pé torto congênito

Pé torto congênito: quais são os tratamentos?

O pé torto congênito, em suma, é caracterizado por uma deformidade na qual o bebê nasce com o pé virado para o lado de dentro. Quando isso acontece com apenas um dos pés, chamamos esse fenômeno de unilateral. Agora, quando ocorre com os dois membros, denominamos de bilateral.

Normalmente, o diagnóstico de pé torto congênito é realizado assim que a criança nasce. Porém, em alguns casos, quando a imperfeição não é visível, a detecção é feita por meio de exames de ultrassom, a partir dos seis meses de vida do bebê.

As explicações sobre esse tipo de má formação congênita ainda não são uniformes entre os especialistas. Afinal de contas, alguns acreditam que essa condição é resultante de uma alteração genética, enquanto outros defendem que a causa seja uma frouxidão nos ligamentos do quadril e dos pés.

Embora não haja um consenso científico sobre isso ainda, você não precisa se preocupar, porque há formas de tratar o problema. Então, neste artigo, apresento algumas delas. Leia-o até o final e fique por dentro!

Tratamento para o pé torto congênito

Método de Ponseti

Basicamente, esta metodologia utiliza a técnica gessada. Ou seja, o gesso é posicionado até a estrutura da coxa e o pé da criança é colocado dentro do gesso. Então, a cada sete dias, o gesso é trocado, a fim de reduzir ao máximo as deformidades. No caso, são realizados, em média, entre cinco e sete trocas.

Com esse método, depois da última troca, praticamente a maioria das deformidades, como varo, cavo e pé aduto, é corrigida, exceto o equinismo. Normalmente, esse problema é corrigido através de uma tenotomia percutânea, técnica de alongamento do osso e do tendão.

Depois que o equinismo é corrigido, o pequeno paciente fica engessado por cerca de três semanas, sendo colocado em uma dupla-abdução ou órtese de Denis-Browne.

Procedimento cirúrgico

Outra forma de resolver o problema é por meio de cirurgia. Nesse caso, o procedimento é realizado quando as outras metodologias não estão dando certo. Ou seja, depois que os resultados da técnica gessada forem insatisfatórios.

A operação, normalmente, é feita quando a criança tem de três meses a um ano de idade e, depois de operada, ela ainda fica usando o gesso por cerca de três meses.

No entanto, é importante frisar que a cirurgia não cura, mas melhora o aspecto estético do pé ou dos pés. Além disso, com o passar dos anos, é possível que surja um efeito negativo. Isso porque depois de determinada idade, a força dos músculos das pernas e dos pés pode diminuir.

Fisioterapia

Independentemente dos métodos de correção citados, a fisioterapia é imprescindível nos dois casos, uma vez que ela é capaz de fortalecer o músculo das pernas das crianças.

Além disso, esse tipo de tratamento é muito importante, porque ajuda a firmarem melhor os pés, após essas técnicas. Afinal de contas, o tratamento fisioterapêutico engloba bandagens, alongamentos e manipulações.

Mesmo que ainda não haja um consenso científico sobre a origem do pé torto congênito, é importante mencionar que as crianças que nascem com o pezinho torto são saudáveis e que, apesar da aparência dos pés, ele por si não provoca dor ou gera desconforto para elas.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

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Dr. Thiago Bittencourt

Posted by Dr. Thiago Bittencourt