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A Recuperação de Lesões no Tornozelo

A Recuperação de Lesões no Tornozelo

Um dos principais tipos de lesões sofridas por atletas e praticantes de atividades físicas é a lesão no tornozelo. Apesar de, na maioria dos casos, ter um tratamento simples, o período de recuperação costuma ser longo e exige muita paciência do indivíduo.

Já sofreu alguma lesão nessa região? Como foi a recuperação? Continue a leitura, a fim de saiber mais sobre essas lesões e o processo de cura.

Quais são as lesões do tornozelo?

Existem diversos tipos de lesões e distúrbios que podem afetar essa região. Eles ocorrem porque ela é constantemente exigida e são raros os momentos em que a sua musculatura consegue relaxar.

As lesões mais frequentes são a entorse, tendinite, síndrome do túnel do tarso e a tenossinovite dos fibulares. Conheça, em seguida, um pouco mais sobre elas.

Entorse

A entorse é causada pelo movimento brusco. Geralmente ocorre quando se pisa de forma errada ao caminhar, correr ou praticar esporte. Ela é caracterizada pelo estiramento ou ruptura dos ligamentos e de outras estruturas que existem na articulação do tornozelo.

A entorse é classificada de acordo com o grau de complexidade do trauma. Quando há apenas o estiramento, é uma entorse de primeiro grau. Se houver ruptura parcial do ligamento, é uma lesão de segundo grau. O tipo mais grave é a lesão ligamentar parcial, que é de terceiro grau e se caracteriza pelo rompimento dos ligamentos.

Leia mais: 5 tratamentos para entorse no tornozelo

Tendinite

A tendinite ocorre quando há inflamação dos tendões que conectam os ossos e os músculos. Provoca, então, dor ao caminhar, rigidez nos movimentos e inchaço.

Síndrome do túnel do tarso

A síndrome do túnel do tarso ocorre quando há a compressão do nervo localizado na região dos pés. Normalmente, ela é provocada como resultado de alguma fratura ou entorse que comprime as estruturas no túnel do tarso.

Tenossinovite dos fibulares

A tenossinovite dos fibulares é uma inflamação da bainha que reveste e protege os tendões, cuja função é evitar as torções do tornozelo. Pode ser causada pela ocorrência de traumatismos na região, pela realização de movimentos bruscos, por lesões nos ligamentos, entre outros motivos.

Leia mais: Lesões dos tendões fibulares: sintomas, causas e tratamentos

Como é o tratamento dessas lesões?

De modo geral, o tratamento das lesões no tornozelo costuma ser semelhante. Caso seja uma contusão de menor complexidade, consiste no uso de anti-inflamatórios e analgésicos, realização de compressas de gelo, repouso e fisioterapia.

Se a lesão for grave e as providências iniciais não surtirem resultados satisfatórios, a intervenção cirúrgica será indicada. Nesse caso, o procedimento variará conforme o tipo de trauma.

Como é a recuperação após o tratamento?

A recuperação desse tipo de lesão ocorre em três etapas, descritas a seguir.

  1. Na fase inicial, é necessário descansar e sempre proteger a região, seguindo as orientações médicas para redução do inchaço.
  2. Na fase intermediária, a lesão já está curada e deve-se iniciar o processo de reabilitação física. Esse processo consiste em restaurar a flexibilidade, a amplitude de movimento e a força muscular.
  3. Na última fase da recuperação, já não há mais lesão e os movimentos foram restaurados. Assim, é necessário apenas ter cuidado para retornar, gradualmente, à prática de atividades físicas moderadas. Posteriormente, será possível voltar aos esportes mais intensos.

É importante concluir o período de reabilitação, pois isso dificultará a ocorrência de nova lesão no tornozelo. Caso as orientações não sejam seguidas, o indivíduo poderá voltar a sentir dor, apresentar instabilidade e até desenvolver artrose.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Inflamação, Todos
5 hábitos prejudiciais para o tornozelo

5 hábitos prejudiciais para o tornozelo

Em muitas situações, os distúrbios no tornozelo têm origens conhecidas: uma torção, um osso quebrado, uma lesão mais complicada nos tendões ou músculos.

Além disso, a própria pessoa pode adotar em sua vida hábitos que não são muito saudáveis para essa parte em específico do corpo humano e, com isso, provocar problemas que poderiam facilmente ser evitados.

Neste post, selecionamos 5 dos hábitos que você pode ter e, sem perceber, estar contribuindo para doenças futuras nas articulações de seus pés. Confira!

Conheça os hábitos prejudiciais para o tornozelo

1. Usar calçados retos demais

Ao contrário do que pensam muitas pessoas, não são apenas os saltos que prejudicam os pés e tornozelos. A questão é que eles nem precisam ter saltos, mas sim algum tipo de amortecedor, a exemplo de um solado mais confortável e protetor.

Dependendo do conforto do dia a dia, as articulações e tendões podem sofrer níveis de estresse que, com o passar do tempo, dão origem a dores e lesões.

Leia mais: 5 riscos de usar calçados inadequados

2. Não seguir as orientações do ortopedista

Muitas vezes, a pessoa até tem o costume de visitar o ortopedista, mas mantém o hábito prejudicial de não seguir suas orientações, por exemplo, de usar palmilhas e calçados específicos para corrigir problemas atuais e prevenir outros futuros. Isso acaba sendo prejudicial ao tornozelo.

3.  Pisar de forma errada

Algumas pessoas não percebem, enquanto que outras sabem que estão pisando torto e consideram isso uma bobagem. A verdade que é andar de forma incorreta pode trazer sérios danos ao organismo e não somente aos tornozelos.

Um indicador de que algo pode estar fora do normal nesse sentido é quando a pessoa compra um calçado novo e percebe que, com o passar do tempo, um lado está mais desgastado que o outro.

Mesmo que ela não sinta dores ou incômodos no momento, o ideal é procurar o ortopedista para que ele avalie esse mau hábito e recomende o melhor método para corrigir o problema.

Leia mais: É possível corrigir a pisada pronada?

4.  Fazer atividades físicas com tênis novos

Tudo bem que ficamos ansiosos para usar os tênis novinhos em folha para praticar corrida ou fazer uma caminhada um pouco longa. O problema é que nem sempre eles são tão confortáveis quanto parecem.

É preciso considerar que o calçado tem que adquirir o formato dos pés do dono para que a pessoa não sofra com possíveis dores e riscos de torção.

Uma boa dica é começar a usar o calçado novo aos poucos, até que esteja bem “acomodado” aos pés.

5. Não cuidar do equilíbrio entre as pernas e tornozelo

É normal que as pessoas tenham uma das pernas como a dominante, porém, em alguns casos isso pode fazer com que a outra não se desenvolva corretamente. Quando um tornozelo é mais resistente que o outro, os riscos de lesões no mais fraco são maiores.

Por isso, é fundamental manter uma rotina de visitas ao ortopedista. Esse profissional é quem vai orientar a pessoa sobre o que fazer e como treinar suas pernas para que elas se desenvolvam por igual, evitando problemas no futuro.

Leia mais: Exercícios para os pés: As 5 atividades mais eficazes contra as dores

Cuidados com o tornozelo

Os pontos citados são apenas alguns dos hábitos mais recorrentes que podem trazer prejuízos ao tornozelo de uma pessoa.

Existem outros que também podemos adicionar a essa lista, por exemplo, submeter os pés a impactos desnecessários ou sobrecarregar a região (especialmente não cuidando do peso ideal).

O fato é que o tornozelo é essencial para a estabilidade e mobilidade do corpo. Sendo assim, todo o cuidado com essa região será sempre recompensado com mais resistência às lesões e fraturas.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Outros, Todos
Água quente ou fria: o que usar em caso de entorse de tornozelo?

Água quente ou fria: o que usar em caso de entorse de tornozelo?

A água, seja ela no formato de gelo ou bolsas térmicas aquecidas, sempre foi uma grande aliada na diminuição da dor e na melhora de sintomas em diversos casos. Por isso, sempre que alguém sofre algum acidente ou alguma batida, surge a ideia de fazer o uso da água quente ou fria.

Mas a verdade é que quase nunca sabemos, com certeza, qual é a temperatura ideal para cada situação e, apesar de parecer algo inofensivo, esse erro simples pode causar mais dor ou trazer outras complicações. É o que ocorre no caso de entorse de tornozelo, por exemplo. Para se alcançar o máximo em benefícios, o ideal é utilizar água quente ou fria? Descubra a seguir e acerte sempre que for necessário.

Entorse de tornozelo: qual a temperatura ideal de água para aliviar os sintomas?

Não importa a idade, a época do ano ou até as condições que levaram a esta situação. Uma entorse de tornozelo é uma situação bastante incômoda e dolorosa, e que pode acometer qualquer um. O ideal é sempre procurar ajuda médica o mais breve possível, em caso de dor muito intensa.

Mas é possível tomar algumas atitudes até a chegada do atendimento médico, e a água pode ser a melhor opção. A água fria é excelente para casos dolorosos e que acabaram de acontecer, já que diminui o fluxo sanguíneo na região, amenizando a dor de forma muito mais rápida e evitando que a área afetada fique muito inchada e vermelha.

O uso da água gelada, portanto, é a primeira opção em caso de entorses, mas só funciona se for utilizada antes da lesão completar 48 horas. Para um resultado melhor, deixe que a água gelada corrente caia na área afetada por alguns minutos ou utilize gelo ou compressas de água gelada. 

Já a água quente não tem muito efeito benéfico neste tipo de acidente, como entorses ou batidas. Ela é mais indicada para casos onde há infecções ou dores crônicas, por exemplo. 

Isso ocorre porque, bem diferente da água fria ou do gelo, quando quente, a água acaba aumentando o fluxo sanguíneo, fazendo com que a circulação seja ativada e causando relaxamento muscular. Isso faz da água quente uma boa opção também quando, depois de 48 horas do acidente, a região afetada está apresentando muitos hematomas.

Cuidados com as compressas

Tanto a água quente como a fria podem, nesse sentido, oferecer muito mais conforto e bem-estar. Mas é preciso alguns cuidados. Antes de mais nada, jamais utilize o gelo ou a água muito gelada diretamente na pele, pois poderá sofrer alguns ferimentos leves. Ao mesmo tempo, a água quente demais pode causar queimaduras. Manter a compressa por mais de 15 minutos também não traz nenhum benefício. O ideal é fazer a compressa por 10 minutos, a cada 2 ou 3 horas.

É importante reforçar que mesmo em caso de entorse de tornozelo, que pode parecer algo sem importância, um médico sempre é a melhor opção para garantir o melhor tratamento.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e, ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

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