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Instabilidade Ligamentar do Tornozelo: O Que é?

Instabilidade Ligamentar do Tornozelo: O Que é?

Atletas de alto rendimento e praticantes de atividades físicas de maior intensidade estão sujeitos a lesões que podem afastá-los temporária ou permanentemente de sua rotina. Uma dessas graves lesões é a instabilidade ligamentar do tornozelo.

Por isso, é fundamental seguir as recomendações médicas para a prevenção desses traumas. Você já sofreu algum tipo de lesão? Conhece esse trauma que afeta o tornozelo? Continue a leitura e saiba mais sobre ele.

O que é a instabilidade ligamentar do tornozelo?

O tornozelo é composto por duas articulações, uma superior e outra inferior. Cada uma tem superfícies articulares, cartilagem, líquido sinovial, cápsula e ligamentos.

O tornozelo é uma região com vários ligamentos, que estabilizam as articulações. Por isso, precisam ser resistentes. Quando há instabilidade no ligamento, consequentemente, há instabilidade na articulação.

O tipo de instabilidade ligamentar mais comum é a entorse de tornozelo. Acomete, na maioria dos casos, os esportistas. É uma lesão classificada em três tipos, cada um referente ao grau de comprometimento da região.

Constitui-se estiramento ligamentar, quando não há uma ruptura. É uma lesão ligamentar parcial, se ocorre ruptura parcial dos ligamentos e instabilidade da articulação. O tipo mais grave é a lesão ligamentar total, caracterizada pelo rompimento total dos ligamentos.

Leia mais: Afinal, o que é um ligamento?

Quais os sintomas?

O primeiro sintoma de instabilidade ligamentar do tornozelo é a marcha desequilibrada. Essa alteração pode ser acompanhada de dor e estalos. Quando há ruptura ligamentar, a região tende a ficar inchada e pode mudar de cor.

A evolução do quadro pode dar origem a um desgaste da articulação, gerando artrose ou instabilidade crônica.

Qual a causa?

Geralmente, a causa da instabilidade dos ligamentos é a má-formação do corpo durante a gestação. Contudo, há casos de origem por trauma ou torsão.

Leia mais: Como prevenir a entorse no tornozelo

Como diagnosticar?

A instabilidade ligamentar do tornozelo é definida pelo número de ligamentos afetados. Dessa forma, quanto maior a quantidade deles, menor será a estabilidade da região.

O diagnóstico é confirmado pela análise dos sintomas e por testes manuais, como por exemplo, o teste de inclinação talar. Exames de Raio-X, Ressonância magnética ou ultrassom podem ser realizados para que o ortopedista faça uma análise mais precisa.

Quais os tratamentos?

O tratamento varia conforme o quadro do indivíduo. Na maioria das vezes, não há indicação cirúrgica; apenas sessões de fisioterapia e o uso de órteses estabilizadoras será recomendado, pois é imprescindível durante o processo de cicatrização dos ligamentos que sofreram ruptura.

A cirurgia é indicada raramente e apenas em casos graves. Os procedimentos cirúrgicos realizados são a artroscopia e a reconstrução.

Ciente dessas informações, é importante que, caso sofra com algum sintoma semelhante, você consulte um ortopedista, a fim de ser feita uma avaliação.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Entorse, Todos
A Recuperação de Lesões no Tornozelo

A Recuperação de Lesões no Tornozelo

Um dos principais tipos de lesões sofridas por atletas e praticantes de atividades físicas é a lesão no tornozelo. Apesar de, na maioria dos casos, ter um tratamento simples, o período de recuperação costuma ser longo e exige muita paciência do indivíduo.

Já sofreu alguma lesão nessa região? Como foi a recuperação? Continue a leitura, a fim de saiber mais sobre essas lesões e o processo de cura.

Quais são as lesões do tornozelo?

Existem diversos tipos de lesões e distúrbios que podem afetar essa região. Eles ocorrem porque ela é constantemente exigida e são raros os momentos em que a sua musculatura consegue relaxar.

As lesões mais frequentes são a entorse, tendinite, síndrome do túnel do tarso e a tenossinovite dos fibulares. Conheça, em seguida, um pouco mais sobre elas.

Entorse

A entorse é causada pelo movimento brusco. Geralmente ocorre quando se pisa de forma errada ao caminhar, correr ou praticar esporte. Ela é caracterizada pelo estiramento ou ruptura dos ligamentos e de outras estruturas que existem na articulação do tornozelo.

A entorse é classificada de acordo com o grau de complexidade do trauma. Quando há apenas o estiramento, é uma entorse de primeiro grau. Se houver ruptura parcial do ligamento, é uma lesão de segundo grau. O tipo mais grave é a lesão ligamentar parcial, que é de terceiro grau e se caracteriza pelo rompimento dos ligamentos.

Leia mais: 5 tratamentos para entorse no tornozelo

Tendinite

A tendinite ocorre quando há inflamação dos tendões que conectam os ossos e os músculos. Provoca, então, dor ao caminhar, rigidez nos movimentos e inchaço.

Síndrome do túnel do tarso

A síndrome do túnel do tarso ocorre quando há a compressão do nervo localizado na região dos pés. Normalmente, ela é provocada como resultado de alguma fratura ou entorse que comprime as estruturas no túnel do tarso.

Tenossinovite dos fibulares

A tenossinovite dos fibulares é uma inflamação da bainha que reveste e protege os tendões, cuja função é evitar as torções do tornozelo. Pode ser causada pela ocorrência de traumatismos na região, pela realização de movimentos bruscos, por lesões nos ligamentos, entre outros motivos.

Leia mais: Lesões dos tendões fibulares: sintomas, causas e tratamentos

Como é o tratamento dessas lesões?

De modo geral, o tratamento das lesões no tornozelo costuma ser semelhante. Caso seja uma contusão de menor complexidade, consiste no uso de anti-inflamatórios e analgésicos, realização de compressas de gelo, repouso e fisioterapia.

Se a lesão for grave e as providências iniciais não surtirem resultados satisfatórios, a intervenção cirúrgica será indicada. Nesse caso, o procedimento variará conforme o tipo de trauma.

Como é a recuperação após o tratamento?

A recuperação desse tipo de lesão ocorre em três etapas, descritas a seguir.

  1. Na fase inicial, é necessário descansar e sempre proteger a região, seguindo as orientações médicas para redução do inchaço.
  2. Na fase intermediária, a lesão já está curada e deve-se iniciar o processo de reabilitação física. Esse processo consiste em restaurar a flexibilidade, a amplitude de movimento e a força muscular.
  3. Na última fase da recuperação, já não há mais lesão e os movimentos foram restaurados. Assim, é necessário apenas ter cuidado para retornar, gradualmente, à prática de atividades físicas moderadas. Posteriormente, será possível voltar aos esportes mais intensos.

É importante concluir o período de reabilitação, pois isso dificultará a ocorrência de nova lesão no tornozelo. Caso as orientações não sejam seguidas, o indivíduo poderá voltar a sentir dor, apresentar instabilidade e até desenvolver artrose.

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8 Cuidados que Quem Tem Diabetes Deve Ter com os Pés

8 Cuidados que Quem Tem Diabetes Deve Ter com os Pés

O diabetes é uma doença silenciosa e pode provocar problemas que são desconhecidos pela população. Quem tem essa patologia precisa tomar cuidado com a saúde dos pés. Isso porque ela pode causar uma complicação que afeta a sensibilidade das extremidades, podendo levar à amputação dos membros inferiores.

Nunca tinha ouvido falar nisso? Poucas pessoas já ouviram falar nesse problema. Continue, então, a leitura e aprenda tudo sobre o tema.

O que é diabetes?

É uma anomalia que acomete o metabolismo. Desenvolve-se em decorrência da falta de insulina ou dificuldade de esta exercer a sua função no organismo. A insulina é um hormônio produzido no pâncreas e age no processo de redução da glicemia, auxiliando a transformação do açúcar em energia.

Quando não há produção desse hormônio, o processo metabólico do açúcar não é realizado e o nível de glicose no sangue aumenta, causando o diabetes. A doença é classificada em tipo 1 e tipo 2.

Leia mais: Tenho pé diabético? O que fazer?

O que é pé diabético?

O pé diabético é uma complicação do diabetes. Ocorre quando há um machucado ou uma ferida infeccionada no pé.

Quando o indivíduo não controla a glicemia, há um excesso de glicose, que torna o sangue mais grosso. Assim, há uma deficiência na circulação, que provoca o fechamento das artérias nas extremidades do corpo. Por isso, um pequeno machucado pode evoluir e se tornar um grave problema.

Quais cuidados o diabético precisa ter com os pés?

Para evitar evolução do problema que pode gerar a necessidade de amputação do membro, o diabético precisa tomar alguns cuidados especiais com o seus pés. Os principais estão listados a seguir.

  • Verifique diariamente se a pele dos pés está íntegra. É preciso observar se não há cortes, hematomas, edemas ou alguma região com maior sensibilidade. Faça um exame de toque, mantenha machucados higienizados e monitore os curativos para que eles permaneçam secos.
  • Lave os pés diariamente com água morna, mantenha-os secos, especialmente entre os dedos para que essa região não fique úmida.
  • Evite ficar descalço, pois assim você está evitando o risco de se acidentar. Lembre que uma simples batida nos pés pode gerar uma úlcera ou algo mais grave.
  • Mantenha a taxa de açúcar sob controle. Para isso, siga a dieta prescrita, evite a ingestão de muitos carboidratos e faça uso da sua medicação.

Leia mais: Pé diabético: 10 cuidados no dia a dia para manter a saúde do pé

  • Caso sofra uma lesão ou machucado, trate-os imediatamente. Lave com água e sabão, seque e faça um curativo. Caso haja uma piora, procure um médico especialista.
  • Hidrate a pele dos pés todos os dias para evitar o seu ressecamento. O melhor momento é após o banho, pois os poros estão dilatados e o hidratante penetra de forma mais profunda na pele.
  • Use sapatos confortáveis, que não apertem e permitam que a pele respire.
  • Mantenha os pés aquecidos, pois quanto mais frios, mais vulneráveis ficam. Para isso, use meias de algodão ou de lã.

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Tipos de Joanete e Seus Tratamentos

Tipos de Joanete e Seus Tratamentos

Os pés são estruturas das mais complexas do corpo humano. Eles são compostos por vários músculos, ossos, ligamentos, articulações e tendões. Dessa forma, em razão de sua complexidade, eles também estão sujeitos a sofrer alterações na anatomia. O joanete é o problema mais comum.

Conhece esse problema? Sabia que existe mais de um tipo? Leia, então, este texto e entenda tudo sobre o assunto.

O que é joanete?

É uma alteração anatômica dos pés em que ocorre a formação de uma saliência óssea, devida ao deslocamento do metatarso. Na maioria dos casos, causa bastante incômodo e dor, mas não está associado a doenças graves. O hallux valgus e o joanete de sastre são os dois tipos de joanete. Em seguida, conheça os detalhes sobre eles.

Hallux valgus

O termo hallux valgus significa “articulação que salta para fora”. Ocorre quando o dedão (hálux) sofre desvio lateral na direção do segundo dedo.

Surge em uma articulação denominada metatarsofalângica, localizada na base do primeiro metatarso, que tem a função de dar apoio ao dedão.

A principal característica desse tipo de joanete é a protuberância que se parece com um osso saltado. Esse é o tipo mais comum. Acomete, portanto, o maior número de pessoas.

Joanete de sastre

Também denominada bunionette, do quinto metatarso ou de alfaiate, caracteriza-se por uma elevação óssea no dedo mindinho do pé. É mais comum a aparição na sua base.

No passado, era um distúrbio comum em alfaiates, pois todos trabalhavam sentados no chão, colocando o peso sobre a lateral dos pés. Desse fato deriva a denominação joanete de alfaiate.

Quais são as causas?

Essa alteração anatômica também pode ser classificada quanto à sua origem.

Ela pode ser congênita, quando o indivíduo tem um histórico familiar do problema, nascendo, portanto, predisposto a desenvolvê-lo. Pode também, ser adquirida, ocasionando-se por diversos fatores ocorridos durante a vida.

As causas mais comuns são predisposição estrutural do pé, uso de sapatos inadequados, artropatia, distúrbios neurológicos, traumas, bem como dismetria dos membros inferiores.

Leia mais: Artrose nos pés: sintomas, causas e tratamentos

Como é o tratamento?

O tratamento para joanete não segue um padrão. Assim, a escolha da abordagem mais adequada será feita após análise clínica do indivíduo, estilo de vida, histórico familiar, intensidade dos sintomas, entre outros.

A alternativa mais conservadora não visa à correção anatômica da deformação, mas é uma abordagem que opta por aliviar os sintomas e evitar a evolução do desvio. Para isso, o indivíduo precisa deixar de usar sapatos desconfortáveis, passar a usar protetores ortopédicos e calçados com solados firmes.

A abordagem da medicina contemporânea, assim como para os casos mais graves, é a intervenção cirúrgica. São várias as técnicas disponíveis para corrigir os joanetes. Elas têm objetivo de restaurar as funções perdidas e eliminar os sintomas.

Leia mais: Entenda mais sobre a cirurgia de joanete

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Tipos de Pisada e Joanete: Entenda a Relação

Tipos de Pisada e Joanete: Entenda a Relação

Cada indivíduo apresenta uma formação anatômica própria do corpo e, principalmente, dos pés. Por isso, foram estabelecidos três tipos de pisadas que abrangem todas as características da população. Quando não há o devido cuidado com os calçados, podem surgir problemas na anatomia, como por exemplo, a formação de joanete.

Já tinha ouvido falar dessa relação? Este texto apresenta os tipos de pisadas, suas características explica a associação com a aparição de joanete.

O que é joanete?

É uma alteração na anatomia dos pés em que se forma uma saliência óssea, em razão do deslocamento do metatarso. Sua aparição costuma provocar bastante incômodo e dor. Contudo, na maioria dos casos, não tem qualquer relação com doenças graves.  O hallux valgus e o joanete de sastre são os dois tipos incidentes.

O primeiro é o tipo mais comum . Tem como principal característica uma protuberância perto da base do maior dedo do pé, que se parece com um osso saltado. Ocorre em uma articulação do hálux denominada metatarsofalângica, localizada na base do primeiro metatarso, responsável por dar apoio ao dedão.

O joanete de sastre ou de alfaiate se caracteriza pela incidência de uma elevação óssea no dedo mindinho do pé, no quinto metatarso. No passado, era um distúrbio comum em alfaiates, pois todos trabalhavam sentados no chão, colocando o peso sobre a lateral dos pés.

As causas mais comuns são hereditariedade, predisposição estrutural do pé, uso de sapatos inadequados, artropatia, distúrbios neurológicos, traumas e dismetria dos membros inferiores.

Quais são os tipos de pisada?

A forma como se pisa no chão é determinada por algumas características anatômicas específicas de cada pessoa, como por exemplo, alinhamento dos joelhos, formatação dos pés e flexibilidade das articulações.

As pisadas são classificadas em neutra, pronada e supinada. A pisada neutra é aquela em que o pé toca o solo de maneira uniforme e o peso é distribuído de forma igual sobre toda a planta. Por isso, é considerada a pisada mais correta.

Leia mais: Os calçados indicados para cada tipo de pisada

A pisada pronada ocorre quando o pé, ao se apoiar no chão, encosta primeiro a sua parte interna. Em casos graves, pessoas que têm a pisada pronada podem sofrer desalinhamento dos tornozelos, joelhos e quadris.

A pisada supinada é o inverso da pronada, ou seja, a parte externa do pé é a primeira a tocar o chão. Nesse caso, o indivíduo coloca grande parte do seu peso sobre os dedos de fora, que são menores. Essa condição pode causar lesões nos joelhos, pés e nas costas.

Leia mais: Tipos de pisada: Como identificar o seu

Qual a relação existente entre a pisada e o joanete?

Como explicado anteriormente, as pisadas supinada e pronada acarretam malefícios à saúde do indivíduo. Assim, o apoio excessivo em determinado ponto do pé pode provocar problemas agudos e crônicos. O joanete é um dos problema crônicos ocasionados.

Os problemas agudos são os calos, bolhas e lesões ósseas. Outros problemas crônicos são tendinite, canelite e dedos em garra. Além disso, pessoas que apresentam essa protuberância óssea desde o nascimento, podem mudar a pisada em função do desconforto.

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Dor Embaixo dos Dedos: O Que Pode Ser?

Dor Embaixo dos Dedos: O Que Pode Ser?

A sensação de dor embaixo dos dedos pode trazer desconforto e incômodo. Essa dor pode ter origem em diversas patologias ou pequenos distúrbios que acometem a região. Na maioria dos casos, porém, o tratamento é simples e o alívio é rápido.

Você já sentiu dor nessa parte dos pés? Não é muito comum, mas pode acontecer. Então, é importante que você já conheça as causas mais comuns.

O que pode causar a dor embaixo dos dedos?

A dor pode ser provocada por diversas situações, como por exemplo, o uso de sapatos inadequados. Por isso, é preciso esclarecer os problemas que podem produzir esse sintoma. Conheça agora as principais causas.

Neuroma de Morton

O neuroma de morton é uma lesão que afeta o nervo digital plantar, localizado entre o terceiro e o quarto dedo do pé. Essa lesão tem aparência similar à de uma pequena massa e provoca dor entre esses dedos, além de formigamento no peito do pé e dedos.

Ainda não se sabe as causas exatas desse problema, mas há indícios de que tenham relação com uma reação natural desse nervo a uma irritação, pressão ou lesão que surja no pé. Algumas condições também aumentam as chances de ocorrer essa lesão, como por exemplo, uso de salto alto, prática de esportes de alto impacto, joanete, pé chato, entre outras deformidades.

Pessoas acometidas de neuroma de morton costumam sentir, além da dor localizada, a sensação de haver pedra no sapato, queimação, formigamento e dormência na região.

Leia mais: Neuroma de Morton: diagnóstico e tratamento

Metatarsalgia

A metatarsalgia é a dor ocasionada pelo excesso de pressão nos metatarsos, desenvolvendo-se, dessa forma, um processo inflamatório. Os metatarsos são cinco ossos longos que ficam na região anterior aos dedos.

A principal função desses ossos é permitir o apoio na ponta do pé. Quando a metatarsalgia ocorre, a cabeça desses ossos recebem uma sobrecarga, causando dor, inchaço, fraturas por estresse e espessamento do nervo.

Geralmente, é provocada pelo uso de calçados muito apertados ou de salto alto, prática de esportes de alto impacto, excesso de peso, postura incorreta, pés cavos e chatos, joanete e traumas.

Leia mais: Metatarsalgia: o que é e como tratar

Calos

Conhecidos clinicamente como calosidade, são ocasionados pelo acúmulo de células mortas na camada mais superficial da pele. Esse acúmulo é provocado pela contínua pressão exercida sobre os pés.

Artrose

A artrose, ou osteoartrose, é uma doença degenerativa provocada pelo excesso de atrito entre os ossos. Essa patologia acomete as articulações e ataca a cartilagem, que tem função de evitar o contato entre os ossos.

A artrose pode provocar o desgaste ou até a destruição da cartilagem. Assim, há um aumento do atrito nas articulações, causando inflamação, dor nos pés, inchaço e limitação das funções.

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5 Tratamentos Conservadores Para Joanete

5 Tratamentos Conservadores Para Joanete

A estrutura dos pés é uma das mais complexas do corpo humano, pois nela é encontram-se diversos tipos de músculos, ossos, ligamentos, articulações e tendões. Por isso, não é raro o aparecimento de algum problema provocado por alteração na anatomia dos pés, como por exemplo, os joanetes.

Conhece esse problema? Sabia que existe mais de um tipo? Leia, então, este texto e entenda tudo sobre o assunto.

O que é joanete?

É uma alteração na anatomia dos pés em que se forma uma saliência óssea em razão do deslocamento do metatarso. Na maioria dos casos, causam bastante incômodo e dor. O hallux valgus e o joanete de sastre são as duas formas em que se classificam os joanetes.

hallux valgus ocorre com maior frequência. Caracteriza-se pela incidência de uma saliência perto da base do dedão.  Nesse caso, a alteração anatômica ocorre na articulação metatarsofalângica do hálux.

Essa articulação fica no primeiro metatarso e é responsável por proporcionar apoio ao dedão. O joanete de sastre se caracteriza por uma elevação óssea no dedo mindinho do pé, no quinto metatarso.

As causas mais comuns desse problema são hereditariedade, predisposição estrutural do pé, uso de sapatos inadequados, artropatia, distúrbios neurológicos, traumas e dismetria dos membros inferiores.

Leia mais: Joanete: Entenda o que é, seus sintomas e tratamentos

Quais são os tipos de tratamento?

O médico especialista para esse caso é o ortopedista especialista em pé e tornozelo. A fim de decidir pela melhor abordagem, ele realizará um exame clínico do indivíduo e analisará seu estilo de  vida, histórico familiar e intensidade dos sintomas.

A abordagem para o tratamento pode ser conservadora ou não. A alternativa mais conservadora melhora apenas a dor e não visa à correção anatômica da deformação do pé. Opta por aliviar os sintomas e evitar evolução do desvio.

Dessa forma, podem ser recomendadas 5 possibilidades de tratamento. Veja em seguida.

1. Mudança do tipo de calçado

Os sapatos com saltos, de bico fino, sem amortecimento ou apertados contribuem para o agravamento do problema. Por isso, o uso deles será suspenso até que haja melhora.

2. Palmilhas ortopédicas

Existem palmilhas específicas para esse tipo de dificuldade. O ortopedista prescreverá o tipo mais adequado a cada caso. Entre os benefícios está a correção postural e o alívio do impacto nas articulações.

Leia mais: Como escolher o sapato ideal?

3. Afastador de dedos

É um acessório que deve ser colocado entre o dedo em que esteja a protuberância óssea e o dedo vizinho. O objetivo do afastador é evitar a inclinação do dedo.

4. Órteses

São talas de acrílico ou silicone que ajudam a reduzir a dor e a pressão sobre a deformação. Sua prescrição é mais comum em crianças, em razão do tamanho dos pés.

5. Esparadrapo

Os esparadrapos cirúrgicos podem impedir que o problema evolua. Exige, entretanto, troca diária.

Nos casos mais complexos em que as soluções paliativas não apresentam resultados satisfatórios nem controlam os sintomas, o ortopedista poderá indicar a intervenção cirúrgica. As técnicas mais comuns são a aberta (com um corte na lateral de dentro do pé) e, mais moderna, a técnica percutânea, em que a cirurgia é realizada por meio de pequenos furos na pele.

Leia mais: Como é o pós-operatório da cirurgia de joanete

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Pé Inchado: conheça 7 causas

Pé Inchado: conheça 7 causas

Muitas pessoas ficam assustadas quando percebem o pé inchado sem uma razão aparente. Na maioria dos casos, entretanto, esse sintoma não é um indício de um problema grave. Contudo, é importante estar atento ao aparecimento de outros sinais e conhecer causas.

Você sabe o que pode causar esse inchaço nos pés? Então, leia o texto e conheça as principais condições que podem ocasionar esse problema.

Que condições podem causar pé inchado?

Existem diversas patologias e distúrbios que apresentam essa condição como um sintoma. Conheças, em seguida, as causas mais comuns.

Má circulação

Problemas na circulação sanguínea são os principais causadores de inchaço, que também costuma afetar aos tornozelos e pernas. A má circulação é uma condição natural que ocorre com o envelhecimento das veias.

Dessa forma, elas se tornam menos capazes de levar o sangue de voltar ao coração, ocasionando seu acúmulo nos pés e pernas. Apesar de não causar dor, pode trazer desconforto.

Geralmente, quando essa é a causa, os pés incham no final do dia. Ocorre com adultos, idosos ou mulheres gestantes.

Traumas no tornozelo

A ocorrência de lesão, entorse, pancada ou trauma no tornozelo pode provocar o inchaço dos pés. Normalmente, essas contusões são resultados de um movimento brusco dos pés, uma pisada errada ou o excesso de esforço físico.

Para que seja esse o diagnóstico da origem do problema, o indivíduo deve apresentar outros sinais, tais como dor intensa, manchas roxas na região e dificuldade para movimentar os pés.

Leia mais: Água quente ou fria: o que usar em caso de entorse de tornozelo?

Insuficiência cardíaca

Essa condição é mais comum em pessoas mais velhas, pois tem como causa o envelhecimento muscular do coração. Em consequência disso, há maior dificuldade em bombear o sangue, gerando seu acúmulo nos membros inferiores.

Quando o pé inchado é causado por essa insuficiência, o indivíduo também apresenta cansaço excessivo, falta de ar e sensação de pressão no peito.

Trombose

Quando ocorre coagulação do sangue que provoque entupimento de uma das veias da perna, a trombose é o provável diagnóstico. Por ação desse bloqueio da veia, o sangue não retorna para o coração, permanecendo nos membros inferiores.

A pessoa que sofre trombose apresenta, além de inchaço, dor na região, formigamento, vermelhidão intensa e febre.

Leia mais: Qual a relação da alimentação saudável e a saúde dos pés?

Insuficiência venosa

A insuficiência venosa ocorre quando o sangue venoso não consegue regressar ao coração em função do enfraquecimento das válvulas localizadas dentro das veias.

Linfedema

É o acúmulo de líquido entre os tecidos. Pode ser provocado pela retirada dos gânglios linfáticos ou por alguma alteração nos vasos linfáticos. Dependendo da origem, esse pode ser um problema de difícil solução.

Edema periférico

É o inchaço dos membros inferiores provocado pelo acúmulo de líquidos. Pode ter origem no envelhecimento, em razão da dificuldade de circulação sanguínea, ou em algumas condições, tais como gestação, menstruação, obesidade, infecção, varizes, etc.

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Pé diabético: o que é e quais os sintomas

Pé diabético: o que é e quais os sintomas

O pé diabético é mais uma das diversas complicações que tem o Diabetes Mellitus como causa. Geralmente, esse problema ocorre quando uma ferida se desenvolve em alguma área infeccionada ou machucada dos pés. Mas não é apenas isso.

Neste post, entenderemos um pouco mais sobre o assunto. Confira!

O que saber sobre o pé diabético?

É importante lembrar que o termo se refere a um conjunto de complicações, como observamos a seguir:

  • neurovascular: ocorre quando existe uma combinação dos problemas infecciosos, neuropáticos e vasculares;
  • isquêmica ou vascular: nessa situação as complicações têm relação com problemas circulatórios, principalmente nas extremidades dos membros inferiores;
  • neuropática: nesse caso, as alterações acontecem nos nervos, o que ocasiona perda de sensibilidade. As feridas desse tipo situam-se na planta dos pés.

O diabetes é um problema grave de saúde, caracterizado pela falta da capacidade do organismo de produzir insulina ou, ainda, que ela não funcione como deveria, deixando as taxas de açúcar no sangue acima dos níveis aceitáveis.

Essa complicação, que atinge milhões de brasileiros, começa quando o pâncreas não é mais capaz de trabalhar, dando origem aos aspectos citados.

Leia mais: 4 problemas nos pés causados pela diabetes

Quais são os principais sintomas dessa condição?

O pé diabético pode ser avaliado e diagnosticado a partir de alguns sintomas específicos:

  • sensação de fraqueza nas pernas;
  • pés dormentes de forma frequente;
  • sensação de agulhadas;
  • dores nos pés;
  • queimação nos pés e tornozelos;
  • formigamento ocorrendo frequentemente;
  • perda da sensibilidade na região.

Aqui cabe uma observação muito importante sobre esse tema: mesmo considerando essa lista de sintomas, a grande maioria das pessoas portadoras de diabetes apenas percebe que o problema no pé precisa de atenção extra e uma investigação médica quando a infecção ou ferida não melhora.

Como se prevenir?

Como vimos, os pés podem ser muito afetados pelo diabetes, por isso, qualquer cuidado ou ação tomada no sentido de proteger e evitar que problemas surjam nessa região são muito importantes.

Para prevenir complicações, é essencial que a pessoa verifique diariamente seus pés em busca de feridas, regiões com vermelhidão, proeminência em ossos, alterações nas unhas, bolhas, feridas e até uma mudança no formato.

Vale lembrar que essa avaliação envolve também a planta dos pés, pois, como apontamos anteriormente, os problemas também abrangem essa área.

Leia mais: Pé diabético: 10 cuidados no dia a dia para manter a saúde do pé

Outro ponto que merece uma atenção extra é a escolha dos sapatos. Além de respeitar o formato dos pés, eles devem ser firmes por fora e macios por dentro, de forma que não contribuam para o surgimento de lesões na pele.

Além disso, andar de chinelos, sandálias e, até mesmo, descalço deve ser evitado, especialmente quando existir algum indício de lesão nos pés.

Os cuidados que temos com o diabetes para que essa condição não afete diversas partes do corpo devem ser levados muito a sério. Afinal, de acordo com a situação, a pessoa pode acabar tendo um membro amputado.

Portanto, ao menor indício de que algo está errado com os membros inferiores, é fundamental procurar a orientação de um ortopedista. Ao avaliar o pé diabético, o profissional poderá orientar e dar sequência ao tratamento, evitando que a pessoa tenha complicações mais profundas no futuro.

 

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Pisada supinada: o que é e como tratar?

Pisada supinada: o que é e como tratar?

A pisada supinada ou supinação é caracterizada pela forma de “pisar para dentro” enquanto a pessoa anda. Essa variação acontece nos indivíduos de maneira natural, sendo que, em vários casos, tem relação com o desalinhamento nos pés e tornozelos ou no joelho.

O principal problema da supinação é que ela pode sobrecarregar uma das laterais do pé e, com o passar do tempo, provocar o desenvolvimento de patologias na região, como bunionette e calos.

Neste post, entenderemos mais sobre o assunto. Acompanhe!

Como tratar o problema da pisada supinada?

O primeiro passo para iniciar o tratamento da pisada supinada é fazer uma visita ao ortopedista. Somente esse profissional poderá fazer o diagnóstico correto do seu tipo de pisada e, assim, indicar o melhor tratamento para o caso.

Entre os tratamentos existentes para a supinação, hoje, existem as palmilhas ortopédicas, desenvolvidas especificamente para essa finalidade; os calçados ortopédicos, que ajudam a minimizar os desvios de postura influenciados pelo formato do pé e a fisioterapia.

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As palmilhas e os calçados são as formas de tratamento mais usadas, pois não incomodam a pessoa e, atualmente, são muito acessíveis, dada a amplitude de opções disponíveis no mercado.

Além de ajudar na causa, em específico, ainda temos outros benefícios, como mais saúde para as articulações, melhora da postura como um todo e maior conforto para andar e correr no dia a dia.

No caso da fisioterapia, é importante ressaltar que a recomendação pelo ortopedista tem como objetivo ajudar as pessoas com as quais a musculatura dos pés está um pouco deficiente e precisa de mais força para trabalhar os movimentos normais, bem como garantir que o processo de tratamento seja eficaz.

Vale lembrar que os exercícios feitos pelo fisioterapeuta variam de acordo com a situação de cada pessoa. Por isso, o que foi válido para um amigo com o mesmo problema, pode não ser o melhor para você.

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Principais problemas relacionados à supinação

Agora que vimos as formas de tratar a supinação, conheceremos alguns dos incômodos mais recorrentes que ela pode trazer para sua vida com o passar do tempo:

  • calos: formados a partir de pontos de pressão excessiva em determinada região. Eles surgem como uma reação normal do corpo tentando proteger as camadas mais internas;
  • torção ou entorses: devido à supinação, o tornozelo é uma das regiões que ficam mais vulneráveis às entorses invertidas, ou seja, quando o pé vira para fora;
  • bunionette: esse problema é o joanete que surge em decorrência do excesso de carga aplicada constantemente na região lateral do pé.

Como observamos ao longo do artigo, o corpo humano se mostra incrível até mesmo no pé, não é mesmo? Agora, com todas essas informações, já é possível buscar ajuda e dar início ao tratamento.

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Ao consultar o médico ortopedista e descobrir como a pisada supinada tem afetado seu dia a dia, será mais fácil encontrar os calçados ideais e quais ações tomar para minimizar e resolver os sintomas desse problema. No mais, fica um alerta importante: seja qual for o tipo de incômodo que estiver sentindo, não hesite em buscar a orientação de um especialista!

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Todos