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Pé chato e pé cavo: entenda a diferença

Pé chato e pé cavo: entenda a diferença

Tanto o pé chato quanto o pé cavo são alterações anatômicas no arco plantar. Normalmente, essas alterações são hereditárias e podem causar alguns tipos de lesão. Isso ocorre principalmente se a pessoa for praticante de esportes de impacto, como saltos, corrida ou futebol, por exemplo.

Uma das características estruturais do pé humano é o arco longitudinal medial, que tem a função de equilibrar a carga e absorver o impacto dos pés. O arco do pé pode ser classificado como alto (pés cavos) ou baixo (pés chatos ou planos).

Dessa forma, quando ocorre variação anatômica na altura do arco, há perda de eficiência no amortecimento e na absorção de impacto.

Diferenças entre pé chato e pé cavo

Algumas diferenças podem ser destacadas entre esses tipos de variação no pé, que são explicadas em seguida.

Pé cavo ou pé supinado

Também chamado de pé arqueado, o pé cavo é caracterizado por uma elevação excessiva do arco longitudinal do pé. Nesse caso, a distribuição do peso é feita em apenas dois pontos: o calcâneo e dedos dos pés. Assim, há um desequilíbrio na distribuição do peso nesses dois pontos de pressão, sobrecarregando-os e provocando dor.

Leia mais: O que é pé cavo, quais suas causas e tratamentos

Nessa variação, a pessoa costuma utilizar a parte de fora do pé para caminhar, ou seja, a supinação.

Além disso, pelo fato de a estrutura não ter boa capacidade em absorver os impactos, alguns problemas têm mais chances de surgir, como fascite plantar ou dor no calcanhar.

Dessa forma, para compensar a rigidez do pé e sua capacidade reduzida de amortecimento, é indicado o uso de calçados mais amortecidos. Estes solados oferecem maior proteção aos pés, aliviam o desconforto e melhoram o amortecimento dos impactos.

Pé chato ou pé pronado

Também conhecido como pé plano, o pé chato é caraterizado pela postura pronada dos pés, em que há inclinação do osso do calcanhar para fora. Sendo assim, há redução do arco longitudinal plantar, se estendendo dos dedos até o calcanhar. Dessa forma, grande parte da planta do pé está em contato com o solo.

A alteração dessa curvatura fisiológica ocorre em razão do enfraquecimento ligamentar ou da fáscia plantar. Resulta em prejuízo na funcionalidade estrutural dos pés, podendo gerar calos na região, alterações na marcha, perda de equilíbrio, assim como lesões nos locais de impacto.

Leia mais: Pé plano: sintomas, causas e tratamentos

Em alguns casos, ao se posicionar o peso corporal em um dos lados mediais do pé, podem surgir quadros de dor e outros desconfortos, tanto nos pés como no quadril, joelhos e coluna.

Indivíduos com esse tipo de pé devem mantê-lo em uma posição correta para não desenvolver alguns problemas. Pode, então, ser necessário usar palmilhas de suporte plantar e calçados com solados mais firmes.

Dessa maneira, devido à menor mobilidade e capacidade para absorver impactos, pessoas com o pé chato podem desenvolver algumas lesões como: insuficiência do tibial posterior, fascite plantar, dor no tornozelo e joanete.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Pé cavo, pé chato , Pé plano, Todos
O uso de salto alto pode causar lesões?

O uso de salto alto pode causar lesões?

O salto alto está na rotina de grande parte das mulheres. Existem diversas opções no mercado, para atender aos mais variados gostos e preferências do público feminino. Entretanto, o uso contínuo desse tipo de sapato pode trazer alguns riscos à saúde, como lesões e deformidades nos pés.

O salto alto eleva o calcanhar acima dos dedos, provocando, assim, desequilíbrio na distribuição do peso corporal, em que a parte dianteira do pé recebe o maior peso. Esse desequilíbrio causa mudança na postura do corpo e da primeira junta do tornozelo, aumentando o risco de torção, bem como outros problemas.

As lesões mais comuns provocadas pelo uso do salto alto

O calçado, além de provocar dor e desconforto, pode também prejudicar os movimentos e comprometer a saúde dos pés. As lesões mais comuns são descritas em seguida.

Joanete

O joanete é um problema frequente em pessoas que têm o costume de usar sapatos com salto alto. É provocado pela pressão anormal exercida nos pés, que causa uma deformidade óssea na lateral do membro, quando o osso ou o tecido da articulação sai do lugar. O joanete pode, portanto, ser doloroso e causar grande incômodo.

Leia mais: Tipos de Joanete e Seus Tratamentos

Calos e bolhas

Os calos e as bolhas são deformidades decorrentes do uso de salto. Os sapatos com os saltos mais altos apertam e causam fricção entre os pés e o sapato, provocando, dessa forma, as bolhas e os calos.

Esses problemas são bem dolorosos e, se não tratados, podem originar infecções, inchaço, assim como deformações nos dedos.

Tendinite

Da mesma forma, a tendinite pode ser causada pelo uso de sapatos de salto alto. A inflamação dos tendões dos pés, tornozelos e panturrilha podem, então, provocar dor nas pernas, edemas e inchaços na região afetada.

Leia mais: Tudo o que você precisa saber sobre a tendinite

Problemas de postura

Além dos problemas nos pés e nas pernas, o uso excessivo do salto afeta também a postura corporal, ocasionando alterações permanentes. A elevação no salto altera o centro de gravidade do corpo para compensar e manter o equilíbrio. Por isso, alguns problemas posturais podem surgir, devido à sobrecarga e aumento da curvatura da coluna. Entre os problemas que podem ser causados estão a hiperlordose lombar e a dor nas costas.

Como reduzir o risco de lesões com o uso do salto alto?

Nas situações em que o uso do salto é indispensável, é possível reduzir os riscos de lesões e evitar a dor e problemas de saúde. Confira algumas das principais dicas:

  • alongue os pés e pernas antes de usar o sapato;
  • compre sapatos ao final do dia, quando os pés já estão inchados;
  • massageie os pés ao final do dia para irrigar a região e diminuir o inchaço;
  • alterne os sapatos durante a semana;
  • use palmilhas ortopédicas.

O uso de sapatos com salto alto pode causar lesões e comprometer a saúde. Seguir essas dicas pode evitar os desconfortos causados pelo item. Se os problemas persistirem, entretanto, é importante consultar um médico especialista.

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Esporão de calcâneo: como prevenir?

Esporão de calcâneo: como prevenir?

O esporão do calcâneo é uma saliência óssea, que ocorre devido a um crescimento incomum do osso do pé, provocado por um depósito anormal de cálcio. Na maior parte dos casos, é formado na parte inferior do calcâneo e não é visível pelo exterior.

Às vezes, o esporão do calcâneo pode ser assintomático. Todavia, pode provocar forte dor no calcanhar ao colocar-se o pé no chão, gerando, inclusive, problemas de mobilidade. Geralmente, a dor ocorre pelo fato de o esporão se associar a uma inflamação da fáscia plantar, denominada fascite plantar.

Na fascite plantar, a dor é mais forte ao pisar no chão após muito tempo sem apoiar os pés, ao subir escadas ou ficar longos períodos em pé. Essa dor, no entanto, é aliviada ao andar ou se exercer alguma atividade.

Leia mais: Esporão do calcâneo: sintomas, causas e tratamentos

Causas do esporão de calcâneo

O esporão pode ter diversas causas e associações. Entre as mais comuns podemos citar:

  • sobrepeso corporal;
  • pisada irregular, como o arco do pé mais alto ou muito plano;
  • correr em superfícies duras, como asfaltos, sem o tênis adequado para corridas;
  • praticar atividades de salto em uma superfície dura sem a proteção adequada, como ginástica artística ou rítmica;
  • usar sapatos duros para longas caminhadas ou durante o trabalho.

Tratamento do esporão do calcâneo

Os tratamentos reduzem a inflamação e aliviam a dor nas fases agudas, mas não oferecem melhora definitiva ou cura para o esporão de calcâneo. Isso porque eles não propiciam o desaparecimento da saliência.

Dessa forma, a solução permanente só é possível por meio de um procedimento cirúrgico para a remoção do osso. Ainda assim, pode haver recidiva com o passar do tempo.

Leia mais: Quando a cirurgia é indicada para tratar o esporão do calcâneo?

Prevenção

A dor do esporão pode provocar muito desconforto e até impedir a realização de atividades diárias. Assim, é importante adotar algumas medidas preventivas para evitar ou diminuir os sintomas.

  • dê preferência a sapatos fechados e com amortecedores, a fim de ter maior equilíbrio. Além disso, use salto de, no máximo, 2.5 cm de altura, para não prejudicar a planta dos pés e a coluna;
  • evite ficar em pé por longos períodos;
  • controle o excesso de peso corporal;
  • fortaleça os músculos da planta do pé, praticando exercícios localizados;
  • não pratique corridas ou saltos sem a devida proteção e preparação da musculatura do pé;
  • use calçados específicos para atividades físicas;
  • reduza a carga das atividades de alto impacto;
  • use órteses noturnas;
  • dê preferência a calçados com amortecimento eficiente e com a parte de trás levemente mais alta;
  • use palmilhas ortopédicas para uma melhor redistribuição de carga.

Leia mais: Importância dos alongamento para tratar a fascite plantar

Se o esporão de calcâneo for um problema crônico, faça sessões de fisioterapia com exercícios específicos. Além disso, o uso de aparelhos específicos para o problema, como o ultrassom, laser e ondas de choque, podem ajudar a aliviar os sintomas.

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Quando a cirurgia é indicada para tratar o esporão do calcâneo?

Quando a cirurgia é indicada para tratar o esporão do calcâneo?

O esporão do calcâneo é um crescimento incomum do osso do calcanhar, caracterizado por uma saliência óssea. Constituído por um depósito anormal de cálcio, é formado na parte inferior do calcâneo. Entretanto, não é visível pelo exterior do pé.

O calcâneo é o maior osso do pé, sendo responsável pela sustentação do corpo. Assim, é uma região que está sempre sofrendo impactos.

O esporão desenvolve-se, geralmente, na sola do pé ou no tendão de aquiles. Esta associado a alguma outra inflamação, como a fascite plantar.

Em alguns casos, o problema é assintomático, mas pode provocar dor intensa no calcanhar, ocasionando problemas de mobilidade.

Causas do esporão do calcâneo

Ainda que as causas não estejam completamente claras, existem alguns fatores de risco que possibilitam o desenvolvimento desse problema, tais como:

  • prática esportes de alto impacto: dança, corrida, salto, ballet, etc.;
  • uso de calçados inadequados: salto alto, calçado apertado ou deformado, entre outros;
  • pisada irregular;
  • permanência em pé por longos períodos;
  • obesidade.

Leia mais: Você sabe o que é Fascite Plantar?

Diagnóstico do esporão do calcâneo

O diagnóstico deve ser feito por um médico especialista, por meio do histórico clínico do indivíduo, assim como exames complementares. Entre eles:

  • raio-x do pé;
  • ressonância magnética (RNM);
  • exame físico.

Tratamento

O tratamento varia de acordo com diagnóstico do indivíduo. Em primeiro lugar, deve-se adotar um novo estilo de vida.

Se o problema for o sobrepeso, é preciso, de fato, tomar medidas para a redução de peso, como dietas nutricionais e a prática de exercícios físicos.

Se for um esportista, é importante fazer uma restrição temporária das práticas, para que a dor na região melhore. Após essa fase, pode haver retorno à atividade, no entanto, de forma gradual e adotando-se alguns cuidados extras.

Existem, ainda, algumas opções de tratamento que podem aliviar a dor, bem como facilitar a recuperação. Entre os procedimentos disponíveis, destacam-se:

  • prescrição de medicamentos;
  • uso de uma palmilha ortopédica;
  • uso de uma bota walker;
  • fisioterapia, como alongamentos ou ondas de choque;
  • tratamento físico, como a aplicação de gelo ou bolsas de calor, conforme o caso.

Leia mais: Como melhorar esporão do calcanhar com refrigerante!

Cirurgia para esporão de calcâneo

A opção pela cirurgia deve ser considerada quando os tratamentos médicos primários não surtirem efeitos. É, então, realizado um procedimento cirúrgico para remover o esporão. É uma cirurgia que pode ser feita por artroscopia ou aberta. Em ambos os casos, é aplicada anestesia regional.

Apesar de ser considerada uma cirurgia segura, algumas complicações podem ocorrer, como em qualquer outro procedimento. Assim, pode haver lesão do nervo, alterações de sensibilidade, fibrose e infecções.

Durante o pós-operatório, o indivíduo deve evitar pisar com o pé operado entre 3 a 6 semanas. Portanto, deve usar cadeira de rodas, muletas ou botas Walker. Em geral, não é preciso repouso absoluto.

O risco de recidiva do esporão do calcâneo é possível e, por isso, devem ser feitos exames regulares para identificar o problema, logo no início, além de se adotarem medidas preventivas.

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6 dicas para evitar lesões esportivas

6 dicas para evitar lesões esportivas

A prática de esportes traz inúmeras vantagens para a saúde. Entre os benefícios, destacam-se a sociabilidade, o trabalho em equipe, melhora do humor e do sono, emagrecimento, bem como prevenção contra doenças. Mas, é comum nos praticantes sofrerem com lesões esportivas.

Erros na técnica, excesso na quantidade e intensidade dos exercícios, ou mesmo acidentes, podem causar indesejados traumas no esporte. Nesse sentido, diferentes lesões podem surgir, como luxações, entorses, rupturas e fraturas.

Algumas atitudes preventivas podem contribuir para evitar essas lesões e, por isso, este texto informa 6 dicas para garantir a prática de exercícios de forma saudável.

Como evitar lesões esportivas?

1. Tenha uma boa noite de sono

Na noite anterior ao treino ou ao evento específico, tenha uma boa noite de sono, para que acorde descansado e mais disposto ao esporte. O cansaço é um fator de risco para as lesões. A falta de sono afeta o foco e a concentração, prejudicando, então, o rendimento do esportista.

2. Valorize o aquecimento

Chegar mais tarde ao treino não é desculpa para desprezar o aquecimento, visto que é uma das prevenções mais eficientes de lesões esportivas.

O calor provocado pelo aquecimento promove maior flexibilidade do tecido conjuntivo. Isso melhora, portanto, a execução dos movimentos.

Sendo assim, faça atividades de baixo impacto, como caminhada ou bicicleta, e alongue o corpo sem ultrapassar o seu ponto de resistência. Da mesma forma, refaça os exercícios do aquecimento ao final do treino.

Leia mais: 5 melhores alongamentos para amenizar as dores no pé

3. Relaxe a mente e o corpo

Conforme a importância da partida, o atleta pode ficar nervoso e tenso, o que provoca rigidez anormal no corpo. É importante manter a calma e a concentração, a fim de manter o corpo relaxado.

Uma boa técnica para relaxar é focar em coisas boas e afastar os pensamentos que estejam provocando o nervosismo. Para que isso ocorra, respire profundamente, faça massagens e descanse em locais confortáveis.

4. Beba bastante líquido

A hidratação deve fazer parte do planejamento do treino ou da partida. Assim, é possível evitar cãibras e lesões musculares. Não espere sentir sede para se hidratar. A sede é sinal de que o corpo já está desidratado.

Dessa forma, ande sempre com uma garrafa e beba líquidos em pequenos goles, em intervalos regulares.

Leia mais: Quais os benefícios da água para as articulações? Descubra agora!

5. Escolha com cuidado o local da atividade

O local do treino ou atividade pode ser um fator de risco às lesões no esporte. Portanto, ao chegar ao local, conheças as características de onde será realizada a atividade, observe a estrutura do ambiente e as condições de segurança.

Um campo de futebol molhado ou uma quadra de vôlei escorregadia, por exemplo, oferecem alto risco de quedas e consequentes lesões.

6. Utilize os equipamentos adequados

Cada esporte requer equipamentos que protegem o corpo de lesões e quedas. Seu uso é importante para evitá-las, mesmo que cause um pouco de incômodo. Sendo assim, não deixe de usar joelheiras, capacete, cotoveleiras, caneleiras, protetor bucal e nasal, entre outros.

Enfim, é importante conhecer e não ultrapassar os próprios limites. Atletas amadores e profissionais devem respeitar os sinais do corpo para evitar lesões esportivas.

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Fratura por estresse: causas e formas de prevenção

Fratura por estresse: causas e formas de prevenção

A fratura por estresse é caracterizada pelo desgaste ósseo, causado pela sobrecarga óssea e exercícios repetitivos com grande intensidade. Esse tipo de fratura ocorre porque a carga elevada, sem respeito ao tempo de repouso, excede a resistência do tecido ósseo.

As fraturas iniciam nas partes internas do osso. Se não tratadas, evoluem para uma fratura completa. São mais frequentes entre atletas de salto, vôlei, basquete, bailarinos, bem como corredores esportivos. Há maior incidência em pessoas brancas do sexo feminino. Além disso, os ossos mais afetados são o fêmur, a tíbia e o calcâneo.

Causas da fratura por estresse

A fratura se apresenta com quadros de dor, que se intensificam durante a prática esportiva, e melhoram após o repouso. Caso não haja tratamento adequado e os exercícios continuarem, a dor se torna mais intensa e, então, ocorre edema no local.

Uma das causas da fratura por estresse é a fadiga muscular. Os ossos não conseguem absorver quantidades excessivas de energia. Assim, a função de absorver o choque extra é desempenhada pelos músculos. Quando os músculos fadigam, deixam de absorver grande parte da energia. Essa função, portanto, é dividida com os ossos, mas, no limite, ocorre o desgaste na estrutura fisiológica.

Leia mais: Fratura por estresse dos pés: o que é e como tratar?

Além disso, outros fatores podem causar as fraturas, como:

  • esporte praticado em superfície inadequada;
  • uso de calçado desapropriado;
  • alterações nos membros inferiores;
  • aumento da atividade física, como intensidade, distância e velocidade, por exemplo.

Como prevenir a lesão?

A prevenção deve ser feita de forma multidisciplinar, com avaliação constante do condicionamento do atleta. Por isso, deve ser feito um equilíbrio no treino, para evitar o overtraining disfuncional, avaliações nutricionais e composição corporal. É importante manter o acompanhamento especializado.

Devem-se evitar impactos sequenciais no início do treino e ir aumentando o volume e a intensidade progressivamente. O treino não deve ser exaustivo e deve ter equilíbrio, sobretudo se for um atleta em recuperação.

Os músculos devem ser fortalecidos, a fim de que se tornem mais eficientes para absorver os impactos provocados pelo esporte ou por outras atividades repetitivas de alto impacto.

Leia mais: 6 dicas para evitar lesões esportivas

Em síntese, para evitar a fratura e realizar os exercícios de forma equilibrada, é necessário:

  • treinar com cargas equilibradas;
  • melhorar a força e a flexibilidade dos músculos e do corpo;
  • respeitar o tempo de recuperação dos músculos;
  • evitar impactos contínuos;
  • manter alinhamento postural correto;
  • fazer exames e avaliar o funcionamento corporal periodicamente;
  • usar calçado de acordo com pisada e o esporte praticado;
  • adotar uma dieta com ingestão de nutrientes para uma boa recuperação celular.

O tratamento da fratura por estresse tem o objetivo de acelerar a cicatrização óssea e promover o retorno às atividades esportivas. O repouso é fundamental e, por isso, o indivíduo deve ficar afastado das atividades físicas de alto impacto até a cura da lesão.

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Tendinite do tendão tibial posterior: o que é?

Tendinite do tendão tibial posterior: o que é?

A tendinite do tendão tibial posterior é uma lesão provocada pelo esforço e degeneração dessa estrutura, resultando em uma inflamação aguda. Se não tratada aos primeiros sinais de dor, pode se agravar, causando deformidade do pé.

Entenda mais sobre o assunto neste artigo.

O que são os tendões?

Os tendões são estruturas que ligam os ossos e os músculos. São responsáveis por movimentar um osso durante a contração muscular, possibilitando, assim, o movimento de uma articulação. Quando existe excesso de peso ou trauma sobre a estrutura, pode haver um processo inflamatório, denominado tendinite.

O tibial posterior está localizado na parte de trás da perna, na região da panturrilha, e sob o osso do lado de dentro do tornozelo. Ele é utilizado na flexão plantar (dobrar o pé para baixo) e para inverter os pés (virar o pé para dentro).

Dessa forma, uma tendinite do tibial posterior é uma inflamação do tendão nessa região.

Leia mais: Tudo o que você precisa saber sobre a tendinite

Sintomas da tendinite do tendão tibial posterior

Os sintomas podem surgir após a prática de atividades físicas, como caminhada, corrida. Pode ocorrer, inclusive, após subir e descer escadas e, ainda, após trauma ou torção do tornozelo.

Geralmente, os indivíduos relatam dor na parte interna do pé, na região do arco, que pode irradiar em toda extensão do tendão tibial posterior. Em alguns casos, há dor e sensibilidade à palpação.

Em síntese, os sintomas podem ser resumidos como:

  • dor na parte interna do pé;
  • dor ao forçar o pé para fora e para dentro;
  • ranger do tendão, quando ele se move;
  • dor durante e após atividades físicas.

Algumas medidas, entretanto, podem aliviar os sintomas até o exame de um médico especialista. Pode-se, por exemplo, aplicar compressa de água quente no local da dor, não ultrapassando o tempo de 10 minutos por aplicação.

Leia mais: Água quente ou fria: o que usar em caso de entorse de tornozelo?

Importância do tratamento e prevenção

É importante que o tratamento seja feito no início dos sintomas, com o intuito de evitar complicações da tendinite, como a disfunção do tibial posterior. Isso pode levar à queda do arco plantar e o achatamento do pé.

Leia mais: 5 tratamentos para pé chato

Além disso, quando não tratada adequadamente, a tendinite do tibial posterior pode causar problemas na articulação do quadril e coluna. Assim, em consequência, os joelhos podem sofrer desgaste e traumas devido à nova estrutura de funcionamento do membro.

Além da importância do tratamento precoce, a prevenção é o melhor método para esse tipo de problema. Nesse sentido, podem ser adotas as seguintes medidas:

  • fique atento à sua postura, pois o pé é responsável por manter o equilíbrio do corpo;
  • qualquer problema não tratado pode atingir outras partes do corpo;
  • prefira calçados com sola de borracha;
  • no caso de atividades esportivas, use os calçados específicos conforme o esporte;
  • alongue todo o corpo antes e após a atividade física;
  • use palmilhas ortopédicas, principalmente se já tem histórico de problemas nos pés.

Qualquer suspeita da tendinite do tibial posterior, é importante consultar um especialista para diagnosticar corretamente o distúrbio e iniciar o tratamento adequado.

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3 dicas para evitar entorse do tornozelo durante a atividade física

3 dicas para evitar entorse do tornozelo durante a atividade física

A entorse do tornozelo é o trauma articular mais comum durante a prática de atividades físicas, independentemente da modalidade que se pratica.

Essa lesão articular está relacionada a um treinamento insuficiente dos músculos e ligamentos da região. Além disso, pode ser resultado de fatores externos, como a superfície em que a atividade se desenvolve.

A entorse do tornozelo é provocada por uma virada brusca do membro, em que o pé se desloca para dentro ou para baixo.

O diagnóstico é realizado por um médico especialista, que examinará clinicamente a lesão e o tornozelo, de acordo com os sintomas. Para o diagnóstico completo, podem ser solicitados exames de imagem, como raio-x, por exemplo.

Leia mais: Como a entorse de tornozelo é diagnosticada

Tipos de torção do tornozelo

O entorse pode ser classificado em três graus distintos, como descrito em seguida:

  • Leve – grau I: alteração das fibras que constituem os ligamentos;
  • Moderado – grau II: rompimento parcial das fibras;
  • Grave – grau III: rompimento total dos ligamentos.

Nesses casos, os ligamentos estiram ou se rompem, parcial ou totalmente, e sua classificação já leva em conta o tempo de recuperação do tratamento. As entorses de grau leve podem ser resolvidas em até 15 dias. Os casos graves, no entanto, podem durar meses.

Leia mais: A Recuperação de Lesões no Tornozelo

Sintomas e tratamentos para entorse do tornozelo

Os sintomas podem incluir:

  • dor contínua e localizada;
  • inchaço;
  • hematoma;
  • incapacidade de movimentar o tornozelo.

O tratamento varia conforme o grau apresentado. Em geral, podem ser realizados os seguintes procedimentos:

  • compressas de gelo sobre o tornozelo por ciclos, lembrando de proteger a pele com um lenço ou outro pano;
  • elevação da perna e do tornozelo;
  • proteção do local com fita elástica envolvendo o tornozelo, ou tornozeleira;
  • uso de muletas ou andador até o alívio da dor;
  • uso de medicamentos;
  • fisioterapia;
  • cirurgia.

Leia mais: Conheça mais sobre os três tipos de entorse de tornozelo

3 dicas para a prevenção da entorse do tornozelo

1. Atente-se ao local do treinamento

A primeira forma de prevenção é observar o local em que o treino ou a atividade será realizada. A superfície do local pode ter buracos, ondulações e piso molhado, por exemplo, que alteram a aderência do calçado esportivo.

Além disso, a superfície pode causar um maior atrito nas paradas, nas mudanças de direção e nos arranques de velocidade. Um exemplo clássico são as torções que ocorrem em jogadores de futebol, quando jogam em um campo irregular.

2. Valorize o treinamento

Especial atenção deve ser dada ao treinamento. Alguns músculos devem receber um programa específico para reforçar sua elasticidade. É o caso dos tibiais e fibulares, responsáveis pela estabilidade dos tornozelos.

Além disso, os exercícios específicos de fortalecimento, equilíbrio e coordenação dos músculos estabilizadores devem ser incluídos no tratamento. Assim, valoriza-se o desenvolvimento dessas habilidades e do condicionamento físico.

3. Proteja a região

Outra forma de proteção é o uso de acessórios na região do tornozelo. Os tensores, faixas, órteses e esparadrapos promovem a segurança ao atleta. Essas medidas podem ser utilizadas tanto na prevenção como na reabilitação da entorse do tornozelo.

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5 danos causados pela entorse de tornozelo

5 danos causados pela entorse de tornozelo

A entorse de tornozelo é uma lesão muito comum que, muitas vezes, não é levada a sério pelas pessoas. Caso a dor seja suportável em um primeiro momento, o indivíduo acaba retardando o atendimento médico.

Entretanto, a entorse é uma lesão que compromete os movimentos. Assim, quando não tratada do jeito certo, pode causar danos. Algumas complicações só aparecem anos depois da lesão inicial e podem ocasionar novos problemas no local, uma vez que a região já está fragilizada.

Com o intuito de ajudar a entender melhor o que pode acontecer após a lesão, este texto lista cinco danos frequentes nessa situação clínica. Conheça-os em seguida.

Dor

Inegavelmente, a dor é um alerta emitido pelo corpo de que algo não está bem. Se, depois de machucar o tornozelo, você sente a região dolorida com frequência, é importante investigar a causa do problema.

Dessa maneira, o acompanhamento com especialista em lesão no tornozelo é essencial para evitar que o episódio de dor volte e se transforme em dor crônica.

Instabilidade após entorse de tornozelo

Logo depois de torcer o tornozelo, os ligamentos tendem a ficar menos elásticos do que antes.  Em outras palavras, ficam frouxos e, consequentemente, a possibilidade de uma nova torção torna-se maior.

Essa sequela pode acontecer, inclusive, anos após o diagnóstico. Atletas que se machucam durante a prática de esportes, por exemplo, são casos de instabilidade no tornozelo.

Leia mais: Torção do tornozelo: entenda quando a cirurgia é indicada

Danos na cartilagem articular

A cartilagem tem a função de cobrir as extremidades do osso onde existe a interseção das articulações.

Uma lesão que não é tratada de acordo com os conhecimentos da ortopedia danifica a cartilagem, gerando uma lesão denominada osteocondral. Em suma, a lesão osteocondral após torção no tornozelo causa atrito entre os ossos da tíbia e o tálus.

Contudo, apenas depois de um exame de ressonância magnética será possível saber o quanto a cartilagem foi danificada e qual o tratamento oferecerá mais benefícios.

Leia mais: Ressonância magnética: o que é e quando é indicada?

Artrite

Se os danos na cartilagem forem profundos, haverá alto risco de osteoartrite.

Apesar de não ter cura, a artrite pode ser tratada de forma a aliviar os sintomas e devolver qualidade de vida, sendo possível executar as atividades diárias.

Leia mais: Entenda o que é osteoartrite de tornozelo

Síndrome do impacto do tornozelo

Essa síndrome aparece quando a biomecânica da articulação do tornozelo é alterada. Assim sendo, após uma lesão, surgem formações ósseas na extremidade dos ossos do tornozelo.

Denominadas osteófitos, essas formações causam uma interferência na amplitude de movimentos que geram dor e redução da mobilidade.

Outros sintomas comuns relatados por portadores da síndrome são:

  • dificuldade de mover o pé para cima;
  • dor ao praticar corrida, principalmente em terreno elevado;
  • instabilidade no calcanhar ao fazer agachamento.

Conforme a literatura médica, esses são os cinco danos causados pela entorse de tornozelo. Manter um estilo de vida saudável e iniciar o tratamento assim que houver a torção são medidas simples que podem fazer toda a diferença a longo prazo.

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Fisioterapia no tratamento da entorse de tornozelo

Fisioterapia no tratamento da entorse de tornozelo

O número de casos de entorse de tornozelo no Brasil passa de 5 mil todos os meses. Na verdade, ninguém quer passar por um problema assim. Por isso, saber os detalhes do tratamento ajuda a entender melhor o corpo e evita problemas por falta de atendimento médico.

Este texto apresenta as informações com os melhores caminhos para recuperar a estabilidade e agilidade dos movimentos após uma torção.

E, ainda, destaca o papel da fisioterapia durante o tratamento e como os exercícios são fundamentais para a qualidade de vida do indivíduo.

Por que fazer fisioterapia?

Um indivíduo que sofre lesão no ligamento só poderá retornar às atividades habituais depois de um programa orientado de fisioterapia.

O ligamento é a conexão entre os ossos e articulações, então a lesão compromete a elasticidade necessária para a prática de esportes e demais atividades da rotina.

Quando a lesão não é tratada com fisioterapia, existe a probabilidade de a torção não cicatrizar completamente. Sendo assim, ignorar a reabilitação pode causar novas lesões e dor crônica, com o passar do tempo.

Somente o tratamento com ortopedista especializado e fisioterapia pode ajudar a solucionar o problema de fato.

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Quando começar a fisioterapia?

A orientação médica é iniciar a fisioterapia o quanto antes. Uma vez que o tornozelo pode ficar imobilizado, a área fica enfraquecida, comprometendo tarefas básicas como uma simples caminhada.

Assim que o médico sugerir a fisioterapia, iniciar as sessões significa acelerar o processo de recuperação e autonomia total, garantindo o retorno do bem-estar.

Como é o programa de exercícios?

De fato, o objetivo da fisioterapia é devolver a força e equilíbrio.

Atualmente, existem tratamentos de ponta que garantem recuperação total em pouco tempo. Muitos utilizam elementos auxiliares para o treinamento de equilíbrio e reação.

Acessórios de treinamento funcional são o que há de mais completo para recuperar os movimentos nos tornozelos após esse tipo de lesão. Os mais usados no tratamento são:

  • Prancha de equilíbrio: também conhecida por prancha de balanço, é uma tábua de madeira com apoio. Sua função é simular a pisada em diferentes tipos de solo onde o tornozelo precisa apoiar o corpo e evitar quedas.

  • Mini trampolim: quem frequenta academia já deve ter visto um mini trampolim em uma aula de jump. Esse aparelho é importante no tratamento da fisioterapia, pois os saltos trabalham os membros inferiores exigindo os ligamentos do tornozelo.

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Fases do tratamento de entorse de tornozelo

O tratamento é dividido em três partes. Antes de tudo, a prioridade é protegera região, com repouso e eliminação do inchaço.

Em seguida, a meta é reaver a estabilidade, força e amplitude de movimentos. Dessa maneira, as sessões de fisioterapia já começam a fazer parte do tratamento.

Na terceira parte, são inseridos os exercícios de manutenção e então a prática esportiva pode ser abordada no treino.

Quer saber mais sobre entorse no joelho? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Entorse, Todos