tendão de aquiles

Ruptura do tendão de aquiles: entenda melhor

O tendão de aquiles — também conhecido como tendão calcâneo — é o tendão mais resistente do corpo humano.

Ele tem sua estrutura composta por um tecido fibroso que conecta os músculos da panturrilha (solar e gastrocnêmios), até o calcanhar.

Quando a musculatura da perna é flexionada, o tendão repuxa o calcanhar. Esse tipo de movimento é realizado para nos proporcionar ficar de pé, andar e correr.

Apesar de ser o tendão mais forte do corpo humano, o tendão de aquiles é também o mais suscetível a lesões.

Além do mais, existem outros fatores que contribuem para essa vulnerabilidade.

Um deles é o fato do músculo gastrocnêmio — onde o tendão calcâneo está ligado diretamente — transpassar três articulações: o tornozelo, o joelho e o subtalar, o que produz um estresse mecânico muito grande.

Outro fator é baixa circulação sanguínea na região.

Causas da ruptura do tendão de aquiles

A ruptura do tendão ocasiona a divisão completa do tendão em dois segmentos distintos, afetando consideravelmente a capacidade de locomoção dos pés e das pernas.

Envelhecimento, obesidade, exercícios repetitivos e exaustivos — que requerem partidas repentinas e rápidas — podem aumentar o risco desse tipo de lesão.

Até mesmo pequenos incidentes como quedas e entorses, por exemplo, além do uso de sapatos inapropriados e medicamentos como os da classe dos esteróides ou antibióticos, podem proporcionar um desgaste maior do tendão e — consequentemente — aumentar o risco de ruptura do calcâneo.

Esse tipo de lesão é mais comum na parte de trás da perna — normalmente um pouco acima do calcanhar — e tem o poder de afetar mais homens, com idades entre 30 e 40 anos.

Existem outras causas não muito prováveis — mas possíveis — que podem causar a ruptura do tendão calcâneo. São elas:

  • Quadros de tendinite de repetição pré-existentes;
  • Flexão traumática dos músculos do tornozelo ou do dorso do pé quando estão contraídos;
  • Doenças como diabetes e artrite;
  • Não fazer aquecimento e alongamento da musculatura, antes de realizar atividades físicas;
  • Sedentarismo;
  • Obesidade.

Sintomas

Quando acontece o rompimento do tendão, as pessoas sentem como se tivesseM levado uma pancada bem forte atrás do tornozelo. Em alguns casos é possível ouvir um estalo. A seguir, vamos listar alguns sintomas desse tipo de lesão:

  •  Dor inesperada e muito forte na panturrilha ou na parte de trás do tornozelo;
  •  Incapacidade de caminhar, apoiar o pé no chão e de ficar na ponta dos pés;
  • Vermelhidão e inchaço no local da lesão;

Tratamento para a ruptura do tendão de aquiles

O objetivo do tratamento é restaurar as funções perdidas com a lesão do tendão, propiciando ao paciente o retorno das atividades que estava acostumado antes de sofrer a lesão.

Há duas opções terapêuticas: o tratamento conservador (não cirúrgico) e a cirurgia para conectar as duas pontas do tecido danificado.

A escolha do tipo de tratamento que será seguido depende da idade, tipo de gravidade da lesão e condições físicas do paciente.

A verdade é que ambos podem oferecer bons resultados, apesar de alguns estudos mostrarem que o tratamento convencional (não cirúrgico), está mais propício ao reaparecimento da lesão.

Porém, em ambos os casos, medicamentos anti-inflamatórios do tipo não esteroides (AINES), como o ibuprofeno e o paracetamol, são propostos para aliviar a dor e reduzir o edema.

 Qualquer que tenha sido o tratamento adotado, o paciente ficará com o tornozelo imobilizado por cerca de oito semanas.

Exercícios de fisioterapia são de suma importância para o processo da recuperação funcional do tendão de aquiles, que inclui também a restauração completa dos movimentos do tornozelo e o fortalecimento dos músculos da panturrilha e das pernas.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

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Dr. Thiago Bittencourt

Posted by Dr. Thiago Bittencourt