pé diabético

Como prevenir o pé diabético?

Certamente, uma das lesões mais recorrentes em pessoas que sofrem com diabetes — condição que leva o corpo a ter dificuldades na regulação dos níveis de açúcar no sangue —é o chamado pé diabético. Pessoas com esse problema de saúde, precisam estar sempre atentas para evitar úlceras nos pés ou impedir que elas possam piorar.

Para termos uma ideia do quanto os pés ficam vulneráveis quando a pessoa tem diabetes, basta tomar o exemplo de uma pequena bolha que, em poucos dias, pode se transformar em uma ferida aberta.

E tem mais, pessoas com essa condição tendem a ter prejuízos nos nervos, algo chamado de neuropatia periférica. Esse problema as impede de sentir dor nos pés, por isso, qualquer arranhão, corte ou bolha pode passar despercebida.

A seguir, vamos conhecer alguns pontos que merecem atenção para prevenir as possíveis complicações do pé diabético. Acompanhe!

Formas de prevenir o pé diabético

Acompanhar os níveis de açúcar no sangue

A principal prevenção para o pé diabético é monitorar constantemente os níveis de açúcar no sangue. Dessa forma, é possível garantir que eles estejam dentro de uma faixa considerada saudável.

Grandes quantidades de açúcar no sangue podem causar complicações nos pés, além de dificultar o processo de cura.

Cuidar dos pés

Pessoas diabéticas precisam inspecionar cuidadosamente em uma rotina diária. A atenção deve ser voltada para a localização de cortes, bolhas e arranhões. Unhas encravadas também podem representar um problema.

Também é importante fazer o monitoramento dos pés na presença de vermelhidão, calor e inchaço, pois esses sinais podem indicar uma infecção em curso. Nesse caso, o médico deve ser procurado imediatamente.

Perder peso

Controlar o peso também faz parte dos cuidados que visam prevenir complicações no pé diabético. Vale lembrar que o excesso de peso sobrecarrega os pés, aumentando o nível de atrito ao usar sapatos e isso pode causar  cortes e bolhas.

Caso a obesidade esteja interferindo no controle eficiente de peso, é melhor discutir a situação com o médico para avaliar as possíveis soluções, como uma cirurgia para redução de estômago, por exemplo.

Escolher bem os calçados

Para pessoas que sofrem com pé diabético, os melhores tipos de calçados são os fechados, confortáveis, macios e com solado firme, pois oferecem mais segurança. Porém, antes de comprar, é necessário conferir se não existe alguma deformação. Calçados duros, de plástico, com ponta fina, saltos muito altos, de couro sintético e sandálias devem ser evitados., já que alguns contribuem para o surgimento de problemas nos pés enquanto que outros, como as sandálias, deixam os pés desprotegidos.

Ah! Sempre que for possível, deve-se evitar uso de calçados novos por mais de duas horas. Posteriormente, quando estiverem mais macios e melhor acomodados aos pés, poderão ser usados por um período maior de tempo.

Outras recomendações

Nos tópicos acima, você acompanhou algumas dicas práticas e orientações para prevenir problemas com o pé diabético. Entretanto, são apenas alguns exemplos. Há muito mais que você pode fazer para melhorar sua qualidade de vida como diabético:

  • Evitar fazer uso de meias elásticas e apertadas, pois podem interferir na circulação sanguínea dos membros inferiores.
  • Quando estiver sentado, aproveitar a oportunidade para colocar os pés para cima, para melhorar fluxo sanguíneo.
  • Parar de fumar.
  • Procurar ser mais ativo. Há atividades que podem ser aproveitadas pelos mais variados tipos de perfis. Por exemplo, caminhada, andar de bicicleta, dançar, praticar ioga ou alongamento.

Por fim, mesmo tomando os cuidados que abordamos no decorrer deste artigo, é fundamental que você mantenha uma rotina de visita ao médico, para que sua condição seja acompanhada de perto e tratada da melhor forma possível!

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

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Pé diabético: o que é e quais os sintomas

Pé diabético: o que é e quais os sintomas

O pé diabético é mais uma das diversas complicações que tem o Diabetes Mellitus como causa. Geralmente, esse problema ocorre quando uma ferida se desenvolve em alguma área infeccionada ou machucada dos pés. Mas não é apenas isso.

Neste post, entenderemos um pouco mais sobre o assunto. Confira!

O que saber sobre o pé diabético?

É importante lembrar que o termo se refere a um conjunto de complicações, como observamos a seguir:

  • neurovascular: ocorre quando existe uma combinação dos problemas infecciosos, neuropáticos e vasculares;
  • isquêmica ou vascular: nessa situação as complicações têm relação com problemas circulatórios, principalmente nas extremidades dos membros inferiores;
  • neuropática: nesse caso, as alterações acontecem nos nervos, o que ocasiona perda de sensibilidade. As feridas desse tipo situam-se na planta dos pés.

O diabetes é um problema grave de saúde, caracterizado pela falta da capacidade do organismo de produzir insulina ou, ainda, que ela não funcione como deveria, deixando as taxas de açúcar no sangue acima dos níveis aceitáveis.

Essa complicação, que atinge milhões de brasileiros, começa quando o pâncreas não é mais capaz de trabalhar, dando origem aos aspectos citados.

Leia mais: 4 problemas nos pés causados pela diabetes

Quais são os principais sintomas dessa condição?

O pé diabético pode ser avaliado e diagnosticado a partir de alguns sintomas específicos:

  • sensação de fraqueza nas pernas;
  • pés dormentes de forma frequente;
  • sensação de agulhadas;
  • dores nos pés;
  • queimação nos pés e tornozelos;
  • formigamento ocorrendo frequentemente;
  • perda da sensibilidade na região.

Aqui cabe uma observação muito importante sobre esse tema: mesmo considerando essa lista de sintomas, a grande maioria das pessoas portadoras de diabetes apenas percebe que o problema no pé precisa de atenção extra e uma investigação médica quando a infecção ou ferida não melhora.

Como se prevenir?

Como vimos, os pés podem ser muito afetados pelo diabetes, por isso, qualquer cuidado ou ação tomada no sentido de proteger e evitar que problemas surjam nessa região são muito importantes.

Para prevenir complicações, é essencial que a pessoa verifique diariamente seus pés em busca de feridas, regiões com vermelhidão, proeminência em ossos, alterações nas unhas, bolhas, feridas e até uma mudança no formato.

Vale lembrar que essa avaliação envolve também a planta dos pés, pois, como apontamos anteriormente, os problemas também abrangem essa área.

Leia mais: Pé diabético: 10 cuidados no dia a dia para manter a saúde do pé

Outro ponto que merece uma atenção extra é a escolha dos sapatos. Além de respeitar o formato dos pés, eles devem ser firmes por fora e macios por dentro, de forma que não contribuam para o surgimento de lesões na pele.

Além disso, andar de chinelos, sandálias e, até mesmo, descalço deve ser evitado, especialmente quando existir algum indício de lesão nos pés.

Os cuidados que temos com o diabetes para que essa condição não afete diversas partes do corpo devem ser levados muito a sério. Afinal, de acordo com a situação, a pessoa pode acabar tendo um membro amputado.

Portanto, ao menor indício de que algo está errado com os membros inferiores, é fundamental procurar a orientação de um ortopedista. Ao avaliar o pé diabético, o profissional poderá orientar e dar sequência ao tratamento, evitando que a pessoa tenha complicações mais profundas no futuro.

 

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Tenho pé diabético? O que fazer?

Tenho pé diabético? O que fazer?

Estima-se que uma em cada quatro pessoas com diabetes pode ter problemas nos pés ao longo da vida. A polineuropatia diabética (PND), uma complicação que afeta 50% dos pacientes, é o fator causal mais importante para as úlceras nos pés dos pacientes diabéticos, que precedem 85% das amputações. 

Seu aparecimento pode ocorrer quando a circulação sanguínea é deficiente e os níveis de glicemia são mal controlados. Qualquer ferimento nos pés deve ser tratado rapidamente para evitar complicações que possam levar à infecção e consequentemente amputação do membro afetado.

Os sintomas do pé diabético variam conforme as origens das complicações. A maioria dos pacientes relatam sensação de formigamento, queimação ou dormência; pés frios, pálidos, com a pele fina e com pulsos diminuídos, podendo também ficar inchados; vermelhidão (edema), dor, hipersensibilidade e inflamação com pus.

O tratamento do pé diabético deve ser feito com a orientação de um médico especialista, que irá definir o tratamento em função do tipo e da gravidade da lesão. O tratamento pode envolver o uso de antibióticos, pomadas, curativos e, em casos mais graves, cirurgias. O grau de gravidade é determinado pela dificuldade na cicatrização.

Leia mais: Você sabe o que é o pé diabético?

Cuidados com pé diabético

Para evitar complicações, alguns cuidados podem ajudar o paciente com diabetes a não apresentar o problema. São elas:

  • Lave os pés diariamente com água morna e sabonete neutro, secando-os bem com uma toalha macia antes de vestir meias ou sapatos. Não esqueça de secar entre os dedos;
  • Mantenha os pés sempre hidratados;
  • O autoexame é muito importante. O paciente deve examinar os pés diariamente em um lugar bem iluminado. Quem não tiver condições de fazê-lo, precisa pedir a ajuda de alguém.  Procure por feridas, contusões, áreas de pressão, vermelhidão, calor, bolhas, úlceras, arranhões, cortes e problemas nas unhas
  • Fique atento às feridas ou alterações entre os dedos dos pés;
  • Verifique quatro localizações principais a planta de cada pé: ponta do dedão do pé, base dos dedos maior e menor, calcanhar, borda exterior do pé. 
  • Verifique se há perda de sensibilidade no pé ou nos dedos;
  • Corte as unhas dos pés em linha reta. Evite cortar os cantos;
  • Não use soluções antissépticas, medicamentos de farmácia, almofadas de aquecimento ou instrumentos cortantes nos pés;
  • Escolha seus sapatos com cuidado. Experimente sapatos novos no final do dia, quando seus pés estiverem maiores. Os calçados ideais são os fechados, macios, confortáveis e com solados rígidos, que ofereçam firmeza;

Leia mais: 7 dicas para comprar um calçado adequado

  • Não use o mesmo par de sapatos todos os dias;
  • Não caminhe descalço na praia, piscina ou mesmo em casa. Traumas ocorrem em qualquer lugar se há insensibilidade;
  • Use meias sem costura. O tecido deve ser algodão ou lã, evite sintéticos, como nylon;
  • Não fume ou fique de pernas cruzadas por longos períodos, pois ambos diminuem o suprimento de sangue para os pés;
  • Monitore a glicemia, porque os níveis altos fazem o sangue ter mais dificuldade de chegar às extremidades do corpo, inclusive os pés;
  • Tenha uma rotina diária de exercícios para as pernas como elevações, fortalecimento da panturrilha e caminhadas.

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Pé diabético: 10 cuidados no dia a dia para manter a saúde do pé

Pé diabético: 10 cuidados no dia a dia para manter a saúde do pé

O pé diabético é uma das graves complicações do Diabetes Mellitus. Para quem tem diabete, é fundamental fazer exames regulares nos pés, pelo menos a cada seis meses, com um profissional de saúde do pé. 

Um exame de pé pode revelar uma lesão que não foi curada ou pode estar infectada. O paciente nem sempre sentirá dor, mas isso não significa que não esteja em risco. Qualquer infecção no pé não tratada aumenta o risco de amputação.

Quer aprender como lidar com essa situação? Preparamos uma lista especial com 10 cuidados indispensáveis. Confira!

1. Inspecione seus pés diariamente

Verifique se há cortes, bolhas, vermelhidão, inchaço ou problemas nas unhas. Use um espelho de mão para olhar a parte inferior dos pés. 

2. Hidrate seus pés, mas não entre os dedos

Use um hidratante diariamente para manter a pele sem coceira ou rachaduras, mas não passe entre os dedos — isso poderia encorajar uma infecção fúngica.

3. Tenha cuidado ao cortar as unhas

Uma dica importante é em relação às unhas. Sempre as corte retas e evite deixar pontas que possam encravar na pele. Se isso acontecer, as chances dessa lesão se agravar ou simplesmente não curar são muito grandes no caso da diabetes. 

4. Considere meias feitas especificamente para pacientes que vivem com diabetes

Estas meias têm amortecimento extra, não têm topos elásticos, são mais altas que o tornozelo e feitas de fibras que absorvem a umidade da pele.

5. Use meias para dormir

Se seus pés ficarem frios à noite, use meias. Nunca use almofada de aquecimento ou uma garrafa de água quente.

6. Sacuda seus sapatos e sinta o interior antes de usar

Lembre-se de que seus pés podem não sentir uma pedra ou outro objeto estranho, portanto, sempre inspecione os sapatos antes de colocá-los.

7. Nunca ande descalço

Nem em casa! Use sempre sapatos ou chinelos. Existe a possibilidade de pisar em algo e obter um arranhão ou corte.

8. Cuide da diabetes

Mantenha os níveis de açúcar no sangue sob controle.

9. Evite o cigarro

Se o paciente fuma, as chances do diabetes evoluir e apresentar consequências nos pés aumenta consideravelmente. Os efeitos do cigarro aliados ao descontrole dos níveis de açúcar no sangue são uma causa muito comum das amputações em pé diabético.

10. Faça exames periódicos nos pés

Lembre-se: os problemas nos pés relacionados à diabetes podem piorar muito rapidamente e são difíceis de tratar, por isso, é importante procurar atendimento médico imediato.

Prevenir é a medida mais importante para evitar o pé diabético. É necessário controlar os níveis de glicemia, realizar um exame visual dos pés diariamente e passar por uma avaliação médica periódica.

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Calosidade e úlceras nos pés: o que fazer

Calosidade e úlceras nos pés: o que fazer

As úlceras nos pés e nas pernas referem-se à perda da pele, gerando uma ferida que não cicatriza sozinha por completo. Essa enfermidade pode afetar algumas ou todas as camadas da pele, o que por vezes é acompanhado de inflamação.

As úlceras de caráter crônico costumam se manifestar, sobretudo, em pacientes mais velhos. Neste artigo, darei algumas orientações sobre como lidar com os ferimentos nos pés.

Quais fatores causam ou agravam as úlceras nos pés?

Com frequência, as úlceras são decorrentes de problemas na biomecânica do pé, ou seja, presença de sobrecarga em áreas isoladas. Elas também são associadas a quadros mais avançados de diabetes ou, mais raramente, sífilis e hanseníase. Além das doenças previamente mencionadas, certos hábitos contribuem para o aparecimento dessas feridas. Se o quadro tiver origem circulatória, o tabagismo e o sobrepeso podem piorar a situação. Portanto, fique atento à sua saúde como um todo. Dessa forma, você manterá pernas e pés igualmente saudáveis.

Há tratamento para a patologia?

Sim, atualmente há tratamentos eficazes para a patologia em questão. O primeiro passo para decidir a melhor abordagem para o caso é identificar a causa do problema. Quando associada ao diabetes, por exemplo, é primordial a normalização da glicemia.

Após a normalização da causa da lesão, é necessário o cuidado para evitar a sobrecarga no pé. Isso é feito com calçados de solado firme e estruturado, causando uma redistribuição do peso corporal por toda superfície da planta do pé e da subsequente redução da pressão em certas áreas. Elimina-se, assim, um dos fatores determinantes para a manifestação de feridas e calosidades nos pés. Outras maneiras de atingir este objetivo é com o uso de imobilizadores como o Robofoot ou, em último caso, o Gesso de Contato Total.

Algumas vezes é necessário o uso de antibióticos para combater as eventuais infecções que acompanham as úlceras. No entanto, se a circulação periférica não for adequada, o medicamento pode não ser suficiente.

Geralmente a adequação dos calçados e curativos simples bastam para solucionar o ferimento. Aqui, é fundamental salientar que a úlcera não deve mais estar aberta para evitar o retorno de infecções. Esse processo muitas vezes ocorre por conta própria.

Em casos mais graves, a melhor saída envolve uma intervenção cirúrgica. Às vezes, a operação é necessária para limpar por completo a região infectada ou para remover os tecidos que não permitem a cicatrização.

O especialista, geralmente, consegue fazer a limpeza superficial no próprio consultório, em um procedimento chamado desbridamento. Já as intervenções maiores devem ser efetuadas em um hospital por requererem uma infraestrutura melhor.

Para evitar o retorno da úlceras nos pés, recomenda-se escolher sapatos confortáveis e que não pressionem ou cortem a circulação. Após lavar os pés, seque bem a região, especialmente entre os dedos. Se possível, aplique cremes com hidratante em sua composição para prevenir o aparecimento de calos.

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4 cuidados para tratar o pé diabético

4 cuidados para tratar o pé diabético

Dentre as complicações mais graves do diabetes mellitus está o pé diabético, que, quando não cuidado de maneira adequada, pode levar à amputação.

O diabetes é, atualmente, uma das doenças crônicas com maior incidência dentre a população brasileira, uma vez que de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2016, 16 milhões de brasileiros sofriam com a doença no país.

Se esses números por si só são alarmantes, eles ainda são agravados pelo fato da doença ter crescido 61,8% em um período de apenas 10 anos, segundo pesquisa divulgada pela Vigilância da Fatores de Risco e Prevenção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada em 2017.

Por isso, a seguir, abordaremos os principais cuidados que devem ser tomados com os pés em pacientes com diabetes para que se diminua o risco de complicações.

Os principais cuidados com os pés diabéticos

1. Observação diária dos pés

Trata-se de um cuidado simples e de extrema importância para manter a saúde dos pés. Todos os dias após acordar, ou durante o banho, é necessário examinar os pés em busca de alterações de cor, calos, frieiras e cortes. Pode-se utilizar espelhos para melhor observação, ou mesmo confiar ao companheiro ou cuidador esta tarefa. Observando qualquer alteração, um médico especializado deve ser procurado o mais cedo possível.

2. Manter os pés limpos

Outro cuidado essencial é manter os pés e unhas sempre limpos, para diminuir a chance de infecção. Um cuidado importante diz respeito à temperatura da água, pois pessoas diabéticas podem perder parte da sensibilidade da pele e, com isso, correm o risco de queimar os pés em água muito quente sem nem perceber.

Por isso, o ideal é utilizar água morna ou em temperatura ambiente e fazer a higienização com sabonetes à base de glicerina.

Após o banho, deve-se secar muito bem ao redor das unhas, bem como cortá-las a cada 4 semanas (ou sempre que houver necessidade), fazendo uso de materiais esterilizados. Não é recomendado cortar os cantos das unhas, nem retirar as cutículas.

3. Hidratar os pés

Uma das principais consequências do diabetes reside no fato de desidratar a pele. Isso leva a rachaduras que rompem a epiderme, podendo levar a infecções. Por isso, os pés devem ser hidratados diariamente com cremes recomendados pelo seu médico. No entanto, deve-se evitar excesso de hidratante entre os dedos para que não ocorra frieiras devido ao aumento da umidade.

4. Calçados e pé diabético

Outro cuidado de extrema importância é sempre utilizar tênis e sapatos com meias capazes de oferecer conforto aos pés, sem que machuquem ou causem bolhas. Deve-se ficar atento com sapatos novos, que não devem ser utilizados por longos períodos de tempo. De tempos em tempos é recomendável checar se a meia não ‘embolou’, ou se as costuras não estão incomodando.

Mulheres não devem utilizar saltos com mais de 3 centímetros de altura, devendo sempre dar preferência aos modelos de salto anabela ou mata borrão, que oferecem maior conforto ao pé diabético.

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