fatores podem causar as fraturas, como:

  • esporte praticado em superfície inadequada;
  • uso de calçado desapropriado;
  • alterações nos membros inferiores;
  • aumento da atividade física, como intensidade, distância e velocidade, por exemplo.

Como prevenir a lesão?

A prevenção deve ser feita de forma multidisciplinar, com avaliação constante do condicionamento do atleta. Por isso, deve ser feito um equilíbrio no treino, para evitar o overtraining disfuncional, avaliações nutricionais e composição corporal. É importante manter o acompanhamento especializado.

Devem-se evitar impactos sequenciais no início do treino e ir aumentando o volume e a intensidade progressivamente. O treino não deve ser exaustivo e deve ter equilíbrio, sobretudo se for um atleta em recuperação.

Os músculos devem ser fortalecidos, a fim de que se tornem mais eficientes para absorver os impactos provocados pelo esporte ou por outras atividades repetitivas de alto impacto.

Leia mais: 6 dicas para evitar lesões esportivas

Em síntese, para evitar a fratura e realizar os exercícios de forma equilibrada, é necessário:

  • treinar com cargas equilibradas;
  • melhorar a força e a flexibilidade dos músculos e do corpo;
  • respeitar o tempo de recuperação dos músculos;
  • evitar impactos contínuos;
  • manter alinhamento postural correto;
  • fazer exames e avaliar o funcionamento corporal periodicamente;
  • usar calçado de acordo com pisada e o esporte praticado;
  • adotar uma dieta com ingestão de nutrientes para uma boa recuperação celular.

O tratamento da fratura por estresse tem o objetivo de acelerar a cicatrização óssea e promover o retorno às atividades esportivas. O repouso é fundamental e, por isso, o indivíduo deve ficar afastado das atividades físicas de alto impacto até a cura da lesão.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

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Tendinite do tendão tibial posterior: o que é?

Tendinite do tendão tibial posterior: o que é?

A tendinite do tendão tibial posterior é uma lesão provocada pelo esforço e degeneração dessa estrutura, resultando em uma inflamação aguda. Se não tratada aos primeiros sinais de dor, pode se agravar, causando deformidade do pé.

Entenda mais sobre o assunto neste artigo.

O que são os tendões?

Os tendões são estruturas que ligam os ossos e os músculos. São responsáveis por movimentar um osso durante a contração muscular, possibilitando, assim, o movimento de uma articulação. Quando existe excesso de peso ou trauma sobre a estrutura, pode haver um processo inflamatório, denominado tendinite.

O tibial posterior está localizado na parte de trás da perna, na região da panturrilha, e sob o osso do lado de dentro do tornozelo. Ele é utilizado na flexão plantar (dobrar o pé para baixo) e para inverter os pés (virar o pé para dentro).

Dessa forma, uma tendinite do tibial posterior é uma inflamação do tendão nessa região.

Leia mais: Tudo o que você precisa saber sobre a tendinite

Sintomas da tendinite do tendão tibial posterior

Os sintomas podem surgir após a prática de atividades físicas, como caminhada, corrida. Pode ocorrer, inclusive, após subir e descer escadas e, ainda, após trauma ou torção do tornozelo.

Geralmente, os indivíduos relatam dor na parte interna do pé, na região do arco, que pode irradiar em toda extensão do tendão tibial posterior. Em alguns casos, há dor e sensibilidade à palpação.

Em síntese, os sintomas podem ser resumidos como:

  • dor na parte interna do pé;
  • dor ao forçar o pé para fora e para dentro;
  • ranger do tendão, quando ele se move;
  • dor durante e após atividades físicas.

Algumas medidas, entretanto, podem aliviar os sintomas até o exame de um médico especialista. Pode-se, por exemplo, aplicar compressa de água quente no local da dor, não ultrapassando o tempo de 10 minutos por aplicação.

Leia mais: Água quente ou fria: o que usar em caso de entorse de tornozelo?

Importância do tratamento e prevenção

É importante que o tratamento seja feito no início dos sintomas, com o intuito de evitar complicações da tendinite, como a disfunção do tibial posterior. Isso pode levar à queda do arco plantar e o achatamento do pé.

Leia mais: 5 tratamentos para pé chato

Além disso, quando não tratada adequadamente, a tendinite do tibial posterior pode causar problemas na articulação do quadril e coluna. Assim, em consequência, os joelhos podem sofrer desgaste e traumas devido à nova estrutura de funcionamento do membro.

Além da importância do tratamento precoce, a prevenção é o melhor método para esse tipo de problema. Nesse sentido, podem ser adotas as seguintes medidas:

  • fique atento à sua postura, pois o pé é responsável por manter o equilíbrio do corpo;
  • qualquer problema não tratado pode atingir outras partes do corpo;
  • prefira calçados com sola de borracha;
  • no caso de atividades esportivas, use os calçados específicos conforme o esporte;
  • alongue todo o corpo antes e após a atividade física;
  • use palmilhas ortopédicas, principalmente se já tem histórico de problemas nos pés.

Qualquer suspeita da tendinite do tibial posterior, é importante consultar um especialista para diagnosticar corretamente o distúrbio e iniciar o tratamento adequado.

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Como prevenir a tendinite do Aquiles

Como prevenir a tendinite do Aquiles

O tendão de Aquiles é o mais resistente dos tendões do corpo. Localiza-se na parte posterior da perna, na região do calcâneo. Sua principal função é fazer a ligação entre os músculos da panturrilha com os do calcanhar.

Como esse tendão é essencial para o desenvolvimento de atividades cotidianas e esportivas, como andar e correr, uma inflamação no local pode ser muito incômoda.

Leia mais: O que é Tendinite de Aquiles?

Por isso, este texto apresenta algumas orientações para prevenir a tendinite do Aquiles, visando à boa saúde e bem-estar.

Causas e sintomas da tendinite do Aquiles

Primeiramente, é importante entender como ocorre a inflamação nessa região do corpo.

Ela pode surgir devido ao desgaste do ligamento, por sobrecarga, bem como intensidade e movimentos repetitivos. Pode acontecer, ainda, após lesões de impacto, como a entorse do tornozelo, por exemplo.

Os primeiros sintomas que apontam essa inflamação são dor e sensação de inchaço ou latejamento. Depois, pode ocorrer rigidez dos músculos do pé, limitando a movimentação e dificultando atividades como caminhar ou correr. Além disso, há perda da flexibilidade e aumento da espessura do tendão, causando deformidade na região.

Como prevenir a tendinite do Aquiles

Ter atenção com a saúde dos pés é importante, a fim de garantir a sustentação e apoio ao corpo em atividades cotidianas ou atividades físicas.

Sendo assim, a proteção do tendão de Aquiles significa assegurar músculos mais sadios e movimentação dos calcanhares e pés sem problemas.

Escolhas e hábitos mais saudáveis podem evitar os riscos de inflamação e promover a longevidade das articulações. Em seguida, conheça algumas formas de prevenção:

  • escolher atividades físicas adequadas para o porte físico e resistência;
  • ter atenção à intensidade dos exercícios ao iniciar uma nova modalidade esportiva, entendendo os próprios limites, uma vez que a sobrecarga é uma das principais causas de inflamação;
  • ter cautela com a pisada, evitando correr ou andar na ponta dos pés e distribuindo o peso por todo o calcanhar;
  • usar de calçados adequados para cada tipo de atividade física, amenizando os impactos sobre os calcanhares;
  • fortalecer os músculos da perna por completo, garantindo sustentação;
  • leia mais: Tudo o que você precisa saber sobre a tendinite
  • valorizar o alongamento dos pés e pernas antes e depois da prática de exercícios, protegendo, assim, os músculos e ligamentos;
  • optar por alimentação rica em vitaminas C e E e antioxidantes, que agem no combate a inflamações;
  • tratar lesões de tornozelo ou entorses da maneira correta, evitando sequelas que podem acarretar inflamação;
  • fazer exames periódicos e não ignorar sinais de dor ou desconforto, que podem ser indicativos de problemas na região.

Leia mais: Conheça as opções de tratamento para a tendinite do Aquiles

A importância do acompanhamento médico

Um importante fator na prevenção de inflamação nas articulações e tendões e mesmo outras doenças que acometem os pés é ter orientação de profissionais.

Além de diagnosticar o problema com antecedência, agindo na rápida recuperação, o especialista é fonte segura para recomendações, auxiliando os indivíduos em sua prática de atividades.

O médico pode também identificar necessidade de uso de produtos ortopédicos para o tratamento da tendinite do Aquiles, como palmilhas e calcanheiras, por exemplo, ou de sessões de fisioterapia, entendendo o que é ideal para cada pessoa.

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Conheça as opções de tratamento para a tendinite do Aquiles

Conheça as opções de tratamento para a tendinite do Aquiles

A tendinite do Aquiles é uma condição que acomete o tendão do calcâneo, ou tendão de Aquiles, causando dor e desconforto na parte de trás do pé ou calcanhar e panturrilha; neste artigo revisaremos as opções de tratamento para a tendinite do Aquiles.

Esta doença pode ser proveniente de desgaste ou inflamação e causar espessamento nessa região do corpo, impedindo a movimentação livre do pé, principalmente ao acordar ou durante atividades físicas.

O diagnóstico é obtido por meio de exames físicos, com avaliação local ou com análise de ultrassonografia ou ressonância magnética.

A tendinite do Aquiles é uma condição reversível na maioria dos casos e, quanto antes diagnosticada, mais rápido serão os resultados obtidos no tratamento.

Leia mais: Como prevenir a inflamação do tendão de Aquiles

Quais são os tratamentos indicados para tendinite do Aquiles?

Esse é o maior tendão do corpo e o mais forte. Uma inflamação pode comprometer o desempenho da pessoa em atividades cotidianas e esportivas, sejam amadoras ou profissionais.

Os cuidados iniciais após identificação de inflamação no tendão são denominados conservadores, pois envolvem suspensão total das atividades físicas.

Dessa forma, são recomendadas as seguintes ações:

  • repouso relativo, mantendo-se pé e perna elevados e diminuindo a carga de atividade física;
  • aplicação de compressas quentes no local;
  • leve compressão visando conter o inchaço;
  • uso de produtos auxiliares como, por exemplo, palmilhas e calcanheiras, quando identificada a necessidade;
  • administração de anti-inflamatório ou medicamento para conter a dor, se preciso.

Além disso, a fisioterapia pode ser um procedimento ideal para auxiliar na recuperação das funções comprometidas pela inflamação.

Os exercícios que envolvem alongamento e fortalecimento da musculatura são os mais indicados, além de outros procedimentos com recursos tecnológicos como laser, ultrassom, eletrochoque, bem como agulhamento e outros, que podem ampliar o movimento articular.

Leia mais: 5 hábitos prejudiciais para o tornozelo

Caso a adoção dessas medidas não apresente o resultado esperado em um espaço de tempo determinado pelo médico especialista, o procedimento cirúrgico será, então, recomendado.

O tipo de cirurgia dependerá da área acometida e da gravidade do dano ao tendão. O método consiste em retirar a parte atingida e manter ou restaurar a parte menos afetada.

A recuperação completa pode ser demorada, variando de seis meses a um ano. São sempre necessários acompanhamento profissional periódico e sessões de fisioterapia.

Redução de riscos

Dedicando um pouco mais de atenção aos sinais do corpo e apostando em hábitos de vida que promovam a saúde física, é possível reduzir o agravamento e mesmo o risco do desenvolvimento da tendinite do Aquiles. Assim sendo, atente às seguintes orientações.

  • Ao iniciar uma nova atividade física, opte por um ritmo leve, com intensificação gradual, para não sobrecarregar as articulações e os tendões, principalmente quando se envolver corrida;
  • Valorize sempre o alongamento como forma de proteção aos músculos e ligamentos;
  • Escolha o calçado ideal para cada tipo de atividade, buscando diminuir o impacto sobre os pés e o corpo;
  • Opte por uma alimentação rica em cálcio ou magnésio, que ajudam a fortalecer essas partes do corpo;
  • Realize exames periódicos, principalmente ao menor sinal de desconforto ou dor na região.

Leia mais: Como aliviar a dor no calcanhar

O acompanhamento profissional é, no entanto, essencial para identificação precoce de lesões ou inflamações, além de oferecer indicações seguras sobre os cuidados e procedimento adequados para a saúde dos pés.

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O que é Tendinite de Aquiles?

O que é Tendinite de Aquiles?

O significado rápido e exato de tendinite é inflamação do tendão. Dessa forma, pode-se concluir que a tendinite de Aquiles, também conhecida como tendinite do calcâneo, é a inflamação do tendão de Aquiles.

Ela geralmente acontece ao redor do tendão, tem duração relativamente curta e pode ser tratada de forma simples. Caso a tendinite seja um problema frequente, a inflamação poderá evoluir e se tornar em tendinopatia do Aquiles.

A tendinopatia pode ser definida como a degeneração do tendão, ou seja, o tecido sofre rupturas e, dependendo da gravidade, pode resultar no rompimento parcial ou total do tendão. Nem sempre, entretanto, a tendinose está relacionada a uma inflamação. Nesse caso, considerado raro, cabe ao especialista identificar o problema e a causa.

O que é o tendão de Aquiles?

O tendão do calcâneo, popularmente conhecido como tendão de Aquiles, é o maior e mais forte tendão do corpo humano. Sua função é ligar os músculos gastrocnêmio e o sóleo, localizados na panturrilha, ao calcâneo, o osso do calcanhar.

A expressão tendão de Aquiles é inspirada no herói da mitologia grega que, ao lutar a famosa guerra de Troia, ficou conhecido por ter como ponto fraco o tendão. Isso ocorreu porque, ao final da batalha, Aquiles foi encontrado morto. Para a surpresa de todos, entretanto, seu corpo estava em perfeito estado, encontrando-se apenas duas flechas cravadas em seu tendão calcâneo.

Causa da tendinite de Aquiles

Durante a prática de esportes e de atividades que exercem grande sobrecarga sobre as pernas, o tendão de Aquiles é absorve os impactos, emite respostas rápidas dos reflexos e realiza os mais variados movimentos. Assim, ele está sujeito a lesões, desgastes e infecções, ocasionando, dessa forma, as inflamações.

Existem várias formas de se provocar uma tendinite do Aquiles como, por exemplo, caminhando, correndo e praticando os mais variados esportes. Além disso, exercícios de grande intensidade, dentre eles a musculação e o crossfit, falta de alongamento antes dessas atividades, entre outros.

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Sendo assim, podem-se destacar como grupos de risco: idosos e jovens que praticam exercícios físicos com frequência, atletas amadores e profissionais, trabalhadores que carregam peso em excesso, pessoas portadoras de anomalias ósseas entre outros.

Sintomas e tratamentos para a tendinite do Aquiles

Os sintomas mais comuns são dor no calcanhar e no tendão, queimação, rigidez, inchaço, bem como sensibilidade no local.

Na incidência de qualquer desses sintomas, é recomendado consultar um especialista na área, ou seja, um ortopedista de preferência com enfoque em pé e tornozelo. A pessoa deve, ainda, tomar medidas de prevenção, isto é, parar com os exercícios que agridem a região, fazer a aplicação de compressa de água morna no local por dez a quinze minutos e procurar orientação de um educador físico e um fisioterapeuta.

Para que seja realizado um tratamento adequado é necessária a supervisão de um médico, visto que existem várias fases da inflamação e diversos níveis de danos causados, medidos pela intensidade da lesão.

As medidas mais comuns para a cura ou controle da tendinite do Aquiles são:

  • uso de anti-inflamatório;
  • imobilização do local;
  • aplicação de compressas de gelo;
  • uso de órtese, ou seja, dispositivo ortopédico personalizado;
  • aplicação de tala noturna, a fim de proteger e proporcionar conforto à área durante o sono;
  • prática de fisioterapia e de exercícios supervisionados.

Leia mais: Conheça as opções de tratamento para a tendinite do Aquiles

Caso a inflamação persista ou haja agravantes, pode ser recomendada a cirurgia. As mais comuns são para retirar o tecido inflamado, reparação dos danos do tendão e, em casos extremos, remoção do tecido e reforço com tendões próximos.

É muito importante ressaltar que, mesmo no caso de os procedimentos cirúrgicos e não cirúrgicos serem bem-sucedidos, pode haver reincidência da tendinite do Aquiles, se o indivíduo não tomar os devidos cuidados nem fizer prevenção adequada. Portanto, é fundamental cuidar da saúde, alongar o corpo antes de qualquer atividade física e fazer os exercícios com cautela.

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O que é a Síndrome de Haglund?

O que é a Síndrome de Haglund?

Você já parou para pensar que um esporão pode aparecer em outro lugar que não seja na sola do pé? Pois é. Isso acontece. Em muitas pessoas, ocorre a síndrome de Haglund, mais popularmente conhecida como esporão dorsal do calcâneo. Trata-se, basicamente, de uma anormalidade no calcanhar.

O problema ocorre quando a região óssea posterior do calcanhar aumenta de volume, o que provoca muita dor e deformidade. Essa enfermidade pode acontecer em qualquer pessoa, mas é mais comum em indivíduos que usam calçados com pouca ou nenhuma absorção de impacto, o que sobrecarrega as estruturas osteomusculares. Quanto mais plano e apertado o sapato, mais a região do calcanhar de Aquiles sofre. 

Atenção aos sintomas

Essa síndrome pode manifestar em um ou nos dois pés. O principal relato de pacientes é: muita dor. 

É possível observar, no exame físico, uma protuberância muito visível na parte de trás do calcanhar, acompanhada de vermelhidão e inflamação.

Diagnóstico da Síndrome de Haglund

Para confirmar se as dores nos pés e calcanhares são resultado da síndrome de Haglund, o médico pode requerer exames de imagem. 

Eles são importantes para descartar outras patologias que manifestam sintomas similares (tendinite e artrite, por exemplo). 

Tratamento da condição

Usualmente, o tratamento para a síndrome de Haglund é feito para remediar e aliviar as dores ao utilizar fisioterapia, além de drogas analgésicas e cicatrizantes para tirar a pressão do osso do calcanhar. 

No processo, recomenda-se não usar sapatos apertados demais. Compressas de gelo ajudam a diminuir o inchaço. Investir em uma palmilha que melhora a mecânica dos pés e redistribui o peso corporal pode auxiliar no tratamento da deformidade. Calçados com salto de 3 a 4 cm ajudam a poupar o tendão de aquiles.

Leia mais: Tendinite de aquiles: sintomas, causas e tratamentos

Em casos extremos, cirurgia pode ser cogitada a fim de retirar o excesso de osso do calcanhar e, assim, eliminar a pressão. Os sintomas tendem a melhorar progressivamente, sendo que, quando o paciente relata piora, é preciso investigar a existência de problemas relacionados à doença ou à operação.

A escolha do sapato certo

O sapato correto é aquele que respeita as estruturas dos pés, deixando-as o mais confortável possível. O modelo deve estar entre os dois extremos — nem tão alto nem tão baixo. Se você erra na escolha, joelhos, quadris e coluna também sofrem, pois a pisada errada faz com que as partes articulares acima dos pés tenham que se adaptar ao movimento distorcido para poder executá-lo. 

É interessante pontuar que cada calçado serve a um objetivo. Se você pratica corrida, por exemplo, precisará de um certo tipo de tênis. Se você passa longos períodos em pé no trabalho, não poderá usar o mesmo salto de uma pessoa que fica o expediente toda sentada. Importante, portanto, analisar a situação e optar pela alternativa que alie saúde e conforto. Esse cuidado certamente o afastará da possibilidade de desenvolver a síndrome de Haglund. 

Leia mais: 4 perigos do uso contínuo de rasteirinhas


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Tendinite no tornozelo: sintomas, causas e tratamentos

Tendinite no tornozelo: sintomas, causas e tratamentos

É comum prestar atenção para algumas partes do corpo somente quando elas apresentam algum problema. É o caso, por exemplo, do tornozelo, que, apesar de negligenciado, é muito importante para que possamos executar desde movimentos básicos cotidianos, até a prática de exercícios físicos de alta resistência. Um dos problemas que mais acometem essa área é a tendinite. Vamos entender mais sobre a tendinite no tornozelo? Continue a leitura.

Sintomas da tendinite no tornozelo

Conceitualmente, a tendinite é uma inflamação dos tendões, que possuem a tarefa de ligar os ossos e os músculos. Esses tendões são estruturas parecidas como uma corda, bem fibrosa. Os principais sintomas que as pessoas com o problema relatam são: dor intensa ao caminhar e correr, rigidez ao movimentar a articulação e, às vezes, inchaço local.

Causas

Esforço exagerado em treinos de alto nível, ou seja, exercícios sendo executados sem os devidos cuidados, é a principal causa da tendinite no tornozelo. Quem sobrecarrega o corpo esquece que os tendões não são de “ferro”. Eles aguentam a pressão, mas, como todas as partes do organismo, são limitados — resumindo: não tão fortes quanto os ossos nem tão elásticos iguais aos músculos.

É por causa desse mecanismo de sobrecarga que a encrenca pega de jeito atletas profissionais ou amadores. Outros fatores que potencializam o surgimento de inflamações desse tipo são falta de alongamento, postura inadequada, estresse, movimentos repetitivos, idade (quanto mais elevada, mais altas as chances) e presença de doenças autoimunes (quando as próprias células do corpo acreditam que os tendões são “inimigos”).

Leia mais: Como a artrite reumatoide afeta os tendões dos pés?

Entenda o tratamento

Para se tratar a tendinite no tornozelo, é preciso fazer consulta ao médico especialista. Somente ele poderá prescrever as melhores recomendações, respeitando a especificidade de cada indivíduo. O profissional irá fazer avaliação física e, se necessário, irá solicitar exames de imagens como a ultrassonografia ou ressonância magnética.

Usualmente, o tratamento realizado nesses casos envolve aplicação de compressa de gelo ou água quente por um determinado tempo, além do uso de anti-inflamatórios. Pode-se recomendar, também, exercícios em sessões de fisioterapia a fim de fortalecer toda a região do tornozelo.

Leia mais: Água quente ou fria: o que usar em caso de entorse de tornozelo?

Os sintomas descritos acima limitam muito os pacientes, por isso, eles devem ser controlados o quanto antes. Não se trata de algo que se cura sozinho. Todas as orientações médicas visam manter/elevar a qualidade de vida do indivíduo. Importante fazer um alerta: a automedicação deve ser completamente desencorajada. Simples analgésicos, quando ingeridos em excesso, por exemplo, podem levar a complicações no organismo de defesa, fazendo com que alguns ativos diminuam a eficácia que se almeja.

Se você quer cuidar bem de seu tornozelo e não deixá-lo pifar, faça atividades físicas sob orientação de um profissional e respeite os limites que o organismo impõe. Forçar a barra pode custar muito caro e trazer consequências para sua vida. 


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Como a artrite reumatoide afeta os tendões dos pés?

Como a artrite reumatoide afeta os tendões dos pés?

A artrite reumatoide é um tipo de artrite inflamatória que também é classificada como um distúrbio autoimune. Isso significa que o sistema nervoso envia mensagens errôneas às células do sistema imunológico para atacar os próprios tecidos do corpo.

Esse problema pode acometer várias partes do corpo, inclusive os tendões dos pés, como veremos neste artigo. Continue a leitura e saiba mais!

Tendões do pé e artrite reumatoide

O pé e o tornozelo têm mais de 40 articulações, as quais são particularmente suscetíveis à inflamação em pessoas com artrite reumatoide. Pelo menos 90% das pessoas têm inflamação das articulações desta área em algum momento de suas vidas.

Leia mais: Artrite inflamatória pode causar dores nos pés

Os tendões da região do tornozelo conectam os músculos da perna e os ossos do pé, exercendo um papel importante na estabilidade das articulações, como veremos. O tendão de Aquiles é o mais importante para caminhar, correr e saltar e liga os músculos da panturrilha ao calcâneo. Já o tendão tibial posterior ajuda a apoiar o arco e nos permite virar o pé para dentro. O tendão tibial anterior nos permite levantar o pé. Há ainda dois tendões que passam por trás do relevo lateral do tornozelo —o maléolo lateral —, chamados fibulares, que ajudam a virar o pé para fora. Outros tendões também passam por essa área e contribuem para o equilíbrio do tornozelo.

Leia mais: Saiba tudo sobre a anatomia do pé

Quando a artrite reumatoide afeta a articulação do pé e do tornozelo, a sinóvia, que reveste as extremidades dos ossos nas articulações, engrossa e produz um excesso de fluido. Esse excesso de líquido com substâncias químicas inflamatórias que o sistema imunológico libera e causa inchaço e danos à cartilagem que atua como uma almofada na articulação, causando dor e desgaste ósseo.

O problema mais comum afeta a parte anterior do pé, ocasionando dor, inchaço, rigidez articular e dificuldade para andar. Pode haver presença de nódulos reumatoides que resultam em dor quando são friccionados contra os sapatos ou pressionados durante a caminhada. A dor então acomete pé, tornozelo, calcanhar e tendão de Aquiles.

Sintomas da doença

Os sintomas incluem inchaço doloroso, rigidez e deformidades das articulações, mais comumente nas mãos, nos pulsos e nos pés.

Embora a artrite reumatoide possa causar apenas inflamação intermitente nos pés e tornozelos, o dano às articulações pode ser permanente, alterando sua biomecânica quando a pessoa se levanta e caminha.

Quais são as causas da artrite reumatoide?

Embora a origem da doença permaneça desconhecida, as pesquisas sobre ela progrediram bastante nos últimos anos. A artrite reumatoide é considerada uma doença autoimune devido à presença de anticorpos produzidos por células do sistema imunológico e dirigidas contra o próprio corpo.

Vários fatores parecem estar envolvidos no aparecimento da doença, incluindo:

  • fatores ambientais (especialmente fumar, bem como trauma ou estresse emocional);
  • ativação das defesas imunitárias após uma infecção (por exemplo, angina ou gripe) ou, raramente, após a vacinação;
  • genética favorável (genes que podem explicar certas predisposições familiares foram identificados);
  • fatores hormonais (mudanças hormonais devido a gravidez ou menopausa, por exemplo).

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5 motivos para procurar um cirurgião ortopédico

5 motivos para procurar um cirurgião ortopédico

As alterações musculoesqueléticas — que afetam ossos, músculos ou articulações — e a dor acometem pessoas a qualquer momento e em qualquer idade, impedindo que elas trabalhem e aproveitem a vida. Neste momento, pode ser essencial buscar a ajuda de uma cirurgião ortopédico.

A criança com escoliose até a pessoa com lesões traumáticas, que requerem cirurgia para salvar membros, podem se beneficiar da experiência de um cirurgião ortopédico. Existem opções de tratamento que ajudam as pessoas a levarem vidas mais felizes e produtivas.

Neste artigo, listamos 5 razões para procurar esse profissional. Confira!

Quando procurar o cirurgião ortopédico?

1- Dor ciática

A dor ciática é a dor lombar que se estende pela perna, chegando até mesmo ao pé. Geralmente, ela acontece quando um dos discos entre duas vértebras ósseas na coluna está abaulado, e isso pode agravar o nervo ciático e causar dor grave. Em 90% dos casos, a dor desaparece com o tempo. No entanto, se a dor ciática durar mais de seis semanas, é necessário consultar um cirurgião ortopédico para discutir as opções de tratamento.

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2- Dor lombar

Cerca de 80% dos adultos sofrem de dor lombar — que pode ser leve ou aguda —em algum momento da vida. Há muitos fatores que podem desencadear essa dor, como levantar um objeto pesado, alterações espinhais relacionadas à idade e um estilo de vida sedentário. A maioria das lombalgias dura de alguns dias a algumas semanas e depois desaparece. Caso o problema se estenda por muito tempo, é hora de consultar um especialista em ortopedia. Caso a dor lombar venha acompanhada de perda repentina de peso, febre ou calafrios, pode haver uma condição mais grave que precisa ser investigada.

3- Lesão por esforço repetitivo

Lesões por esforço repetitivo resultam de movimentos repetitivos e fortes, má postura e atividades que usam alguns músculos em excesso. Elas geralmente afetam as costas, o pescoço, os braços e as mãos. Um distúrbio comum de tensão repetitiva é a síndrome do túnel do carpo, que acomete os músculos e os nervos da mão.

Sintomas comuns de lesões por esforço repetitivo incluem sensibilidade, rigidez ou formigamento na área afetada. Um diagnóstico precoce e correto de um médico ortopedista pode ajudar o paciente a se beneficiar de um tratamento eficaz e a evitar mais lesões.

Leia mais: Cisto sinovial: o que é e como tratar

4- Dores no joelho

Quando o joelho dói durante as atividades diárias, e outros tratamentos não funcionam bem, então pode ser necessário recorrer a uma infiltração de joelho. Cirurgiões ortopédicos estão habilitados para injetar substâncias que protegem a cartilagem machucada e melhoram a lubrificação da movimentação articular.

5- Dor no pé

A dor no pé pode resultar de doenças, como artrite, de lesões durante a prática de esportes ou outras atividades físicas, ou de problemas em outras partes do corpo, como joelhos ou quadris. Além disso, com o tempo, é natural que os pés desenvolvam danos, devido ao desgaste normal.

Leia mais: 4 causas comuns da dor no calcanhar

Para dor crônica ou grave no pé, um especialista em ortopedia pode diagnosticar a causa e sugerir um plano de tratamento, que pode incluir fisioterapia e medicamentos para alívio da dor.

Se tais medidas se tornarem ineficazes, o cirurgião ortopédico saberá indicar o melhor caminho para essas e outras patologias.

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Como aliviar a dor no calcanhar

Como aliviar a dor no calcanhar

Dor no calcanhar tornou-se uma ocorrência comum nos últimos anos. Corredores, idosos e aqueles com ocupações que exigem ficar de pé por longos períodos, são mais comumente afetados. 

Embora a dor no calcanhar seja raramente causada por um sério problema médico, seu impacto na qualidade de vida não pode ser ignorado. 

Felizmente, existem formas de tratar esta dor que podem ajudá-lo a recuperar o bem-estar dos seus pés. Vamos entender no artigo abaixo.

Conhecendo a dor no calcanhar

A dor no calcanhar pode ser causada por vários fatores:

Fascite plantar

É a causa mais comum de dor no calcanhar. A dor é sentida no primeiro passo da manhã ou após um período de inatividade. Chega a ser difícil até levantar os dedos do chão.

Tendinite de Aquiles

Esta condição provoca dor na parte de trás do calcanhar, que normalmente se torna pior com o exercício. Muitas vezes, vem acompanhada de rigidez e inchaço leve.

Bursite

A bursite causa dor no meio do calcanhar, que piora com a posição em pé prolongada, e dor na parte de trás do calcanhar, que aumenta se você inclinar o pé para cima ou para baixo.

Artrite

Artrite ou artrose é o nome dado ao desgaste das cartilagens da articulação. Quando ocorre nas articulações do tornozelo, o paciente sofre de dores na parte da frente do tornozelo ou a lateral do calcanhar. Rigidez e mudança da pisada também são comuns.

Dicas para aliviar a dor no calcanhar

As dicas abaixo, além de favorecer o alívio da dor no calcanhar, ajudam a melhorar a circulação para proporcionar uma sensação de descanso.

Descanse seu pé

Isso deve ser feito o máximo possível. Evite correr, andar ou ficar de pé em excesso e alongar a sola desnecessariamente. 

Escolha bem os calçados

Não ande descalço em superfícies duras. Escolha sapatos com calcanhares almofadados e um bom suporte de arco. 

Um sapato esportivo atado em vez de uma sandália aberta é provavelmente o melhor. 

Evite sapatos “velhos” ou gastos que não possam dar uma boa sustentação ao seu calcanhar.

Use almofadas de calcanhar e suportes de arco

Você pode comprar várias almofadas e palmilhas para amortecer o calcanhar e apoiar o arco do pé.  

O objetivo é levantar o calcanhar em cerca de 1 cm. Coloque as inserções / almofadas em ambos os sapatos, mesmo se você tiver apenas dor em apenas um calcanhar. 

Faça exercícios para a região

O alongamento regular e suave do tendão de Aquiles e da fáscia plantar pode ajudar a aliviar os sintomas. Isso ocorre porque a maioria das pessoas com fascite plantar tem um ligeiro aperto do tendão de Aquiles. 

Se este for o caso, ele tende a puxar na parte de trás do seu calcanhar e tem um efeito contrário de manter sua fáscia plantar firme. 

Além disso, quando você está dormindo durante a noite, sua fáscia plantar tende a apertar (e é por isso que geralmente é mais doloroso no início da manhã). 

O objetivo desses exercícios é soltar os tendões e a fáscia, suavemente acima e abaixo do calcanhar.  

E quanto à cirurgia?

A cirurgia, geralmente, só é aconselhada se a dor no calcanhar não tiver diminuído após 12 meses, apesar de outros tratamentos. 

A operação envolve separar sua fáscia plantar de onde ela se conecta ao osso; isso é chamado de liberação da fáscia plantar. 

Também pode envolver a remoção de um esporão no osso do calcanhar (calcâneo), se houver um presente. 

Quando devo procurar um médico?

Você deve visitar um médico se a dor piorar. O especialista irá planejar uma solução personalizada para você após uma avaliação detalhada, que pode incluir a modificação do calçado para fornecer um melhor suporte para os pés, exercícios para melhorar a flexibilidade e a força, e para apoiar a fáscia plantar.

Siga sempre à risca as orientações do seu médico e não se automedique. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

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