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Pé chato e pé cavo: entenda a diferença

Pé chato e pé cavo: entenda a diferença

Tanto o pé chato quanto o pé cavo são alterações anatômicas no arco plantar. Normalmente, essas alterações são hereditárias e podem causar alguns tipos de lesão. Isso ocorre principalmente se a pessoa for praticante de esportes de impacto, como saltos, corrida ou futebol, por exemplo.

Uma das características estruturais do pé humano é o arco longitudinal medial, que tem a função de equilibrar a carga e absorver o impacto dos pés. O arco do pé pode ser classificado como alto (pés cavos) ou baixo (pés chatos ou planos).

Dessa forma, quando ocorre variação anatômica na altura do arco, há perda de eficiência no amortecimento e na absorção de impacto.

Diferenças entre pé chato e pé cavo

Algumas diferenças podem ser destacadas entre esses tipos de variação no pé, que são explicadas em seguida.

Pé cavo ou pé supinado

Também chamado de pé arqueado, o pé cavo é caracterizado por uma elevação excessiva do arco longitudinal do pé. Nesse caso, a distribuição do peso é feita em apenas dois pontos: o calcâneo e dedos dos pés. Assim, há um desequilíbrio na distribuição do peso nesses dois pontos de pressão, sobrecarregando-os e provocando dor.

Leia mais: O que é pé cavo, quais suas causas e tratamentos

Nessa variação, a pessoa costuma utilizar a parte de fora do pé para caminhar, ou seja, a supinação.

Além disso, pelo fato de a estrutura não ter boa capacidade em absorver os impactos, alguns problemas têm mais chances de surgir, como fascite plantar ou dor no calcanhar.

Dessa forma, para compensar a rigidez do pé e sua capacidade reduzida de amortecimento, é indicado o uso de calçados mais amortecidos. Estes solados oferecem maior proteção aos pés, aliviam o desconforto e melhoram o amortecimento dos impactos.

Pé chato ou pé pronado

Também conhecido como pé plano, o pé chato é caraterizado pela postura pronada dos pés, em que há inclinação do osso do calcanhar para fora. Sendo assim, há redução do arco longitudinal plantar, se estendendo dos dedos até o calcanhar. Dessa forma, grande parte da planta do pé está em contato com o solo.

A alteração dessa curvatura fisiológica ocorre em razão do enfraquecimento ligamentar ou da fáscia plantar. Resulta em prejuízo na funcionalidade estrutural dos pés, podendo gerar calos na região, alterações na marcha, perda de equilíbrio, assim como lesões nos locais de impacto.

Leia mais: Pé plano: sintomas, causas e tratamentos

Em alguns casos, ao se posicionar o peso corporal em um dos lados mediais do pé, podem surgir quadros de dor e outros desconfortos, tanto nos pés como no quadril, joelhos e coluna.

Indivíduos com esse tipo de pé devem mantê-lo em uma posição correta para não desenvolver alguns problemas. Pode, então, ser necessário usar palmilhas de suporte plantar e calçados com solados mais firmes.

Dessa maneira, devido à menor mobilidade e capacidade para absorver impactos, pessoas com o pé chato podem desenvolver algumas lesões como: insuficiência do tibial posterior, fascite plantar, dor no tornozelo e joanete.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

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5 tratamentos para pé chato

5 tratamentos para pé chato

No meio ortopédico, é denominado de pé chato aquele em que a planta encosta completamente no chão. Essa característica é tida como uma das mais leves entre outros tipos de desenvolvimentos que podem afetar a área.

Entre suas principais causas estão a ruptura do tendão do tornozelo, distrofia muscular, lesões e problemas de articulação.

Neste post, selecionamos 5 tratamentos mais usados para essa situação. Acompanhe!

Tratamentos para pé chato

1. Uso de calçados ortopédicos

Os calçados ortopédicos são indicados para qualquer fase da vida, de acordo com as necessidades individuais, porém, um fator interessante desse tipo de tratamento é que, hoje, é possível encontrar uma série de opções que se adequam ao estilo de cada um, por exemplo, botas, sapatos, sandálias e tênis.

Apesar dessa variedade, é fundamental fazer o uso constante do modelo indicado pelo médico. É preciso considerar que o calçado usado por uma pessoa pode não ser o ideal para outra. Além disso, pode haver situações em que será preciso fazer o item sob medida.

Leia mais: Como escolher calçados infantis?

2. Prática de exercícios

De acordo com o quadro, o ortopedista poderá direcionar o paciente para um tratamento com exercícios de reabilitação por meio da prática de atividades específicas.

O objetivo é promover estímulos na região que ajudem a diminuir possíveis incômodos e dores, além de facilitar que outros métodos sejam agregados para que o problema seja solucionado o mais rápido possível.

Leia mais: Exercícios para os pés: As 5 atividades mais eficazes contra as dores

3. Técnicas não-cirúrgicas

É muito comum que o especialista reúna uma série de métodos para promover um tratamento mais eficaz. Nesse sentido, podemos citar os seguintes exemplos:

  • evitar atividades que cansem muito os pés;
  • alterar as atividades diárias;
  • perder peso, no caso da pessoa estar com sobrepeso;
  • medicamentos que auxiliem na redução de dor e inflamações que possam afetar os pés. Aliás, nunca se deve iniciar algum tratamento com remédios sem orientação do profissional de saúde;
  • mudança do tipo de calçado usado pelo paciente.

Leia mais: 5 melhores alongamentos para amenizar as dores no pé

4. Indicação de cirurgia para pé chato

O tratamento cirúrgico costuma ser recomendado quando as alternativas citadas se mostram ineficientes e a criança ou o adulto continua com os pés planos.

Se for realizada em uma criança, ela estará apta a partir dos 10 anos, pois os pés ainda estão em processo de formação e os resultados poderão ser mais eficazes ao longo de sua vida.

5. Sessões de fisioterapia

A fisioterapia também poderá ser recomendada pelo ortopedista, especialmente com o objetivo de ajudar no desenvolvimento da musculatura e no realinhamento dos pés.

Em boa parte dos casos de adultos com pés chatos e que tem essa característica desde a infância, o problema não é motivo de incômodo. Por outro lado, pode acontecer de dores surgirem na primeira fase da vida e afetarem o desenvolvimento da criança.

Por este motivo, a avaliação ortopédica deve ser feita desde essa etapa, assim, o médico poderá avaliar e acompanhar a eficiência dos tratamentos usados, evitando problemas futuros relacionados ao pé chato.

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Quando é indicada a cirurgia para correção do pé chato

Quando é indicada a cirurgia para correção do pé chato

Você é um daqueles incluídos nas estatísticas de pessoas com pé chato? 

Seus pés têm sido o seu problema desde que você percebeu que eles eram diferentes em comparação a outras pessoas? 

Você está suspeitando que os pés chatos estão causando alguma dor no tornozelo, perna, joelho, quadril ou mesmo nas costas? 

Se as respostas a estas perguntas forem “sim”, você pode querer consultar um cirurgião e determinar se a cirurgia de pés chatos acabará com a sua dor.

Mas quando a cirurgia dos pés chatos é realmente necessária?

Hora de considerar a cirurgia para pés chatos

Se os cuidados paliativos, como calçados de apoio e fisioterapia intensiva, não forem eficazes e a condição de dor estiver piorando, então é melhor consultar um cirurgião. 

A cirurgia de reconstrução do pé plano é realizada para aliviar a dor, restaurar a função e evitar mais danos aos pés e às áreas adjacentes ou articulações.

Como regra geral, apenas um pé por vez pode ser submetido à cirurgia, a menos que você possa ficar imóvel por cerca de um a dois meses. 

Os termos médicos abaixo podem ser de natureza técnica, mas serão explicados da maneira mais simples possível. Entender essas opções ajudará você e seu médico a decidir sobre o melhor tratamento para você.

As opções cirúrgicas para pés chatos podem ser as seguintes:

Transplante de tendão

Durante a cirurgia, cortes ou incisões são feitas no pé com a intenção de remover o tendão danificado e o substituir pelas fibras musculares da perna mencionada.

Outra opção é a cirurgia do tendão de Aquiles, que pode exigir encurtamento ou alongamento do tendão para aliviar a pressão no arco. 

Tenossinovectomia

Este procedimento requer que o cirurgião limpe a área (desbridamento) e retire qualquer tecido inflamado ao redor do tendão dolorido, causado pela condição de pé chato.

Osteotomia de medialização do calcâneo

Calcâneo é o termo médico para o osso do calcanhar. Esta porção do osso pode ter uma deformidade ou excesso de crescimento, que causa fricção e irritação dos músculos e tendões que levam à dor. 

Durante a cirurgia é realizada uma pequena incisão da lateral interna do calcanhar. Parte do osso é então removida e a superfície é lisa, para evitar a recorrência ou a ruptura dos tecidos.

Artrodese dupla ou tripla

Este procedimento é feito para administrar cirurgicamente complicações do pé plano rígidas e inflexíveis devido à artrite. 

Envolve a fusão de uma ou mais articulações e é considerada uma opção extrema para corrigir o pé chato. 

Contraindicações para cirurgia de pés chatos

As seguintes condições não devem ser consideradas para a reconstrução cirúrgica dos pés:

  1. Pacientes com diabetes sendo avaliados ou tratados por um médico da atenção primária. 
  2. Pacientes atualmente sob terapia com esteroides podem agravar qualquer condição médica presente.
  3. Pacientes com alto risco de coágulos sanguíneos e problemas de feridas, como pessoas obesas, fumantes ou pacientes com distúrbios sanguíneos.
  4. Pacientes que não estão dispostos a cooperar com o programa de recuperação da cirurgia do pé chato, já que a recuperação completa pode levar cerca de 6 meses.

Tempo de recuperação

Como com qualquer outro procedimento cirúrgico, o tempo de recuperação dependerá da gravidade da condição, da ausência de complicações e da determinação do paciente em cooperar e se recuperar. 

A mobilidade dependerá de quão rápido as lesões do paciente estão cicatrizando, e normalmente leva cerca de 6 meses para se curar completamente. 

 

A decisão do tratamento

Ter pés chatos ainda é uma condição gerenciável, desde que a detecção e o gerenciamento precoces sejam realizados. No entanto, tomar a decisão de realizar a cirurgia para correção é uma tarefa importante, que requer uma vontade de corrigir e recuperar. 

A condição médica não deve ser subestimada, uma vez que a progressão da anomalia não afeta apenas a área, mas afeta as outras articulações. Portanto, como com qualquer outra anomalia médica, deve-se consultar um especialista para diagnóstico e tratamento adequados. 

A seleção do tipo de opção cirúrgica dependerá das estruturas e problemas existentes. Recuperação e sucesso após a cirurgia dependerá muito da cooperação e diligência do paciente para seguir o conselho do cirurgião.

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