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Queilectomia: entenda como é feita esta cirurgia

Queilectomia: entenda como é feita esta cirurgia

A queilectomia é uma intervenção cirúrgica que remove os esporões ósseos da superfície superior do dedão do pé. Os esporões crescem devido à artrite que ataca o hálux rígido e, com isso, limita o movimento do dedo do pé, ocasionando a dor.

Esse tipo de procedimento cirúrgico é indicado quando o paciente já tentou alguns métodos conservadores — como usar um calçado mais rígido, por exemplo — e já fez uso de medicamentos anti-inflamatórios receitados pelo médico, porém não obteve sucesso.

Preparação para a queilectomia

No pré-operatório, o paciente recebe algumas instruções do próprio cirurgião para se preparar para a cirurgia.

Normalmente, são necessários alguns testes para garantir a segurança do paciente no decorrer do procedimento. Esses exames são concluídos no período de 10 a 15 dias antes da intervenção cirúrgica.

Caso o candidato à cirurgia seja fumante, será preciso parar de fumar por pelo menos 1 mês antes da intervenção, pois há algumas evidências de que a nicotina atrapalha a cicatrização dos ossos e da ferida, além de aumentar o risco de infecções e coágulos sanguíneos após a operação.

Ademais, o paciente também deve informar ao médico se estiver fazendo uso de algum medicamento. Sendo o caso, essas medicações poderão ser suspensas por pelo menos 7 dias do período pré-operatório.

Por fim, outra recomendação é parar de comer após a meia-noite. No entanto, o paciente poderá ingerir líquidos claros até 3 horas antes da intervenção cirúrgica.

Procedimento cirúrgico

A queilectomia é comumente realizada com anestesia geral, mas há certos casos em que somente a anestesia local é suficiente. De qualquer maneira, o paciente não sentirá dor durante o procedimento.

O cirurgião fará uma incisão na área de cima do dedão do pé e removerá o osso em excesso da articulação, juntamente a outros resíduos, como cartilagem danificada.

Após isso, a incisão será fechada com pontos e o pé será devidamente enfaixado.

Cerca de 3 horas depois da cirurgia e antes de receber alta, o paciente será observado numa sala de recuperação.

Vale ressaltar que o paciente receberá um par de muletas e um sapato de proteção para auxiliá-lo a andar e, além disso, ele não poderá colocar o peso do corpo na frente do pé e sim no calcanhar.

Pós cirurgia

Nos primeiros dias após a cirurgia é comum o paciente sentir dor, mas o médico deverá prescrever medicamento para combatê-la e também para o evitar o inchaço no local. Ademais, será recomendado manter o pé elevado pelo menos por 7 dias.

O médico também instruirá o paciente sobre a questão de higiene, principalmente no banho, para que o local da incisão não seja molhado até a cicatrização.

Os curativos serão removidos 15 dias após a cirurgia e, a partir daí, o paciente já poderá usar sapatos regulares e de apoio para andar normalmente. Já em relação às atividades de impacto, estas devem voltar de forma lenta e progressiva.

Complicações da queilectomia

Algumas possíveis complicações dessa cirurgia são:

  •   Náuseas e vômitos;
  •   Infecções;
  •   Coágulo de sangue na perna.

No entanto, há uma chance muito pequena da queilectomia causar alguma complicação ao paciente. Porém, como em qualquer cirurgia, existe a possibilidade.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Todos
Sintomas da artrite no dedão do pé

Sintomas da artrite no dedão do pé

De modo geral, é denominada como artrite toda e qualquer doença que atinja as articulações. Especificamente, a artrite no dedão do pé causa uma inflamação na articulação dessa região, ocasionando muita dor ao caminhar.

Além de causar essa inflamação dolorosa nas articulações do corpo, a artrite, se não for diagnosticada a tempo e corretamente tratada, pode acarretar deformidade permanente nos ossos e, por consequência, limitações de mobilidade irreversíveis.

Por esse motivo, é fundamental diagnosticar e tratar o quanto antes. Porém, esse desconforto no dedo do pé também pode estar associado a outras causas.

Sintomas da artrite no dedão do pé

Quando alguém tem uma crise de artrite no dedão do pé, normalmente ela vem com uma característica bem específica. O indivíduo desperta no meio da noite com uma dor muito forte, que na maioria das vezes ataca o dedo grande do pé — o hálux — e, com frequência, vem acompanhada por febre e calafrios.

A dor gerada pela artrite vai aumentando de forma progressiva, até chegar ao ponto que o indivíduo não consegue suportar sequer o toque de uma roupa, por exemplo.

Quando a crise é leve, normalmente tendem a desaparecer depois de um dia ou dois. Entretanto, as crise mais agudas evoluem de forma rápida para uma dor que vai aumentando e pode permanecer assim, por um período de um a três dias antes de começar a diminuir de intensidade bem lentamente.

O total desaparecimento desses sintomas pode demorar muitas semanas.

Há a possibilidade de uma nova crise surgir em meses ou anos e afetar a mesma ou até mesmo outras articulações.

De modo geral, as crises de artrite tendem a surgir nos membros inferiores, porém podem atacar qualquer articulação do corpo.

Tratamento

O tratamento tradicional é fundamentado inicialmente em uma consulta com o reumatologista ou ortopedista.

Nela, o médico fará uma avaliação do nível da artrite e recomendará o tratamento adequado. Dependendo do caso, algumas mudanças simples na rotina do dia a dia bastam para a artrite ser controlada.

O tratamento com remédios também ajudam a controlar a artrite no dedão do pé, possibilitando que a pessoa leve uma vida praticamente normal. Porém, em casos mais graves, onde já ocorreu uma deformação, a cirurgia possivelmente será indicada pelo médico.

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Hálux rígido: quais são os tratamentos?

Hálux rígido: quais são os tratamentos?

Hálux rígido consiste no tipo de artrite que afeta a articulação responsável por ligar o dedão ao pé (articulação metatarsofalangeana do hálux).

Normalmente, esse mal afeta 1 em cada 40 pessoas com idade igual ou superior a 50 anos e, de forma geral, sua fase inicial atinge pessoas com pouco mais de 30 anos. Além disso, essa patologia tem uma tendência de afetar mais as mulheres.

Sintomas e causas do hálux rígido

O inchaço em torno das articulações do dedão do pé e a dificuldade em dobrar o dedo são os sintomas mais reclamados pelos pacientes, visto que eles podem surgir com uma simples caminhada.

A causa do hálux rígido ainda é desconhecida, entretanto, há alguns fatores que podem levar ao desenvolvimento da doença, como: anormalidades na anatomia do pé, alguma lesão anterior no dedão e histórico familiar.

Em grande parte dos casos, o diagnóstico pode ser feito pelo médico ortopedista através do exame clínico.

Tratamento para hálux rígido

O tratamento dessa patologia pode ser resumido em cirúrgico e não cirúrgico.

Tratamento não cirúrgico

Há muitas opções de tratamento para esta doença. O médico pode receitar anti-inflamatórios, analgésicos e compressas com água morna e gelo, a fim de aliviar a dor.

Além disso, evitar o uso de calçados com saltos altos e dar preferência aos calçados com solas mais rígidas também são boas formas de diminuir a pressão sobre o dedo e, consequentemente, amenizar a dor nas articulações.

Tratamento cirúrgico

Se não houver nenhum tipo de progresso com os tratamentos acima, a cirurgia passará a ser uma realidade.

Há diversos tipos de procedimentos cirúrgicos para o tratamento dessa patologia, dependendo do grau em que ela se encontra. São eles:

Queilectomia

É indicada aos pacientes com grau moderado ou leve da doença. Esse procedimento remove uma parte do osso lesionado, mas preserva a articulação, mantendo a estabilidade e os movimentos do dedo do pé.

Artrodese

É indicada aos pacientes com estágio avançado da doença. Nesse procedimento, a cartilagem lesionada é retirada e são usados parafusos para fixar os dois ossos. Uma vantagem importante desse procedimento é a redução ou eliminação permanente da dor, e a desvantagem é que ocasiona uma pequena limitação nos movimentos do dedão do pé.

Artroplastia interpositiva

É indicada aos pacientes com grau moderado ou grave da doença. Esse procedimento remove parte do osso lesionado (semelhante a queilectomia) e insere um espaçador entre os dois ossos, a fim de diminuir o contato nos dois lados da articulação. O ponto positivo é que o procedimento não causa limitação nos movimentos do dedo do pé.

Artroplastia deposição

É indicada aos pacientes com grau grave da doença. É um procedimento que pode ser executado de duas formas: em uma delas um pedaço de tecido é um usado como espaçador, na tentativa de fazer articulação voltar ao normal — essa cirurgia preserva os movimentos do dedo do pé, porém, a dor pode não desaparecer por completo.

A outra forma é usando um implante sintético de cartilagem como espaçador. A vantagem desse procedimento é que ele requer uma remoção óssea menor e é mais fácil a reversão da cirurgia se não der certo. Além disso, também reserva os movimentos do dedo do pé e alivia bastante a dor.

Substituição da articulação (outra forma de artroplastia)

É indicada aos pacientes com grau grave do hálux rígido. Consiste na substituição de um ou dos dois lados da articulação por peças de plástico ou metal, porém esse procedimento ainda é mais executado no quadril e no joelho.

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O que é hálux rígido?

O que é hálux rígido?

Hálux rígido é o nome dado a uma disfunção degenerativa e progressiva que atinge a maior articulação do dedo polegar do pé, o “dedão”. A condição é causada por um excesso de carga no dedo, o que acaba gerando um desgaste na cartilagem e na região óssea.

O agravamento dessa doença pode ocasionar em uma paralisação completa nos movimentos desse dedo.

Essa desordem na articulação atinge, em sua grande parte, pessoas com mais de 50 anos, afetando 1 em cada 40 pessoas dessa idade e sendo mais frequente em mulheres.

Causas do hálux rígido

Ainda não se sabe ao certo o que causa o hálux rígido, porém, há alguns fatores que podem contribuir para isso. Os principais deles são:

  • Histórico familiar;
  • Primeiro metatarso mais longo que o normal;
  • Praticar esportes de alto impacto excessivamente;
  • Caminhar ou correr com tênis desconfortáveis;
  • Chocar o dedão repetidas vezes contra objetos duros;
  • Obesidade, pois causa uma sobrecarga no dedo;
  • Diferenças na anatomia do pé;

Sintomas de hálux rígido

Na maioria das vezes, pessoas que sofrem desse problema sentem dor na articulação do dedo, principalmente ao se deslocar para algum lugar. Entretanto, existem outros aspectos que podem indicar um quadro dessa patologia.

  • Dores fortes nas articulações do dedo ao caminhar;
  • Inchaço ou vermelhidão ao redor do dedão;
  • Dificuldade de mexer e encolher o dedo;
  • Surgimento de joanete ou esporão ósseo;
  • Maior dificuldade ao subir escadas;
  • Sentir dor ou incômodo ao usar tênis ou sapatos;

Esses sinais podem se agravar de acordo com o grau em que a degeneração se encontra. O Hálux Rígido pode ser conceituado nos demais estágios:

Grau 0:

Ausência de dor ao se deslocar, e perda de até 20% na amplitude do movimento em relação ao lado que não possui problema.

Grau 1:

Perda entre 20% e 50% do movimento, acompanhado de dores eventuais que ocorrem somente na realização de movimentos mais extremos, que acabam exigindo mais do dedo.

Grau 2:

Nesse grau, já ocorrem modificações no formato do metatarso, podendo ficar mais arredondado ou curto. Perda de até 70% dos movimentos, seguido de dores regulares já na parte mais superior do dedo.

Grau 3:

Ocorre uma rigidez considerável, ausência de dor em movimentos brandos do dedo, porém uma dor contínua para movimentos mais bruscos, sendo capaz de perder a total mobilidade do dedo.

Grau 4:

Aqui é o grau mais elevado da degeneração, onde ocorre dor em qualquer tipo de movimentação do dedo, podendo ocorrer também uma paralisação total nos movimentos do membro.

Diagnóstico do hálux rígido

O hálux rígido na maioria das vezes pode ser diagnosticado através da realização de exames físicos.

O ortopedista irá examinar a sua articulação e, em seguida, fará uma série de testes, para saber o quanto você é capaz de movimentar o dedo e o nível de dor que irá sentir.

O profissional também irá realizar algumas radiografias, para constatar a gravidade do problema e o tamanho em que a degeneração articular se encontra.

O tratamento do hálux rígido depende do grau em que a doença se encontra, podendo ser feito através do uso de remédios analgésicos e anti-inflamatórios ou, em casos mais graves, sendo necessária a realização de uma cirurgia.

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Como é feita a artroplastia total do tornozelo?

Como é feita a artroplastia total do tornozelo?

No Brasil, a artroplastia total do tornozelo só foi autorizada pela Anvisa no ano de 2012, mas já vem sendo realizada há cerca de duas décadas. Durante o procedimento, basicamente, é colocada uma prótese no local onde a cartilagem sofreu a lesão. Os resultados da operação podem ser percebidos imediatamente.

No entanto, para ser considerado apto a se submeter a essa intervenção cirúrgica, é necessário ter ao menos 50 anos de idade, não ter tido alterações relevantes na pele e nem infecções no local.

Além disso, quem possui desvio no tornozelo ocasionado pela artrose precisará corrigir essa situação antes da cirurgia.

Prótese total do tornozelo (PTT)

A prótese total do tornozelo (PTT) precisa conter três elementos:

  1. Tibial;
  2. Talar;
  3. Menisco (podendo ser um elemento fixo ou móvel de um dos demais elementos, e é necessário que esteja disponível em ao menos quatro tamanhos).

Os elementos metálicos (talar e tibial) precisam ter em seu desenho um formato anatômico às superfícies que os interligarão ao osso em questão e, para que esses elementos sejam fixados ao osso, eles deverão ser revestidos com materiais que facilitem que a prótese adira ao osso e vice-versa. Alguns exemplos que podem ser citados, são:

  • Hidroxiapatita;
  • Ligas de fosfato de cálcio.

Em relação à superfície articular desses elementos, elas precisam ser lisas com o menisco (espaçador) em sua interface, além de terem um formato semelhante ao dele.

Já o elemento meniscal, seja ele fixo ou móvel, deve ser formado de UWMW (poliprolipeno de densidade alta) e suas superfícies devem ser similares ao elementos tibial e talar, enquanto atua como espaçador proporcionando que o atrito entre os elementos seja menor.

Vale ressaltar que, por si só, a prótese total do tornozelo não realinha a geometria do pé e, por esse motivo, por vezes são necessários procedimentos complementares, como:

  • Osteotomias;
  • Reconstruções ligamentares.

Realização da artroplastia total do tornozelo

A artroplastia total de tornozelo consiste em um processo de troca da articulação do tornozelo pela PTT.

Nesse sistema, busca-se a menor ressecção de osso possível, de tal forma que a superfície da articulação seja reproduzida geometricamente, para que seja possível equilibrar a estrutura de apoio e o suporte, tanto à mobilização do tornozelo quanto à carga imposta sobre ele.

A doença que torna esse procedimento necessário é a osteoartrose — uma enfermidade evolutiva (degenerativa), que resulta na degradação da cartilagem que envolve o osso da articulação, e avança causando dores ao apoiar os pés no chão e na mobilização da face articular.

Com isso, a cirurgia tem como principal objetivo curar a dor e proporcionar melhorias para a qualidade de vida do paciente, estabilizando e assegurando que o movimento articular do tornozelo seja recuperado ou preservado.

Os métodos utilizados para alcançar esse objetivo são a estabilidade intrínseca elevada da prótese, menor nível possível de estresse no decorrer de sua utilização, pouca força de estresse no contato com os ossos e ligamentos do tornozelo.

Para que o paciente se recupere completamente após a cirurgia, normalmente é recomendado, depois da cicatrização, que ele seja acompanhado por um fisioterapeuta.

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10 problemas que podem ser corrigidos com o uso de palmilhas ortopédicas

10 problemas que podem ser corrigidos com o uso de palmilhas ortopédicas

As palmilhas ortopédicas são acessórios desenvolvidos especialmente com o objetivo de melhorar a saúde dos pés, assim como do resto do corpo. Elas são bem diferentes dos modelos que vem de fábrica nos calçados.

As palmilhas ortopédicas são usadas com finalidades terapêuticas, considerando-se a necessidade e a condição da pessoa que precisará utilizá-la.

Quer saber mais sobre o assunto? A seguir, listamos alguns dos principais problemas que podem ser corrigidos com esse item. Acompanhe!

Quais condições podem ser tratadas com palmilhas ortopédicas?

As palmilhas podem ser usadas para uma gama muito grande de casos. Lembrando que o primeiro passo é consultar um especialista para que ele possa recomendar a solução ideal. Com relação aos problemas que podem ser tratados, temos:

  1. Diferença entre os membros, quando uma perna é maior que a outra.
  2. Problemas posturais.
  3. Pé torto congênito;
  4. Pé chato e Pé Cavo.
  5. Joanetes.
  6. Tendinite.
  7. Retenção de líquido.
  8. Fascite plantar.
  9. Esporão no calcanhar.
  10. Linfedema.

Por meio desses exemplos, fica fácil perceber a grande variedade de condições que podem ser tratadas. Sendo assim, é importante que a pessoa saiba que não é qualquer tipo de palmilha que poderá ajudar a resolver seu problema. Cada situação exige algo personalizado e um tratamento específico.

Quais são os benefícios do uso de palmilhas ortopédicas?

Adotar palmilhas ortopédicas como um recurso para o tratamento dos problemas apontados anteriormente, oferece uma série de benefícios a curto, médio e longo prazo. Dentre eles, destacamos os citados abaixo:

  • Melhora o bem-estar: a pessoa se sente mais confortável no dia a dia para realizar suas atividades.
  • Ajuda na prática de esportes: algumas pessoas evitam participar de esportes em decorrência de algum problema que poderia ser resolvido ou minimizado com o uso de palmilhas ortopédicas.
  • Menos impacto nas articulações: vários problemas que afetam os pés podem sobrecarregar as articulações fazendo com que outras complicações surjam ou piorem. Com esse acessório, é possível proteger melhor as articulações dos pés e pernas.
  • Melhora a postura: uma postura inadequada também pode trazer vários problemas para a pessoa. Sem o uso de uma palmilha a tendência é que eles evoluam para uma situação mais sério.

Como escolher a melhor palmilha?

O ponto de partida para a escolha da palmilha ortopédica é uma consulta com o médico especialista. Como vimos, há modelos diferentes para condições diferentes. Ao seguir as recomendações do médico, será possível escolher aquela que ofereça o melhor suporte ao arco plantar, que permita diminuir a sobrecarga nas articulações e que ajudem no equilíbrio, dentre tantos outros pontos.

No entanto, vale sempre lembrar que, para que resultados satisfatórios possam ser obtidos, é necessário ficar atento a confecção da palmilha ortopédica. Ou seja, ela precisa abranger todos os pontos necessários da condição apresentada, por exemplo, o tamanho que pessoa calça, o peso corporal, região do pé que precisa ser trabalhada ou o tipo de deformação.

As palmilhas ortopédicas são um recurso muito útil para melhorar a vida das pessoas. Vale muito a pena consultar o médico ortopedista para que ele possa indicar como tudo deve ser feito!

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Dor no joelho: pode ser por defeito na pisada

Dor no joelho: pode ser por defeito na pisada

A dor no joelho é uma manifestação comum e, por isso, afeta pessoas de todas as idades. Afinal de contas, essa é a maior articulação do nosso corpo. O que poucas pessoas sabem é que o sintoma pode ser resultado de alterações na pisada.

Para que você tenha uma ideia, este membro é constituído de ligamentos, tíbia, cartilagem, patela e fêmur. Por isso, quando acontece algum problema com uma dessas partes, as queixas sobre dores no joelho começam a surgir.

Vale lembrar que, frequentemente, essa área do corpo é submetida a esforços, alguns até exaustivos. Por esse motivo, as dores e lesões acabam sendo inevitáveis. Porém, esse não é o único motivo da dor no joelho, porque a forma como você pisa também pode desencadeá-la, como dito acima.

Se você balançou a cabeça de um lado para o outro em sinal de negação, não se preocupe, porque, neste artigo, explico mais sobre a relação entre dores no joelho e pisada.

Confira, a seguir.

Tipos de pisada

De forma geral, a pisada engloba a caminhada e também a impulsão. Ou seja, o momento em que o pé apoia o chão com o calcanhar, até o impulso feito com o auxílio do dedão.

Esse circuito revela o instante em que o pé entra em contato com o chão. Logo, ele mostra o momento que esse membro recebe o peso do corpo. Por isso, as pisadas erradas podem comprometer o joelho, além de outras partes do corpo.

Conheça os diferentes tipos de pisada.

Pisada pronada

A pronação é um movimento em que o pé se desvia exageradamente para dentro, no momento em que encosta no solo. Essa movimentação tende a prejudicar a distribuição do peso, favorecendo o surgimento de lesões e sobrecargas nas articulações.

Pisada supinada

A supinação já é o posto. Em vez de o deslocamento ser para dentro, ele é exageradamente para fora. Isso faz com que o peso corporal seja descarregado, com maior intensidade, para a lateral externa do pé. Portanto, nesse caso, também há sobrecarga e risco de lesões no joelho.

Pisada neutra

A pisada neutra é a ideal, porque toda a carga corporal é distribuída uniformemente nos pés, gerando impacto correto nos joelhos. Logo, este tipo de pegada absorve melhor os impactos e isso acaba protegendo as articulações.

Como corrigir as alterações na pisada?

O primeiro passo é a reabilitação, ou seja, a correção dos desvios articulares, que é feita a partir de exercícios pontuais orientados por especialistas. Afinal de contas, é imprescindível que o paciente tenha consciência do próprio corpo.

Depois, o uso de palmilhas anatômicas, bem como de calçados apropriados, faz a diferença nesse processo de recuperação da pisada. Pois, o amortecimento, nos caso das pisadas supinada e pronada, é muito importante.

Quais são as consequências para o joelho?

Como vimos, o membro inferior é muito importante, quando se trata da sustentação do corpo. Mas, além disso, ele também é responsável pelo equilíbrio, locomoção e transferência de peso enquanto andamos ou corremos. Portanto, os desvios nos joelhos também tendem a ser prejudiciais, quando não são corrigidos, tais como:

  • joelho valgo: o valgismo é quando um joelho se aproxima do outro, se desviando para dentro;
  • joelho varo: a perna de “cowboy”, como é popularmente conhecida, é caracterizada pelo desvio da articulação para fora.

A dor no joelho pode surgir por diferentes motivos, e a pisada incorreta é um deles. Por isso, conhecer os desvios que afetam o membro inferior é fundamental para corrigi-los com o acompanhamento médico.

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Ruptura do tendão de Aquiles: quais são as causas e tratamentos?

Ruptura do tendão de Aquiles: quais são as causas e tratamentos?

Resumidamente, o tendão de Aquiles é formado por fibras e está localizado na parte traseira da perna, acima do calcanhar. Ou seja, a localização dele é oportuna. Isso porque ele tem a missão de conectar o osso do calcanhar à musculatura da panturrilha. Logo, este é um tendão resistente.

Apesar disso, também é importante salientar que essa é uma das partes do corpo mais forçadas, sobretudo, durante corridas. Por isso, os rompimentos nessa região são mais comuns do que se pode imaginar. Afinal de contas, o esforço excessivo praticado sobre o tendão irritado, por exemplo, culmina na ruptura dele.

Quando isso acontece, a panturrilha fica bastante inchada, com hematomas, além de dolorida. Por isso, é difícil ou até mesmo impossível caminhar quando o rompimento dele é total. Neste artigo, apresento algumas das possíveis causas e ainda destaco os tratamentos recomendados. Quer ficar por dentro? Continue a leitura!

O que provoca a ruptura do tendão de Aquiles?

Normalmente, essa ruptura ocorre com maior frequência entre os 30 e 40 anos de idade. Os homens lideram o percentual de atingidos pela lesão. Nesse caso, os motivos mais comuns relacionados a essas lesões tem a ver com aumento de intensidade em alguma prática esportiva, fraqueza muscular e pisadas em falso.

Por isso, as paradas bruscas, as corridas, os saltos, os arranques durante uma competição, por exemplo, aumentam o risco dessas ocorrências. Além disso, o consumo de alguns antibióticos, bem como a infiltração com corticoide, usada para aliviar dores e inflamação, também estão associados à lesão.

Diagnóstico da ruptura do tendão de Aquiles

A investigação do médico, no caso de ruptura do tendão de Aquiles, é baseada em observação de movimentos específicos e exames físicos de modo geral. Além disso, a fim de que a análise seja completa e segura, o especialista também solicita exames complementares, como ressonância magnética, ultrassonografia, além de radiografia.

Quais são os tratamentos indicados?

Após o diagnóstico, o médico inicia o tratamento com base nos resultados obtidos, levando em consideração a gravidade da lesão, bem como a idade do paciente.

Geralmente, para corrigir o problema, os pacientes mais jovens optam pelo processo operatório, enquanto que os de idade avançada preferem o tratamento não cirúrgico. Ou seja, o processo cirúrgico é uma das formas que se tem para resolver o rompimento do tendão.

No entanto, o problema também pode ser tratado com imobilização da área afetada, no caso de ruptura parcial. E a cirurgia, normalmente, é mais indicada quando há rompimento total.

Independentemente disso, em ambos os casos, a fisioterapia é recomendada. A modalidade terapêutica possibilita o aumento da circulação sanguínea local, promove a propriocepção (capacidade de reconhecimento espacial do corpo), fortalece os músculos e ainda aliviar as dores e possíveis inflamações.

O tratamento de um paciente que passa pela recuperação, devido à ruptura do tendão de Aquiles, pode levar entre seis e oito meses. No entanto, a depender da gravidade da lesão, esse prazo pode ser estendido para até um ano, com sessões de fisioterapia sendo realizadas entre quatro e cinco vezes na semana.

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7 problemas ortopédicos que podem ser resolvidos com fisioterapia

7 problemas ortopédicos que podem ser resolvidos com fisioterapia

A fisioterapia ortopédica é uma especialidade que visa prevenir, tratar e recuperar a saúde de pacientes que sofrem com problemas ortopédicos. Ou seja, os profissionais dessa área contribuem para o tratamento de patologias e disfunções relacionadas à musculatura, aos ligamentos, à postura e aos ossos.

Neste segmento, são tratados tendíneas e disfunções osteomiarticulares, gerados por traumas, esforços repetitivos, fraturas, patologias ortopédicas, lesões, além de outros distúrbios relacionados.

Por isso, esta especialidade é muito requisitada quando se trata de prevenir e tratar acometimentos crônicos e agudos, que atingem o sistema musculoesquelético. Viu como essa especialidade é importante? Então, agora, confira para quais problemas ortopédicos a fisioterapia é indispensável!

Distúrbios tratados pela fisioterapia

1# Entorses

A entorse, muito comum entre os atletas, é caracterizada quando ocorre o rompimento ou estiramento dos ligamentos, ou seja, quando há ruptura do tecido fibroso que liga as articulações e os ossos.

Normalmente, ela é provocada por traumas, movimentos bruscos, torções, enfim, quando por algum motivo alguém sofre acidentes. No geral, a entorse atinge o tornozelo, as pernas e os joelhos. E, dentre os sintomas mais comuns estão: vermelhidão, inchaço, dor intensa, edema e dificuldade de locomoção

2# Bursite

A bursite é uma inflamação que ocorre nas bursas. As bursas, por sua vez, se parecem com uma almofada achatada. Elas são constituídas por membranas e cheias de sinovial, que é uma espécie de lubrificante viscoso.

Então, quando alguém executa movimentos repetitivos, por um longo tempo, as bursas ficam inflamadas e o corpo passa a produzir uma quantidade maior de sinovial, porém, menos viscoso. Ou seja, isso aumenta o tamanho das bolsas ou bursas, provocando dor e vermelhidão.

3# Osteoporose

Esta é uma condição que deixa os ossos fracos e quebradiços na medida em que a idade avança. Nesse caso, as mulheres, a partir dos 45 anos, são as mais afetadas pelo problema.

O papel da fisioterapia, neste contexto, é melhorar a qualidade de vida do paciente, a partir do fortalecimento dos músculos, melhora na coordenação corporal e equilíbrio, bem como prevenir possíveis complicações e deformidades.

4# Lombalgia

Como o próprio termo sugere, a lombalgia é uma dor que acontece na região inferior das costas, que vai irradiando pelas nádegas ou pernas. A depender do tempo de duração do sintoma, ela pode ser classificada como aguda, subaguda ou crônica.

5# Distensões musculares

Quando o músculo estica muito e, nesse percurso, ocorre a ruptura de algumas fibras musculares, músculo, ou tendão de uma forma geral, dizemos que houve uma distensão muscular. Os sintomas comuns nesse caso são: dor, dificuldade de locomoção, espasmos musculares e inchaço.

6# Luxações

A luxação acontece quando a articulação sai da posição normal. Ou seja, quando há um deslocamento repentino, parcial ou total das áreas externas dos ossos, que compreendem as articulações. Por isso, é muito comum que regiões como ombros, tornozelos, cotovelos, dedos, mandíbula e quadris sejam mais afetados por ela.

7# Lesão por esforço repetitivo (LER)

Assim como a bursite, as lesões por esforço repetitivo também são tratadas por fisioterapia, uma vez que elas podem afetar músculos, ligamentos, tendões e dedos. Enfim, elas provocam muita dor, fraqueza, formigamento e rigidez.

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Sapatos ortopédicos são realmente eficazes?

Sapatos ortopédicos são realmente eficazes?

De forma geral, os sapatos ortopédicos são constituídos para proporcionar conforto para os pés daqueles que os utilizam. Ou seja, o objetivo principal deles é cuidar da saúde, já que os problemas ortopédicos podem desencadear falhas significativas na coluna e nas articulações, por exemplo.

Também, é importante ressaltar que esses produtos geram equilíbrio e estabilidade para o corpo. Sendo assim, eles acomodam e proporcionam o apoio correto aos pés. Afinal de contas, o interior desse tipo de calçado é anatômico.

Se você deseja saber se os sapatos ortopédicos são realmente eficazes, eu já adianto que sim. Mas, neste artigo, ainda trago outras informações pontuais sobre os benefícios de usá-los. Quer descobrir quais são eles? Confira, a seguir!

Benefícios do sapato ortopédico

Corrigem problemas ortopédicos

A pressão excessiva, assim como a sobrecarga e pisada errada, compromete a saúde dos pés. Por isso, os sapatos ortopédicos são recomendados, uma vez que eles garantem a boa sustentação e o amortecimento adequado.

Além disso, eles proporcionam o realinhamento dos pés, facilitam a caminhada, favorecem a pisada ideal e, consequentemente, evitam dores e complicações posteriores.

Por exemplo, eles diminuem consideravelmente o cansaço e o impacto sobre os joelhos, quadril e tornozelo, reduzindo significativamente o risco de lesões nessas áreas.

Estimulam a circulação sanguínea

O fluxo sanguíneo é muito importante para os pés, porque ele evita problemas mais sérios, sobretudo em pessoas diabéticas. Afinal de contas, muitos pacientes com esse tipo de doença acabam desenvolvendo neuropatia diabética, quando a enfermidade não é tratada.

Por consequência, o distúrbio reduz a sensibilidade e o fluxo sanguíneo dos pés, fazendo com que o paciente fique mais propenso a lesões e consequente amputação do membro.

Nesse sentido, os calçados ortopédicos garantem a boa circulação sanguínea, evitando, dessa maneira, a sobrecarga dos membros inferiores.

Promovem conforto

Em média, uma pessoa dá de 5 a 10 mil passos por dia. Até aí, tudo bem. Mas, agora, imagine tudo isso utilizando sapatos apertados e desconfortáveis. No final do dia, certamente essa pessoa terá problemas e dores intensas.

O fato de os calçados ortopédicos serem anatômicos é imprescindível para a acomodação da planta dos pés e dos dedos. Pois a flexibilidade e maciez melhoram a pisada, corrigem a postura e ainda evitam os reflexos e dores na coluna e nas pernas.

Oferecem mais segurança

Outro benefício que ratificam o fato de os sapatos ortopédicos serem eficientes, tem a ver com a segurança. Sim, eles ajudam a evitar as dores, torções, já que a constituição deles é basicamente de material resistente e espesso. Logo, isso evita que os pés sejam lesionados ou afetados pelas deformidades do terreno pisado.

Custam menos que uma cirurgia

Infelizmente, quando os problemas ortopédicos não são tratados adequadamente, o custo disso pode ser maior. Pois, quando o paciente insiste em usar o calçado inadequado, a intervenção cirúrgica acaba sendo a única solução, a depender da gravidade.

Os sapatos ortopédicos são eficientes, principalmente porque proporcionam inúmeros benefícios a quem os utiliza. Além disso, eles se adaptam melhor à superfície e são mais resistentes. Portanto, sim, eles são fundamentais para a saúde dos pés.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Paulo!

Posted by Dr. Thiago Bittencourt in Todos