Tendinite

O que é a Síndrome de Haglund?

O que é a Síndrome de Haglund?

Você já parou para pensar que um esporão pode aparecer em outro lugar que não seja na sola do pé? Pois é. Isso acontece. Em muitas pessoas, ocorre a síndrome de Haglund, mais popularmente conhecida como esporão dorsal do calcâneo. Trata-se, basicamente, de uma anormalidade no calcanhar.

O problema ocorre quando a região óssea posterior do calcanhar aumenta de volume, o que provoca muita dor e deformidade. Essa enfermidade pode acontecer em qualquer pessoa, mas é mais comum em indivíduos que usam calçados com pouca ou nenhuma absorção de impacto, o que sobrecarrega as estruturas osteomusculares. Quanto mais plano e apertado o sapato, mais a região do calcanhar de Aquiles sofre. 

Atenção aos sintomas

Essa síndrome pode manifestar em um ou nos dois pés. O principal relato de pacientes é: muita dor. 

É possível observar, no exame físico, uma protuberância muito visível na parte de trás do calcanhar, acompanhada de vermelhidão e inflamação.

Diagnóstico da Síndrome de Haglund

Para confirmar se as dores nos pés e calcanhares são resultado da síndrome de Haglund, o médico pode requerer exames de imagem. 

Eles são importantes para descartar outras patologias que manifestam sintomas similares (tendinite e artrite, por exemplo). 

Tratamento da condição

Usualmente, o tratamento para a síndrome de Haglund é feito para remediar e aliviar as dores ao utilizar fisioterapia, além de drogas analgésicas e cicatrizantes para tirar a pressão do osso do calcanhar. 

No processo, recomenda-se não usar sapatos apertados demais. Compressas de gelo ajudam a diminuir o inchaço. Investir em uma palmilha que melhora a mecânica dos pés e redistribui o peso corporal pode auxiliar no tratamento da deformidade. Calçados com salto de 3 a 4 cm ajudam a poupar o tendão de aquiles.

Leia mais: Tendinite de aquiles: sintomas, causas e tratamentos

Em casos extremos, cirurgia pode ser cogitada a fim de retirar o excesso de osso do calcanhar e, assim, eliminar a pressão. Os sintomas tendem a melhorar progressivamente, sendo que, quando o paciente relata piora, é preciso investigar a existência de problemas relacionados à doença ou à operação.

A escolha do sapato certo

O sapato correto é aquele que respeita as estruturas dos pés, deixando-as o mais confortável possível. O modelo deve estar entre os dois extremos — nem tão alto nem tão baixo. Se você erra na escolha, joelhos, quadris e coluna também sofrem, pois a pisada errada faz com que as partes articulares acima dos pés tenham que se adaptar ao movimento distorcido para poder executá-lo. 

É interessante pontuar que cada calçado serve a um objetivo. Se você pratica corrida, por exemplo, precisará de um certo tipo de tênis. Se você passa longos períodos em pé no trabalho, não poderá usar o mesmo salto de uma pessoa que fica o expediente toda sentada. Importante, portanto, analisar a situação e optar pela alternativa que alie saúde e conforto. Esse cuidado certamente o afastará da possibilidade de desenvolver a síndrome de Haglund. 

Leia mais: 4 perigos do uso contínuo de rasteirinhas


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Tendinite no tornozelo: sintomas, causas e tratamentos

Tendinite no tornozelo: sintomas, causas e tratamentos

É comum prestar atenção para algumas partes do corpo somente quando elas apresentam algum problema. É o caso, por exemplo, do tornozelo, que, apesar de negligenciado, é muito importante para que possamos executar desde movimentos básicos cotidianos, até a prática de exercícios físicos de alta resistência. Um dos problemas que mais acometem essa área é a tendinite. Vamos entender mais sobre a tendinite no tornozelo? Continue a leitura.

Sintomas da tendinite no tornozelo

Conceitualmente, a tendinite é uma inflamação dos tendões, que possuem a tarefa de ligar os ossos e os músculos. Esses tendões são estruturas parecidas como uma corda, bem fibrosa. Os principais sintomas que as pessoas com o problema relatam são: dor intensa ao caminhar e correr, rigidez ao movimentar a articulação e, às vezes, inchaço local.

Causas

Esforço exagerado em treinos de alto nível, ou seja, exercícios sendo executados sem os devidos cuidados, é a principal causa da tendinite no tornozelo. Quem sobrecarrega o corpo esquece que os tendões não são de “ferro”. Eles aguentam a pressão, mas, como todas as partes do organismo, são limitados — resumindo: não tão fortes quanto os ossos nem tão elásticos iguais aos músculos.

É por causa desse mecanismo de sobrecarga que a encrenca pega de jeito atletas profissionais ou amadores. Outros fatores que potencializam o surgimento de inflamações desse tipo são falta de alongamento, postura inadequada, estresse, movimentos repetitivos, idade (quanto mais elevada, mais altas as chances) e presença de doenças autoimunes (quando as próprias células do corpo acreditam que os tendões são “inimigos”).

Leia mais: Como a artrite reumatoide afeta os tendões dos pés?

Entenda o tratamento

Para se tratar a tendinite no tornozelo, é preciso fazer consulta ao médico especialista. Somente ele poderá prescrever as melhores recomendações, respeitando a especificidade de cada indivíduo. O profissional irá fazer avaliação física e, se necessário, irá solicitar exames de imagens como a ultrassonografia ou ressonância magnética.

Usualmente, o tratamento realizado nesses casos envolve aplicação de compressa de gelo ou água quente por um determinado tempo, além do uso de anti-inflamatórios. Pode-se recomendar, também, exercícios em sessões de fisioterapia a fim de fortalecer toda a região do tornozelo.

Leia mais: Água quente ou fria: o que usar em caso de entorse de tornozelo?

Os sintomas descritos acima limitam muito os pacientes, por isso, eles devem ser controlados o quanto antes. Não se trata de algo que se cura sozinho. Todas as orientações médicas visam manter/elevar a qualidade de vida do indivíduo. Importante fazer um alerta: a automedicação deve ser completamente desencorajada. Simples analgésicos, quando ingeridos em excesso, por exemplo, podem levar a complicações no organismo de defesa, fazendo com que alguns ativos diminuam a eficácia que se almeja.

Se você quer cuidar bem de seu tornozelo e não deixá-lo pifar, faça atividades físicas sob orientação de um profissional e respeite os limites que o organismo impõe. Forçar a barra pode custar muito caro e trazer consequências para sua vida. 


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Como a artrite reumatoide afeta os tendões dos pés?

Como a artrite reumatoide afeta os tendões dos pés?

A artrite reumatoide é um tipo de artrite inflamatória que também é classificada como um distúrbio autoimune. Isso significa que o sistema nervoso envia mensagens errôneas às células do sistema imunológico para atacar os próprios tecidos do corpo.

Esse problema pode acometer várias partes do corpo, inclusive os tendões dos pés, como veremos neste artigo. Continue a leitura e saiba mais!

Tendões do pé e artrite reumatoide

O pé e o tornozelo têm mais de 40 articulações, as quais são particularmente suscetíveis à inflamação em pessoas com artrite reumatoide. Pelo menos 90% das pessoas têm inflamação das articulações desta área em algum momento de suas vidas.

Leia mais: Artrite inflamatória pode causar dores nos pés

Os tendões da região do tornozelo conectam os músculos da perna e os ossos do pé, exercendo um papel importante na estabilidade das articulações, como veremos. O tendão de Aquiles é o mais importante para caminhar, correr e saltar e liga os músculos da panturrilha ao calcâneo. Já o tendão tibial posterior ajuda a apoiar o arco e nos permite virar o pé para dentro. O tendão tibial anterior nos permite levantar o pé. Há ainda dois tendões que passam por trás do relevo lateral do tornozelo —o maléolo lateral —, chamados fibulares, que ajudam a virar o pé para fora. Outros tendões também passam por essa área e contribuem para o equilíbrio do tornozelo.

Leia mais: Saiba tudo sobre a anatomia do pé

Quando a artrite reumatoide afeta a articulação do pé e do tornozelo, a sinóvia, que reveste as extremidades dos ossos nas articulações, engrossa e produz um excesso de fluido. Esse excesso de líquido com substâncias químicas inflamatórias que o sistema imunológico libera e causa inchaço e danos à cartilagem que atua como uma almofada na articulação, causando dor e desgaste ósseo.

O problema mais comum afeta a parte anterior do pé, ocasionando dor, inchaço, rigidez articular e dificuldade para andar. Pode haver presença de nódulos reumatoides que resultam em dor quando são friccionados contra os sapatos ou pressionados durante a caminhada. A dor então acomete pé, tornozelo, calcanhar e tendão de Aquiles.

Sintomas da doença

Os sintomas incluem inchaço doloroso, rigidez e deformidades das articulações, mais comumente nas mãos, nos pulsos e nos pés.

Embora a artrite reumatoide possa causar apenas inflamação intermitente nos pés e tornozelos, o dano às articulações pode ser permanente, alterando sua biomecânica quando a pessoa se levanta e caminha.

Quais são as causas da artrite reumatoide?

Embora a origem da doença permaneça desconhecida, as pesquisas sobre ela progrediram bastante nos últimos anos. A artrite reumatoide é considerada uma doença autoimune devido à presença de anticorpos produzidos por células do sistema imunológico e dirigidas contra o próprio corpo.

Vários fatores parecem estar envolvidos no aparecimento da doença, incluindo:

  • fatores ambientais (especialmente fumar, bem como trauma ou estresse emocional);
  • ativação das defesas imunitárias após uma infecção (por exemplo, angina ou gripe) ou, raramente, após a vacinação;
  • genética favorável (genes que podem explicar certas predisposições familiares foram identificados);
  • fatores hormonais (mudanças hormonais devido a gravidez ou menopausa, por exemplo).

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5 motivos para procurar um cirurgião ortopédico

5 motivos para procurar um cirurgião ortopédico

As alterações musculoesqueléticas — que afetam ossos, músculos ou articulações — e a dor acometem pessoas a qualquer momento e em qualquer idade, impedindo que elas trabalhem e aproveitem a vida. Neste momento, pode ser essencial buscar a ajuda de uma cirurgião ortopédico.

A criança com escoliose até a pessoa com lesões traumáticas, que requerem cirurgia para salvar membros, podem se beneficiar da experiência de um cirurgião ortopédico. Existem opções de tratamento que ajudam as pessoas a levarem vidas mais felizes e produtivas.

Neste artigo, listamos 5 razões para procurar esse profissional. Confira!

Quando procurar o cirurgião ortopédico?

1- Dor ciática

A dor ciática é a dor lombar que se estende pela perna, chegando até mesmo ao pé. Geralmente, ela acontece quando um dos discos entre duas vértebras ósseas na coluna está abaulado, e isso pode agravar o nervo ciático e causar dor grave. Em 90% dos casos, a dor desaparece com o tempo. No entanto, se a dor ciática durar mais de seis semanas, é necessário consultar um cirurgião ortopédico para discutir as opções de tratamento.

Leia mais:

2- Dor lombar

Cerca de 80% dos adultos sofrem de dor lombar — que pode ser leve ou aguda —em algum momento da vida. Há muitos fatores que podem desencadear essa dor, como levantar um objeto pesado, alterações espinhais relacionadas à idade e um estilo de vida sedentário. A maioria das lombalgias dura de alguns dias a algumas semanas e depois desaparece. Caso o problema se estenda por muito tempo, é hora de consultar um especialista em ortopedia. Caso a dor lombar venha acompanhada de perda repentina de peso, febre ou calafrios, pode haver uma condição mais grave que precisa ser investigada.

3- Lesão por esforço repetitivo

Lesões por esforço repetitivo resultam de movimentos repetitivos e fortes, má postura e atividades que usam alguns músculos em excesso. Elas geralmente afetam as costas, o pescoço, os braços e as mãos. Um distúrbio comum de tensão repetitiva é a síndrome do túnel do carpo, que acomete os músculos e os nervos da mão.

Sintomas comuns de lesões por esforço repetitivo incluem sensibilidade, rigidez ou formigamento na área afetada. Um diagnóstico precoce e correto de um médico ortopedista pode ajudar o paciente a se beneficiar de um tratamento eficaz e a evitar mais lesões.

Leia mais: Cisto sinovial: o que é e como tratar

4- Dores no joelho

Quando o joelho dói durante as atividades diárias, e outros tratamentos não funcionam bem, então pode ser necessário recorrer a uma infiltração de joelho. Cirurgiões ortopédicos estão habilitados para injetar substâncias que protegem a cartilagem machucada e melhoram a lubrificação da movimentação articular.

5- Dor no pé

A dor no pé pode resultar de doenças, como artrite, de lesões durante a prática de esportes ou outras atividades físicas, ou de problemas em outras partes do corpo, como joelhos ou quadris. Além disso, com o tempo, é natural que os pés desenvolvam danos, devido ao desgaste normal.

Leia mais: 4 causas comuns da dor no calcanhar

Para dor crônica ou grave no pé, um especialista em ortopedia pode diagnosticar a causa e sugerir um plano de tratamento, que pode incluir fisioterapia e medicamentos para alívio da dor.

Se tais medidas se tornarem ineficazes, o cirurgião ortopédico saberá indicar o melhor caminho para essas e outras patologias.

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Como aliviar a dor no calcanhar

Como aliviar a dor no calcanhar

Dor no calcanhar tornou-se uma ocorrência comum nos últimos anos. Corredores, idosos e aqueles com ocupações que exigem ficar de pé por longos períodos, são mais comumente afetados. 

Embora a dor no calcanhar seja raramente causada por um sério problema médico, seu impacto na qualidade de vida não pode ser ignorado. 

Felizmente, existem formas de tratar esta dor que podem ajudá-lo a recuperar o bem-estar dos seus pés. Vamos entender no artigo abaixo.

Conhecendo a dor no calcanhar

A dor no calcanhar pode ser causada por vários fatores:

Fascite plantar

É a causa mais comum de dor no calcanhar. A dor é sentida no primeiro passo da manhã ou após um período de inatividade. Chega a ser difícil até levantar os dedos do chão.

Tendinite de Aquiles

Esta condição provoca dor na parte de trás do calcanhar, que normalmente se torna pior com o exercício. Muitas vezes, vem acompanhada de rigidez e inchaço leve.

Bursite

A bursite causa dor no meio do calcanhar, que piora com a posição em pé prolongada, e dor na parte de trás do calcanhar, que aumenta se você inclinar o pé para cima ou para baixo.

Artrite

Artrite ou artrose é o nome dado ao desgaste das cartilagens da articulação. Quando ocorre nas articulações do tornozelo, o paciente sofre de dores na parte da frente do tornozelo ou a lateral do calcanhar. Rigidez e mudança da pisada também são comuns.

Dicas para aliviar a dor no calcanhar

As dicas abaixo, além de favorecer o alívio da dor no calcanhar, ajudam a melhorar a circulação para proporcionar uma sensação de descanso.

Descanse seu pé

Isso deve ser feito o máximo possível. Evite correr, andar ou ficar de pé em excesso e alongar a sola desnecessariamente. 

Escolha bem os calçados

Não ande descalço em superfícies duras. Escolha sapatos com calcanhares almofadados e um bom suporte de arco. 

Um sapato esportivo atado em vez de uma sandália aberta é provavelmente o melhor. 

Evite sapatos “velhos” ou gastos que não possam dar uma boa sustentação ao seu calcanhar.

Use almofadas de calcanhar e suportes de arco

Você pode comprar várias almofadas e palmilhas para amortecer o calcanhar e apoiar o arco do pé.  

O objetivo é levantar o calcanhar em cerca de 1 cm. Coloque as inserções / almofadas em ambos os sapatos, mesmo se você tiver apenas dor em apenas um calcanhar. 

Faça exercícios para a região

O alongamento regular e suave do tendão de Aquiles e da fáscia plantar pode ajudar a aliviar os sintomas. Isso ocorre porque a maioria das pessoas com fascite plantar tem um ligeiro aperto do tendão de Aquiles. 

Se este for o caso, ele tende a puxar na parte de trás do seu calcanhar e tem um efeito contrário de manter sua fáscia plantar firme. 

Além disso, quando você está dormindo durante a noite, sua fáscia plantar tende a apertar (e é por isso que geralmente é mais doloroso no início da manhã). 

O objetivo desses exercícios é soltar os tendões e a fáscia, suavemente acima e abaixo do calcanhar.  

E quanto à cirurgia?

A cirurgia, geralmente, só é aconselhada se a dor no calcanhar não tiver diminuído após 12 meses, apesar de outros tratamentos. 

A operação envolve separar sua fáscia plantar de onde ela se conecta ao osso; isso é chamado de liberação da fáscia plantar. 

Também pode envolver a remoção de um esporão no osso do calcanhar (calcâneo), se houver um presente. 

Quando devo procurar um médico?

Você deve visitar um médico se a dor piorar. O especialista irá planejar uma solução personalizada para você após uma avaliação detalhada, que pode incluir a modificação do calçado para fornecer um melhor suporte para os pés, exercícios para melhorar a flexibilidade e a força, e para apoiar a fáscia plantar.

Siga sempre à risca as orientações do seu médico e não se automedique. 

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Tendinite de fibulares: o que é e como tratar

Tendinite de fibulares: o que é e como tratar

A tendinite de fibulares ocorre quando os tendões fibulares se inflamam. Isso acontece quando há um aumento da carga e uso excessivo dos tendões, levando-os a esfregar no osso.

Frequentemente afetando corredores ou atletas que aumentaram seu treinamento, a tendinite de fibulares, também chamada de “tendinose peroneal”, geralmente se desenvolve lentamente, piorando de forma gradual. 

Se você está experimentando dor e problema nos tendões fibulares, esse artigo pode ser para você.

Aqui você vai entender o que é uma tendinite de fibulares e quais são as opções de tratamento mais adequadas. Acompanhe!

O que é tendinite de fibulares?

A tendinite de fibulares ocorre quando uma quantidade excessiva de tensão é colocada no tecido mole, causando danos aos tendões. 

Esta lesão é comum em pacientes que passam por muitas atividades de caminhada e corrida, particularmente em terrenos irregulares. 

O uso excessivo do tendão, especialmente em esportes como futebol, ginástica e basquete, e a rápida mudança de direção também são causas de tendinite peroneal devido à tensão gradual exercida sobre o tecido mole.

Tratamento da tendinite de fibulares

Como o uso excessivo dos tendões geralmente causa tendinite de fibulares, o descanso é crucial para ajudá-los a se curar.

O indivíduo deve evitar caminhar ou quaisquer outras atividades que possam agravar a lesão até que a dor desapareça. 

Tratamentos não-cirúrgicos que são comuns em casos de tendinite de fibulares incluem:

 

  • Estiramento de toalha: alongar os músculos do pé e da panturrilha pode ajudar a diminuir a dor e melhorar a cicatrização de uma lesão dos tendões. 
  • Fisioterapia: o gelo, o calor e a terapia de ultrassom podem reduzir a dor e o inchaço. Uma vez que os sintomas melhorem, introduza exercícios que fortaleçam os músculos e melhorem o equilíbrio e o movimento.
  • Órtese: algumas pessoas podem precisar de um colete para uso durante atividades que envolvem movimento repetitivo do tornozelo.
  • Exercícios: fazer exercícios regularmente de fortalecimento e alongamento para a panturrilha e os músculos peroneais ajudará a reduzir a tensão nos tendões. Isso ajuda a acelerar a cicatrização e reduz as chances de recorrência da tendinite peroneal.
  • Injeção de cortisona: em casos raros, os médicos podem recomendar este poderoso medicamento anti-inflamatório. No entanto, se a cortisona é injetada dentro dos tendões fibulares, há uma chance de ruptura.

A tendinite de fibulares também pode ser evitada com o uso de calçados adequados, evitando-se o treinamento em superfícies inclinadas ou irregulares (por exemplo, corrida na praia) e evitando-se movimentos rápidos de articulação.

Cirurgias

A cirurgia é rara no tratamento da tendinite de fibulares, e geralmente é considerada como último recurso se os métodos não cirúrgicos não estiverem ajudando a reduzir a dor.

Se o tecido ao redor dos tendões está causando irritação, o cirurgião pode realizar um procedimento chamado liberação do tendão para removê-lo.

Se uma ruptura ocorreu devido ao uso excessivo dos tendões fibulares, o cirurgião também procurará realizar o reparo do tendão.

E lembre-se: sempre procure o conselho de seu médico antes de iniciar qualquer novo tratamento.

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Lesões dos tendões fibulares: sintomas, causas e tratamentos

Lesões dos tendões fibulares: sintomas, causas e tratamentos

As lesões dos tendões fibulares são frequentes na prática esportiva e, muitas vezes, não diagnosticadas. Elas devem ser consideradas em todo paciente que apresentar dor crônica na região lateral do tornozelo.

Embora o tratamento permita uma boa recuperação na maioria dos casos, as consequências dessas lesões podem, algumas vezes, ser dramáticas, impedindo o retorno à atividade durante semanas ou meses.

Neste artigo, falaremos sobre as causas, sintomas e tipos de tratamentos para lesões dos tendões fibulares. Confira!

Descrição da condição

Os tipos básicos de lesões dos tendões fibulares são:

  • tendinites — uma inflamação de um ou ambos os tendões, causada por atividade repetitiva e/ou uso excessivo do tendão, além de trauma, como entorse de tornozelo; 
  • rupturas agudas degenerativas — as lesões agudas são causadas por atividade repetitiva ou trauma, enquanto as degenerativas (tendinopatias), geralmente, ocorrem pelo uso excessivo e podem se desenvolver por um longo período de tempo — muitas vezes, por anos. Nas lesões degenerativas, o tendão é como um cordão que foi sobrecarregado até desfiar e eventualmente se desgastar; 
  • subluxação — quando um ou ambos os tendões escorregam de sua posição normal.

Causas de lesões dos tendões fibulares

As lesões dos tendões fibulares ocorrem mais comumente em indivíduos que participam de esportes que envolvem movimentos repetitivos ou excessivos do tornozelo.  Pessoas com arcos mais altos (pés cavos) também têm um risco aumentado de desenvolver lesões.

Principais sintomas

Os sintomas da lesão do tendão fibular podem variar um pouco, dependendo do tipo e gravidade da lesão. Por exemplo:

  • tendinite: dor, inchaço, calor ao toque;
  • Lesões agudas: dor, inchaço, fraqueza ou instabilidade do pé e tornozelo;
  • lesões degenerativas (tendinopatias): dor esporádica (que ocorre de vez em quando) na parte externa do tornozelo, fraqueza ou instabilidade no tornozelo, também pode ocorrer um aumento na altura do arco;
  • subluxação: dor esporádica atrás do osso lateral do tornozelo, instabilidade do tornozelo ou fraqueza.

Diagnosticando de lesões dos tendões fibulares

As lesões dos tendões fibulares podem piorar sem o tratamento adequado e, às vezes, são diagnosticadas erroneamente. Portanto, recomenda-se a avaliação imediata de um cirurgião do pé e tornozelo. 

Durante o exame, o médico verificará se há dor, instabilidade, inchaço, calor e fraqueza no lado externo do tornozelo. Um raio-X ou outros estudos de imagem avançados também podem ser necessários para avaliar totalmente a lesão. 

Tipos de tratamentos

Há dois tipos de tratamentos adequados, como veremos agora.

Não-cirúrgico

  • Imobilização — um molde ou uma tala pode ser usado para imobilizar o pé e o tornozelo, enquanto a lesão se cura;
  • medicamentos — os medicamentos anti-inflamatórios orais ou injetáveis, prescritos, podem ser recomendados para ajudar a aliviar a dor e a inflamação;
  • fisioterapia — o tratamento com gelo e calor pode ser indicado para reduzir o inchaço e a dor. À medida que os sintomas melhoram, os exercícios são adicionados para fortalecer os músculos e melhorar a amplitude de movimento e equilíbrio;
  • órtese — o cirurgião pode prescrever uma órtese para usar por um curto período de tempo, ou durante atividades que exijam movimentos repetitivos do tornozelo. 

Cirurgia

Em alguns casos, a cirurgia pode ser necessária para reparar os tendões e, possivelmente, as estruturas de suporte do pé. O cirurgião determinará o procedimento mais adequado para cada condição e estilo de vida do paciente. 

Após a cirurgia, a fisioterapia é uma parte importante da reabilitação.

Em qualquer procedimento, existem alguns riscos e eles variam de pessoa para pessoa. As complicações, geralmente, são pequenas, tratáveis ​​e não afetam o resultado final. 

No caso do tratamento de lesões dos tendões fibulares, o médico falará com o paciente antes da cirurgia para explicar quaisquer riscos e complicações em potencial que possam estar associados ao seu procedimento.

Então, quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

 

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3 dicas na hora de comprar o tênis certo para esportes

3 dicas na hora de comprar o tênis certo para esportes

Não há dúvidas de que praticar atividade física faz bem à saúde. Além de prevenir inúmeras doenças, ela ainda ajuda no bom funcionamento do organismo.

No entanto, para praticar esportes é importante escolher um tênis certo para não causar lesões, como tendinites e sobrecargas. Veja algumas dicas que selecionamos para comprar o tênis ideal.

1. O tênis certo para corrida

Em primeiro lugar, compre o tênis em uma loja com profissionais especializados e que entendem de esporte. Isso será útil na hora em que você precisar tirar dúvidas sobre o produto.

É válido, ainda, saber previamente qual é o seu tipo de pisada. Existem pelo menos três formas de pisar: a normal, a pisada para dentro (conhecida como supinação) e a pisada para fora (conhecida como pronação).

Esse tipo de informação pode ser útil na hora em que você vai comprar o tênis, especialmente se ele for de corrida, mas não deve ser o fator principal da escolha: o importante é sentir-se confortável ao experimentá-lo. O tênis de corrida também deve ter uma sola firme para que não cause muito impacto nas suas articulações.

Os tênis com amortecimento podem ser úteis para diminuir o impacto da atividade física e evitar lesões nas articulações. Por isso, investir nesse modelo pode ser uma opção interessante especialmente se você quer praticar esportes de alto impacto.

2. O tênis certo para caminhada e quadra

Já se o seu objetivo é a caminhada, o ideal é que o calçado seja mais macio, especialmente na parte superior, conhecida como área do metatarso. É preciso também absorver o choque no calcanhar para evitar dores e inchaços nessa parte do corpo.

Para os esportes realizados em quadras, é preciso um tênis que permita uma boa movimentação, já que você vai correr por bastante tempo tanto para frente quanto para trás. Por isso, invista em um calçado mais leve e com um bom solado para não cansar muito os pés.

3. Dicas para experimentar o tênis

Uma dica interessante é experimentar o calçado depois que você tiver praticado a atividade física, pois seus pés estarão com um tamanho maior. Como nosso corpo tem um lado diferente do outro, experimente o calçado sempre no seu pé maior. Ande com ele dentro da loja para verificar se está adequado.

Lembre-se de que, independentemente de tudo, o tênis certo deve ficar confortável e não machucar os pés. Por isso, verifique se você consegue mexer os dedos enquanto está usando o calçado. O seu calcanhar deve estar firme e não ficar solto dentro do sapato.

Outra dica importante é que, se possível, você deve ter mais de um par de tênis para praticar esporte. Isso ajuda a conservar melhor o calçado e dá tempo de eliminar a umidade, que pode gerar fungos que passam para os pés.

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Como saber que preciso de um especialista em pé?

Como saber que preciso de um especialista em pé?

Nossos pés são importantes por serem pontos de apoio do nosso corpo. É graças a eles que podemos fazer ações como andar, correr e saltar. Mas, por eles nos sustentarem, estão bastante sujeitos a problemas causados por traumas ou desgastes, estes últimos causados por fatores como genética, formato, má informação sobre quais sapatos usar, postura incorreta, falta de exercícios (principalmente alongamento), idade e excesso de peso.

Quando você deve consultar um especialista em pé? E qual consultar, um ortopedista ou um reumatologista, cujas áreas são próximas? É o que veremos neste artigo. Continue a leitura!

Sintomas para procurar ajuda

Antes de saber qual profissional procurar é importante identificar quando há um problema nos seus pés. Os sintomas a seguir indicam que há algum problema que deve ser investigado. Veja:

  • dores que persistem por mais de 72 horas, nos pés ou nas costas;
  • fadiga constante;
  • formigamentos;
  • rigidez generalizada ou localizada ao acordar;
  • perna ou pé inchados por mais de 24 horas;
  • dor que aumenta ao caminhar ou fazer exercícios;
  • dor quando o corpo está em repouso, ou quando as pernas doem mesmo quando estão elevadas;
  • infecção, bolha ou úlcera que surgiram sem explicação, ou que não cicatrizam;
  • achatamento do arco dos pés;
  • perda da sensibilidade nos pés.

Você deve ter notado que alguns sintomas podem se referir tanto aos pés quanto a qualquer outra parte do corpo, principalmente coluna vertebral. Isso acontece porque o ortopedista e o reumatologista são médicos que cuidam do sistema locomotor humano, portanto estão aptos a trabalhar com qualquer osso, músculo, articulação ou ligamento, de maneira geral.

Agora, se o seu problema é nos pés ou tornozelos, é importante procurar um ortopedista especialista em pé e tornozelo. Vamos, agora, ver as diferenças entre o ortopedista e o reumatologista, e quando é mais recomendado consultar cada um deles.

Quando buscar o ortopedista

O ortopedista é o especialista que cuida principalmente de traumas (fraturas, torções, luxações), lesões de menisco, deformidades na coluna, osteoartrose, deformações nos ossos (joanetes, pés chatos) e tumores ósseos. Uma dica para saber se é a ele que você deve recorrer é se a dor ou inchaço é localizada e motivada por alguma sobrecarga. Por exemplo, se, praticando algum esporte, você torceu o tornozelo, ou se seu pé dói depois de andar muito descalço.

O ortopedista, depois de se formar na faculdade de Medicina, que dura seis anos, deve fazer uma especialização em Ortopedia, de três anos. Nela, o médico será treinado em resolução de problemas de maneira conservadora – com prescrição de medicamentos, fisioterapia, etc -, e em vários tipos de cirurgias ortopédicas.

Quando procurar o reumatologista

A especialidade do reumatologista são as inflamações das articulações e tecidos que as cercam. Ele cuida de doenças como artrose, artrite reumatoide, tendinites, fibromialgia, osteoporose, etc.

São problemas que muitas vezes comprometem de forma crônica tendões, articulações, ligamentos, músculos e até ossos. Uma dica para saber que é este o especialista a ser consultado, são sintomas crônicos espalhados em várias partes do corpo, muitas vezes associadas a rigidez articular, e sem motivo aparente. Exemplo: dor e rigidez nas mãos ao acordar, dores nos ombros e joelhos, às vezes com alterações de pele como manchas ou descamações.

Como o ortopedista, depois de se formar em Medicina, o reumatologista também passa por dois a três anos de especialização em Reumatologia. Ele prescreve medicamentos, receita tratamentos e acompanha o paciente, porém não faz cirurgia. Mas pode contar com a ajuda de um ortopedista para avaliar se esse é o caso.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

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É possível corrigir a pisada pronada?

É possível corrigir a pisada pronada?

A pisada pronada é popularmente conhecida como “pisar para dentro”. É quando se apoia a parte interior do pé ao solo, isto é, o arco do pé, direcionando a pressão da pisada para dentro, configurando um desvio de rotação e articulação.

De fato, a pronação é um movimento natural do nosso corpo. É normal que o pé se desvie um pouco para dentro, principalmente ao correr.

O problema ocorre quando esse movimento é realizado em excesso, ou seja, se a pisada pronada já virou uma característica do andar do indivíduo, os calçados estão gastos nas suas partes internas ou, o que é pior, a pessoa passa a ter dores ou lesões no corpo.

Essa maneira de pisar faz com que as cargas de peso sejam distribuídas desproporcionalmente e, assim, algumas partes do corpo ficam mais sobrecarregadas que outras, configurando as lesões.

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Quais os riscos da pisada pronada?

Em excesso pode trazer sérias lesões ao joelho, que fica sobrecarregado compensando a distribuição do peso do corpo ou, até mesmo, com a rotação deles mais para dentro. Ainda, geram problemas no arco do pé, nos calcanhares, dedão, tornozelo ou no quadril.

Os dedos do pé podem ficar desalinhados, devido à sobrecarga. Casos de joanete também são comuns em pacientes com pisada pronada, além de possíveis tendinites, canelite e outras síndromes que, com o tempo, têm possibilidade de aparecer.

Aos praticantes de atividades físicas mais intensas, é muito comum o aparecimento de bolhas ou calos durante, ou após os exercícios.

Afinal, é possível corrigir essa pisada?

É importante que indivíduos com pisada pronada consultem um ortopedista, que indicará a melhor maneira de corrigir a pisada. Feitos os tratamentos, seguindo as orientações e os cuidados exigidos pelo médico, é possível sim  a correção.

O ortopedista, depois de examinar e avaliar, indicará os calçados ideais, o tratamento fisioterapêutico mais correto e, nos casos mais graves, até cirurgias.

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Quando há a indicação de tratamentos fisioterápicos, o fisioterapeuta trabalhará com o paciente alguns exercícios que fortalecerão a musculatura das plantas dos pés e das pernas. Ele também auxiliará adequando a caminhada, executando movimentos que redefinirão o modo como caminha.

Já o uso das palmilhas ou calçados ortopédicos podem ser indicados nos casos em que os pacientes venham a sentir dores por conta das pisadas. As palmilhas são, normalmente, feitas sob medida para se adequar ao pé de cada paciente, fabricadas com elevações que auxiliam a pisar de forma correta, não sobrecarregando a parte interna no pé e oferecendo sustentação ao movimento.

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Aos poucos, o paciente vai alinhando a pisada, livrando-se das dores e redesenhando o seu caminhar. Portanto, tanto os exercícios fisioterápicos quanto as palmilhas especializadas são tratamentos importantes para corrigir a pisada pronada.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

 

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