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Pé chato ou Pé plano? Conheça as principais causas e tratamentos

Pé chato ou Pé plano? Conheça as principais causas e tratamentos

Você já prestou atenção ao formato dos seus pés? Será que você é uma das pessoas que possuem pé chato? O pé chato ou pé plano – ambos os termos estão corretos! – não possui a curvatura plantar normal. Para saber, você pode passar tinta guache na planta do pé e pisar sobre uma folha de papel. Se tiver o pé chato, a planta do pé ficará totalmente marcada, sem a curva da sola.

O arco do pé é importante para garantir melhor distribuição do peso do corpo e o amortecimento de impactos da pisada. Quando o arco plantar é muito baixo, o pé não consegue absorver e amortecer esses impactos com eficiência.

O pé chato favorece a ocorrência de fasceíte plantar – inflamação do tecido que reveste a musculatura da sola, a fáscia –, dor no tornozelo, tendinite do tibial posterior e aparecimento de joanetes.

 

Causas do pé chato

Ao observar os pés do bebê, é possível perceber que o arco plantar ainda não está completamente desenvolvido. Além disso, como os pés dos bebês geralmente são “gordinhos” tem-se a impressão de que são planos. À medida que crescem, é possível ter mais certeza se possuem pés chatos ou se o arco plantar é normal, que deve estar formado até a criança completar seis anos.  É importante que os pais fiquem atentos ao formato dos pés e busquem orientação com o médico ortopedista.

O pé chato pode ter origem em fatores genéticos (histórico familiar), má-formação óssea e hiperfrouxidão de ligamentos. Problemas nas estruturas ósseas dos pés causam dor e dificultam o caminhar. Lesões traumáticas e a ruptura de tendões também podem modificar a planta do pé, tornando-o chato.

Leia mais: Tudo o que você precisa saber sobre a tendinite

 

Sintomas do pé chato

Quando há hiperfrouxidão ligamentar, problemas ósseos, lesões e rupturas de tendões, a dor é o principal sintoma. Há dificuldade para caminhar, correr, permanecer muito tempo em pé e praticar esportes e pode ocorrer a formação de calosidades nos pés, cansaço e dor nas pernas.

Leia mais: Calosidade e úlceras nos pés: o que fazer

O diagnóstico é feito através do exame físico, movimento dos pés ao caminhar e avaliação do desgaste da sola do calçado que a pessoa mais utiliza no dia a dia. Além disso, o médico poderá solicitar exames de imagem, como raio-x, ressonância magnética, tomografia ou ultrassonografia dos pés.

 

Tratamento do pé chato

O médico pode recomendar o uso de palmilhas ortopédicas ou calçados especiais aos pacientes com histórico de dor e dificuldade para caminhar com estabilidade.

A fisioterapia é um recurso para pacientes que têm problemas nos tendões como, por exemplo, o tendão de Aquiles muito curto. Se o paciente estiver acima do peso, será necessário emagrecer para reduzir a sobrecarga nas pernas e pés. É importante, também, passar a usar calçados adequados ao tipo de pisada e fazer alongamentos dos pés.

A cirurgia é indicada para casos mais graves, quando o pé chato causa dor, resulta de lesões nos ligamentos e tendões ou quando há existência de barra óssea. Somente o médico ortopedista pode definir o plano de tratamento mais eficaz para o pé chato.

Leia mais: Quando é indicada a cirurgia para correção do pé chato

 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais sobre o meu trabalho como ortopedista em São Paulo.

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Você sabe o que é Fascite Plantar?

Você sabe o que é Fascite Plantar?

A fascite plantar é a inflamação ou degeneração da fáscia, tecido fibroso que reveste os músculos da sola do pé. A fáscia liga o osso do calcanhar (calcâneo) à base dos dedos, mantendo firme a curvatura do pé. Os principais sintomas são a dor no calcanhar e a dificuldade para andar.  

 

Causas da fascite plantar

A fáscia é um tecido fibroso com pouca elasticidade. O alongamento excessivo repetidas vezes ou microtraumatismos causam a sua inflamação.

Os principais fatores de risco da fascite plantar são:

  • Sobrecarga ou tensão da fáscia na prática de atividades físicas como pedestrianismo, longas caminhadas e dança;
  • Sobrepeso ou obesidade;
  • Uso contínuo de sapatos de salto alto;
  • Disfunções anatômicas, como pé chato ou cavo;
  • Encurtamento do tendão de Aquiles (que liga a musculatura da panturrilha ao calcanhar);
  • Longos períodos passados em pé;
  • Calçados apertados ou não adequados ao formato do pé.

 

Sintomas das fascite plantar

A fascite plantar causa dor, aguda ou crônica, dependendo do tempo de inflamação. É mais intensa nos primeiros passos do dia ou quando a pessoa é obrigada a passar muitas horas em pé, subir e descer escadas, carregar peso e fazer atividades físicas.

A inflamação também pode causar vermelhidão, estressar o arco do pé, aumentar a sensibilidade na sola do pé, inchaço e rigidez.

 

Diagnóstico e tratamento

Além do exame clínico, o médico poderá solicitar exames de imagem, como a radiografia ou ultrassonografia, para fechar o diagnóstico. A imagem serve também para saber se o problema não está relacionando com a formação de esporão calcâneo, microfraturas, nodulações, tendinite na musculatura da tíbia ou dor nas articulações dos ossos dos dedos.

É importante que o paciente não busque uma maneira para adaptar o caminhar e a postura e, com isso, tente suportar a dor. Essas adaptações, além de não resolverem a inflamação da fáscia plantar, ainda causam outros problemas que podem afetar a coluna, quadril e joelhos.

O tratamento da fascite plantar é medicamentoso e fisioterapêutico. Analgésicos e anti-inflamatórios são prescritos pelo médico para aliviar a dor e desinflamar o pé. A realização de alongamentos de panturrilha e fáscia plantar pela manhã é fundamental para alívio mais rápido e cicatrização da estrutura afetada.

Os exercícios fisioterapêuticos aliviam a dor, fortalecem a musculatura, alongam a fáscia plantar, panturrilha e tendão de Aquiles. Além disso, com a fisioterapia o paciente também aprende a realizar as atividades físicas sem comprometer os pés. O repouso e o uso de calçados confortáveis são outras medidas necessárias para tratar a fascite plantar.

O paciente pode aplicar compressas de água quente para atenuar a dor. Durante o sono é possível alongar a fáscia com o uso de uma órtese. Deve-se lembrar que a reabilitação do paciente quando a fascite plantar atingiu o estágio crônico é ainda mais longa.

Para prevenir a doença é importante usar calçados adequados, reduzir o peso corporal, evitar o esforço físico extremo e fazer o alongamento antes e depois das atividades físicas.

 

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Conheça mais sobre os três tipos de entorse de tornozelo

Conheça mais sobre os três tipos de entorse de tornozelo

A entorse do tornozelo é uma lesão causada pela virada brusca do pé, mais frequente durante a prática de atividade física. É muito comum entre jogadores de basquete, vôlei, futebol, praticantes de atletismo e salto, mas também ocorrer quando a pessoa “pisa em falso” e acaba virando o a sola do pé para fora (eversão) ou para dentro (inversão).

Além desses fatores, existe o risco de entorse do tornozelo para pessoas que têm a pisada pronada ou supinada. Essas alterações do pé causam mudanças no eixo do tornozelo, fazendo o pé ter a tendência de torcer para dentro ou fora, dependendo da deformidade.

As torções em inversão são as mais comuns, perfazendo cerca de 90% de todas as entorses. As lesões em eversão são mais graves e, felizmente, bem raras. Daqui para frente iremos falar apenas do entorse em inversão, a mais prevalente e que causa dor na parte lateral do tornozelo.

 

Tipos de entorse do tornozelo

Dependendo do impacto da entorse do tornozelo, pode ocorrer a ruptura de ligamentos e tendões.

  • Grau I: dor e edema (inchaço), lesão de apenas um ligamento do tornozelo

 

  • Grau II: rompimento de dois ligamentos, dor moderada, rigidez, edema, dificuldade para andar

 

  • Grau III: Todos os três ligamentos laterais do tornozelo rompidos, dor forte, equimose (marca roxa na pele), impossibilidade de ficar em pé e caminhar.

 

Diagnóstico de entorse do tornozelo

Através do relato do paciente e do exame clínico, o médico ortopedista tem condições de diagnosticar a entorse do tornozelo. Porém, o exame de imagem oferece mais informações sobre a lesão, para identificação de ruptura de ligamentos e fraturas.

A partir dos resultados dos exames, o médico define a melhor forma de tratamento. Para os casos mais leves, medicação contra a dor (analgésico e anti-inflamatório), compressas de gelo (por 20 minutos, 6 vezes ao dia) e repouso com a perna elevada são suficientes para tratar a entorse do tornozelo. O uso de bengala ou muleta ajuda a diminuir a sobrecarga no tornozelo.

Para os casos mais graves, a imobilização do tornozelo com bota é necessária. A fisioterapia é recomendada para reabilitar músculos, tendões, ligamentos e proporcionar mais estabilidade ao pé.

Para a entorse de primeiro grau, movimentação precoce é fundamental. Lesões de segundo e terceiro graus exigem maior cuidado, com proteção da articulação com bota, variando de 2 a 6 semanas, porém sempre intercalando com períodos de movimentação do tornozelo.

 

Após o tratamento

A maior parte dos casos evolui bem, com recuperação completa em até 6 semanas. Se após esse prazo o paciente continua com dificuldade para caminhar, devido à instabilidade nas articulações, o médico poderá solicitar a ressonância magnética para verificar a existência de lesões tardias.

Pessoas que têm pisada pronada (pé chato) ou supinada (pé cavo) têm maior propensão para entorses de tornozelo, assim como pessoas que tiveram entorses graves no passado. Isso se deve a alterações dos ligamentos que estabilizam a região, que estão ‘alongados’ nos casos citados acima, possibilitando maior movimento entre os ossos.

O uso de tornozeleiras proporciona mais proteção durante a prática de esportes, principalmente aqueles que causam maior impacto, como vôlei, basquete e futebol.

O tratamento cirúrgico para esses tipos de entorse de tornozelo é raramente necessário, sendo reservado apenas para casos de instabilidade intensa – o que é muito raro – ou em casos de lesões associadas: fraturas ósseas, roturas de cartilagens, lesões de tendões ou ligamentos da face interna do tornozelo.

 

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Artrose nos pés: sintomas, causas e tratamentos

Artrose nos pés: sintomas, causas e tratamentos

A artrose é uma doença que ataca as articulações do corpo, pelo desgaste natural da cartilagem presente nas extremidades dos ossos. Apresenta, também,  danos na membrana sinovial e no seu líquido, assim como nos ligamentos.

O problema costuma surgir com a idade, conforme natural desgaste das articulações, mas há outras causas que podem fazer com que surja prematuramente, como excesso de peso e exercícios.

 

Como surge a artrose nos dedos dos pés

Responsável por atingir mais de 50 milhões de pessoas no mundo, a artrose é predominante na população acima de 65 anos. É uma das causas mais frequentes de dor musculoesquelética e que, também, incapacita pessoas ao trabalho, já que, quando não tratada, pode fazer com que a pessoa seja impedida até mesmo de se movimentar.

A doença já foi vista como irreversível e de tratamento impossível, direcionada a uma enfermidade consequente da idade. Porém, desde seu diagnóstico até o tratamento, a doença pode ser totalmente controlada, evitando sua evolução.

A articulação é a região do corpo onde os ossos se encontram, revestida de cartilagens para amenizar o atrito causado pelo movimento das extremidades ósseas. Age como um lubrificante responsável pelo movimento fluido. Com o tempo ou por outras causas, as cartilagens vão se desgastando, gerando a artrose.

A artrose é uma doença degenerativa crônica, que pode evoluir para osteófitos (conhecidos popularmente como ‘bicos de papagaio’) e deformidades na região atingida, até mesmo a destruição de outras estruturas próximas. Quando atinge os dedos dos pés, torna impossível seu movimento, deixando-os rígidos e muito doloridos.  

O conjunto de ossos que formam os pés são responsáveis pelo equilíbrio estático e dinâmico. O dedão do pé possui duas articulações, enquanto nos outros dedos há três em cada. A causa mais comum do surgimento de artrose nos dedos dos pés é o uso contínuo de sapatos apertados ou salto alto. Outras causas são artrite reumatóide, lesões neurológicas e idiopática, ou seja, ‘de nascença’.

É o aumento da pressão na região das articulações dos dedos dos pés que acaba ocasionando deformidades graves como o hálux valgo, garra ou dedo martelo. A prática de balé e de atividades esportivas também pode causar artrose na região.

Tratamento para artrose nos dedos dos pés

Assim que surgem as primeiras manifestações de dor, é fundamental procurar um médico para confirmar os sintomas e iniciar o tratamento para impedir a evolução da doença. É possível, até mesmo, congelar seu progresso e fazer com que ela se torne imperceptível.

O primeiro tratamento é o uso de calçados confortáveis e capazes de controlar a pressão exercida nos dedos dos pés pelos sapatos. O uso de protetores de silicone pode ajudar a manter o alinhamento dos dedos e impedir que eles se deformem.

Podem ser ministrados remédios anti-inflamatórios e analgésicos para diminuir as dores, em especial quando estão na fase aguda. A fisioterapia também é indicada para estimular o fortalecimento muscular.

Após a doença controlada, são usados medicamentos condroprotetores para estabilizar o quadro. Eles ajudam a desacelerar o desenvolvimento da doença.  

Em casos de difícil controle pode ser realizadas cirurgias corretivas, que geralmente consistem em ressecções ósseas ou da própria articulação (artrodeses).

 

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O que é ulcera plantar

O que é ulcera plantar

A úlcera plantar ou úlcera do pé pode se apresentar como uma ferida que atinge apenas uma camada da pele ou como uma cratera que afeta as partes mais profundas da derme, atingindo, também, tendões e ossos do pé. Esse problema é mais comum em pessoas que têm problemas de circulação sanguínea e diabéticos, mas também pode ocorrer em casos de hanseníase.

Quando a úlcera plantar não é tratada no estágio inicial, existe o risco de uma infecção grave, resultando em osteomielite e necrose. Cerca de 85% dos casos de amputações de pés de pessoas diabéticas ocorrem devido à úlcera plantar não curada.

Sintomas da úlcera plantar

A úlcera plantar pode surgir em várias partes: no fundo do pé, na lateral, na área superior e até na ponta de um dedo. É uma lesão avermelhada, que pode ser superficial ou tornar-se mais profunda, quando não é devidamente tratada. Uma úlcera profunda afeta tendões e ossos.

A dor é um sintoma, quando há uma infecção e a úlcera plantar é profunda. Porém se o paciente tiver algum problema nos nervos dos pés (neuropatia periférica), é provável que ele não sinta. A dor e a dificuldade para andar prejudicam a qualidade de vida do paciente.

Cuidadores devem redobrar a atenção com sinais que surgem no corpo de pessoas acamadas e idosas, pois elas podem apresentar ulcerações em outras regiões do corpo, como nádegas, costas e nuca. Nesses casos, a doença chama-se “escara de decúbito”.

Diagnóstico e tratamento da úlcera plantar

No exame clínico, o médico tem condições de confirmar se é ou não uma úlcera plantar avaliando o histórico do paciente e as características da ferida. Para o paciente que não apresenta problemas de circulação, o tratamento consiste na remoção do tecido da área afetada e, se houver sinais de infecção, medicação antibiótica. A limpeza superficial da úlcera plantar é um tratamento denominado desbridamento, realizado no consultório médico. A cicatrização leva, em média, três meses, desde que o paciente faça o tratamento completo e cuide muito bem da higiene dos pés para evitar infecções.

O tratamento da úlcera do pé de uma pessoa diabética exige um cuidado maior e, em alguns casos, é necessário fazer uma cirurgia para limpar as lesões profundas e remover tecidos que não cicatrizam.

A úlcera do pé também pode ser tratada com gesso de cicatrização ou gesso de contato total. A finalidade é reduzir a sobrecarga de peso sobre a área do pé em que existe uma úlcera. O uso de antibióticos é necessário, porém, quando existe má circulação nos membros inferiores, o efeito da medicação pode não surtir resultado eficaz.

Para prevenir a úlcera plantar, é importante tratar os problemas de má circulação, fazer o controle efetivo do diabetes e cuidar da higiene dos pés. Pessoas que apresentam esses problemas devem usar calçados com solado firme. Ao perceber uma ferida, escurecimento da pele, calosidade na planta do pé ou qualquer sinal fora do comum é importante fazer a consulta médica para tratar o problema na fase inicial.

 

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5 melhores formas de aliviar a dor do joanete

5 melhores formas de aliviar a dor do joanete

O joanete é um problema bastante comum, caracterizado por uma deformação no dedão do pé. O problema, que afeta homens e mulheres, resulta em dores nos pés que acabam dificultando o dia a dia, principalmente depois do uso de sapatos apertados por um longo período de tempo.

Ela é causada pelo uso excessivo de sapatos muito apertados, especialmente na região dos dedos, ou até pela forma de andar do paciente. Também é associada a um grande fator genético, isto é, herdado de pais ou avôs.

Leia mais: 5 causas do joanete

O tratamento dessa deformidade é um pouco complexo e, por isso, é praticamente impossível acabar com as dores de uma vez por todas. A boa notícia é que é possível aliviar o desconforto através de medidas bastante simples. A seguir, conheça 5 delas:

5 maneiras de amenizar as dores do joanete

1. Massagens locais

O poder da massagem é um velho conhecido de quem sofre de dores e, portanto, também pode ser uma aliada no combate a esse mal que atrapalha tanto os pés. Só é preciso ter cuidado para não fazer pressão em demasia. O ideal é buscar por um especialista nesse tipo de massagem.

2. Banho de pés com água quente

A água quente também é uma excelente forma de aliviar as dores nos pés. Você pode inserir sais de banho para ter uma sensação ainda mais relaxante. Deixar os pés em água quente é uma forma saudável e tranquila que pode ser utilizada todos os dias, antes de dormir.

Leia mais: Água quente ou fria: o que usar em caso de entorse de tornozelo?

3. Compressas de gelo

Assim como o calor, o frio também pode ajudar a diminuir a dor local. Para isso, basta fazer compressas com gelo na região afetada, sem jamais deixar de ultrapassar 20 minutos.

4. Coloque os pés para cima

No final do dia, os pés doem ainda mais, depois de terem aguentado todo o peso do corpo durante tantas horas. Uma das formas de aliviar o sofrimento é tirar os sapatos e elevar os pés, deixando-os, de preferência, acima da altura do peito.

5. Utilize sempre sapatos confortáveis

Além de aliviar a dor, optar por sapatos confortáveis é uma das melhores formas de evitar que ela fique forte demais. Portanto, evite utilizar sapatos, botas ou sapatilhas de bico fino e jamais escolha calçados com saltos altos demais.

Evite utilizar os chamados “chinelos de dedo” ou outros calçados que lembrem esse formato, como sandálias, por exemplo. O ideal é optar por modelos que tenham um solado firme e salto de no máximo 3 dedos de altura. A parte da frente deve ser larga para que a parte do pé com a joanete não fique apertada.

Com essas ações simples, vai ficar menos doloroso conviver com a joanete. Em casos mais graves, uma cirurgia na região pode ser indicada.

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Guia anatomicamente correto do pé – identifique melhor suas dores

Guia anatomicamente correto do pé – identifique melhor suas dores

A dor no pé pode ser um sintoma de tensão muscular, que desaparece com o repouso e a massagem, ou um sinal de algo mais sério como a fascite plantar, tendinite de Aquiles, microfraturas, lesões e doenças ósseas como artrite, bursite, osteomielite, tumor, entre outras enfermidades, que exigem tratamento diferenciado. Como a dor no pé tem várias causas, é importante consultar o médico para obter o diagnóstico e iniciar o tratamento.

O pé é formado por 26 ossos, articulações, músculos e ligamentos. Possui dois arcos – longitudinal e transverso. De acordo com a curvatura da sola, o pé é classificado como normal, chato (pegada plana) ou cavo (pegada supinada).

Leia mais: Tipos de pisada: Como identificar o seu

Os pés suportam o peso do corpo e os impactos gerados durante a caminhada, corrida, salto, esportes e tantos outros movimentos que realizamos. Com tudo isso, é fácil entender por que a dor no membro é uma queixa frequente nos consultórios médicos.

Dor no pé: o que pode ser?

  • Dor ao acordar: Na maioria dos casos, a dor no pé ao acordar é um sintoma de doenças ósseas como reumatismo, artrite e artrose. A inflamação causa dor mais intensa pela manhã, quando o corpo está relaxado. Ao longo do dia, a dor fica mais fraca porque os movimentos ativam a circulação.
  • Dor ao andar: Se você usa salto alto ou calçado apertado, certamente sentirá dor nos pés. Mas, se a dor persiste mesmo quando o calçado é confortável, pode ser um caso de fasceite plantar (inflamação da fáscia – tecido da musculatura da sola do pé), esporão, joanete, pé chato ou uma doença óssea.
  • Dor após correr: O impacto gerado pelas pisadas durante uma corrida, principalmente quando não se usa o tênis correto e o solo é irregular e duro, pode causar dor nos pés. Pode ser um sintoma de distensão de ligamentos ou inflamação dos tendões.
  • Dor na gravidez: Durante a gestação, muitas mulheres podem ficar com os pés inchados e doloridos. Isso acontece devido ao aumento do peso corporal e devido à dilatação de vasos sanguíneos.
  • Dor no pé e na mão: Se, além de sentir dor nos pés, você também sofre com dor nas mãos, pode estar com problemas de circulação ou artrite reumatóide. Se em vez de dor você estiver com sensação de formigamento ou anestesia, pode ser diabetes.
  • Dor e inchaço no pé: Esses sintomas são comuns quando há problema no sistema cardiovascular, por isso é essencial buscar ajuda médica.

Leia mais: Trabalha em pé o dia todo? 5 dicas para prevenir-se de dores nas pernas

Tratamento para a dor no pé

Seja qual for a dor, o mais importante é não aprender a conviver com ela, sem buscar ajuda médica. Somente o diagnóstico médico poderá confirmar a causa da dor e indicar a melhor forma de tratá-la.  Não tome medicamentos sem prescrição médica, principalmente anti-inflamatórios, para não mascarar as causas da dor no pé. O médico indicará os remédios e sessões de fisioterapia, se for necessário.

Prevenção da dor no pé

  • Usar calçados confortáveis e com solado firme
  • Escolher o tênis certo para corrida e outros esportes
  • Evitar o carregamento de peso
  • Fazer alongamento antes e principalmente depois de exercícios físicos
  • Não passar muito tempo em pé ou com as pernas cruzadas
  • Manter o peso ideal
  • Controlar o diabetes 

 

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Osso do calcanhar: conheça o calcâneo e seus possíveis problemas

Osso do calcanhar: conheça o calcâneo e seus possíveis problemas

O calcâneo é um osso localizado no calcanhar, ligado diretamente ao tendão de Aquiles. Você sabia que esse osso pode ser foco de problemas como inflamações, esporões e até mesmo fraturas? Confira as informações importantes que trouxemos neste artigo!

Saiba mais sobre o calcâneo

Esse é o maior osso entre os 26 presentes em um pé humano normal. Trata-se de um osso mais amplo, pois é o responsável por suportar grande parte do peso do corpo. O calcâneo também tem importância fundamental no nosso caminhar, pois tem ligação direta com o referido tendão de Aquiles que, por sua vez, é o maior e mais forte tendão que possuímos.

A maior parte dos problemas nessa região aparece no decorrer da idade adulta, mas existem alguns casos nos quais os bebês já nascem com algumas alterações. Normalmente, tratam-se de más formações que prejudicam o caminhar e o próprio equilíbrio, o que demanda tratamento já nos primeiros anos de vida da criança.

Principais problemas e suas causas

Por ser o responsável por suportar o peso do corpo, o calcâneo pode apresentar diversas alterações, sendo as calcificações e as inflamações as mais comuns delas.

Os sinais de que pode haver algo errado na região são dores e rigidez no local, principalmente durante a manhã, ao acordar. O simples toque ou mínimos movimentos já despertam dor, e a pele que reveste o local também pode apresentar vermelhidão e aumento de temperatura.

As alterações também estão quase sempre relacionadas às atividades rotineiras do indivíduo: assim, atletas e pessoas que passam muito tempo em pé estão mais sujeitas à determinadas lesões. A fasceíte plantar, por exemplo, é decorrente do aumento do impacto nos ligamentos ligados ao osso calcâneo, principalmente por conta de falta de alongamento e do aumento da intensidade de exercícios como corrida, saltos e outros movimentos que causem impacto nessa área. Esse tipo de alteração, em determinados casos, também pode estar relacionado à artrite.

Já as fraturas podem ocorrer em acidentes, quando há impacto direto com o osso. Motociclistas e trabalhadores da construção civil estão entre os mais prejudicados, uma vez que as principais causas são acidentes automobilisticos e queda de altura.

Principais tratamentos

Nos casos de inflamação dos tendões ou da região do osso calcâneo, o tratamento muitas vezes é prosseguido com medicamentos para tratar a inflamação e diminuir a dor. O repouso e uso de calçados adequados normalmente são parte importante da recuperação, visto que o simples fato de caminhar sem proteção pode forçar as estruturas que estão lesadas e impossibilitar que elas se regenerem.

as calcificações normalmente são tratadas por via cirúrgica, que pode ser aberta ou via artroscopia, ou seja, por vídeo. Neste segundo caso, não se faz necessário o corte amplo do local da cirurgia, que pode ser acessado por pequenos furos de forma minimamente invasiva, diminuindo o tempo de recuperação e evitando grandes cicatrizes.

No caso de fratura, a região pode ser operada e podem ser adicionados pinos para a fixação dos fragmentos no lugar correto. Em casos no qual o osso fica comprometido, o médico pode estudar a viabilidade de ser utilizados enxertos ósseos para substituir o osso doente.

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Artrose: causas, tipos e tratamento

Artrose: causas, tipos e tratamento

A artrose é uma doença degenerativa crônica causada pelo desgaste da cartilagem que reveste o osso. A cartilagem, por sua vez, é a responsável por “lubrificar” o atrito entre os ossos quando eles se movimentam. Nesse quadro,  a artrose se manifesta quando a cartilagem começa a se degenerar, causando inflamação, dor no local e dificuldade de movimentação.

A doença pode afetar qualquer articulação, sendo que algumas delas são mais suscetíveis que as outras. São elas:

  • Articulações do quadril e do joelho: Como essas duas articulações sustentam nosso corpo, é muito comum que a artrose as afete. Nessas regiões, o problema causa muita dificuldade para andar, além de dor aos dobrar os joelhos, ao agachar para pegar algo e ao ficar em pé por algum tempo.

 

  • Articulação da coluna e pescoço: Afetando essas articulações, a artrose provoca bastante dor nas costas.

 

  • Articulação das juntas dos dedos (principalmente a do polegar): Essa artrose causa deformação nos dedos, inchaço, dor e muita dificuldade de movimentar as mãos, bem como dificuldade de pegar objetos estreitos como canetas.

 

  • Articulação dos ombros: A artrose nessa articulação provoca uma dor nos ombros que irradia para o pescoço e ao longo do braço. Causa também dificuldades para levantar e movimentar os braços.

É importante notar que todos esses tipos de artrose compõem os mesmos sintomas: dor na região, dificuldade de movimentação, inchaço e rigidez – provocados pela inflamação e a falta de cartilagem suficiente para proteger os ossos de grandes atritos.

É comum que a dor piore no fim da tarde,  melhorando conforme a pessoa fica em repouso.

Quais são os grupos de risco da doença?

  • Pessoas com mais idade tem mais tendência à perda de cartilagem naturalmente, e por esse motivo são mais suscetíveis ao desenvolvimento da artrose. Essa é a justificativa para que seja tão comum encontrar idosos com o problema!
  • Profissionais que trabalham em empregos que sobrecarregam as articulações, como cabeleireira, empregadas domésticas, pintores, desenhistas, entre outras;
  • Esportistas como jogadores de futebol, por exemplo, que também sobrecarregam as articulações e fazem bastante movimento de torção;
  • Pessoas que já sofreram com fraturas, pancadas ou torções que afetaram as articulações;
  • Pessoas obesas, pois forçam as articulações a aguentar mais peso do que deveriam, levando ao desenvolvimento dessa doença;
  • Pessoas que possuem deformidade nos ossos;
  • Pacientes que contam com herança genética nesse sentido. A artrose pode, sim, ter origem genética. Por esse motivo, é importante saber o histórico familiar da sua família; se alguém já teve artrose, se algum familiar desenvolveu essa doença antes de chegar à casa dos 50 anos, entre outras informações que são importantes para embasar o fator genético.

Tratamento da artrose

Como a artrose é uma doença crônica degenerativa, ela tende a se agravar ao longo dos anos. O tratamento, assim, consiste em reduzir a dor da inflamação, como também minimizar a inflamação do local por meio de remédios.

É muito importante, ainda, que pacientes com artrose pratiquem fisioterapia para melhorar a dor, minimizar a inflamação e estimular a musculatura em volta da articulação. Os exercícios vão variar conforme o quadro clínico de cada paciente.

Na maioria dos casos o tratamento melhora os sintomas e retarda o avanço da doença. Para que isso ocorra, entretanto, é necessário seguir a recomendação do médico especialista à risca.

Em situações extremas, como destruição da cartilagem ou dores que não passam após fisioterapia, pode ser necessário tratamento cirúrgico, que consiste geralmente em troca da articulação por uma prótese metálica (a artroplastia) ou a ressecção da artrose com a junção dos ossos acometidos (a artrodese). Esta última, apesar de mais simples, tem como desvantagem a diminuição da movimentação.

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Fratura óssea: classificação, diagnóstico e tratamento

Fratura óssea: classificação, diagnóstico e tratamento

Fratura significa osso quebrado ou trincado. Normalmente, ela ocorre devido a um acidente que provoque grande impacto, queda ou esmagamento. Existem, ainda, os casos de doenças que fragilizam os ossos e resultam em fraturas, sendo mais comuns em idosos.

Neste artigo, reunimos as principais informações sobre a questão para esclarecer dúvidas comuns. Acompanhe!

Tipos de fratura

  • Exposta ou fechada

Via de regra, existem dois tipos de fraturas: a aberta (exposta) e a fechada. A fratura recebe a classificação de “interna” quando o osso partido não rompe a pele. A aberta, por sua vez, é a chamada “fratura exposta” – quando o osso rompe a pele e se torna visível.

  • Fraturas patológicas

As fraturas consideradas “patológicas” são aquelas que acontecem de forma espontânea, sem a ocorrência de algum trauma físico. Isso se dá quando os ossos estão fragilizados em razão de alguma doença, tais como a osteoporose, o câncer nos ossos e outras. Essas patologias enfraquecem os ossos a ponto de eles se romperem com movimentos comuns.

Sinais da ocorrência de fratura

O sintoma mais imediato é a dor, seja na fratura interna ou externa. Em alguns casos, a dor é sentida com o toque, mas ela sempre se manifesta, exceto nos casos em que a pessoa não tem a sensibilidade do membro.

O inchaço é outro sintoma visível, apesar de não ficar tão evidente em alguns casos. Há, ainda, a posição anormal de algum membro; o fato de o indivíduo não conseguir se apoiar em uma perna; a dificuldade total ou parcial em realizar algum movimento; sinais de hematomas, vermelhões e arroxeados.

Primeiros socorros

A melhor opção é chamar uma ambulância para que especialistas façam a remoção do indivíduo para o hospital. Caso a vítima esteja num local perigoso, como no meio de uma estrada,  vale a pena conduzí-la para um local mais seguro se não houver como contar com auxílio médico. É preciso, entretanto, bastante cuidado para não mover significativamente o membro fraturado.

Caso não seja possível aguardar por ajuda,  o ideal é imobilizar a área com alguma tala no caso da fratura interna. Caso não haja uma tala disponível, use uma superfície plana e rígida (como uma revista dobrada ou pedaço de papelão) e enrole uma atadura ou pano limpo ao redor da área fraturada. Na hora de providenciar esse tipo de socorro, é importante saber que não se deve apertar muito para preservar a circulação sanguínea.

Em relação à fratura exposta, deve-se cobrir o ferimento com algum pano limpo, imobilizar o membro e conduzir a vítima para a emergência o mais rápido possível, pois nesses casos provavelmente será necessário um procedimento cirúrgico para limpeza do ferimento.

Diagnóstico e tratamento médico

A primeira atitude médica no atendimento a um paciente com um osso fraturado é a solicitação de uma radiografia, que normalmente é feita na própria emergência. Em certos casos mais minuciosos, uma ressonância magnética também pode ser necessária.

No tratamento, a operação é realizada em último caso. A primeira opção é fazer com que o osso se cure na posição correta, sendo que o profissional realiza o alinhamento e imobilização com gesso ou com outros tipos de suporte. Sessões de fisioterapia também são comumente indicadas para a reabilitação adequada.

As opções mais complexas incluem a referida intervenção cirúrgica, que deve ser realizada em casos de fratura exposta, fratura muito desviada, fratura cominutiva (quando o osso fraturado se parte em 3 partes ou mais) e fratura intra-articular (que ocorre quando a fratura em questão acontece nas extremidades ósseas localizadas nas articulações).

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Todos